O PRIMEIRO SEMESTRE; novo texto de Demétrius Faustino sobre o Governo Bolsonaro

Mesmo sob risco de grande descontentamento de pessoas, umas por não aceitar observações críticas de qualquer espécie e, outras, por envergarem o nariz para qualquer passo que parta do presidente ou de sua assessoria, necessário se faz sem encolher os ombros, uma avaliação imparcial do governo Bolsonaro, em razão do primeiro semestre da gestão.

Pela sua campanha, e como resumo da incumbência a ele confiada, o presidente deixou evidente que se eleito iria contrapor as administrações do PT, varrer a corrupção, e implantar um governo sob o manto da eficiência.
A realização dessa aspiração não é tarefa para seis meses, é bem verdade. Entretanto, já veio à tona durante esse período uma magnitude de erros cometidos. Lado oposto, tais erros podem ser superados pela experiência, que se vai amontoando no tempo, mas o fato é que os lapsos tem sido grande em vários campos e isso dá uma extensão do tamanho dos desacertos cometidos até aqui.

O fato é que a economia estanca e o ritmo dos investimentos está engessado, causando grave impacto na execução das arrecadações federal, e estaduais, e neste último caso, gerando um clima negativo entre governadores, notadamente dos estados nordestinos. Daí é de se perguntar: qual será o futuro da reforma tributária?

Sem esquecer da teimosia em sacar verbas dos bolsos das pessoas para bancar a conta de gastos de custeio em movimentação frequente, e do desagrado que causou a setores essencias e de relevo, como por exemplo, ao cortar investimentos no custeio da Educação superior.

O Ministro Paulo Guedes, que, diga-se de passagem, ficou milionário apostando contra ou a favor de planos econômicos, por sua vez, ede forma pávida com as contas do governo em estado de choque, clamou o Congresso, e jogou uma fatura suplementar de R$ 248 bilhões no seu colo, sob a invencionice de que seria para encarar o rombo das rubricas da assistência social. Isto é o que se chama expandir gastos, sem primazia nem critério.

Sem olvidar do desgaste com a propagação dos diálogos hackeados entre o Ministro Sérgio Moro e o Coordenador dos Procuradores da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, pelo site Intercept Brasil e outros órgãos de imprensa.

Enquanto isso o presidente continua com o seu excesso de informalidade no cargo e seus apoiadores já perdem a esperança. Basta afirmar que a persistência em nomear seu filho para Embaixador nos Estados Unidos, é uma entre outros sintomas de despropósitos sem moderação do gestor com o perfil dos cargos e das instituições nacionais.

João Pessoa, Agosto de 2019.

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