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Em Santa Rita, aulas presenciais na rede municipal de ensino retornam dia 2 de setembro

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Santa Rita se prepara para o retorno presencial das aulas do sistema municipal de ensino. Segundo o plano operacional da Secretaria de Educação, a retomada acontecerá a partir do dia 02 de setembro, de forma gradual e em modo híbrido, com até 50% presencial.

Inicialmente, voltam a frequentar as unidades escolares os alunos de 4 e 5 anos da Educação Infantil e os estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.  Já as turmas da Escola Cívico Militar Capitão Tomaz Panta, dos anos iniciais e finais, funcionarão em horário integral, das 7h às 16h, também de forma híbrida. No caso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a retomada será para todos os alunos já a partir de 02 de setembro.

Seguindo o plano da Secretaria de Educação, em 04 de outubro, retornam às aulas os alunos de 0 a 3 anos da Educação Infantil, os do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e os da Educação Especial.

A secretária de Educação Edilene Santos destaca, no entanto, que o plano apresenta flexibilidade porque vai considerar a realidade de cada unidade escolar. “Além disso, é importante destacar que durante todo o mês de setembro as atividades continuarão de forma remota para as demais etapas de ensino não contempladas com as aulas presenciais nesse período”, explica.

Edilene acrescenta que a carga horária atenderá cada turma de forma escalonada, em que metade dos alunos assiste aula presencial e metade de forma remota, intercalando os dias.

“Ressaltamos ainda que todas as medidas sanitárias estarão sendo respeitadas, entre elas, o distanciamento entre todos os membros da comunidade escolar, o uso do álcool em gel e das máscaras de proteção. Cada criança deve portar sua garrafa de água e não compartilhar alimentos, objetos pessoais ou materiais didáticos”, afirmou.

TCE-PB escolhe lista tríplice para novo Procurador Geral do MP de Contas

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O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba realizou, nesta quarta-feira (25), sua primeira sessão ordinária do Pleno no formato híbrido com a presença dos membros do colegiado no plenário e de advogados pela via remota. Foi a primeira sessão da Corte de Contas, desde o início da Pandemia do Covid-19, em abril do ano passado.

Segundo observou o presidente do TCE, conselheiro Fernando Rodrigues Catão, desde o início da pandemia o Tribunal procurou manter suas atividades com a realização de sessões plenárias, buscando respeitar as restrições impostas naquele momento, inclusive com a suspensão do expediente presencial. Nesse processo houve a adaptação à nova realidade e o início das sessões remotas permitiram a continuidade dos julgamentos das contas públicas.

No atual momento, quando se vislumbra um controle maior da Pandemia e o avanço da vacinação em todo o País, o TCE prepara o retorno às atividades normais, a começar pela retomada das sessões plenárias presenciais. Para isso, observando as medidas restritivas e o protocolo sanitário, reestruturou o plenário para sessões híbridas com a instalação de divisórias de vidro. O acesso ao plenário foi limitado e reforçado a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Durante a sessão ordinária híbrida desta quarta-feira, aberta ao público por meio da TV-TCE, pelo Youtube, o presidente Fernando Catão recebeu várias manifestações, inclusive da parte dos advogados, que puderam acompanhar os julgamentos, tanto de forma presencial, como virtual por meio de teleconferência, reiterando assim mais acesso e transparência pública.

Lista Tríplice do MPC – Na primeira reunião presencial do Tribunal Pleno foi realizada, em sessão extraordinária, a escolha dos membros do Ministério Público de Contas para composição da Lista Tríplice, que será encaminhada ao governador do Estado, a quem cabe nomear o novo Procurador Geral do TCE.

Sob a presidência do conselheiro Fernando Catão, os procuradores votaram a formação da lista, e no final – com a apuração do conselheiro decano Arnóbio Alves Viana, foram eleitos os procuradores Bradson Tibério Luna CameloSheyla Barreto Braga de Queiroz e Elvira Samara Pereira de Oliveira. O novo procurador vai suceder o atual chefe do MPC, procurador Manoel Antônio dos Santos.

Participaram da sessão extraordinária os conselheiros Fernando Rodrigues Catão (Presidente), Arnóbio Alves Viana, Nominando Diniz, André Carlo Torres Pontes e Antônio Gomes Vieira Filho. Também os substitutos Oscar Mamede Santiago Melo e Antônio Cláudio Silva Santos. O conselheiro Fábio Túlio Nogueira, que é vice-presidente e presidente da Atricon – Associação Nacional dos Tribunais de Contas, também prestigiou a eleição.

 SESSÃO NA ÍNTEGRA: https://youtu.be/wcP0ASH0HaM

TCE-PB imputa débito de R$ 21 milhões à Organização Social por irregularidades na gestão de hospitais

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Na primeira sessão ordinária híbrida (presencial e remota), realizada pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), nesta quarta-feira (25), os membros do TCE-PB, à unanimidade, julgaram irregulares as despesas realizadas pelo Instituto GERIR, Organização Social contratada pela Secretaria de Saúde do Estado para gestões no Hospital Regional Janduhy Carneiro e Maternidade Dr. Peregrino Filho na cidade de Patos em 2019.

As duas inspeções especiais realizadas pelos técnicos da Corte mostraram que os prejuízos chegaram ao montante de R$ 21 milhões em despesas não comprovadas e ilegítimas, conforme os votos do relator, conselheiro André Carlo Torres Pontes, referentes aos processos números  12940/19 e nº12992/19. Os valores foram imputados, solidariamente, ao Instituto GERIR e ao diretor Antônio Borges de Queiroz, e devem ser ressarcidos no prazo de 30 dias.

Entre as irregularidades apontadas pela Auditoria puderam ser destacadas transferências de numerários sem justificativa para outra conta corrente do próprio Instituto, diversa daquela utilizada para recebimento e prestação de contas, bloqueios judiciais que impediram compromissos com folha de pessoal e superfaturamento de contratos.

Os prejuízos do Estado com os recursos administrados pela Organização Social Instituto GERIR chegaram a R$ 15.208.091,32, relacionados ao Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, e R$ 6.003.740,43 na gestão da Maternidade Dr. Peregrino Filho.

 

O Tribunal de Contas do Estado realizou sua 2321ª sessão ordinária com a participação dos conselheiros Fernando Rodrigues Catão, Arnóbio Alves Viana, Nominando Diniz, André Carlo Torres Pontes e Antônio Gomes Vieira Filho. Também os substitutos Oscar Mamede Santiago Melo e Antônio Cláudio Silva Santos. Pelo Ministério Público de Contas atuou o procurador geral, Manoel Antônio dos Santos.

ESPERANÇA RENOVADA: Paraíba recebe mais de 142 mil doses de vacina nesta quinta-feira

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou nesta quinta-feira (26) a chegada de mais 142.560 doses de vacinas contra a covid-19.

De acordo com a secretaria está prevista a chegada de 86.400 doses da Butatan, para aplicação da primeira dose (D1) e segunda dose (D2), por volta das 12h15. Às 15h está prevista a chegada de mais 56.160 doses da Pfizer também para D1 e D2.

Com isso, a idade mínima para vacinação no estado deve diminuir, a maioria dos municípios já alcançou a faixa etária de 18 anos, ou começou a vacinar adolescentes entre 12 e 17 anos, com comorbidades.

Nessa quarta-feira (25), foi definido que a partir de 15 de setembro, doses de reforço para pessoas imunossuprimidas e população com 70 anos ou mais, conforme anúncio do Ministério da Saúde (MS) sobre as novas estratégias para condução do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra covid-19.

Nesta quinta, João Pessoa vacina pessoas a partir de 12 anos com deficiência e comorbidades, e segue com segunda dose

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A Prefeitura de João Pessoa segue, nesta quinta-feira (26), com a campanha de vacinação contra a Covid-19 imunizando com a primeira dose adolescentes com deficiência e comorbidades a partir dos 12 anos, além de aplicar a dose de reforço para quem tomou Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer.

Para os adolescentes com deficiência e comorbidades, a vacinação será realizada em 8 postos, que funcionarão das 8h às 12h, além de um drive-thru, que abre às 8h e finaliza às 15h. A vacinação com a dose de reforço será realizada em 4 postos, das 8h às 12h, e 2 pontos de drive-thru, funcionando das 8h às 15h.

Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Este grupo inclui pessoas com: limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo; pessoas com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar mesmo com uso de óculos; indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar, etc.

Documentação exigida – A deficiência deverá ser preferencialmente comprovada por meio de qualquer documento, desde que atenda ao conceito de deficiência permanente adotado nesta estratégia, podendo ser: laudo médico que indique a deficiência; cartões de gratuidade no transporte público que indique condição de deficiência; documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência; documento oficial de identidade com a indicação da deficiência; ou qualquer outro documento que indique se tratar de pessoa com deficiência. Caso não haja um documento comprobatório, será possível a vacinação a partir da autodeclaração do indivíduo. Nesta ocasião, o indivíduo deverá ser informado quanto ao crime de falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal).

No caso de adolescentes com comorbidades, será preciso levar cópia do laudo ou declaração médica que comprove sua condição. As cópias dos documentos comprobatórios também ficarão retidas.

Já para a D2 precisa apenas do cartão de vacinação e de um documento com foto.

Agendamento – A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta sobre a necessidade do agendamento, que pode ser feito através do aplicativo Vacina João Pessoa ou do site vacina.joaopessoa.pb.gov.br. Com isso, o cidadão assegura ser vacinado no local indicado, com agilidade e todos os cuidados sanitários necessários. O agendamento está disponível a partir das 19h desta quarta-feira (25). O público com deficiência não precisa realizar o agendamento.

Dúvidas – Quem tiver algum problema para realizar o cadastro ou agendamento, pode tirar dúvidas pelo e-mail [email protected] ou telefone 9 8600-4815 (8h às 17h).

Solidariedade – Os postos de vacinação também estão abertos para receber as doações de alimentos não perecíveis. Após a arrecadação, eles serão distribuídos com instituições de caridade e famílias necessitadas, atingidas pelos efeitos da pandemia. A arrecadação e a distribuição integram uma iniciativa conjunta da Prefeitura de João Pessoa e do Governo do Estado.

Confira os pontos de vacinação desta quinta-feira (26):

PRIMEIRA DOSE

Pessoas com deficiência 12+ (8h às 12h)
Associação Pestalozzi da Paraíba (Cristo Redentor)
Apae (Bancários)
Funad (Pedro Gondim)

12+ com comorbidades
ECIT Papa Paulo VI (Cruz das Armas)
Escola Francisco Pereira da Nóbrega (Cristo Redentor)
Centro Cultural Tenente Lucena (Mangabeira)
Escola Leonel Brizola (Tambauzinho)

Drive-thru (8h às 15h)
UFPB, acesso pelo HU (Castelo Branco)

SEGUNDA DOSE
Coronavac – Butantan (8h às 12h)
Lyceu (Centro)

Drive-thru (8h às 15h)
Mangabeira Shopping (também pedestres)

Astrazeneca (8h às 12h)
FIEP (Trincheiras)
Escola Seráfico da Nóbrega (Tambaú)

Drive-thru (8h às 15h)
Unipê (Água Fria)

Pfizer (8h às 12h)
Ginásio Ivan Cantisani (Tambiá)

Paraíba é o 2º estado do Brasil e 1º do Nordeste com menor ocupação dos leitos

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O Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que de 15 a 21 de agosto se manteve uma tendência de queda de diversos indicadores da pandemia que vêm sendo acompanhados pela Fiocruz, entre eles o das taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos. O material evidencia que a Paraíba é o 2º estado Brasileiro com a menor ocupação de leitos dedicados ao vírus, figurando como o primeiro no ranking Nordeste.

Duas capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 superiores a 80%: Boa Vista (84%) e Rio de Janeiro (96%). João Pessoa está entre as 20 capitais fora da zona de alerta com a ocupação média de 16%, sendo menor que a do Recife (43%), Maceió (23%), Aracaju (45%), Salvador (26%). O estudo aponta que quatro capitais estão na zona de alerta intermediário: Belo Horizonte (64%), Curitiba (72%), Goiânia (73%) e Brasília (63%).

O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz ressalta ainda que o controle da pandemia está ancorado na vacinação, no uso de máscara e no distanciamento físico, que continuam sendo estratégias fundamentais para o enfrentamento da Covid-19.

A Paraíba já vacinou 80% da população adulta com pelo menos uma dose, ou dose única, o equivalente a 59,24%  da população total do estado. De acordo com o secretário de saúde do estado, Geraldo Medeiros, esta melhora nos indicadores já é percebida pelo monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e que já possibilitou a retomada de serviços para a população.

“Nós ampliamos leitos, estamos mantendo o ritmo da vacinação e já percebemos a melhora nos indicadores, o que já se reflete na queda de ocupação total de leitos Covid-19, que têm se mantido com média de 20%. Essa atualização de cenário possibilitou a retomada de vistas presenciais com novos protocolos no Hospital Metropolitano, o retorno dos atendimentos ambulatoriais e das cirurgias eletivas no estado, bem como a continuidade do Programa Opera Paraíba”, reforça o secretário.

O estado mantém a estabilidade nos índices, também de acordo com análise situacional e evolutiva da pandemia da covid-19 do Plano Novo Normal Paraíba. 99% dos municípios paraibanos encontram-se em bandeira amarela, com a possibilidade maior de flexibilização das atividades. Embora seja um quadro animador, o Boletim da Fiocruz ressalta que é preciso ter cautela por conta da propagação da variante Delta no País. A Paraíba ainda não apresenta casos da nova cepa, embora estados vizinhos já tenham notificado casos da Delta. O Boletim Observatório covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz completo pode ser acessado no link: bit.ly/3gzXcHZ 

Agevisa divulga projetos selecionados para evento estadual sobre cuidado e segurança do paciente

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A Agência Estadual de Vigilância Sanitária realiza no próximo dia 17 de setembro, a partir das 9 horas, encontro estadual remoto com foco no tema “Cuidado Materno e Neonatal Seguro”. Direcionado especialmente aos profissionais dos serviços de saúde, mas aberto a todas as pessoas interessadas em debater a questão da saúde das mães e dos recém-nascidos, o encontro versará sobre a “Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente” e incluirá a apresentação de experiências realizadas em hospitais paraibanos e destinadas a promover o parto seguro e a preservação da vida das mães e dos seus bebês.

 

Na manhã desta quarta-feira (25), a Agevisa divulgou a lista dos hospitais com projetos selecionados pela Comissão Organizadora, em conjunto com a Diretoria-Geral, para serem apresentados e debatidos durante o evento, cuja realização fará parte da celebração do Dia Mundial da Segurança do Paciente (17 de setembro), nos termos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente da Vigilância Sanitária (NSP-Visa), Vivian de Oliveira Lopes, foram selecionados projetos desenvolvidos por profissionais do Hospital Distrital Deputado Manoel Gonçalves de Abrantes (Sousa), Maternidade Deodato Cartaxo (de Cajazeiras), Instituto Cândida Vargas, Hospital Alberto Urquiza Wanderley e Maternidade Frei Damião (de João Pessoa) e Hospital e Maternidade Dr. Peregrino Filho (do município de Patos).

 

Os trabalhos foram escolhidos por meio de processo seletivo realizado entre os meses de junho e julho e idealizado com o objetivo de aproximar e dar visibilidade às atividades dos serviços de saúde da Paraíba. “Como critério de inclusão no evento, foram selecionados aqueles que mais se encaixam na temática deste ano”, explicou Vivian Lopes.

Audiência Pública: Câmara debate revisão do Plano Diretor da Capital

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A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou, nesta quarta-feira (25), uma audiência pública para debater a revisão do Plano Diretor da Capital, instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana da cidade. A discussão foi proposta pela Mesa Diretora da Casa e contou com a participação de secretários municipais, vereadores e representantes da sociedade civil organizada.

O secretário de Planejamento José William Montenegro Leal afirmou que a gestão atual teve o cuidado de começar o processo de revisão do Plano Diretor, que deveria ter sido feito em 2018. Ele explicou que a Seplan é responsável pela coordenação desse importante projeto, que, legalmente, deve planejar a cidade pelos próximos dez anos, mas que o planejamento vai além desse período.

“A gestão pensa o Plano Diretor para uma João Pessoa de 20 a 30 anos à frente. O Plano Diretor é a lei que determina como o Município vai se desenvolver e se ordenar de forma sustentável. É importante que haja uma discussão ampla e democrática para a construção de uma cidade inteligente, sustentável e solidária, tanto para os moradores quanto para as pessoas que a visitam”, explicou, complementando que esse planejamento norteia ações de políticas públicas necessárias ao bem-estar das pessoas, ao meio ambiente e ao desenvolvimento econômico e sustentável.

O secretário citou pontos que devem ser amplamente debatidos para a construção do Plano Diretor, como: abordagem socioeconômica; arrecadação de tributos; gestão pública eficiente; urbanismo e infraestrutura; uso e ocupação do solo; iluminação e segurança pública; creches e escolas; postos de saúde; patrimônio histórico; saneamento básico; coleta de lixo; preservação de rios, nascentes e áreas verdes; controle da poluição; mapeamento de áreas de risco; e mobilidade urbana sob o viés da estrutura das ruas, calçadas, ciclovias e da acessibilidade.

O representante do consórcio responsável por gerir o “João Pessoa Sustentável”, Gustavo Taniguchi, esclareceu que o programa tem um item específico que prevê a contratação de uma consultoria para auxiliar na revisão do Plano Diretor. “A revisão do instrumento é feita pelo Executivo. A empresa vem prestar uma consultoria, um apoio ao município nas questões técnicas, para melhorar a divulgação do Plano e traduzir essa linguagem técnica para que a população possa contribuir em tempo integral, durante todo esse processo de revisão. A partir do diagnóstico técnico e comunitário são construídas as propostas e minutas de lei, que vão ser apreciadas aqui para que todos os vereadores tenham a oportunidade de revisar”, explicou.

O secretário José William garantiu que a CMJP vai receber um trabalho com a participação de todos. “Teremos condições de entregar à Câmara, ainda no primeiro semestre do ano que vem, o melhor material possível para que os vereadores possam debater em definitivo e promulgar a revisão do Plano Diretor. Estamos à inteira e total disposição da sociedade e desta Casa”, concluiu.

Vacinação contra covid-19: Novas estratégias visam ampliar imunidade da população

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A Secretaria de Estado da Saúde informou, nesta quarta-feira (25), que a Paraíba vai oferecer, a partir de 15 de setembro, doses de reforço para pessoas imunossuprimidas e população com 70 anos ou mais, conforme anúncio do Ministério da Saúde (MS) sobre as novas estratégias para condução do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra covid-19. No informe também está prevista a redução do intervalo entre 1ª e 2ª doses para os esquemas vacinais onde estão sendo utilizados imunizantes da Pfizer/Corminaty e Astrazeneca/Fiocruz. Ao contrário do esperado, profissionais de saúde não foram incluídos na oferta de doses de reforço. Segundo o anúncio, as novas determinações entrarão em vigor em 15 de setembro.

A nova etapa de imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca. De acordo com o MS, as doses de reforço são exclusivas para os públicos determinados, obedecendo ao seguinte critério: pessoas com problemas de imunidade devem tomar uma dose adicional 28 dias após a conclusão do esquema vacinal anterior, já a população a partir de 70 anos deve acatar o prazo de 180 dias após o término do esquema anterior para receber a dose adicional.

Sobre a redução dos intervalos entre a 1ª e 2ª doses das vacinas das fabricantes Pfizer e Astrazeneca, o MS informou que a segunda dose deve ser administrada após 08 semanas, ou 60 dias. O intervalo anterior era de 12 semanas, o que equivale a 90 dias. A medida visa ampliar a quantidade de pessoas com esquema vacinal completo. Neste sentido, a Paraíba tem previsão de concluir a vacinação com D1 da população acima de 18 anos até 10 de setembro.

A SES observou que as informações são preliminares, uma vez que o MS não divulgou nota técnica sobre o assunto. Nenhuma das novas determinações constam no PNI e por isso não são objeto de pautas de distribuição. No momento, são aguardadas orientações do MS sobre esse novo momento da vacinação.

ALPB realiza sessão especial para debater pobreza menstrual na Paraíba

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, na tarde desta quarta-feira (25), uma Sessão Especial para debater a pobreza menstrual, enfrentada por mulheres e trans em todo o país, especialmente no nosso estado. O evento, realizado de forma remota, foi proposto pelas deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra e contou com a presença de parlamentares, representantes de entidades e profissionais das áreas de Saúde e do Direito.

O objetivo foi debater a distribuição gratuita de absorventes higiênicos às mulheres de baixa renda. “Dizemos não à Pobreza Menstrual, é o tema da nossa discussão nessa Casa Legislativa. A pobreza menstrual é uma realidade enfrentada por muitas mulheres e trans. É um problema de saúde pública. Infelizmente muitas delas não possuem condição financeira suficiente para comprar todo mês um pacote de absorvente”, ressaltou Cida Ramos.

Segundo a deputada Estela Bezerra, a falta de acesso a itens básicos de higiene menstrual, saneamento básico e de informações causa danos à saúde que podem ser bem graves e, em alguns casos, irreversíveis. “A nossa luta é quebrar a cultura da invisibilidade, do isolamento e da pobreza menstrual. Defendemos o investimento através de ações de governo, pois a pobreza menstrual também acarreta ausências à escola, chegando até a evasão escolar”, disse a parlamentar.

As duas parlamentares são responsáveis, também, pela criação de propostas na Assembleia Legislativa que visam políticas públicas para garantir o acesso a absorventes higiênicos para meninas, jovens e mulheres, em situação de vulnerabilidade social.

A médica Joana Marisa de Barros, membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia com Especialização em Mamografia, disse que as mulheres têm que partir para a luta. “A gente não pode recuar. Essa questão é nossa, é de todas nós”. Para a ginecologista Wanuzia Keila de Miranda, “a pobreza menstrual, na verdade, é uma negligência que nós temos à dignidade humana em nossa sociedade atualmente”.

A advogada Yasmim Mendonça, membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PB, revelou que 2 % das residências do país não têm banheiros. No Nordeste, segundo ela, cerca de 45 mil domicílios não têm banheiro. “Então, se essas meninas, essas pessoas, que têm acesso à educação, especificamente, e dentro das escolas não têm um absorvente para utilizar. Têm de usar um paninho, pão, papel higiênico – que muitas vezes nem tem nessas escolas – e o único meio de acesso. Algo precisa ser feito para resolver essa situação”, disparou.

“A pauta da dignidade menstrual é uma pauta de possível renda para mulheres. Isso é muito importante. A gente precisa pensar em todos os aspectos, inclusive no ambiental. Pensar em absorvente reutilizável, renovável como coletores de tecido especial ou de materiais como fibra de bambu e fibra de banana. Temos que pensar também em incentivos políticos, de se tornar política pública de verdade, não só apenas com apoio da sociedade civil – que é muito importante. Não basta dignidade menstrual. Tem que ser um direito, não um auxílio”, acrescentou a socióloga Marina Blank Virgilio da Silva, cientista social da USP e idealizadora do Projeto Liberdade Igualdade Sororidade (Projeto LIS).

No final da sessão, a advogada especialista em Direitos Humanos, Marcella Torres, Porta Voz do Instituto Projeto Público, propôs a unificação das proposituras das deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra em forma de um projeto de iniciativa popular. “Em todas as falas nesse debata fica evidente que nós temos um consenso sobre a importância de uma política ampla, inclusiva, e que combata a pobreza menstrual. Trata-se aqui de uma sociedade civil que realmente é independente e que está interessada, está mobilizada pela pauta, pela urgência de uma reparação histórica e pela obrigação estatal de garantir o direito à saúde, à educação e à dignidade de todas as pessoas que menstruam”, justificou.

Também estavam presentes na sessão as profissionais de saúde Waglania Farias e Wanicleide Leite, terapeuta de casais e da sexualidade; a promotora Rosane Maria Araújo; as advogadas Larina Lacerda, Sheylla Campos, Talita Lucena e Thiciane Carneiro; as jornalistas Palloma Pires e Taty Valéria; a consultora Diana Nunes; as professoras Fernanda França, Irene Marinheiro, Marina Blank Virgilio da Silva, Geysianne Felipe e Nívia Pereira; e a estudante Raely das Mercês.