Mãe e Filho e um recém- nascido de cino meses filho de uma das vítimas fatais. morreram durante um acidente ocorrido na noite desta segunda-feira, (20), entre os municipios de Maturéia e Teixeira, no Sertão da Paraíba. De acordo com o perito criminal Adriano Medeiros, do Núcleo de Criminalística de Patos, a equipe foi acionada por volta das 22h30 e, ao chegar ao local, constatou a presença de um GM Corsa Classic Sedan e um Fiat Stilo.
Após análise dos vestígios, foi possível determinar que o Corsa trafegava no sentido Teixeira–Matureia, quando foi surpreendido pelo Fiat Stilo, que seguia na pista contrária e invadiu a contramão, provocando a colisão frontal.
Ainda segundo a perícia, não foi possível apontar a causa determinante da invasão de pista. No entanto, algumas hipóteses foram descartadas, como perda de controle do veículo, já que não havia marcas de frenagem ou derrapagem na via. Também foi afastada a possibilidade de fatores relacionados à pista, que se encontrava em boas condições, sem buracos ou irregularidades.
Sobre o acidente
O acidente resultou na morte de três pessoas: o condutor do Corsa, Ednaldo Gomes Tavares, conhecido como “Dado”; sua mãe, Raimunda Gomes Tavares, que chegou a ser socorrida, mas faleceu no hospital; e o filho do motorista, um bebê, de cinco meses, que morreu ainda no local apesar das tentativas de reanimação.
O motorista do Fiat Stilo, identificado como Fábio Vieira Avelino, de 25 anos, também ficou ferido. Conforme informações da Polícia Militar, ele estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida desde outubro de 2025. Devido ao seu estado de saúde, não foi possível realizar o teste do bafômetro no momento da ocorrência.
Evento reuniu mais de 9 mil atletas e vencedor bate recorde da prova
No último domingo (19), a orla de João Pessoa concentrou mais de 9 mil competidores que participaram da Maratona de João Pessoa | CAIXA 2026. A largada ocorreu no Busto de Tamandaré para os participantes das provas de 42 km, 21 km, 10 km e 5 km.
A programação desta edição da Maratona foi iniciada no dia 16 de abril com a ExpoRUN (exposição de produtos esportivos, artesanato local e gastronomia regional) e o RUN Festival (shows gratuitos de artistas locais durantes os quatros dias de evento), valorizando a música, arte e cultura paraibana e movimentando a economia do estado.
Para Olié Martins, organizador da prova, a Maratona de João Pessoa vai além do esporte, contribuindo diretamente para o turismo e economia local. “A Maratona posiciona João Pessoa como um destino atrativo para o turismo esportivo, estimulando a economia local e fortalecendo a imagem da capital paraibana como palco de grandes eventos, reunindo atletas de diversas cidades do estado e do país.”
O campeão da edição, Bruno Alves, correu pela primeira vez 42 km e bateu o recorde da categoria na Maratona de João Pessoa | CAIXA 2026. “Eu sabia que seria uma prova difícil, mas graças a Deus eu consegui. Não imaginei que conseguiria dar o meu 100% na prova, mas lutei para isso. A mensagem que eu deixo para as pessoas que estão começando agora é: nunca desista, persista, corra atrás, não espere por ninguém e confie em você”, destacou o atleta.
Vencedores da Maratona de João Pessoa | CAIXA 2026
42 km – Masculino:
1) Bruno Alves da Silva
2) Renato José da Silva Santos
3) Alexandre dos Santos Silva
4) Valdano Reis Moreira
5) Batista Ferreira Machado
42 km – Feminino:
1) Alice Maria Lins Costa
2) Daiana Justino dos Santos
3) Angélica Marcela da Silva Lima
4) Jussara de Oliveira Queiroz Silva Oliveira
5) Danielle Ramos de Araújo
Confira o resultado dos vencedores das demais categorias:
21 km – Masculino:
1) Emanuel Silva Santos
2) Ronaldo Ferreira da Silva
3) Silvio Agostinho da Silva Filho
4) Ronilson Adriano Silva de Santana
5) Leonaldo Santino
21 km – Feminino:
1) Fernanda da Silva Oliveira
2) Yasmin da Silva Farias
3) Rafaela Herculano Lima
4) Isabelle de Moura Silva
5) Mônica Alves de Menezes
10 km – Masculino:
1) Marcos Antônio Pereira
2) Romerito Campos de Andrade
3) Leonardo Santos da Silva
4) José de Assis dos Santos
5) Denilson Pontes Marculino
10 km – Feminino:
1) Leila Cristina da Silva
2) Maria Juliana Souza
3) Claudivania Elaine Barbosa de Souza
4) Rosicleide Silveira Alves
5) Edilane Paula de Andrade
5 km – Masculino:
1) João Paulo Lacerda da Silva
2) Danilo Silva
3) José Elder Silva dos Santos
4) Gabriel da Silva Oliveira
5) Eglicio Linhares Avelino Júnior
5 km – Feminino:
1) Sandra Souza
2) Jane Klébia Coutinho de Oliveira
3) Gilberleide de Souza Silva
4) Leide Figueredo
5) Bruna Maria Ferreira
Os resultados gerais da prova estão disponíveis no site: https://www.zeniteesportes.com/resultados?evento=525
Realizada pela RUN, a Maratona de João Pessoa, a cada ano, investe mais na estrutura e apoio aos participantes com equipes médicas do Falcon Serviços Médicos e Avivar Saúde.
O percurso foi planejado para oferecer segurança e suporte aos atletas, com pontos de hidratação distribuídos ao longo de todas as distâncias. A estrutura médica da prova atendeu às exigências dos órgãos reguladores e incluiu 6 UTIs móveis, 4 ambulâncias básicas, 4 motolâncias e equipes de saúde treinadas distribuídas estrategicamente por todo o percurso.
Com uma organização estruturada e certificação oficial da Federação Paraibana de Atletismo (FPBA), a Maratona de João Pessoa | CAIXA 2026 teve como patrocinadores: Reabilita Fisioterapia, Tely – Internet de Fibra, São Braz, Eco Construtora e naming rights CAIXA.
Compromisso com a sustentabilidade e a inclusão social
A edição de 2026 reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. O evento, por meio do Projeto Green, promoveu práticas de redução de resíduos, reciclagem e conscientização ambiental.
O lixo descartado nos percursos das provas, foi retirado do local ao final do evento.
Além disso, a maratona integra o Banco de Tênis, uma iniciativa voltada à arrecadação de calçados esportivos usados, que serão doados a pessoas em situação de vulnerabilidade, incentivando a inclusão no esporte.
A tecnologia a serviço da saúde. É assim que pode ser definida a telemedicina. A consulta online através de ligação telefônica ou por computador através de chamada de vídeo garante praticidade, agilidade e é uma ferramenta que auxilia médico e paciente na hora da consulta. Profissionais de saúde avaliam as facilidades e a importância da telemedicina.
A médica da saúde de família e comunidade, Marília Barbosa, que integra a equipe Funasa Saúde, operadora de planos de saúde com mais de 30 anos de história, explica os pontos positivos da telemedicina. “Atualmente, a gente pode usar a telemedicina tanto para consultas pontuais, por exemplo, com o paciente que chega mais para tirar dúvidas, os sintomas que ele precisaria ficar mais preocupado em relação a procurar um pronto-socorro ou não, num caso viral como as síndromes respiratórias, se é agudo ou leve”, comenta Marília Barbosa. Ela acrescenta: “Também é possível usar a telemedicina para consultas mais eletivas e, também, mais longas”.
Já a gastroenterologista Cibelle Ricarte, também da equipe Funasa Saúde, ressalta o lado positivo obtido da telemedicina. “É um avanço muito grande da modernidade, que aproxima um profissional de saúde do paciente que estará no conforto do lar ou do trabalho”, lembra. A praticidade de poder conectar de forma rápida paciente e médico, indica a gastroenterologista, é uma grande vantagem: “A telemedicina não exige que o paciente vá para uma consulta presencial para coisas que podem ser resolvidas à distância, pela internet”.
A médica Marília Barbosa aponta que “em algumas condições, realmente, vai ser preciso que o paciente venha para que a gente possa realizar um exame clínico completo, mas a telemedicina é uma ferramenta muito útil, inclusive para fazer a triagem”. Ele relata que por meio da consulta por videochamada se obtém informações que agilizam o processo de atendimento do paciente sem a necessidade deste se deslocar da sua residência até o consultório.
Marília Barbosa ressalta que “com a telemedicina, então, eu posso, na própria consulta com o paciente já pegar ali a anamnese (coleta de informações básicas sobre o paciente), já descobrir a história familiar dele, a história pessoal e ele viria para a consulta presencial apenas, em caso de necessidade, por uma situação pontual, só para que eu olhe alguma lesão ou o órgão que acometido por algum problema de saúde”.
Opinião semelhante apresenta a médica Cibelle Ricarte.“A telemedicina é mais um facilitador do acesso à saúde. Às vezes, o pessoal vai para uma consulta de prevenção, sem queixa, só para solicitar exames, o que pode ser feito através da telemedicina. Aí, você abre um chat pela internet e consegue o seu intuito. A telemedicina até pode nortear o paciente se deve procurar um atendimento de emergência ou não. Ele pode conseguir um atendimento via telemedicina, explica a dúvida, e com a anamnese, a entrevista clínica, o médico é capaz de identificar se há algum fator agravante à saúde ou não. Principalmente, com essas viroses, evita algum contato desnecessário entre médico e paciente”.
Sobre a Funasa Saúde
A Funasa Saúde é uma associação genuinamente paraibana que opera planos de saúde. Todas as informações sobre o processo de adesão à Funasa Saúde estão disponíveis no perfil no Instagram da Funasa Saúde (@funasasaude) ou através do telefone 3244-4220.
Um idoso de 76 anos foi preso nesta segunda-feira (20) com drogas dentro de um botijão de gás na cozinha da própria casa onde residia. De acordo com a polícia, o aposentado escondia mais de um quilo de cocaína e maconha, e já era conhecido da polícia por ter sido detido pelo mesmo crime em outro episódio.
A ação ocorreu durante uma fiscalização da Polícia Militar no bairro São José, no município de São Bento, no Sertão da Paraíba. Segundo a corporação, ele é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.
Durante a operação, os policiais apreenderam aproximadamente 1,6 quilo de maconha, 181 gramas de cocaína, além de uma balança de precisão e diversos sacos plásticos utilizados para embalar os entorpecentes. Parte do material foi encontrada no imóvel do suspeito.
De acordo com a Polícia Militar, a maior quantidade da droga estava escondida dentro de um botijão de gás, em uma tentativa de dificultar a localização pelos agentes de segurança.
O idoso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso seguirá sob investigação.
Sorrisos espalhados por toda parte e um ar de despreocupação trazem leveza ao Centro de Referência da Juventude (CRJ) Adalberto da Silva Fernandes, no Valentina Figueiredo, em João Pessoa. Já na entrada do local dá para perceber a alegria em quase todos os sentidos do corpo. É possível ver empolgação, ouvir gratidão, sentir o cheiro do futuro e o sabor de conquista.
E tudo isso acontece porque cada jovem que entra em um CRJ coordenado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), recebe o reconhecimento do seu papel fundamental na sociedade. Afinal, os jovens são agentes de transformação, inovação e mudança. Assim como Arthur Gabriel, de 10 anos, que está há dois meses no jiu-jitsu e já sonha em ser um campeão.
“Daqui para julho eu vou participar do Campeonato Paraibano. Estou treinando muito. O professor disse que eu estou indo muito bem, consigo fazer muitas quedas bonitas, muitos golpes”, contou Arthur que estava acompanhado da mãe Rita Ana de Aragão Araújo. “É gratificante ter um espaço como esse. Quando eu vim fazer a inscrição e ele viu o jiu-jitsu disse logo: mãe, é isso que eu quero pra mim”.
Coordenador do CRJ do Valentina, Jandilson Arantes – carinhosamente conhecido como Taninha – muda até a expressão facial quando fala sobre o espaço. Fica nítido a sua felicidade em poder acompanhar e contribuir para as transformações nas vidas de cada jovem que chega até ali.
“Com certeza [promove mudança de vida]. Eu sou prova viva disso, pelo fato de ser morador da comunidade e hoje estar respondendo como coordenador do CRJ Valentina. Trazemos o jovem aqui para dentro dando uma profissão a eles. Muitos dos nossos atletas são campeões até brasileiros. Temos seis campeões brasileiros aqui dentro treinando conosco”, celebrou.
Como funciona – O CRJ Valentina funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 21h30, e aos sábados das 8h às 12h. Os inscritos têm acesso a jiu-jitsu, capoeira, música, teatro e dança. O local tem 239 pessoas inscritas atualmente. Um espaço também para a inclusão, como no caso de Joseph Gonçalves da Silva, de 27 anos. Aluno do jiu-jitsu, ele perdeu 75% da visão quando tinha 12 anos por consequência de uma doença hereditária. O que não o impede de treinar com a turma do CRJ Valentina.
“Eu sempre digo aqui aos alunos que o jiu-jitsu é pra todos. Aqui é um local que a gente inclui todo mundo, seja com deficiência ou não. Foi o jiu-jitsu que me mostrou que mesmo você apanhando todo dia, tem que continuar, tem que persistir”, ressaltou.
CRJs em toda a cidade – João Pessoa tem cinco Centros de Referência da Juventude espalhados pela cidade. Além do Valentina Figueiredo, há CRJs instalados no Alto do Mateus, Mangabeira, Varjão e Funcionários – este último está em obras para reestruturação e ampliação da área. As atividades ofertadas são futsal, jiu-jitsu, dança, música, capoeira, teatro, exercício funcional, e tem também reforço escolar e Educação para Jovens e Adultos (EJA).
O secretário da Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), Joãozinho Neto, destaca que os Centros de Referência da Juventude são fundamentais para a inclusão social e para o desenvolvimento dos jovens, além de funcionarem como espaços estratégicos de execução e monitoramento das políticas públicas voltadas à juventude.
“Nesses centros, a Prefeitura oferece atividades como jiu-jitsu, futsal, circuito funcional, aulas de dança, hip-hop e reforço escolar, entre outras, integrando esporte, educação e cultura. Isso contribui diretamente para a formação cidadã, promoção da saúde e geração de oportunidades. Os CRJs são, portanto, ferramentas essenciais para transformar realidades e garantir mais dignidade e perspectivas para a nossa juventude”, destacou.
Para se inscrever em um dos CRJs basta apresentar xerox do documento do aluno e dos pais ou responsáveis, além do comprovante de residência de João Pessoa. As inscrições abrem duas vezes por ano, janeiro e julho. Foi o que fez Maria Aparecida, de 14 anos, que pratica capoeira no CRJ do Valentina. “Foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida. Esse esporte mudou muita coisa na minha vida. Aqui é ótimo, porque tem muitas pessoas que não têm condições e aqui é de graça”, disse.
Professores campeões – E quem escolhe aproveitar a oportunidade de fazer parte do ‘time’ dos Centros de Referência da Juventude vai ser orientado pelos melhores líderes. No Valentina, por exemplo, tem até professor que é tricampeão mundial de jiu-jitsu paradesportivo.
“Na verdade, quando começamos, seria uma turma só para pessoa com deficiência. E hoje a gente tem uma turma aqui gigantesca, de pessoas com e sem deficiência. Já temos campeões paraibanos, campeões sul-americanos e campeões brasileiros”, informou Rômulo Martins, professor de parajiu-jitsu.
Marco Antônio Belarmino da Silva. Esse é o nome completo do Mestre Zunga, professor de Capoeira no CRJ Valentina. Para ele, o Centro é a extensão da sua casa, tamanho o carinho com que se dedica às aulas e aos alunos.
“Além de ser funcionário, nós somos comunidade. Eu componho isso no dia a dia. Sou aquele mestre que vou passando na sala de aula para saber como é que o aluno está, porque está faltando. A gente se torna uma família. O esporte tem essa preocupação de formar bons cidadãos”, falou.
Dança folclórica – Começamos essa história com alegria e é com esse mesmo sentimento que caminhamos para o fim. E nada melhor para manter esse clima de felicidade do que falar de dança folclórica, especialmente a dança junina e suas nuances de cores festivas. Expressão artística que, aliás, é tão inclusiva quanto os Centros de Referência da Juventude.
Prova disso é a presença de Maria Suely de Lima, de 55 anos, uma jovem cheia de experiência. “A dança muda tudo. Você não está sozinha, não se isola. Fazer atividade é uma alegria, eu ainda sou jovem e pretendo ir além”, falou.
A colega de dança Michele Monteiro, de 20 anos, ressalta a importância de ter o espaço gratuito para dançar. “Para mim é muito significante ter um espaço como esse para ensaiar, para realizar uma dança que pode trazer felicidade para outras pessoas e nós mesmos”, disse.
As falas são fortalecidas por Gabriele Cristina, de 25 anos. “Aqui é onde tiro os problemas da cabeça. Perto da minha família, meus pais, minha irmã e minha filha de um ano, que está começando na dança também. Somos uma grande família, é maravilhoso fazer parte disso”, concluiu.
João Pessoa será palco, no próximo domingo (26), da 3ª edição da Corrida Paraibana pelo Autismo, considerada uma das maiores iniciativas do Brasil voltadas à inclusão e à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento é promovido em parceria entre a Prefeitura de João Pessoa e a Associação Paraibana de Autismo (APA).
Com mais de 1.500 atletas inscritos, a corrida contará com percursos de 5 km, 10 km e a modalidade Family Run, reforçando o compromisso com a participação de pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. As inscrições estão praticamente esgotadas, evidenciando o crescimento e a relevância da causa. A concentração está marcada para 5h30, no Busto de Tamandaré.
De acordo com o secretário executivo de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer) da Capital, Juliano Sucupira, o evento vai além da prática esportiva. “Essa corrida chega com um marco importante de inclusão, conscientização e mobilização social. Mais do que uma competição, é um espaço de visibilidade para o transtorno do espectro autista, promovendo informação, empatia e respeito”, destacou.
Ele ressaltou ainda que a iniciativa fortalece o compromisso da cidade com a cidadania e a diversidade. “Vamos ocupar as ruas de João Pessoa com uma mensagem de inclusão e acolhimento, incentivando hábitos saudáveis e transformando cada passo em um gesto de apoio à causa”, complementou.
Inclusão e protagonismo autista – A presidente da Associação Paraibana de Autismo, Hosana Carneiro, destacou que a corrida é resultado da união entre o poder público e a sociedade civil durante o mês de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo ela, a meta inicial de 1.300 participantes foi atingida, com um dado significativo: cerca de 300 inscritos são pessoas autistas. “As famílias participam, os atletas correm juntos e promovemos apresentações culturais. Levamos música infantil e oferecemos espaço para que autistas mostrem seus talentos”, explicou.
Um dos destaques desta edição é a camisa oficial do evento, que traz a arte criada por Beatriz, uma jovem autista e artista. Além disso, ela realizará uma exposição de suas obras durante a programação. “É uma corrida que realmente promove a inclusão. O autista participa, apresenta sua arte, canta e se sente acolhido. Esperamos mais um grande sucesso”, afirmou Hosana.
Esporte, conscientização e cidadania – Consolidada no calendário esportivo e social da capital paraibana, a Corrida Paraibana pelo Autismo convida não apenas os inscritos, mas toda a população a participar e refletir sobre a importância da inclusão.
Mesmo quem não conseguiu garantir vaga poderá comparecer ao evento e prestigiar as atividades culturais e de interação social. A expectativa é de mais uma edição marcada pela emoção, pelo respeito e pelo fortalecimento da luta por uma sociedade mais justa e consciente.
O Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) recebeu, na manhã desta segunda-feira (20), a doação de cinco cadeiras de rodas da Cooperativa Sicredi Evolução. Entre os equipamentos estão modelos convencionais e específicos para pacientes obesos, ampliando o suporte ao Serviço de Cirurgia Bariátrica ofertado pela unidade hospitalar, que faz parte da rede especializada da Prefeitura de João Pessoa.
A iniciativa contribui para mais conforto, mobilidade e dignidade dos pacientes, além de fortalecer a assistência prestada à população. A diretora do Hospital Municipal Santa Isabel, Adriana Lobão, destacou a importância da ação. “Recebemos essa doação com muita gratidão. Esses equipamentos fortalecem nosso atendimento, especialmente na bariátrica, garantindo mais conforto e segurança aos pacientes”, afirmou.
Segundo o presidente da Sicredi Evolução, João Bezerra Júnior, a doação das cadeiras de rodas reforça o compromisso da instituição com a comunidade e a responsabilidade social. “Essa doação representa o nosso cuidado com a vida e com o bem-estar da população”, disse.
Duas crianças morreram atropeladas por um carro de coleta de lixo no fim da tarde desta segunda-feira (20), no bairro Cehap, em Sousa, no Sertão da Paraíba. As vítimas eram irmãos, um menino de 14 anos e uma menina de 8, que brincavam de bicicleta no momento do acidente.
O impacto foi violento da batida foi grande e causou ferimentos graves nas crianças, que morreram ainda no local. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas, ao chegarem, apenas puderam constatar os óbitos.
A área foi isolada para a realização da perícia, conduzida pela Polícia Civil, que vai investigar as circunstâncias do atropelamento e apurar o que le da colisão.
O Complexo Hospitalar de Mangabeira (CHM) realizou, de forma inédita na Paraíba, uma cirurgia de transplante de fíbula vascularizada para tratar uma grave sequela de trauma em membro superior. O procedimento de Alta Complexidade foi realizado por uma equipe composta por 10 profissionais liderados pelos médicos cirurgiões Antônio Lacerda e Bruno Montenegro e, representa um avanço significativo na assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O paciente, José Gabriel Oliveira, de 27 anos, sofreu um acidente de moto em outubro de 2025, que resultou em fratura exposta no antebraço direito. Após complicações infecciosas, houve perda de um segmento ósseo importante na área do antebraço, comprometendo severamente a função do membro e colocando como possibilidade a amputação.
Após alguns procedimentos cirúrgicos, a alternativa encontrada pela equipe médica foi a realização do transplante de fíbula vascularizada, técnica que consiste na retirada de um segmento ósseo da perna, com seus vasos sanguíneos, para ser reimplantado em outras áreas, como no antebraço. Os vasos são conectados à circulação local, permitindo que o enxerto permaneça vivo, com maior chance de consolidação e recuperação funcional.
“Apesar de ser a primeira vez sendo realizada no Estado, não é uma técnica incomum, pois se apresenta como a única solução possível diante da complexidade da lesão de alguns pacientes evitando que se perca a função motora daquele membro, além da amputação. A vascularização do enxerto aumenta significativamente as chances de sucesso, com índices de consolidação superiores a 90%”, explica o cirurgião Dr. Antônio Lacerda.
O médico ortopedista, Dr. Bruno Montenegro, explica que a cirurgia é realizada em etapas. Inicialmente, é feita a retirada do enxerto da perna, seguida da preparação do antebraço para receber o novo segmento ósseo. O procedimento completo pode durar entre seis e até doze horas, dependendo das condições do paciente e da complexidade do caso.
No pós-operatório, o paciente permanece internado sob observação rigorosa, com uso de antibióticos e acompanhamento da viabilidade do enxerto, que pode ser monitorada, inclusive, por meio de um segmento de pele transferido junto ao osso. A alta hospitalar ocorrerá após estabilização clínica e início da reabilitação com fisioterapia.
Segundo a equipe médica, a expectativa é que José Gabriel recupere entre 80% e 90% da função do antebraço, o que permitirá retomar movimentos essenciais como flexão, extensão e rotação, além de preservar a funcionalidade da mão dominante.
“É uma grande satisfação poder oferecer esse tipo de procedimento. Tivemos formação para isso e contar com a estrutura do hospital para realizar uma cirurgia dessa magnitude é motivo de orgulho. Nosso principal objetivo é devolver qualidade de vida ao paciente e, estamos otimistas com a possibilidade de realizar esse procedimento em outros pacientes posteriormente”, destacou o Dr. Bruno Montenegro.
A esposa de José, Rafaela dos Santos, acompanhou todo o processo e celebrou a possibilidade de recuperação. “Essa já é a sétima cirurgia dele. A gente estava muito apreensivo, mas também aliviados, porque era a única alternativa para evitar a amputação. Estamos confiantes e com fé de que tudo dará certo”, relatou.
O pré-candidato ao Governo do Estado Cícero Lucena esteve em Alagoa Grande neste domingo (19) onde participou de evento em favor das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais cedo, o ex-prefeito da Capital prestigiou o aniversário de 32 anos de Sobrado.
Cícero apoiou a 4ª Caminhada em Conscientização do Autismo, promovida pelo Instituto Acolher. A associação luta pela inclusão de pessoas com deficiência e oferece serviços de acolhimento a pessoas com deficiência e também às sua famílias.
Ao lado ex-prefeito Sobrinho, Cícero reforçou seu compromisso com a causa e destacou o trabalho realizado em João Pessoa. Na sua gestão, a Rede Municipal de Ensino registrou 8,3 mil estudantes da educação especial, sendo 5,8 mil autistas. Eles recebem a atenção 3 mil cuidadores e estudam em salas acessíveis e com material inclusivo.
“Esta é uma Instituição que atende 300 crianças em Alagoa Grande e na região. É muito bom ver este grupo envolvido, cuidando dessas famílias e todos nós precisamos chegar junto e ajudar no que for preciso”, convocou.
2 anos de Sobrado – O domingo ainda foi dia de celebrar os 32 anos de emancipação política de Sobrado, na mata paraibana. O município foi emancipado em 1994 em ato de Cícero enquanto governador do Estado.
O prefeito participou das comemorações, incluindo um café da manhã e uma cavalgada ao lado do prefeito Leo Martins. “Muitos distritos tinham seu potencial de crescimento atrasado e com a emancipação puderam crescer e melhorar a vida das pessoas, como o caso de Sobrado. Temos a alegria de poder comemorar está data ao lado da população”, destacou.