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Projeto ‘Por Elas’ destaca educação de crianças como ferramenta de prevenção à violência de gênero

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A educação de crianças foi apontada como uma das principais ferramentas para prevenir e combater a violência contra as mulheres durante mais uma edição do projeto ‘Por Elas – no Enfrentamento à Violência’, realizada pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM), nesta quarta-feira (10), no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. O evento teve como objetivo fortalecer a rede de proteção feminina e ampliar o diálogo sobre o tema.

A programação contou com palestras, seminário e roda de conversas voltadas à conscientização sobre a violência doméstica e seus impactos na vida das mulheres e de suas famílias. A iniciativa promoveu a troca de experiências entre profissionais que atuam diretamente na rede de atendimento, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das mulheres.

Um dos destaques do evento foi a palestra da promotora de Justiça Artemise Leal, da 59ª Promotoria de Justiça de João Pessoa de Defesa da Mulher, que abordou aspectos relacionados ao enfrentamento da violência doméstica e ressaltou que o processo educativo nas escolas é de fundamental importância para reverter o quadro de violência contra as mulheres.

“As instituições vem fazendo o dever de casa, mas não adianta recrudescer somente. Infelizmente os casos de violência vão continuar ocorrendo enquanto não educar. Por isso, quando eu assumi a Promotoria, a primeira recomendação que eu expedi foi justamente para fazer cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da nossa educação, que obriga as escolas a tratar o tema nos currículos escolares de forma pedagógica, de forma transversal”, destacou.

A promotora se referiu à Lei nº 14.164, de 10 de junho de 2021, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996). Ela incluiu a prevenção da violência contra a mulher nos currículos e instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.

A secretária das Mulheres de João Pessoa, Nena Martins, endossou a fala da promotora e acrescentou que a Prefeitura de João Pessoa tem se empenhado em levar esse debate às escolas para conscientizar crianças e adolescentes. “A violência contra a mulher não atinge apenas a vítima da agressão. Os filhos são atingidos, a família e a sociedade também são vítimas desse ciclo de violência”, ressaltou. “Estamos também levando esse debate às comunidades, ONGs, associações e clubes de mães para fortalecer essa rede de proteção”, complementou.

O educador físico André Rodrigues, de 39 anos, tem um filho de apenas dois anos de idade e disse que já se preocupa em como será a abordagem desse tema na educação da criança. “Já ensino meu filho a tratar as coleguinhas com gentileza”, informou.

Ele é instrutor de artes marciais e diz que tem percebido um aumento na procura de mulheres no curso de autodefesa. “Considero importante esse tipo de evento pra conscientizar homens e mulheres. Como instrutor, venho percebendo que a procura de mulheres vem subindo, tanto que estamos organizando uma turma de defesa pessoal voltada só para as mulheres”, disse André.

A psicóloga Jeanne Maria Vitorio, considera eventos como esse muito importante, que mostram que as mulheres podem denunciar e que terão proteção. “A violência não se restringe só ao espancamento, existem várias outras maneiras de violências e as mulheres precisam ser conscientizadas sobre isso e os homens também, porque muitas vezes eles nem se veem como agressores”, pontuou.

Participaram do evento Paula Monalisa, delegada da Polícia Civil e subcoordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) na Paraíba; Tânia Castelliano, presidente da Academia da Mulher Cabedelense de Letras, Artes e Ciências; e Alice Sales, coordenadora do Núcleo Especializado da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado da Paraíba; entre outras mulheres representantes de associações, organizações não governamentais e autoridades ligadas à defesa dos direitos femininos, além dos órgãos públicos municipais, como a Ronda Maria da Penha, o Centro de Referência da Mulher Ednalda Bezerra e a Guarda Civil Metropolitana.

Audiência pública debate Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027 na Assembleia Legislativa

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A Comissão de Orçamento, Fiscalização, Tributação e Transparência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (10), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 7.061/2026, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias do Estado para o exercício de 2027. O debate contou com a participação do secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins, além de parlamentares, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

Encaminhado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa em abril deste ano, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) estabelece as orientações que irão nortear a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Entre os temas abordados estão as prioridades e metas da administração pública estadual, a estrutura e organização dos orçamentos, as diretrizes para elaboração e execução orçamentária, as disposições sobre alterações na legislação tributária, despesas com pessoal, dívida pública e políticas de fomento.

Durante a audiência, o secretário Gilmar Martins destacou a importância do diálogo entre os Poderes e a sociedade na construção das diretrizes que orientarão o orçamento estadual. “A Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma legislação que a Constituição impõe que deve ser discutida anualmente. Aqui vamos tratar das diretrizes para o orçamento de 2027, discutir metas fiscais, limites de despesas com pessoal e os impactos que podem ocorrer na receita do Estado em função da reforma tributária. É um momento importante para dialogar com a sociedade sobre o que foi proposto pelo poder executivo”, afirmou Gilmar.

O secretário ressaltou ainda que a audiência pública tem caráter técnico e institucional, voltado à apreciação do projeto encaminhado pelo executivo, permitindo o debate sobre os pontos apresentados e o aperfeiçoamento da proposta durante sua tramitação legislativa.

De acordo com o PLDO, as prioridades e metas da administração pública estadual para 2027 estarão alinhadas ao Plano Plurianual (PPA) vigente, observando as dimensões, áreas e objetivos já estabelecidos para o período. Para o poder executivo, terão precedência na alocação dos recursos os programas estruturantes e demais ações previstas para o exercício de 2027.

Outro destaque da proposta é a inovação dos mecanismos de transparência e monitoramento das políticas públicas, incluindo a utilização de marcadores orçamentários que permitem identificar despesas relacionadas a públicos específicos, como crianças e adolescentes, mulheres, população LGBTQIA+, povos tradicionais e ações ambientais.

A tramitação do projeto segue o calendário definido pela Comissão de Orçamento da ALPB. Após a publicação do parecer preliminar, o período para realização de audiências públicas e apresentação de emendas ocorre entre os dias 4 e 18 de junho.

Conforme estabelece a legislação, o Projeto da Lei Orçamentária Anual referente a 2027 deverá ser encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa até 30 de setembro deste ano.

Paraíba mantém redução dos feminicídios e registra queda de 36,8% nos cinco primeiros meses de 2026

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A Paraíba segue apresentando redução nos casos de feminicídio. Após os dados do primeiro quadrimestre apontarem queda nos índices, os números consolidados pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social até o mês de maio de 2026 confirmam a manutenção da tendência de diminuição da violência letal contra as mulheres no estado.

De acordo com a estatística oficial, entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 19 feminicídios na Paraíba. No mesmo período de 2026, o número caiu para 12 casos, representando uma redução de 36,8%. O resultado significa que sete vidas de mulheres foram preservadas em comparação aos cinco primeiros meses do ano anterior.

A secretária das Mulheres e da Diversidade Humana, Vanda Menezes, destacou que os dados demonstram a importância da atuação integrada das políticas públicas de enfrentamento da violência contra as mulheres, mas ressaltou que os números ainda exigem atenção permanente.

“Recebemos esses dados com responsabilidade. Eles indicam que o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado e pela rede de proteção às mulheres está produzindo resultados, mas não há espaço para comemoração enquanto mulheres continuarem perdendo suas vidas em razão da violência de gênero. Cada feminicídio representa uma tragédia que impacta famílias e comunidades inteiras”, afirmou.

Segundo a secretária, a redução reforça a necessidade de manter e ampliar os investimentos em prevenção, acolhimento, proteção e autonomia econômica das mulheres. “Os números mostram que estamos avançando, mas também revelam o tamanho do desafio que ainda temos pela frente. Precisamos continuar fortalecendo os serviços especializados, ampliando o acesso das mulheres aos seus direitos e consolidando uma cultura de enfrentamento da violência em todas as regiões da Paraíba”, destacou.

A Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana (Semdh) atua de forma articulada com órgãos da segurança pública, sistema de justiça, assistência social, saúde e movimentos sociais, fortalecendo ações de prevenção, proteção e garantia de direitos para mulheres em situação de violência. “A redução dos feminicídios é um indicativo de que as políticas públicas estão no caminho correto, mas o compromisso permanece sendo o de avançar continuamente para que nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pela violência”, conclui Vanda Menezes.

SES reforça vigilância e prevenção contra arboviroses durante período chuvoso na Paraíba

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Foto: Frame EBC

Com a chegada das chuvas e o aumento das condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) tem intensificado as ações de vigilância e prevenção das arboviroses em todo o estado. O Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 06/2026 aponta que a Paraíba registrou 3.285 casos prováveis de dengue, chikungunya e zika até 6 de junho deste ano. Embora os números indiquem redução em relação ao mesmo período de 2025, a SES reforça que a participação da população na eliminação de focos do mosquito continua sendo fundamental para evitar novos casos e formas graves das doenças.

Além do monitoramento epidemiológico e laboratorial, a SES vem fortalecendo as ações de vigilância entomológica em parceria com os municípios. As estratégias incluem visitas domiciliares, identificação e eliminação de criadouros, monitoramento da presença do vetor e qualificação permanente das equipes de campo, especialmente neste período em que as chuvas favorecem o acúmulo de água parada e aumentam o risco de proliferação do mosquito.

Do total de casos prováveis registrados até a 22ª Semana Epidemiológica de 2026, 3.184 são de dengue, 98 de chikungunya e três de zika. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a Paraíba apresentou redução de 29,2% nos casos prováveis de dengue, 77,3% nos de chikungunya e 66,7% nos de zika. O estado contabiliza ainda cinco óbitos confirmados por dengue nos municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, João Pessoa e Monteiro, além de outros casos que seguem em investigação.

Segundo a responsável técnica do Núcleo de Arboviroses da SES, Carla Jaciara, o cenário atual demonstra a importância da manutenção das ações de vigilância epidemiológica e da notificação oportuna dos casos suspeitos. “Quando comparados ao mesmo período de 2025, observamos uma redução importante nos casos prováveis de dengue, chikungunya e zika. No entanto, é fundamental reforçar a importância da notificação oportuna dos casos suspeitos e da coleta adequada de amostras para exames laboratoriais, especialmente o RT-PCR nos primeiros dias de sintomas. Além disso, a população precisa estar atenta aos sinais de alarme e procurar assistência médica rapidamente quando necessário”, destacou.

De acordo com o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES, Nilton Guedes, as visitas domiciliares continuam sendo uma das principais ferramentas de controle das arboviroses, pois permitem tanto a orientação da população quanto a eliminação imediata de focos do mosquito. “As visitas domiciliares representam a primeira oportunidade que o agente de combate às endemias tem de orientar a população e executar ações de controle. Por isso, é fundamental que os municípios intensifiquem essas atividades e mantenham as informações atualizadas. O trabalho de campo continua sendo essencial para identificar e eliminar os criadouros antes que eles se transformem em novos focos de transmissão”, explicou.

Outra estratégia que vem sendo ampliada em todo o estado é a utilização das ovitrampas, tecnologia recomendada pelo Ministério da Saúde para monitorar a presença do mosquito e identificar áreas prioritárias para intervenção. As armadilhas permitem localizar regiões com maior concentração de ovos do Aedes aegypti, direcionando de forma mais precisa as ações de controle vetorial.

“As ovitrampas têm mostrado exatamente onde estão as áreas prioritárias para atuação. Com essas informações, os municípios conseguem identificar os locais com maior presença do mosquito, localizar os principais criadouros e desenvolver ações educativas mais direcionadas. O controle do Aedes aegypti não depende apenas do uso de inseticidas ou larvicidas, mas da integração entre vigilância, educação, limpeza urbana, infraestrutura, meio ambiente e da participação ativa da população”, ressaltou Nilton Guedes.

A SES alerta que recipientes como caixas d’água destampadas, tonéis, pneus, garrafas, vasos de plantas e outros objetos que acumulam água continuam sendo os principais ambientes para a reprodução do mosquito. Por isso, a recomendação é que a população realize inspeções frequentes dentro de casa e nos quintais, eliminando possíveis criadouros e contribuindo para reduzir a circulação do vetor.

A Secretaria também reforça a importância de procurar uma unidade de saúde diante dos primeiros sintomas, como febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas na pele e mal-estar. Nos casos em que surgirem sinais de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou tontura, a recomendação é buscar atendimento imediatamente. A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a transmissão das arboviroses e proteger a saúde da população paraibana.

O boletim completo, com dados epidemiológicos, laboratoriais e entomológicos das arboviroses na Paraíba, além de orientações para gestores, profissionais de saúde e população, pode ser consultado por meio do link: https://paraiba-portal-nginx.plone.rke.codataprd.pb.gov.br/portal_paraiba/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-epidemiologico-arboviroses-urbanas-no-06_2026.pdf

Lucas Ribeiro entrega complexo educacional de R$ 18 milhões e autoriza licitação de estrada em Alagoa Grande

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O governador Lucas Ribeiro inaugurou, na manhã desta quarta-feira (10), o Centro de Formação de Educadores Maria Odília Pereira Lins e a Escola Cidadã Integral (ECI) Padre Hildon Bandeira, em Alagoa Grande, no Brejo paraibano. A obra do complexo educacional recebeu investimentos superiores a R$ 18 milhões e integra um conjunto de ações celebradas na cidade no dia da plenária do Orçamento Democrático Estadual da região.

Durante a solenidade, o governador também assinou a autorização para licitação do projeto de implantação e pavimentação asfáltica da estrada que ligará Alagoa Grande ao Quilombo Caiana dos Crioulos, uma demanda histórica da comunidade. O trecho tem quase 9 quilômetros e conta com investimento de R$15 milhões.

Lucas Ribeiro destacou que os investimentos reforçam o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da educação e o desenvolvimento regional. “Estamos entregando uma obra que representa mais de R$ 18 milhões em investimentos apenas na educação de Alagoa Grande. Quando fortalecemos a educação, fortalecemos o futuro dos nossos jovens e promovemos desenvolvimento. Além disso, seguimos avançando com obras de infraestrutura, como as travessias urbanas e a futura estrada para Caiana dos Crioulos, que terá um investimento de R$ 15 milhões. Somos um governo municipalista porque é nas cidades que a vida das pessoas acontece, e é nelas que estamos presentes com ações concretas”, afirmou o governador.

O novo complexo educacional conta com salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditório, ginásio, restaurante, dormitórios e campo com gramado sintético, ampliando a estrutura de ensino e formação no município. A entrega da escola foi celebrada pela comunidade escolar. Representando os estudantes, o aluno Eduardo, do 3º ano, ressaltou a importância da nova estrutura para o aprendizado. “Recebemos mais do que um novo prédio. Ganhamos um espaço digno, moderno e estruturado, que combina perfeitamente com a grandeza dos nossos sonhos. Ter salas preparadas e laboratórios equipados nos dá o combustível necessário para focar no nosso futuro”, declarou.

O prefeito de Alagoa Grande, Neto Carneiro, destacou a parceria entre o município e o Governo do Estado e ressaltou o volume de investimentos destinados à cidade. “Hoje celebramos a entrega de uma obra que oferece aos nossos estudantes uma estrutura comparável à de uma universidade. Além disso, temos investimentos para levar água a Canafístula, a futura estrada para Caiana dos Crioulos e diversas outras ações que, juntas, se aproximam de R$ 40 milhões. São obras que transformam a vida das pessoas e demonstram o compromisso do Governo do Estado com Alagoa Grande”, enfatizou.

Mais investimentos – Além da inauguração do complexo educacional, o governador entregou oficialmente as travessias urbanas executadas no município. As intervenções em mobilidade na cidade receberam investimento superior a R$ 1,9 milhão e contemplaram mais de 15 ruas, beneficiando diretamente moradores de bairros e comunidades rurais com melhorias na mobilidade, segurança e qualidade de vida

Polícia Civil prende homem suspeito de estuprar enteada por oito anos

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Lagoa Seca, vinculada à 10ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), cumpriu um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 39 anos, investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável.

A prisão é resultado de investigação iniciada após a mãe da vítima procurar a unidade policial para denunciar abusos sexuais que teriam sido praticados pelo padrasto da adolescente ao longo de vários anos. De acordo com o relato da mãe, os abusos teriam se iniciado quando a vítima tinha nove anos, e duraram até a vítima completar 17 anos. A partir do relato apresentado e do aprofundamento das diligências, foram reunidos elementos que apontam para a ocorrência dos crimes investigados.

No decorrer da apuração, a vítima foi submetida ao procedimento de depoimento especial, realizado em parceria com a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude (DRCCIJ) de Campina Grande. Com base nos elementos colhidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.

O suspeito foi localizado e preso na tarde dessa terça-feira (9), sendo encaminhado à carceragem da Cidade da Polícia Civil, em Campina Grande, onde permanecerá à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia e demais procedimentos legais cabíveis.

Polícia Civil identifica segundo envolvido em crimes sexuais na Zona Sul

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 9ª Delegacia Distrital de Mangabeira, identificou o segundo suspeito por uma série de ataques sexuais contra mulheres na Zona Sul de João Pessoa.

As investigações apontaram que o investigado é natural do Rio de Janeiro, onde já responde por crime sexual contra uma criança. Em João Pessoa, ele utilizava uma motocicleta vermelha para abordar mulheres em locais públicos, como praças e saídas de escolas, agindo de forma violenta e intimidadora, proferindo frases agressivas e obrigando as vítimas a presenciarem atos sexuais.

Os levantamentos realizados pela equipe da 9ª DD também demonstraram que o homem chegou a seguir as vítimas até suas residências, monitorando seus movimentos e aterrorizando diversas mulheres da região. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, medida deferida pelo Poder Judiciário.

No entanto, ao diligenciar nos endereços obtidos, os policiais constataram que o investigado havia fugido de João Pessoa após ser alvo de abordagens policiais.

A Polícia Civil da Paraíba reforça a importância de que todas as vítimas compareçam à sede da 9ª DD para registrar ocorrência, garantindo que o investigado responda judicialmente por todos os atos praticados. Informações podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa pelo Disque-Denúncia 197.

Polícia Civil cumpre dois mandados de prisão preventiva por violência doméstica e estupro de vulnerável

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Serra Branca, em parceria com equipes da 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC) de Monteiro, cumpriu, nesta quarta-feira (10), dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário.

O primeiro mandado foi cumprido na zona rural de Parari, em desfavor de um investigado acusado de ameaçar de morte sua esposa utilizando uma faca peixeira. As ameaças foram registradas pela própria vítima em vídeo, que também relatou ter sofrido agressões físicas e danos materiais em sua residência. Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial de Serra Branca representou pela prisão preventiva, medida deferida pelo plantão judiciário e cumprida pelas equipes policiais nesta quarta-feira (10).

O segundo mandado cumprido foi contra um investigado acusado da prática de estupro de vulnerável contra uma criança do sexo masculino, de 11 anos de idade, crime ocorrido na zona rural de Serra Branca. Após tomar conhecimento do caso, nesta terça-feira (09), a equipe de Serra Branca aprofundou as investigações e representou pela prisão preventiva, que foi deferida pelo plantão judiciário e cumprida nesta quarta-feira (10).
A Polícia Civil da Paraíba reafirma seu compromisso com o enfrentamento da violência doméstica e a proteção de crianças e adolescentes, com a responsabilização dos autores dos crimes. Informações podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo Disque 100, serviço nacional de defesa dos direitos humanos.

Comissão da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da comissão representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Casa.

A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu após mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal, nem tratados internacionais.

A conclusão de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma nova constituinte.

“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Nacional, será barrada no STF.

“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.

PMJP solicita ao Ministério das Cidades inclusão de famílias atingidas pelas chuvas no ‘Compra Assistida’

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A Prefeitura de João Pessoa vai encaminhar para o Ministério das Cidades, um relatório detalhado sobre a situação dos desabrigados devido as inundações causadas pelas chuvas no mês de abril passado na Capital, para que seja analisada a possibilidade de as famílias serem atendidas através do Programa Compra Assistida.

O assunto foi tema de uma audiência entre a secretária de Habitação Social (Semhab), Socorro Gadelha, com o Ministro das Cidades, Vladimir Lima, e o secretário Nacional de Habitação, Augusto Henrique Alves Rabelo, quando eles solicitaram um relatório da situação para análise e posterior autorização.

A secretária Socorro Gadelha e a diretora de Planejamento da Semhab, Glauciene Almeida, estão em Brasília participando do 2º Encontro da Rede Periferia Viva, aproveitando a ocasião para uma audiência com o Ministro Vladimir Lima.

Segundo Socorro Gadelha, a reunião foi bastante produtiva, pois foi feito um relato do Programa Compra Assistida, que já beneficiou dezenas de famílias retiradas de áreas de risco, e solicitada a inclusão dos desabrigados das chuvas no Programa. A partir daí, o ministro Vladimir Lima pediu um relatório sobre a situação dos imóveis, mais um parecer da Defesa Civil Municipal com uma análise, para que depois seja autorizado o benefício.

De acordo com a secretária, o relatório já vai ser encaminhado para o Ministério das Cidades na próxima semana, pois já foi feito contato com o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Kelson Chaves, para que seja feito um parecer e relatório das áreas atingidas pelas inundações. “Nós vamos encaminhar todas as informações que foram solicitadas e quando o Ministério das Cidades autorizar fará um cronograma de trabalho para atender as famílias desabrigadas”, disse Socorro Gadelha.

 Encontro da Rede Periferia Viva – É uma promoção da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades que será encerrada nesta quarta-feira (10), depois de discutir e analisar a situação dos territórios onde o Programa Periferia Viva atua em todo o Brasil.

O Encontro reúne agentes, executores e assessoria técnica envolvidas na implementação do Programa e a Prefeitura de João Pessoa está sendo representada pela secretária de Habitação, Socorro Gadelha, e a diretora de Planejamento e Habitação da Semhab, Glauciene Almeida.

Socorro Gadelha lembrou que a Prefeitura de João Pessoa tem parceria com o Programa Periferia Viva e citou o Projeto do Porto do Capim, um investimento de mais de R$ 100 milhões, que vai promover a revitalização de uma parte importante do Centro Histórico da cidade, beneficiando mais de 500 famílias e uma área comercial.

Avaliando o Encontro, a secretaria disse que “para nós foi  muito importante ter participado, pois tivemos a oportunidade de contribuir com discussões sobre temas como a habitação, como foco principal no Periferia Viva, a promoção de políticas de integração nas periferias: matriz e ações financiáveis; a regularização fundiária nas operações de urbanização de favelas, e o trabalho social e reassentamento em operações de urbanização, além de discutirmos planejamento de operações, comunicação e mobilização nos territórios e boas práticas em estratégias de prevenção de riscos”, comentou.