26.7 C
João Pessoa
InícioParaí­baSustentabilidade gera novas práticas e desafios no setor funerário do Nordeste

Sustentabilidade gera novas práticas e desafios no setor funerário do Nordeste

Cemitérios verticais, gestão de resíduos e uso consciente do solo urbano transformam os rituais de despedida

Assim como diversos segmentos da economia, o setor funerário brasileiro passa por uma de suas maiores transformações históricas: a adaptação às exigências ambientais. No Nordeste, essa transição tem se tornado cada vez mais urgente, devido ao rápido crescimento populacional e do esgotamento do solo urbano nas capitais. Tecnologias pioneiras como cemitérios verticais e gestão inteligente de resíduos são alternativas para um setor mais sustentável.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025 o crescimento da população paraibana (0,47%) foi maior do que o do Brasil (0,39%) e do Nordeste (0,23%). Esse crescimento impacta diretamente o setor funerário estadual, visto que a demanda por vagas em cemitérios aumenta cada vez mais.

Em cemitérios tradicionais, existem desafios ecológicos relacionados à exploração do solo nesses espaços. Além de que o crescimento urbano, também dificulta a construção de novos cemitérios pela escassez de grandes áreas no perímetro urbano. Nesse cenário, a verticalização é uma alternativa para atender a essas demandas, pois os cemitérios verticais precisam de menos espaço e não têm o mesmo problema de contaminação do solo.

Na Paraíba, o Cemitério Morada da Paz Essencial, localizado na cidade de Guarabira, foi um dos primeiros a adotarem os jazigos verticais. Esse modelo substitui o contato direto com a terra, pois as gavetas sobrepostas são instaladas acima do nível do solo, operando com sistemas de tratamento gasoso que eliminam o risco de vazamento de necrochorume.

Além disso, o Grupo Morada também implementou políticas rígidas de gerenciamento de resíduos, reciclagem de coroas de flores e descarte controlado de materiais biológicos, mudando a cultura do setor. “A migração para o modelo verticalizado e a gestão rigorosa de resíduos não são apenas tendências, são necessidades sanitárias urgentes. A partir delas nós conseguimos zerar o risco de contaminação de lençóis freáticos e otimizar o espaço das cidades, provando que a tecnologia pode humanizar o luto e proteger o meio ambiente simultaneamente”, explica Emerson Matos, CEO do Grupo Morada.

Emerson aponta que nos próximos anos é esperado que exista uma demanda ainda maior por opções mais sustentáveis para o setor, pois a geração atual tem priorizado escolhas mais aliadas à preservação do meio-ambiente. “Nós já observamos que existe um crescimento de pessoas que buscam os cemitérios verticais e a cremação, mas também percebemos que os jovens atualmente estão realmente priorizando essas alternativas. Então, como a tendência é que eles assumam as decisões de fim de vida nos próximos anos, acreditamos que essa prática crescerá cada vez mais”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas