Entre as 26 unidades da federação e Distrito Federal, a Paraíba teve a 3ª maior variação das vendas no comércio varejista em 2025: Amapá liderou com 8,5%, seguido de Santa Catarina (5,9%) e da Paraíba (4,8%). Em dezembro, a Paraíba registrou alta de 2,5%
COMÉRCIO AMPLIADO – No indicador do comércio varejista ampliado –, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo –, a expansão da Paraíba foi também destaque nacional, registrando alta de 4,2% em 2025, a quarta maior taxa de crescimento entre os Estados, enquanto o país praticamente ficou estagnado (0,1%).
Sete das oito atividades que integram o varejo registraram expansão em 2025. Houve crescimento em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; Móveis e eletrodomésticos; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; Outros artigos de uso pessoal e doméstico; Tecidos, vestuário e calçados e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de Combustíveis e lubrificantes.
“O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avaliou o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos.
VAREJO DA PARAÍBA COM TERMÔMETRO EM ALTA – Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, o crescimento do varejo paraibano, que é um dos principais termômetros da atividade econômica, tem sido consistente na alta e sustentado pela forte geração de emprego, aumento do consumo das famílias e por investimento público em obras.
“Em 2024, na mesma pesquisa do IBGE, já havíamos ficado com a segunda maior taxa de crescimento do varejo e, agora, em 2025, alcançamos a terceira, o que comprova a trajetória positiva e consistente do setor varejista no Estado. Um dos principais fatores para as vendas do comércio terem se mantido em alta é a contínua geração de postos de trabalho. Em 2025, a Paraíba reduziu a taxa de desocupação para a menor de toda a série histórica do Pnad do IBGE (7%), ou seja, o menor nível de desemprego dos últimos 13 anos. Isso impacta positivamente as vendas do varejo com mais trabalhadores ativos no mercado e com a manutenção do salário para consumo. Outros dois fatores importantes: a manutenção dos investimentos com recursos próprios em obras que movimentam a economia em diversas regiões do Estado e também geram empregos, além do consumo das famílias paraibanas que no ano passado chegou a R$ 112 bilhões, alta de 9,3%,” detalhou o secretário da Fazenda.
MAIS SOBRE A PESQUISA – A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra.











