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Reparação simbólica de Margarida Maria Alves foi o fato mais marcante dos Direitos Humanos em 2019

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O dia 25 de outubro do ano de 2019 será marcado na história do Brasil e, também da Paraíba e, por que não dizer, estará presente também nos livros didáticos escolares, pelo encerramento do ‘Caso 12.332’ da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pelo Estado Brasileiro. O dia marcou, oficialmente, o encerramento do Caso 12.332, como ficou conhecido internacionalmente o assassinato da sindicalista paraibana Margarida Maria Alves na CIDH, após 36 anos de sua morte e de quase 20 anos de tramitação na corte internacional.

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) sediou, naquela data deste ano, no edifício-sede do órgão, em João Pessoa, o ato solene de reparação simbólica à memória de Margarida Maria Alves, sindicalista e líder camponesa e defensora dos direitos humanos, assassinada com um tiro de escopeta calibre 12, no rosto, em frente à sua casa. Seus amigos, marido e o único filho com apenas oito anos de idade presenciaram a tragédia naquele dia 12 de agosto de 1983.

O Caso Margarida Maria Alves havia sido protocolado na CIDH no ano 2000 pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP), em conjunto com o Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela Fundação de Direitos Humanos Margarida Maria Alves. De acordo com o Gajop, o processo do assassinato de Margarida Maria Alves é um dos maiores do Estado da Paraíba, contando com 35 caixas de documentos, guardados em sala especial do Fórum de Alagoa Grande.

Precisou um paraibano tomar assumir secretaria – Para José de Arimatéia Alves, filho e testemunha ocular do assassinato de sua mãe, foi preciso que um paraibano tomasse posse numa secretaria nacional de Direitos Humanos para que o caso, que ficou internacionalmente conhecido, fosse definitivamente encerrado, acatando as recomendações da CIDH, entre elas o ato solene de reparação simbólica à memória de sua mãe e o pagamento de indenizações, a título de reparação econômica e por danos morais, para o filho da líder sindical rural assassinada.

“Não tenho dúvida de que o secretário Nacional de Proteção Global, Sérgio Queiroz, foi peça fundamental para que esse caso de 20 anos de tramitação na corte internacional e de 36 anos da morte de minha mãe fosse encerrado. Em cada conversa que tínhamos desde quando assumiu essa pasta, o secretário se mostrava indignado pelo caso ainda não ter sido encerrado e não ter tido a prioridade ao longo desses 20 anos. Ele pensava até que já havia recebido alguma indenização ou compensação pecuniária. Lamentavelmente, governos e mais governos, pós redemocratização, se sucederam no poder e não tomaram para si essa reparação tampouco priorizaram esse caso para que de uma vez por todas chegasse ao fim. Coube a um paraibano que teve sensibilidade para tomar para si o caso e só apenas descansar quando encerrasse. Muitos já diziam que esse caso estava perdido. Essa dor que enquanto filho de Margarida senti por muitos anos ao lado de meu pai Severino. Infelizmente, meu pai não viu essa reparação acontecer em vida. Ele sempre dizia que os governos estavam nos enganando e que essa indenização somente seria recebida por mim. Foi o que aconteceu. Esse dia 25 de outubro de 2019 foi histórico por esse reconhecimento público do Estado sobre a violação dos direitos de minha mãe. Eu entendo que independente da cor partidária, posicionamento político, aqui se encontra um filho e uma família que foram violentados, que teve sua mãe tirada de forma brusca, quando ainda eu era apenas uma criança. Aquele tiro nunca saiu da minha memória. O Estado ao fazer essa reparação e o pagamento da indenização não apenas pede uma espécie de perdão, mas também reconhece a sua incapacidade de colocar os criminosos de minha mãe na cadeia”, desabafou o filho de Margarida Alves, que esteve na solenidade com a esposa, o neto e familiares da sindicalista.

Oito meses para encerrar um caso de 20 anos – Um mês após assumir a secretaria Nacional de Proteção Global, uma das secretarias que integra o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o paraibano Sérgio Queiroz participou de uma audiência na Bolívia que listava as recomendações para encerrar o caso. Após conversar com a ministra Damares Alves, colocou o caso como uma das prioridades da secretaria e do governo federal. Com o trabalho de oito meses contínuos, todas as recomendações da CDI foram cumpridas e acatadas pelo Estado brasileiro.

“O documento assinado pelo governo brasileiro e o filho de Margarida Maria Alves, José Arimatéia Alves, no dia 25 de outubro foi a última recomendação que o Brasil precisava cumprir enquanto Estado para encerrar o caso. Por ser paraibano, tive a oportunidade de acompanhar o caso mais de perto por ser uma das atribuições da Secretaria Nacional de Proteção Global. Esse caso de Margarida é uma lição que o Brasil passa para o mundo. Esse caso não surgiu neste atual governo. Ele passou por vários outros anos e governos. Contudo, tivemos a prioridade de encerrá-lo, reconhecendo esse crime contra a mãe do professor Arimatéia. O Estado está expressando sua sensibilidade e ao mesmo tempo dizendo que continuaremos lutando contra qualquer tipo de violência e de crimes contra defensores de direitos humanos”, declarou Sérgio Queiroz.

Ato mais importante do Governo – Em sua fala, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves disse que o ato da reparação à Margarida Maria Alves foi o mais importante, até então do governo Jair Bolsonaro, na área de direitos humanos. “Os livros de História do Brasil logo, logo vão falar desse grande dia histórico em que o Estado brasileiro promoveu essa reparação. Assumimos que demorou muito e lamentamos por isso. Uma morte que se passa por 36 anos e um pedido de reparação que tramitou por 20 anos na corte internacional é tempo demais de espera para encerrar o caso. Contudo, esse governo com dez meses fez o acordo e acatou as normas internacionais desse pedido de reparação. Reconhecemos em Margarida uma mulher que lutou por direitos e justiça, lamentamos demais a forma terrível que ela foi morta e o nosso aceno neste momento é de chega de violência no campo, chega de violência na cidade e também na floresta. Que esse dia seja uma mensagem para o Brasil. É hora de reconciliarmos o Brasil em paz e pela paz”, declarou.

Reconhecimento do Estado Brasileiro – O secretário Sérgio Queiroz afirmou em seu pronunciamento “Preciso afirmar uma coisa e é uma das principais lições que o Brasil precisa compreender: Direitos Humanos não é uma pauta de esquerda, não é uma pauta da direita, nem é uma pauta do centro, Direitos Humanos são pautas para os humanos. Qualquer ser humano pelo simples fato de ser humano merece todas as proteções e também são assegurados a ele todos os direitos. Minhas palavras finais é que tenho muita alegria não com o caso em si, que foi terrível, mas de contar um dia para os meus netos, que um dia como paraibano Deus me deu essa graça de participar de uma reparação simbólica e de encerrar um dos casos que mais entristeceu a história da Paraíba. Quero encerrar dizendo que este ato de reparação e reconhecimento de Margarida Maria Alves não foi um ato de governo, seja das esferas executiva, judiciária ou do legislativo, mas, sim, foi um ato do Estado brasileiro”, finalizou.

QUEM FOI MARGARIDA MARIA ALVES?

Nascida e criada em Alagoa Grande, no Brejo Paraibano, Margarida Maria Alves foi a primeira mulher presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país, além de lutar pelos direitos dos trabalhadores do campo. As suas principais metas de seus 12 anos de gestão no Sindicato foram o de garantir o registro dos trabalhadores com carteira de trabalho, a jornada de 8 horas de trabalho diário, pagamento do 13° salário, férias e demais direitos para os trabalhadores do campo.

Na sua cidade natal, fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural, uma iniciativa que, até hoje, contribui para o desenvolvimento rural e urbano sustentável, fortalecendo a agricultura familiar.

Em seu discurso na comemoração do Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 1983, três meses antes de seu assassinato, Margarida denunciou que vinha recebendo ameaças de morte e proferiu a sua frase mais famosa: ‘É melhor morrer na luta que morrer de fome’. No dia seguinte, em 12 de agosto de 1983, foi assassinada com um tiro de escopeta calibre 12, no rosto, em frente à sua casa, com seus amigos, marido e filho pequeno presenciando tudo. O crime permaneceu impune e teve repercussão internacional, com denúncia encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Margarida teve seu nome na história na busca por justiça e direitos dos trabalhadores do campo. Severino, o marido de Margarida, dizia que “ela era uma mulher sem medo, que denunciava as injustiças”. Na época de sua morte, 72 ações trabalhistas estavam sendo movidas contra os fazendeiros locais. A sua história inspiraram a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000.

Símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais, Margarida recebeu, postumamente, o prêmio Pax Christi Internacional, em 1988; em 1994, foi criada, pela Arquidiocese da Paraíba, a Fundação de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves e, em 2002, recebeu a Medalha Chico Mendes de Resistência, oferecida pelo Grupo Tortura Nunca Mais (GTNM/RJ).

O dia de seu assassinato, 12 de agosto, é conhecido como o Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo e pela Reforma Agrária.

Veja concursos públicos previstos para 2020 na Paraíba e outros que já estão em andamento

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Pelo menos duas prefeituras, o Governo do Estado, uma universidade e um conselho de classe devem abrir vagas em concursos públicos previstos para 2020 na Paraíba. No levantamento preliminar feito pelo G1, pelo menos 2.535 vagas devem ser abertas na Secretaria de Estado da Saúde, na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), na Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, em secretarias e órgãos da Prefeitura de João Pessoa, na Prefeitura de Cabedelo, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e no Conselho Regional de Serviço Social da 13ª Região (CRESS/PB).

Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa deve abrir vagas em 2020 — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa deve abrir vagas em 2020 — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Secretaria de Estado da Saúde

Com o fim dos contratos com as Organizações Sociais que gerenciam hospitais na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde pretende fazer um processo seletivo em 2020. A gestão dos hospitais vai ser feita a partir da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde, pelo programa PB Saúde. Um projeto de lei complementar foi enviado à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para a implantação do programa. Segundo a secretaria, a seleção deve ser feita para a fundação, mas só após a ALPB aprovar o projeto. Não há previsão de vagas.

Sede da Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Sede da Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Procuradoria-Geral do Estado (PGE)

O Governo da Paraíba informou que está em fase de elaboração de edital de convocação da organizadora do concurso para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O concurso está entre as promessas de governo de João Azevêdo (sem partido). Ainda não há informações do número de vagas previstas.

Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia

O governador prometeu, em entrevista ao G1, enquanto ainda era candidato, realizar um concurso por ano para professor do estado, com mil vagas cada. Em 2019 houve um concurso para professor com mil vagas e, segundo a Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (Seect), há a previsão do segundo concurso, também com mil vagas, em 2020.

Centro Administrativo de João Pessoa — Foto: Cornélio Felipe/Secom-JP

Centro Administrativo de João Pessoa — Foto: Cornélio Felipe/Secom-JP

Prefeitura de João Pessoa

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV) anunciou que vai fazer concursos públicos para várias secretarias e órgãos do governo municipal da capital, totalizando 1.159 vagas.

Estão previstas quatro vagas para o gabinete do prefeito, cinco vagas para a Secretaria de Planejamento, 43 vagas para a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), oito vagas para a Secretaria de Finanças, 315 vagas para o Trauminha de Mangabeira, 84 vagas para o Instituto Cândida Vargas e 700 vagas para a Secretaria de Educação.

Apesar do anúncio ter sido feito em 29 de novembro, Luciano Cartaxo não detalhou quando os editais vão ser publicados.

Prefeitura Municipal de Cabedelo, PB — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Prefeitura Municipal de Cabedelo, PB — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Prefeitura de Cabedelo

A Prefeitura de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, anunciou que vai fazer um concurso público para o preenchimento de 276 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

A banca organizadora, Educa Assessoria Educacional LTDA, foi escolhida e anunciada em 5 de dezembro. O edital com os detalhes do concurso deve ser divulgado ainda em janeiro, segundo informou a Secretaria de Comunicação da prefeitura. De acordo com a prefeitura, as inscrições do concurso começam no dia 6 e vão até dia 9 de janeiro de 2020, somente pela internet.

Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

A Coordenadoria de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) informou em 19 de dezembro de 2019 que há uma previsão de concurso para professor da universidade, com cerca de 100 vagas. A comissão organizadora do concurso ainda está sendo elaborada, mas a expectativa da instituição é de que o edital seja lançado ainda no primeiro semestre de 2020.

Conselho Regional de Serviço Social da 13ª Região (CRESS)

O Conselho Regional de Serviço Social da 13ª Região (CRESS/PB) anunciou que vai fazer um concurso público em 2020. O Instituto Quadrix é o organizador do certame, que prevê vagas em Campina Grande e João Pessoa. Ainda não há número de vagas definido nem informações sobre a data de publicação do edital.

Concursos e seleção em andamento

Além dos novos editais que devem ser lançados em 2020, também há concursos e seleção com editais publicados e inscrições abertas na Paraíba. As inscrições em boa parte destes certames encerram em 7 de janeiro. Confira detalhes abaixo:

  • Vagas: 119 | 40
  • Níveis: médio, técnico e superior | médio, técnico e superior
  • Salários: R$ 998 a R$ 5 mil | R$ 998 a R$ 1,2 mil
  • Prazo de inscrição: até 7 de janeiro
  • Local de inscrição: site da organizadora, CPCon
  • Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 105 (superior)
  • Provas: 16 de fevereiro
  • Edital do concurso e da seleção da Prefeitura de Gurinhém
  • Vagas: 182
  • Níveis: fundamental, médio, técnico e superior
  • Salários: R$ 998 a R$ 2.853,47
  • Prazo de inscrição: até 19 de janeiro
  • Local de inscrição: site da organizadora, CPCon
  • Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 105 (superior)
  • Provas: 16 de fevereiro
  • Edital do concurso da Prefeitura de Sapé

 

G1 Paraíba

FELIZ PARAIBAIANIDADE – leia o novo artigo de Marcos Thomaz

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Centro Histórico de João Pessoa

Por Marcos Thomaz

Sou daqueles que consideram os dias, meses, anos, tal qual convencionamos tratar nas folhinhas de calendário, mera formalidade…

Para mim, além dos afazeres profissionais e pequenos simbolismos de algumas seletas datas, a marcação temporal pouco importa.

Fim de ano, reveillón, o tal 31 de dezembro pode até valer para renovar desejos, projetos e emanar as boas vibrações aos queridos (e quanto a isso, nem vale forçar a barra, “Good vibrations” só vale para quem as tem, beleza??)… E “apenas” isso, realmente representa muito! Soma demais, mas vejo tudo muito mais como uma introjeção nossa, do que algo realmente relevante/determinante no “correr do tempo”!

Enfim, divagações e coerência a parte, fato é que o calendário cristão-ocidental me indica que neste 2019 tenebroso brasileiro um dos poucos bons motivos que tive a celebrar foi ter completado exatos 20 anos que fui morar na Paraíba!

Duas décadas radicado em solo, ligado umbilicalmente e de coração transbordando gratidão por esta terra que me acolheu, dividiu conhecimento, me deu labor, trouxe meus filhos ao mundo, me deu companheira, família e muita, muita boa amizade…

Nasci em solo baiano, carrego minhas origens e cultura bem arraigadas. Amo minha culinária, o sotaque, meu Vitória, o Jorge Amado, o Caetano, Gil, Betânia enfim essa baianidade toda e mais!

Mas sinto-me integralmente Paraibaiano! Até há como separar, mas nunca eliminar os elementos que marcam estes dois territórios dentro de mim. Aliás, por tempo decorrido em vida, já tenho mais anos de Paraíba que Bahia (20 a 18 no meu “ranking de vivência”)!!

E isso muito me orgulha! Mais que isso, espanta. Assusta a maneira como essa identificação se traduz nos mais simples e naturais momentos, reações…

É sobre pertencimento que falo. A sensação arrebatadora de se sentir ligado ancestral (mesmo sem laços sanguíneos aparentes) e transcendentalmente a determinado lugar/espaço!

É assim, que vivo intensamente essa minha relação com a Parahyba/João Pessoa! A capital que me abriu uma Paraíba inteira aos olhos. Dali onde fui fisgado e fixado a República Independente dos Bancários (o nosso oásis de resistência)! Pela qual me espalho nas praias e me embalo no Centro Histórico! De onde parti para desbravar mais de uma centena de municípios (do litoral ao sertão, quase metade de toda a Paraíba) desse estado tão remoto a mim em tempos passados

Não sei falar sobre sensação alheia, mas das minhas cuido com esmero e revelo sem pudor… 

Mesmo nunca se fazendo necessário essa constatação, como uma espécie de epifania, seguidas vezes, pude comprovar, cristalizar o vínculo que me une, além raízes/além divisas a boa Paraíba…

Sabe o pertencimento, que citava??

Então, é ele que se manifesta efusivamente, em orgulho desmedido quando vejo qualquer menção “as coisas da Parahyba”! Seja na recepção em evento profissional em Fortaleza embalado pela “Feira de Mangaio”, de Sivuca, a simples audição da “Sebastiana” de Jackson do Pandeiro em uma casa qualquer do litoral baiano, ou qualquer brilho dos paraibanos mundo afora e “adentro” também, afinal precisamos olhar mais pra nós, por nós mesmo, independente deste referendo externo (mas isso é outra história).

É este mesmo pertencimento, vínculo inquebrantável que liga o sinal de alerta quando estando na minha terra mãe, Bahia, me planejo entusiasmado a voltar para casa. E este lar, aconchego há tempos é a Paraíba, o caminho inverso a origem, mas trilhado no destino natural da vida…

                       “pequenina como se eu fosse o saudoso poeta e fosses a Paraíba…”

 

Centro de Convenções de João Pessoa registra aumento de 15% em eventos e supera indicadores

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O Centro de Convenções de João Pessoa fecha 2019 com um aumento de 15% no número de congressos e eventos em relação ao ano de 2018. A perspectiva para 2020 é que o equipamento receba 40 mil visitantes com a realização de eventos já confirmados e cerca de R$ 70 milhões sejam injetados na economia do turismo paraibano.

Dentre os principais eventos realizados em 2019, destacaram-se o Congresso Brasileiro de Administração, Congresso Nacional de Edificações, Congresso Brasileiro de Asma, Congresso Norte/Nordeste de Pneumologia, Congresso Brasileiro de Direito Constitucional, Congresso Brasileiro de Química Teórica, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Congresso de Medicina de Emergência, Congresso Nacional dos Gideões, Congresso Brasileiro de Gestão Eclesial, Congresso Regional de Odontologia, Congresso Brasileiro de Fotografia, Feira Regional de Supermercados, Festival do Turismo de João Pessoa, Expotec, Expo Saúde, ExpoMotor, Congresso Regional de Recursos Humanos, dentre várias feiras comerciais e eventos corporativos, além de espetáculos nacionais, que reuniram 35 mil participantes e geraram cerca de R$ 65 milhões de impacto na economia do destino.

“Se não fosse a engrenagem do Centro de Convenções, a Paraíba não teria como receber importantes convenções, congressos, feiras comerciais de grande porte, além de grandes espetáculos nacionais”, afirmou Ferdinando Lucena, diretor do Centro de Convenções.

Em 2019, o Teatro Pedra do Reino recebeu importantes musicais como o Auto do Reino do Sol, a Bela e a Fera, o Rei Leão, Mundo Bita, além de espetáculos nacionais como os de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Djavan, Ney Matogrosso, Tiago Iorc, Zé Ramalho, Gal Costa, Adriana Calcanhoto, Léo Jaime, Roupa Nova, Benito di Paula, Titãs, O Grande Encontro, Alceu Valença, Milton Nascimento, Oswaldo Montenegro, Tom Cavalcanti e Lucas Neto, Toquinho, dentre outros.

Ferdinando Lucena reiterou que o complexo mudou o perfil do turismo da Capital paraibana. “O equipamento permitiu que houvesse injeção de receitas externas, arrecadação de tributos, movimentação da economia e importante ocupação hoteleira durante o ano e em relação aos anos anteriores”, ressaltou.

Ele avaliou ainda que o Centro de Convenções conseguiu manter boa receita mesmo em um ano de contingenciamento. “Apesar das adversidades de 2019, conseguimos atingir bons indicadores e ganhar o Prêmio Nacional Jacaré de Prata como um dos melhores espaços de eventos para realizar congressos e eventos do Brasil”, destacou.

Para 2020 anos já estão confirmados grandes eventos que irão movimentar a economia, entre eles os que serão realizados pela primeira vez na Paraíba, como o Congresso Brasileiro de Neurocirurgia, Congresso Brasileiro de Física Médica, Congresso Latinoamericano de Arquivistas, Congresso Norte/Nordeste de Corretores de Seguros, Congresso Norte/Nordeste de Clínica Médica, Congresso Brasileiro de Reabilitação Oral, Congresso Brasileiro de Ciências da Saúde, Congress0 Nordestino de Prótese, Feira Comercial da Indústria Calçadista, Congresso Brasileiro de Pesquisa Operacional, dentre outros com perspectiva de receber 40 mil visitantes e cerca de R$ 70 milhões injetados na economia do turismo.

Multidão comemorou a chegada de 2020 durante o maior show da virada promovido pela Prefeitura de João Pessoa; assista

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Milhares de pessoas escolheram se despedir de 2019 e entrar 2020 no Busto de Tamandaré, onde a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) realizou o maior réveillon da história da Capital – o show da virada reuniu atrações musicais, entre elas o cantor Mano Walter, e show pirotécnico com duração de dez minutos de queima de fogos. O evento também marcou o encerramento da programação da ação ‘Cidade que tem mais oportunidades’, um conjunto de iniciativas para estimular a economia da capital no período de fim de ano.

“Foram mais de dez eventos acontecendo na cidade dentro da programação de fim de ano, que contemplou todos os públicos, desde o Festival Internacional de Música Clássica, passando pelo Festival Louvor e Adoração, além das atrações de Natal e réveillon”, disse Hidelvânio Macedo, chefe de Gabinete Municipal, representando o prefeito Luciano Cartaxo no evento. “Esse ano de 2020 será de muito mais trabalho, com ritmo intenso de ações pelos mais diversos bairros da cidade”, projetou.

Com pé na areia ou espalhada por vários pontos, a multidão tomou conta da orla de Cabo Branco para acompanhar os shows da noite. Primeiro foi a DJ Danny Andrade, em seguida Kevin Ndjana. A música só parou por alguns instantes, para o público acompanhar a queima de fogos que coloriu o céu da Capital anunciando a chegada do ano novo. Já era 2020 quando Mano Walter subiu no palco para fazer um show empolgante, cheio de sucessos do momento. A noite ainda teve a Banda Nagibe e DJ Mermaid.

“Muitas músicas que eu retratam a vida no campo e muita gente se identifica. Aqui, na Paraíba, é sempre muito bom, é um lugar que me recebe com um carinho imenso”, disse o cantor Mano Walter, que incluiu no show canções de Gabriel Diniz, como uma forma de homenagem ao cantor adotado por João Pessoa, que faleceu em 2019. “É uma cidade que recebeu o Gabriel, portanto, não poderia deixar de cantar alguns dos seus sucessos, num lugar todo especial”, concluiu Mano Walter. Quem escolheu o Busto de Tamandaré para comemorar a chegada do ano novo não se arrependeu, é o que garante a estudante Ana Patrício Nunes. “Muita energia positiva, as pessoas se divertindo num clima de paz, curtindo a música e se confraternizando”, disse a jovem acompanhada de um grupo de amigos. “Só hoje a gente viu vários estilos diferentes tocando e as pessoas acompanhando, se divertindo. Acho que a Prefeitura acertou, está tudo muito legal e organizado”, concluiu.

Entre as milhares de pessoas presentes teve quem participou do Show da Virada no Busto de Tamandaré pela primeira vez, mesmo morando na Capital há muito tempo. O comerciante Silvio de Luna levou esposa e os dois filhos para a festa, para viver uma noite “inesquecível”, garante. “Sempre acompanhei pela televisão. Tinha vontade mas acabava deixando para comemorar na casa de familiares. Desta vez eu quis ver de perto, sentir essa energia e foi uma experiência realmente para não esquecer jamais”, afirmou.

Transmissão – O Show da Virada foi transmitido ao vivo pela TV Cidade João Pessoa, emissora institucional da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Pelo canal 8 da Net, Youtube e as redes sociais Facebook e Instagram, paraibanos puderam acompanhar a noite histórica no Busto de Tamandaré. “Depois de um 2019 com tantas conquistas, o que vimos nessa orla tomada por uma multidão mostra que o pessoense está cheio de energia para as vitórias que estão por vir em 2020. E um momento desses não podia deixar de ser registrado pelas lentes de nossa TV, tão sintonizada nessa alegria contagiante de nosso povo”, disse o diretor geral da emissora, Luis Alberto Guedes.

Estrutura – Além do palco com 18mx14m, a festa de Réveillon na Capital contou com painéis de LED nas laterais para transmissão simultânea dos shows, uma housemix – área exclusiva para as equipes técnicas das emissoras de TV –, além de posto médico e atendimentos diversos para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Segurança e apoio – Além da Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros fizeram trabalho de segurança do público. Várias secretarias municipais estiveram envolvidas na organização, como Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Semam), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Comunicação (Secom), Saúde (SMS), Segurança Urbana e Cidadania (Semusb), Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e Funjope.

Por Demétrius Faustino: ANO NOVO VELHO

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Pelo menos no momento nebuloso atual, nada se parece mais com um
ano velho que esse ano novo, pois está difícil fazer-se uma prospecção sobre
o que acontecerá, especialmente em um país como o Brasil, de presente
incerto e imprevisível futuro.
Já tivemos verdadeiros anos novos, mas foi num tempo pretérito, em
que passamos por períodos de verdadeira bonança, ventos favoráveis,
tripulação otimista.
Num país em que, uma adolescente recebe uma classificação
descabida e preconceituosa do presidente do Brasil, chamando-a de Pirralha
com maiúscula, somente por ter ela manifestado horror e indignação contra
o assassinato de dois índios, e por ter compreendido que não se trata de um
acaso mas de um descaso, de um desinteresse do Estado brasileiro pela
sorte dos nativos, é de se perguntar: por onde anda a educação? No caso do
presidente, é fácil de explicar: são ainda os efeitos dos livros de história,
malfeitos e adaptados a ideologia da velha ditadura militar.
Enquanto isso, uma adolescente sueca foi escolhida “Pessoa do Ano”
pela revista “Time” e teve seu retrato na capa da famosa revista, por sua luta
justa e necessária em defesa de um mundo limpo.
É difícil pensar que o ano será novo e diferente do velho, com um
presidente que só faz desdém com as lutas sociais, com o direito à diferença,
pela liberdade de opinião, pelas questões humanitárias.
É difícil pensar que o ano será novo e diferente do velho, sem a
melhora nos serviços públicos, em particular nos serviços de educação,
saúde e segurança pública.
Esta terra, com suas gentes e jeitos, falas e sotaques, comidas e modos
de conviver, de se vestir, de pensar a vida e o mundo, e que está entranhada
em nossa alma como um perfume que entra na nossa pele se usado com

frequência, está precisando mesmo é do sentimento chamado patriotismo,
pois do jeito que vai, continuaremos embarcados numa grande nau, num
mar incerto, assustados e inseguros. Somos o país dos inadimplentes,
desempregados, onerados de angústias, e temos o dever de usar o
patriotismo para procurar o horizonte escondido.
O fato é que, o melhor não é usar roupa branca, nem comer sete
sementes de romã, nem comer lentilhas, nem pular sete ondas no mar, nem
usar lingerie colorida, nem comer aves que ciscam para trás, e nem comer
doze uvas.
Bom mesmo é que, conhecendo ou não o porto de destino, o
importante é concentrar-se na viagem, e cuidar de amores e amizades, fazer
bem e fazer o bem, botar as boas intenções em prática e sair da zona de
conforto.

Governo do Estado divulga vídeo institucional mostrando ações e mensagem de Feliz Ano Novo; veja

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O Governo do Estado vem divulgando campanha publicitária com mensagens positivas de fim de ano. Na peça publicitária, a gestão estadual destaca a força do povo paraibano e ações alcançadas pela administração em 2019.

“Eu sou um estado de lutas e vitórias sou um estado mais forte. Sou a Paraíba em ação”, diz um dos trechos da campanha que pode ser assistida em vídeo logo abaixo:

Inmet emite alerta de chuvas intensas para mais de 40 cidades do Sertão da Paraíba; veja quais

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Um alerta de chuvas intensas foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para 44 cidades do Sertão da Paraíba. De acordo com o instituto, o alerta é de perigo potencial, e as chuvas podem causar danos estruturais às cidades atingidas.

Conforme o alerta, as chuvas podem variar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos, de 40 a 60 km/h. Os riscos de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos são baixos, mas o Inmet orienta que a população evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada, e em casos de rajadas de vento, não se abriguem debaixo de árvores.

O alerta do Inmet vale até as 9h de terça-feira (31), véspera de Ano Novo. Para mais informações, o Inmet recomenda que a população entre em contato com os telefones da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193).

Veja as cidades sob alerta de chuvas intensas

  1. Aguiar
  2. Aparecida
  3. Bernardino Batista
  4. Boa Ventura
  5. Bom Jesus
  6. Bonito de Santa Fé
  7. Cachoeira dos Índios
  8. Cajazeiras
  9. Carrapateira
  10. Conceição
  11. Coremas
  12. Curral Velho
  13. Diamante
  14. Ibiara
  15. Igaracy
  16. Itaporanga
  17. Joca Claudino
  18. Lastro
  19. Manaíra
  20. Marizópolis
  21. Monte Horebe
  22. Nazarezinho
  23. Nova Olinda
  24. Pedra Branca
  25. Piancó
  26. Poço Dantas
  27. Poço de José de Moura
  28. Princesa Isabel
  29. Santa Cruz
  30. Santa Helena
  31. Santa Inês
  32. Santana de Mangueira
  33. Santana dos Garrotes
  34. Serra Grande
  35. Sousa
  36. São José de Lagoa Tapada
  37. São José de Caiana
  38. São José de Santana
  39. São José de Princesa
  40. São João do Rio do Peixe
  41. Tavares
  42. Triunfo
  43. Uiraúna
  44. Vieirópolis

Hospital Metropolitano recebe segundo pouso aeromédico e atende pacientes do Trauma

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O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires recebeu, nesse final de semana (28 e 29) pacientes do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Dentre os atendidos, um paciente de 38 anos, com ferimento de arma de fogo na cabeça, que foi removido por via aérea do Trauma para o Metropolitano. A transferência, realizada por helicóptero, contou com os trabalhos do Grupo Tático Aéreo (GTA), da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social. Toda a ação faz parte do plano estadual de contingência a situações de emergência, objetivando a garantia do atendimento e cuidados com a saúde da população paraibana.

De acordo com o diretor geral do Hospital Metropolitano, Antônio Pedrosa, receber os pacientes do Hospital de Trauma de João Pessoa exigiu uma força tarefa de todas as equipes da unidade de saúde. “O nosso Núcleo de Regulação Interno foi fundamental para organização do fluxo e recebimento de cada paciente. Nossa equipe de manutenção e limpeza prepararam as enfermarias, já as equipes médica e multidisciplinar recepcionaram cada um e tão prontamente providenciaram o atendimento, de acordo com a necessidade de cada paciente. Unimos esforços para garantir que a saúde da população paraibana não fosse prejudicada”, afirmou o diretor geral do Metropolitano.

Já o diretor geral do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, Leonardo de Lima Leite, avaliou que “sem uma visão gerencial e de parceria entre as unidades de saúde, não conseguiríamos obter êxito”. O diretor expressou ainda a gratidão aos profissionais do Metropolitano: “Aos colegas neurocirurgiões que deram toda a cobertura durante as 24h do plantão, e à toda equipe envolvida, o meu sincero reconhecimento a maestria, para dar conta de avaliações e procedimentos dos dois serviços. Ainda há muito por fazer, mas sabemos que contamos uns com os outros nestas horas. E assim entregamos excelência em saúde”.

O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, pontuou que o Hospital Metropolitano integra a rede estadual de assistência hospitalar, e, desta forma, cumpre também o seu papel dentro do plano estadual de contingência a situações de emergência. “O Metropolitano vem realizando um importante e significativo trabalho, dando suporte aos atendimentos realizados no Trauma. As transferências, caso necessárias, permanecerão acontecendo até que o fluxo seja completamente normalizado, não acarretando perda no tratamento para nenhum assistido. Nossa prioridade é salvar vidas”, declarou.

No total, mais de 30 pacientes que necessitavam de atendimento especializado, e alguns deles, de intervenção cirúrgica, receberam toda a assistência necessária, e seguem em observação no Hospital Metropolitano.

Projeto do Senador Veneziano coíbe abusos e amplia financiamento de cursos superiores para estudantes carentes

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Em tempos de cortes dos recursos das universidades federais brasileiras, uma iniciativa do Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) busca minimizar os efeitos negativos da política educacional adotada pelo Governo Federal. Ele apresentou este ano um Projeto de Lei que objetiva coibir reajustes abusivos das mensalidades, ao tempo em que amplia o financiamento de cursos mais caros para estudantes carentes

O Projeto de Lei (PL) 1.772/2019, que altera a lei do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), tramita na Comissão de Educação (CE), sob a relatoria do Senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que já deu parecer favorável.

A matéria muda a regra atual de que o reajuste será feito pelo índice de preço oficial definido pelo comitê gestor do Fies, indicando que este índice será o parâmetro máximo para reajustes. Além disso, revoga artigo da Lei 10.260, de 2001 que determina que o agente operador poderá estabelecer valores máximos e mínimos de financiamento, conforme regulamentação do Ministério da Educação e dos termos definidos pelo comitê gestor do Fies.

“Ensino de qualidade para todos os brasileiros” – Ao apresentar o projeto, Veneziano reclamou que o montante atual fixado pelo comitê gestor é insuficiente para financiar cursos mais caros, como o de Medicina, por exemplo.

Como membro da CE, Veneziano se mostrou preocupado em garantir ensino superior de qualidade para todos os brasileiros, especialmente, aos paraibanos. Ele lembrou que o Fies é uma iniciativa que já tem quase duas décadas, propiciando avanços importantes na democratização do acesso à educação superior no País.

Em sua justificativa, ele lembrou que, embora algumas das modificações introduzidas nessa ocasião sejam bem vindas, para dar ao Fies maior robustez, eficiência e sustentabilidade, outras acabaram por reduzir de forma acentuada o seu alcance social.

“Assim, julgamos positivo que o valor total do curso financiado pelo Fies tenha passado a ser discriminado no contrato de financiamento estudantil, com a especificação do valor da mensalidade no momento da contratação e de sua forma de reajuste ao longo do curso”, argumentou o Senador paraibano.

Se aprovada pela CE, a matéria seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que dará a decisão final sobre o projeto.