O deputado federal Mersinho Lucena (PSD) cobrou, nesta quarta-feira (12), reciprocidade dos prefeitos do MDB em relação à candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba. A declaração ocorreu ao comentar a pressão feita sobre deputados estaduais da legenda para que apoiem os candidatos do partido ao Senado, Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha.
Mersinho questionou o fato de a cobrança estar concentrada nos deputados Fábio Ramalho, Felipe Leitão, Camila Toscano e Tovar Correia, que declararam apoio a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado. Segundo ele, se o MDB pretende exigir alinhamento partidário, o mesmo critério deve ser aplicado aos prefeitos da legenda que não apoiam Cícero na disputa pelo Governo.
“Agora, se for para chamar o feito à ordem, tem que chamar todo mundo. Existem diversos prefeitos, inclusive do MDB, que não votam em Cícero”, afirmou o parlamentar.
De acordo com o cenário citado durante a entrevista, dos 24 prefeitos do MDB na Paraíba, 11 estariam apoiando Cícero, enquanto os demais teriam se dividido entre as candidaturas de Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL).
Para Mersinho, não seria coerente cobrar fidelidade dos deputados na disputa pelo Senado sem exigir o mesmo posicionamento dos prefeitos em relação ao candidato do próprio MDB ao Governo do Estado.
O deputado também defendeu a autonomia dos parlamentares para definir suas alianças eleitorais e lembrou que o chamado voto cruzado já faz parte da dinâmica política paraibana.
“Essa história de voto cruzado não é novidade. Cada um tem a sua autonomia para tomar essa decisão”, declarou.
Mersinho reforçou que eventuais cobranças por alinhamento precisam alcançar todos os integrantes da legenda, sem imposições sobre as escolhas individuais.
“Exigir, obrigar, isso aí não existe. Ninguém é coronel para estar obrigando o desejo de cada um”, concluiu.











