24.1 C
João Pessoa
Início Site Página 87

Moraes abre inquérito sobre vazamento de dados de ministros

0

O ministro Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um novo inquérito para apurar o suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte por meio de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

O inquérito, relatado pelo próprio Moraes, foi aberto sem a provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), procedimento incomum, embora previsto no Regimento Interno do Supremo.

A existência da investigação, que corre sob sigilo, foi revelada pelo portal Poder 360 e confirmada pela Agência Brasil.

Entenda
A apuração surge após a imprensa revelar ligações entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master, instituição envolta em um escândalo de fraude financeira e cuja investigação tramita na própria Corte, sob relatoria de Dias Toffoli.

Entre as revelações está a que irmãos e primos de Toffoli venderam uma participação em um resort no Paraná a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Os dois já foram alvo de mandados de busca e de prisão temporária proferidas no inquérito relatado pelo próprio ministro.

Ainda em dezembro, o jornal O Globo revelou que o escritório de advocacia administrado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões para representar o Banco Master conforme a demanda, antes do escândalo de fraude financeira vir à tona.

Moraes tem a suspeita de que essas informações foram vazadas do Coaf ou da Receita. O ministro nega ter atuado a favor do Banco Master junto ao Banco Central.

De acordo com Moraes, reunião realizada com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tratou exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra o magistrado.

Arquivamento
No dia 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido para investigar Alexandre de Moraes e sua esposa no caso do Banco Master.

Ao arquivar o pedido de investigação, Gonet cita “absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”.

“Veículos de imprensa não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”, argumenta.

Ainda segundo o procurador-geral, no que diz respeito ao contrato mencionado entre Viviane e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique intervenção.

“Os relatos apresentados, portanto, são desprovidos de elementos informativos mínimos capazes de indicar a materialidade de ilícitos cíveis, penais ou administrativos”.

“A representação fundamenta-se estritamente em matérias jornalísticas – fontes secundárias destituídas de confirmação probatória autônoma – e carece de diligências prévias que lhes confiram consistência jurídica”, concluiu Gonet.

Inquérito
Apesar de criticada pelo Ministério Público e por juristas e especialistas, a abertura de inquéritos de ofício por um ministro do Supremo está prevista no Regimento Interno, que em seu Artigo 43 diz que: “ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro Ministro”.

No momento, Moraes ocupa a presidência do Supremo, com a ausência do atual presidente, Edson Fachin, devido ao recesso do Judiciário.

As revelações trazidas pelo caso Master têm levado Fachin a sugerir a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores, incluindo o Supremo.

Em seu discurso para encerrar o ano de 2025, o ministro colocou o tema entre as prioridades do tribunal para este ano.

* Matéria alterada às 12h28 para complementação de informações sobre arquivamento de pedido para investigar Alexandre de Moraes e sua esposa no caso do Banco Master.

Fiscais do Procon-JP dão continuidade a curso para aprimorar técnicas de análise da qualidade dos combustíveis

0

Os fiscais do Procon de João Pessoa voltaram ao Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes (LCL) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para realizar novo curso e aprimorar e ampliar os conhecimentos da técnica sobre os procedimentos de coleta e análise para avaliar a qualidade e a conformidade da gasolina tipo C, do etanol e do óleo diesel, com aula prática.

No início de dezembro de 2025, a equipe de fiscalização esteve na universidade participando da primeira etapa de capacitação e treinamento para fins de monitorar a qualidade dos combustíveis comercializados na Capital. Os fiscais foram divididos em duas turmas, com as visitas ocorrendo nos dias 15 e 16 de janeiro de 2026.

 

O secretário do Procon-JP, Junior Pires, informa que, desde a primeira visita existe, ainda, o cunho institucional para formação de parceria, a exemplo do uso do Laboratório para analisar amostras colhidas em João Pessoa. “Inclusive, já utilizamos o laboratório da UFRN para avaliar uma coleta após o primeiro treinamento. Vale salientar que ele é considerado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) como o terceiro melhor em análise de combustíveis do País”, explicou o secretário.

Teor das amostras – Durante os cursos, a equipe do Procon-JP teve a oportunidade de ver como ocorre a recepção das amostras, como são feitos os principais testes, a exemplo de aspectos, cor, teor de etanol anidro, massa específica, teor de enxofre, presença de metanol, teor de biodiesel, ponto de fulgor dos combustíveis tanto do gasolina tipo C, como do etanol e do diesel S10.

Certificação de confiança – Junior Pires acrescenta que a parceria traz a certificação de confiança com uma instituição que pode testar a qualidade e a conformidade dos combustíveis e que é colocada à disposição do consumidor de João Pessoa.

O secretário complementa que “para efeitos práticos, a fiscalização recebeu não apenas a capacitação, mas, também, a disponibilização de equipamentos e da análise das amostras recolhidas pelos nossos fiscais”.

Atendimentos do Procon-JP

Sede:Avenida Pedro I, 382, Tambiá, das 8h às 17 (distribuição de fichas entre às 8h e às 16h30)

Procon-JP na sua mão: (83) 98665-0179

WhatsApp Transporte público: (83) 98873-9976

Instagram: @procon_jp

Site: procon.joaopessoa.pb.gov.br

Projeto de Hervázio Bezerra vira lei e denomina viaduto na BR-101, em João Pessoa

0

O governador da Paraíba João Azevêdo, sancionou a Lei nº 14.246, de 15 de janeiro de 2026, de autoria do deputado estadual Hervázio Bezerra, que denomina de Viaduto Oswaldo Trigueiro do Valle o equipamento em construção sobre a BR-101, no trecho que interliga o Bairro das Indústrias ao Conjunto Costa e Silva, em João Pessoa.

A nova legislação presta uma justa homenagem a Oswaldo Trigueiro do Valle, reconhecendo os relevantes serviços prestados ao Estado da Paraíba e, especialmente, à capital paraibana. A iniciativa do parlamentar reforça a importância de valorizar personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento social e institucional do estado.

Para Hervázio Bezerra, a sanção da lei representa não apenas o reconhecimento histórico, mas também um gesto de respeito à memória e ao legado de Oswaldo Trigueiro do Valle. “É uma homenagem legítima a alguém que deixou uma marca importante na história da Paraíba, sobretudo em João Pessoa”, destacou o deputado.

A lei entra em vigor na data de sua publicação, consolidando oficialmente o nome do viaduto, considerado uma obra estratégica para a mobilidade urbana da capital.

Cícero exonera diretor do Trauminha e Alexandre Cesar reassume

0

O prefeito Cícero Lucena (MDB) exonerou o diretor geral do Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity, o Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa. A saída de Fellipe Eduardo de Mederiros Nunes foi oficializada por meio de uma portaria no Diário Oficial.

Quem assume o cargo é o médico Alexandre Cesar da Cruz Lima, que retorna à direção do Trauminha.

Alexandre César reassume a função após deixar o cargo de secretário de Saúde em Cabedelo. Ele chefiou a pasta durante a gestão do ex-prefeito André Coutinho (Avante), que foi cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Os dois atos oficiais foram publicados em uma edição suplementar do Diário Oficial nesta quinta-feira (15).

MaisPB

Médico Alexandre César reassume direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira

0

O médico Alexandre César da Cruz Lima voltou a assumir a direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity, conhecido como Trauminha, em João Pessoa. A recondução ao cargo foi oficializada por meio de ato do prefeito Cícero Lucena (MDB), publicado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (15/1).

Alexandre César já possui histórico de atuação à frente da unidade hospitalar, onde é reconhecido pela experiência na gestão da saúde pública e pelo conhecimento técnico na área médica. Ao reassumir a direção do Trauminha, ele retorna com a missão de dar continuidade aos serviços prestados à população da capital, especialmente no atendimento de urgência e emergência, que é uma das principais demandas do complexo hospitalar.

A expectativa é de que, sob sua condução, o hospital mantenha o foco na qualidade da assistência, na organização dos fluxos de atendimento e no fortalecimento das equipes multiprofissionais. A nomeação reforça a confiança da gestão municipal no trabalho desenvolvido pelo médico e na sua capacidade de liderar uma das mais importantes unidades de saúde de João Pessoa.

Vara Militar terá competência para processar e julgar organizações criminosas

0

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, em sessão do Órgão Especial, um Projeto de Resolução que amplia a competência da Vara Militar para processar e julgar crimes envolvendo organizações criminosas na região metropolitana. A medida tem como objetivo conferir maior celeridade à tramitação processual e promover um reequilíbrio mais eficiente na distribuição dos feitos criminais.

Com a nova regulamentação, a unidade judiciária passa a denominar-se Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa. Na região metropolitana, caberá a essa Vara processar e julgar os crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas, e no artigo 288-A do Código Penal, com prevalência sobre as demais competências. Ficam ressalvadas, contudo, as competências dos Tribunais do Júri, da Infância e Juventude, da Execução Penal e da Execução de Penas Alternativas.

A Resolução entra em vigor no dia 23 de fevereiro de 2026 e integra o Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), política judiciária voltada à reorganização de competências, à integração entre comarcas e à modernização da estrutura do primeiro grau de jurisdição.

Com a mudança, os processos em tramitação nas varas criminais da região metropolitana que se enquadrem nas hipóteses previstas na Resolução deverão ser redistribuídos para a Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa.

foto do juiz Eslú Eloy
Juiz Eslú Eloy Filho, da Vara Militar

O juiz titular da Vara Militar, Eslú Eloy Filho, comentou sobre a nova atribuição da unidade. “Será um desafio, uma nova etapa para nossa unidade judiciária. Os processos que envolvem organizações criminosas são complexos, com vários réus e advogados. Vamos nos empenhar nessa tarefa, como sempre fizemos em tantas outras”, afirmou o magistrado.

IntergraJUs-PB – O IntegraJus-PB foi concebido como uma política de reconfiguração funcional e territorial da Justiça estadual, estruturada em três eixos principais. O primeiro prevê a integração funcional entre comarcas geograficamente próximas, que passam a atuar de forma coordenada, com compartilhamento de competências. O segundo eixo trata da reconfiguração interna de competências, por meio da reorganização racional das atribuições entre varas de uma mesma sede, especialmente nas grandes comarcas. Já o terceiro eixo contempla a estadualização progressiva de competências, direcionando matérias de alta complexidade ou repetitividade para núcleos regionais ou estaduais especializados.

O estudo que fundamentou a proposta foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho instituído pelo Ato da Presidência nº 17/2025, composto por magistrados com ampla experiência no primeiro grau de jurisdição. Ao final, o material foi submetido à apreciação da Comissão de Legislação do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e integrada pelos desembargadores Aluízio Bezerra e Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

IntegraJus-PB institui Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri na Grande João Pessoa

0
TESTEE

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, no âmbito do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), a instituição das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri, com competência concorrente e jurisdição nas comarcas que integram a Região Metropolitana de João Pessoa. A medida, que entra em vigor a partir de 23 de fevereiro de 2026, representa um avanço significativo na reorganização do primeiro grau de jurisdição, com foco na eficiência, no equilíbrio da força de trabalho e na redução do tempo de tramitação dos processos.

A criação das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri decorre de estudos técnicos que identificaram uma acentuada desigualdade na distribuição da carga processual entre as comarcas. Enquanto grandes centros, como a Capital, contam com varas especializadas e melhor infraestrutura, comarcas de menor porte concentram múltiplas competências em unidades mistas, o que impacta diretamente a duração dos processos.

Com a mudança, ficam instituídas, por transformação, três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri da Região Metropolitana de João Pessoa, todas com sede na Comarca da Capital e competência concorrente nas matérias previstas no artigo 176 da Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (LOJE).

A atual 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 1ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, mantendo sua sede na Capital. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, também com sede em João Pessoa. Já a 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Rita passa a denominar-se 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, com transferência de sede para a Comarca da Capital.

A competência territorial das novas varas metropolitanas abrange as comarcas de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

A distribuição dos processos entre as três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri será livre, equitativa e automatizada, realizada pelo sistema informatizado do TJPB, observadas as regras de prevenção e conexão. O acervo atualmente existente nas duas varas privativas do Tribunal do Júri da Capital será mantido integralmente nessas unidades, sem redistribuição inicial.

O acervo de competência do Tribunal do Júri da atual 1ª Vara de Santa Rita e da 1ª Vara de Bayeux será redistribuído para a 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri. Já os processos dessa competência em tramitação na Comarca de Cabedelo serão redistribuídos entre a 1ª e a 2ª Varas Metropolitanas, conforme as normas do Código de Normas Judicial da Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba. Os demais processos criminais da 1ª Vara Criminal de Santa Rita serão redistribuídos para as varas com competência criminal da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita.

Mais eficiência e acesso facilitado

O IntegraJus-PB tem como objetivos centrais a redução dos prazos de tramitação, o aumento da taxa de julgamento e o uso mais equilibrado da força de trabalho, assegurando maior sustentabilidade administrativa, sem o fechamento de estruturas físicas.

Com a instituição das Varas Metropolitanas, projeta-se que cada unidade especializada na Capital concentre, em média, 335 processos pela última distribuição trienal, com acervo aproximado de 702 processos por vara, em consonância com as diretrizes das Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 194/2014 e nº 219/2016.

O atendimento às partes, procuradores e advogados de comarcas diversas da Capital poderá ser realizado, preferencialmente, por meios virtuais. Além disso, cada comarca deverá prover os meios necessários para a realização de audiências e demais atos processuais, evitando o deslocamento físico de partes, testemunhas e demais colaboradores do sistema de justiça.

Grupo de Trabalho lança oficialmente a Operação Orla Limpa e apresenta canal de denúncias

0

O grupo de trabalho integrado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB); pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa); e pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, representada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), realizou, na manhã desta quinta-feira (15), na sede do MPPB, o lançamento oficial da Operação Orla Limpa.Local Guides e de cidades

Durante o evento, foi apresentado o site oficial da Operação Orla Limpa (www.orlalimpa.com.br), um canal destinado ao recebimento de denúncias relacionadas a irregularidades nos sistemas de esgotamento sanitário. Por meio da plataforma, a população poderá registrar ocorrências, que serão automaticamente encaminhadas aos órgãos competentes para análise e providências, contribuindo para o fortalecimento da fiscalização e a preservação ambiental da orla de João Pessoa.

Segundo a secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, a ferramenta foi desenvolvida com o propósito de integrar os canais de denúncia existentes e assegurar maior eficiência no encaminhamento das demandas. “O site da Operação Orla Limpa representa mais um instrumento de participação social, permitindo que a população registre ocorrências e tenha a garantia de que elas serão encaminhadas de forma ágil aos órgãos responsáveis”, destacou.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MPPB, promotora de Justiça Cláudia Cabral, falou sobre o acesso que a população terá com a nova ferramenta. “Hoje estamos fazendo esse lançamento com todo o material visual e o site institucional, onde as pessoas terão acesso a todos os dados, acesso direto à denúncia e a ter conhecimento do que está acontecendo. Então, estamos aqui, o Ministério Público, o Estado e o Município, todos juntos no combate a esse problema, a essa causa tão importante”, disse.

Além disso, será criado um perfil oficial da Operação Orla Limpa nas redes sociais, por meio do qual a população poderá acompanhar o andamento das ações, bem como acessar conteúdos educativos sobre boas práticas ambientais e cuidados com o litoral.

Grupo de Trabalho
A Operação Orla Limpa foi oficialmente instituída no dia 8 de janeiro, durante reunião realizada no Ministério Público da Paraíba, com a participação do MPPB, da Semas, da Cagepa, da Sudema e da Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e de Infraestrutura.

A iniciativa tem como objetivo coibir irregularidades nos sistemas de esgotamento sanitário e prevenir danos ambientais, especialmente na faixa litorânea da capital, fortalecendo a atuação integrada dos órgãos envolvidos na fiscalização e na proteção ambiental.

O trabalho já resultou em notificações de diversos empreendimentos localizados na orla marítima da Capital, nos últimos dias.

Dino proíbe emendas para entidades ligadas a parentes de parlamentares

0

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta quinta-feira (15) a destinação de emendas parlamentares a entidades do terceiro setor que tenham na direção parentes do congressista responsável pela indicação da verba pública.

Pela decisão, a proibição alcança também parentes dos assessores parlamentares do responsável pela emenda. A vedação alcança ainda outros tipos de pessoas jurídicas, como empresas que tenham entre os sócios ou dirigentes familiares ou cônjuges de congressistas, prestadores de serviço e fornecedores.

“Com efeito, não se revela compatível com o regime republicano que parlamentar possa destinar emendas a entidades vinculadas a familiares, direta ou indiretamente, transformando recursos públicos em moeda de afeto, conveniência ou lealdade pessoal, para não mencionar hipóteses de escancarado peculato”, escreveu Dino.

Tal prática “desnatura por completo a finalidade constitucional das emendas, como também esvazia a impessoalidade, degrada a legitimidade da despesa e alimenta a desconfiança da sociedade nas instituições democráticas”, acrescentou o ministro. Ele afirmou ainda que a medida visa impedir a prática de nepotismo e de improbidade administrativa.

No início da decisão, o ministro citou levantamento publicado na quarta-feira (14) pelo jornal O Globo, segundo o qual as emendas destinadas a Organizações Não Governamentais (ONGs) chegaram a R$ 3,5 bilhões na atual legislatura, 410% a mais do destinado em toda a legislatura anterior, entre 2019 e 2022. O valor é também mais que o triplo das emendas destinadas a estados e o Distrito Federal.

Após citar esse aumento, Dino afirmou que “avolumam-se indícios graves de malversação de verbas públicas, com a destinação de recursos para a satisfação de interesses privados”. O ministro lembrou que já havia bloqueado os repasses a ONGs sem sede comprovada.

Dino é relator de diferentes ações de descumprimento de preceito fundamental (ADPFs) que tratam da constitucionalidade na liberação de emendas parlamentares. Desde 2022, o Supremo vem impondo uma série de medidas para assegurar a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos.

Em paralelo, tramitam em diferentes gabinetes diversos casos sobre suspeitas de desvios em emendas parlamentares.

Sedurb realiza fiscalização na Orla para assegurar acesso público e gratuito aos banheiros dos quiosques

0

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), realizou mais uma fiscalização na Orla de João Pessoa. Na ocasião, foram afixados adesivos informativos nos bares e quiosques localizados no calçadão das praias de Tambaú e Cabo Branco, reforçando a mensagem sobre os banheiros destes locais, pois o acesso é gratuito e um direito da população.

Desde 2023, a Prefeitura de João Pessoa vem promovendo a regulamentação e ordenamento de vários serviços oferecidos na Orla da Capital, após assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Paraíba (MPPB). De acordo com a Cláusula 6ª, Parágrafo Segundo, do TAC da Orla. “Fica proibida a cobrança de qualquer tipo de valor para o uso dos banheiros dos quiosques e ilhas, sendo proibido ao permissionário restringir seu uso aos clientes e funcionários”. Em caso de descumprimento, o estabelecimento é notificado e pode ser multado. Em caso de reincidência, pode haver também o cancelamento da permissão de funcionamento.

“Estamos fazendo um trabalho de fiscalização para saber, de fato, se os proprietários de quiosques da orla estão impedindo as pessoas de ter acesso aos banheiros dos estabelecimentos, ou condicionando o uso a consumação no local. Isso não pode ocorrer, pois os banheiros dos quiosques são públicos! Então, qualquer pessoa que quiser usar, pode usar”, disse o secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti.

Como denunciar – A população pode denunciar irregularidades quanto ao acesso gratuito aos banheiros dos quiosques da orla. De forma imediata, pode acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) ou a Polícia Militar. Também é possível registrar denúncia através do aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’; pela plataforma Prefeitura Conectada (https://x.gd/mF6My); pelo telefone (83) 3213-6352; ou de forma presencial, na sede da Sedurb, no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira.

“As ações de orientação, ordenamento e presença da Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, estão proporcionando o uso correto dos espaços públicos da nossa Orla. Por isso, a Sedurb seguirá com este trabalho, fiscalizando, combatendo as irregularidades, mas também garantindo o direito daqueles que trabalham corretamente”, finalizou o secretário Marmuthe Cavalcanti.