31.1 C
João Pessoa
InícioDestaqueCPMI do INSS autoriza quebra de sigilos de Lulinha

CPMI do INSS autoriza quebra de sigilos de Lulinha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida integra as investigações sobre supostos desvios em repasses de benefícios pagos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mesmo com maioria governista na comissão, que em outras ocasiões conseguiu barrar requerimentos da oposição, o pedido avançou após o nome de Lulinha ser citado como possível beneficiário do esquema investigado em uma das fases da Operação Sem Desconto. Até o momento, ele não é alvo formal da investigação conduzida pela Polícia Federal.

Segundo as apurações, há menções diretas e indiretas ao filho do presidente como possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, apontado como intermediador do esquema. De acordo com a investigação, Antunes recebia valores descontados indevidamente de benefícios previdenciários e repassava parte dos recursos a servidores do INSS.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-funcionário Edson Claro afirmou que Lulinha receberia uma “mesada” de R$ 300 mil. O mesmo valor aparece em troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, na qual o intermediador menciona a necessidade de repassar a quantia ao “filho do rapaz”.

O presidente Lula declarou publicamente que não fará defesa prévia do filho e afirmou que, “se tiver alguma coisa”, ele deverá “pagar o preço”.

Além de Lulinha, outro familiar do chefe do Executivo também é citado na CPMI: Frei Chico, ligado ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade cujo volume de repasses do INSS teria crescido 564% entre 2020 e 2024.

O requerimento de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar. Com a aprovação, os parlamentares terão acesso a extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos, a fim de verificar se há registros compatíveis com os valores mencionados nas investigações.

Thaysa Videres
Thaysa Videres
Jornalista - Assessora de Comunicação - Repórter do PautaPB / [email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas