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Operação Impacto reforça segurança em todo Estado com ações neste final de semana

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A Polícia Militar vai reforçar as ações de segurança neste fim de semana, em todo o Estado. O trabalho começou na noite desta sexta-feira (10), com a deflagração da 35ª edição da Operação Impacto, que vai atuar com mais de 550 policiais e 195 viaturas. O objetivo principal é a prevenção dos crimes contra a vida e os roubos, ocupando áreas mapeadas e indicadas pelas Coordenadorias de Inteligência e Estatística da corporação.

O trabalho será coordenado pelo próprio comandante-geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, e contará com a presença das tropas especializadas nas ruas, a exemplo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão Especializado em Policiamento com Motocicletas, Batalhão de Polícia Ambiental, Batalhão de Policiamento de Trânsito, Cavalaria, entre outros.

As blitzen com abordagens aos ônibus, motos, carros e às pessoas que forem encontradas em atitude suspeita fazem parte do plano de segurança, que busca identificar e prender acusados que estejam sendo procurados pela justiça ou envolvidos em crimes.

Serão mais de 35 cidades ocupadas, com reforço maior na Região Metropolitana de João Pessoa, com 245 policiais e 76 viaturas de reforço por causa do aumento de pessoas neste mês de férias.

Reforço na Orla – A orla de João Pessoa está com o policiamento reforçado e terá um aumento das ações a partir desta sexta-feira (10), garantindo também a segurança das pessoas que vão visitar o Salão do Artesanato, localizado na Avenida Cabo Branco. Policiais da Companhia Especializada em Apoio ao Turista (CEATur) estarão atuando nas ruas próximas, com rondas e até policiamento a pé na região.

Em 2019: atendimento do Procon-JP chega a quase 16 mil; telefonia, água, luz e bancos lideram relação das 10 mais

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O número de atendimentos ao consumidor em 2019 da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) chegou a 15.995, com os serviços de telefonia, água, luz e bancos liderando a relação das 10 empresas mais reclamadas que, juntas, somam 5.143.

Apenas no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da sede e dos postos avançados do Procon-JP (Ministério Público Estadual e Faculdade Uninassau) os números chegaram a 12.795 e a consulta Serasa somou uma média de 2.400. Já o atendimento avulso (Procon-JPmóvel e palestras) registraram, juntos, mais de 800 assistências.

A empresa de telefonia OI lidera o ranking com 1.283 reclamações (10,03%). As outras mais demandadas em 2019 foram a Energisa da Paraíba (820); Cagepa (567), Tim Nordeste (553); Claro S.A (520); Caixa Econômica Federal (397); Vivo (338); Bradescocard (228); Itaucard (223);  Banco do Brasil (214), que, juntas, são responsáveis por mais de 38% do total de atendimentos registrados na Secretaria.

Mais números – O Procon-JP já divulgou balanços de outros setores, como o da Fiscalização, que chegou a 2.989 atendimentos, com 54 operações de inspeção nos estabelecimentos comerciais da Capital e a apreensão de 332 produtos, com 761 autuações e 762 notificações, somando 1.523 documentos emitidos. Já o setor de pesquisa levou ao consumidor pessoense os preços de 3.831 produtos em visitas a 2.494 estabelecimentos comerciais durante 2019, fechando o ano com 90 tabelas de preços.

Prevenções – As ações preventivas em 2019 chegaram a 104 em 2019, entre campanhas educativas e palestras que divulgaram a legislação consumerista em níveis federal, estadual e municipal, informando ao consumidor sobre seus direitos e ao fornecedor para que cumpra a legislação. As palestras, que esse ano inovou com dramatizações teatrais, atingiu uma média de público de mais de 600 pessoas de forma direta.

Telefonia – De acordo com secretário Helton Renê, quando se trata de telefonia, as reclamações mais frequentes são quanto à má prestação do serviço, a cobrança indevida nas faturas, além de multas altas quando da desistência ou cancelamento do plano ou da linha. “Esses problemas em relação à telefonia são comuns em nosso SAC. Quando a empresa tem linha direta com o Procon-JP, fica mais fazer essa intermediação”, disse.

Problema resolvido – O profissional liberal de 25 anos, morador de Cruz das Armas, Eduardo David Ferreira Soares, esteve na sede do Procon-JP na terça-feira, 7 de janeiro, para tentar reduzir o valor de uma multa de R$ 521,72 com a Tim devido à desistência de um plano. Ele iria mudar para outra operadora, que prometeu absorver a multa, mas na hora da transação, a empresa não cumpriu o acordo.

“Quando chegou a multa da Tim, uma pessoa me incentivou a vir ao Procon-JP para receber pelo menos uma orientação sobre o que poderia ser feito.  O advogado que me atendeu aqui negociou com a empresa através do telefone e a multa caiu para R$ 38,00. Fiquei muito satisfeito com o atendimento do Procon-JP porque não esperava tanto. Foi bom demais”, afirmou.

O estagiário de Direito do Procon-JP, Natanael Casado da Silva Junior, explica que a situação de Eduardo David junto à Tim foi resolvida através da linha direta existente no Procon-JP com a operadora. “Como o consumidor estava querendo voltar a utilizar o serviço da empresa já que a outra operadora começou descumprindo um acordo, fizemos a intermediação de forma rápida. A multa teve uma redução considerável e o consumidor teve seu problema resolvido”, ressaltou.

Bancos – De acordo com o secretário, os problemas mais relatados pelos consumidores pessoenses no que se refere aos bancos, diz respeito às cobranças abusivas de juros e multas por serviços que, muitas vezes, não são requeridos pelos clientes, além da reclamação contra o tempo gasto nas filas. “O que vemos são problemas comuns a todas as empresas fornecedoras de bens e serviços, que é o desrespeito à legislação que rege a relação consumerista. Os consumidores devem ficar atentos e ir atrás dos seus direitos”, alertou.

Água e luz – Quanto às queixas contra as prestadoras de serviços de energia elétrica e água e esgoto, as principais são de erros nas leituras e a consequente cobrança indevida do serviço, além de pedidos de intermediação quanto a parcelamentos de contas atrasadas, haja vista que as empresas costumam cobrar um valor de entrada considerado alto pelos consumidores nos acordos propostos.

Números do atendimento em 2019:
Geral: 15.995
SAC: 12.795
Consulta Serasa: 2.400
Procon-JPmóvel e palestras: 800
Fiscalização: 2.989
Pesquisa: 90
Campanhas preventivas: 86.

Governo anuncia investimentos na Educação, Ciência e Tecnologia para 2020

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A construção e reforma de escolas, ginásios e laboratórios; realização de mais um concurso para o magistério com mil vagas; expansão das Escolas Cidadãs Integrais; ampliação dos programas Primeira Chance, Gira Mundo Estudante, Gira Mundo Professor, Ouse Criar, Escola de Valor e Mestres da Educação e ampliação de bolsas para pesquisas científicas foram algumas das ações no âmbito da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia anunciadas pelo governador João Azevêdo dentre os investimentos previstos para 2020.

Em breve serão iniciadas a construção de 29 escolas e de 21 blocos de laboratórios, a reforma de 32 escolas, e entrega de 66 ginásios do programa Bom de Bola. Os convênios com os municípios irão garantir a aquisição de 58 ônibus; 32 aquisições de equipamentos, laboratórios, mobiliário e veículos; construção de 23 escolas municipais; reformas de 28 escolas municipais e construção de 16 ginásios, um investimento de mais de R$ 54 milhões.

A expansão das 76 novas Escolas Cidadãs Integrais já começou. Distribuídas em 151 municípios da Paraíba, com a oferta de 73 mil vagas, as novas escolas já começam a funcionar com o modelo integral a partir de fevereiro, totalizando no Estado 229 escolas integrais, das quais 99 ofertando cursos técnicos. Em termos proporcionais, a Paraíba passará ao primeiro lugar no país em oferta de educação integral.

Também haverá a ampliação de programas importantes como o Gira Mundo Estudante e o Gira Mundo Professor. Em 2020, serão disponibilizadas 400 vagas para estudantes do ensino médio da Rede Estadual realizarem intercâmbio na Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha e Reino Unido, e para os professores 124 vagas distribuídas entre Israel, Finlândia, Espanha e Reino Unido.

O Primeira Chance, programa estadual de incentivo à concessão de estágio, aprendizagem e primeira experiência profissional para estudantes do ensino médio, vai ofertar este ano 700 vagas, sendo 600 para estágio e 100 para prática profissional em unidades escolares. Dentre as vagas, 100 serão disponibilizadas para a função de operador do SIOPE, em parceria com a Secretaria de Segurança e da Defesa Social. O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões.

O Ouse Criar, programa de Educação para Inovação e Empreendedorismo nas escolas estaduais, vai lançar edital para seleção de 490 estudantes do 1° ano do Ensino Médio que participarão das trilhas de inovação e da Campus Academy.

Também será realizado mais um concurso com 1.000 vagas para o magistério, conforme havia sido anunciado anteriormente pelo governador João Azevêdo que a cada haveria concurso para professores, totalizando 4 mil vagas ao final da gestão. Os professores do concurso realizado em 2019 serão empossados no próximo dia 20 de janeiro. Outro incentivo para os professores é que os Prêmios Mestres as Educação e Escola de Valor receberão investimento de R$ 15 milhões.

Empresa aérea TAM é condenada a indenizar passageiro que teve o bilhete cancelado no momento do embarque

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A empresa TAM Linhas Aéreas S/A foi condenada a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil a um homem que efetuou a compra de passagem para uma viagem a Belo Horizonte e, no dia do embarque, foi informado que não encontraram o seu bilhete. No momento do ocorrido, em razão da não resolução do seu problema, o passageiro se viu obrigado a comprar outra passagem, tendo adquirido na empresa Azul, no valor de R$ 1.391,47.
Por esse motivo, ingressou com ação requerendo a reparação pelos danos materiais e morais alegadamente sofridos. A TAM pediu a total improcedência da demanda, alegando que o problema foi ocasionado, porque uma pessoa teria invadido os sistemas informatizados da empresa e efetivado a transferência de titularidade da passagem.
Ao decidir o caso nos autos da ação nº 0805447-75.2019.8.15.0001, a juíza Ritaura Rodrigues Santana, da 1ª Vara Cível de Campina Grande, destacou que sendo incontroversa a relação de compra e venda da passagem aérea entre o autor e a empresa, não há como afastar sua responsabilidade pelo cancelamento indevido do bilhete, apenas informado ao autor no momento do embarque.
“A responsabilidade é objetiva, de sorte que a promovida somente ficaria isenta de responsabilidade se provasse que o defeito inexistiu ou, se existente, que teria decorrido de culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro, o que não ocorreu no caso concreto”, ressaltou a magistrada.
A empresa também foi condenada por dano material, consistente no ressarcimento de R$ 1.391,47 despendido para a compra de uma nova passagem aérea, o qual deverá sofrer correção monetária pelo INPC desde a data do efetivo desembolso, incidindo juros de mora de 1% ao mês a partir do evento danoso.
Cabe recurso da decisão.

CALVÁRIO: assista a delação de Ivan Burity onde revela ter ido de voos fretados para pegar propina para Coutinho em 2014

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O ex-secretário executivo de turismo do Estado da Paraíba, Ivan Burity, contou em delação premiada ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) que fazia viagens fretadas de avião para buscar dinheiro de propina em outros estados. Os recursos eram usados para pagar contas da campanha eleitoral de 2014.

A colaboração faz parte das investigações da Operação Calvário, que investiga uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos públicos da saúde e educação.

O relato dele é semelhante ao da ex-secretária de finanças do município de João Pessoa e de administração do Estado da Paraíba, Livânia farias, que também falou sobre voos feitos para buscar dinheiro fora do estado.

Ivan foi preso em outubro do ano passado na quinta fase da Operação Calvário coordenada pelo Gaeco. Ele é apontado como recebedor de propinas, principalmente nos contratos da educação, junto a empresas que forneciam materiais didáticos para as escolas públicas do estado.

Segundo o Gaeco, Ivan facilitava a contratação das empresas, mediante contratos fraudulentos e consequente recebimento de propinas.

Em um dos trechos da delação, Ivan contou que viajou para Curitiba no primeiro semestre de 2012, por determinação de Livânia Farias, para receber R$ 1 milhão de uma empresa que tinha contratos com a Secretaria de Educação do Estado.

Em outra viagem que aconteceu 2014, ele disse que transportou para a Paraíba R$ 800 mil repassados pela mesma empresa.

Ainda em 2014, Ivan disse que foi para Fortaleza para buscar R$ 1,2 milhão de uma empreiteira com obras no Governo do Estado. Parte do valor, R$ 300 mil, foi usada “para saldar compromisso urgente de campanha”. O restante, R$ 900 mil, teria sido entregue ao então vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, que faleceu em maio de 2018.

Veja trechos da delação de Ivan Burity ao Ministério Público

 

  • Ivan Burity: Nós fomos a um aeroclube e com bastante facilidade, porque a gente foi até o hangar e não passamos por nenhum tipo de abordagem oficial. Eu fiquei nesse hangar com o dinheiro e depois um carro veio e me pegou e já me levou pra pista onde o jato estava.
  • MP: E aí na sequência aqui em relação ao episódio de Rômulo Gouveia, como relatado aqui, ‘seguimos para a casa de Rômulo e lá recebi por Leandro uma determinação de separar R$ 300 mil para saldar de compromisso urgente de campanha’. O senhor entregou R$ 300 mil pra Leandro?
  • Ivan: R$ 300 mil de R$ 1,2 milhão.
  • MP: Sabe que compromisso era esse?
  • Ivan: Eu não sei. Talvez o avião […] não foi especificado. Foi aquela coisa pra não entregar tudo a Rômulo. Como a minha missão era amansar Rômulo, Rômulo tinha pedido R$ 1,5 milhão. Eu já tava levando R$ 1,2 milhão. Disse que ia tirar trezentos e que depois ele arrumava mais.

 

G1 Paraíba

Improbidade: Justiça condena ex-vereador de CG, Metuselá Agra que acumulou seis cargos públicos

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O juiz Rúsio Lima de Melo, em decisão proferida durante o mutirão da Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), condenou o ex-vereador de Campina Grande, Metuselá Lameque Jafé da Costa Agra de Mello, por improbidade administrativa devido ao acúmulo de seis cargos públicos nas esferas municipal, estadual e federal. O magistrado sentenciou o réu ao pagamento de multa civil no valor de cinco vezes a remuneração do cargo de vereador do Município de Campina Grande.
A Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa nº 0806306-33.2015.8.15.0001 foi ajuizada pelo Ministério Público e tramitou na 3ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande. Relatam os autos que o ex-vereador acumulou os seguintes vínculos empregatícios: perito médico previdenciário do INSS, lotado na cidade de Itatuba (PA), cargo do qual licenciou-se para exercer o mandato eletivo de vereador; médico do PSF em Campina Grande (admissão em 2008); médico auditor de saúde de Campina Grande (admissão em 2001); médico do PSF em Queimadas (admissão em 2010); vereador de Campina Grande (de 2009 a 2012); e médico de Serra Redonda (admissão em 2000 e exonerado em 2014).
Além destas acumulações indevidas, conforme os autos, o ex-vereador exerceu o cargo de Secretário de Saúde, entre 2009 e 2010, e de Secretário de Esporte, Juventude e Lazer, no período de 2011 a 2012. O MPPB notificou o réu para esclarecer acerca do acúmulo de cargos, porém, nenhuma providência foi tomada para sanar a irregularidade. Dessa forma, requereu a condenação do demandado nas sanções do artigo 12 da Lei 8.429/92, incluindo o ressarcimento aos cofres públicos.
Preliminarmente, o juiz Rúsio Lima explicou que a Constituição Federal, em seu artigo 37, XVI, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, com algumas exceções e somente mediante compatibilidade de horários. “No caso em apreço, o demandado acumulou indevidamente vários cargos e funções públicas na esfera municipal, estadual e federal, demonstrando claramente a impossibilidade de compatibilidade de horários”, afirmou.
No mérito, o magistrado destacou que a improbidade administrativa está intimamente ligada a desonestidade, ao dolo no sentido de lesar a coletividade em benefício próprio ou de terceiros. Também frisou que, diante das provas apresentadas, a conduta do ex-vereador se enquadra no artigo 11, caput I, da Lei nº 8.429/92, que trata dos atos que constituem improbidade administrativa. “O réu tinha plena consciência da ilicitude do seu ato. É imperioso reconhecer que o acúmulo de três cargos de médico com outro de vereador configurou ato de improbidade”, disse.
Entretanto, entendeu que o pedido de ressarcimento ao erário não merece acolhida, pois não ficou comprovado que o ex-vereador fosse funcionário fantasma, não tivesse trabalhado e se auferido de vantagem econômica. “Considerando que a acumulação ilícita de cargos não resultou em dano ao erário – uma vez que as remunerações percebidas pelo promovido foram contraprestações dos serviços efetivamente prestados – e, ainda, os critérios da razoabilidade e proporcionalidade que devem nortear a dosagem da pena, tem-se como suficiente, adequada e proporcional uma aplicação exclusiva de multa civil”, julgou o magistrado.

Apoio às políticas públicas: Cartaxo participa de solenidade de posse de novos conselheiros tutelares da Capital

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O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, participou, na manhã desta sexta-feira (10), da solenidade de posse dos 35 novos conselheiros tutelares da Capital, eleitos no último mês de outubro. Dando posse junto ao Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA), o prefeito destacou a modernização, fortalecimento e criação de dois novos Conselhos Tutelares na cidade e o trabalho dos conselheiros na proteção das crianças e adolescentes em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Os conselheiros têm um papel importante na defesa e proteção de nossas crianças e adolescentes e estamos dando posse para que eles venham se somar ao nosso trabalho, serem parceiros das nossas políticas públicas. Nossa gestão ampliou de cinco para sete conselhos na cidade e os estruturamos do ponto de vista de reforma, aquisição de equipamentos e veículos, para oferecer melhores condições de trabalho e agora estes novos profissionais chegam com um papel vigilante das nossas política e para fazer a necessária proteção do ECA”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

O gestor destacou ainda os investimentos na maior rede de creches da Capital e outras ações relacionadas às crianças e adolescentes. “Montamos a maior rede de creches da história de João Pessoa com vagas de berçário, uma demanda grande em relação aos conselhos e famílias, na Política Habitacional, que é uma política para as famílias, mas que tem um importante no futuro das crianças, nas áreas de lazer por toda a cidade, na educação em Tempo Integral, e no trabalho da saúde e assistência social”.

A eleição aconteceu em 6 de outubro do ano passado, realizada pelo CMDCA e com apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) que deu toda a estrutura de escolas, funcionários, transporte das urnas e alimentação dos fiscais, além do apoio também do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que doou as urnas utilizadas no pleito.

O secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), Diego Tavares, destacou a transparência da eleição e a evolução da gestão do prefeito Luciano Cartaxo na área da criança e adolescente. “Realizamos um grande pleito, da forma mais transparente possível e com a participação fundamental de nossa população elegendo os seus representantes”, disse. E continuou: “Só no ano passado, fizemos mais de 23 mil visitas nas comunidades, através do programa Criança Feliz, para ver as necessidades de enxoval, de vaga de creche, de vacina, por exemplo. Fazemos toda uma assistência também nos nossos 13 Cras e os novos conselheiros se somam a isso a partir de agora”, declarou.

“Voz do Brasil” destaca condições criadas por Veneziano em Campina Grande para identificar e garantir direitos de crianças autistas; ouça

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Após ter votado favorável ao Projeto de Lei (PL) 2.573/2019, que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, de expedição gratuita, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) destacou a importância da iniciativa para ajudar os municípios e estados a fazerem um diagnóstico completo das pessoas autistas, bem como saber quantos são, qual a idade, e quais as ações que devem ser implementadas para assegurar direitos essenciais a esses cidadãos e a seus familiares.

Em entrevista ao programa “Voz do Brasil” na noite desta quinta-feira (09), Veneziano lembrou que, quando administrou Campina Grande, criou condições que permitiam identificar alunos das escolas municipais que não tinham, de imediato, o conhecimento de seus direitos, por parte dos professores e diretores das unidades. “E a partir daquele instante nós passamos a fazer, a cada inicio de período letivo, esses levantamentos, para que nós disponibilizássemos atenções devidas e particulares a essas crianças” destacou.

 

Direitos Assegurados – Veneziano defendeu, durante a discussão da proposta no Senado, mecanismos que possibilitassem assegurar direitos, tanto aos autistas e familiares, quanto para o aperfeiçoamento das políticas públicas. Ele ressaltou que a criação da Lei que instituiu a carteirinha mostra a sensibilidade do Congresso Nacional a uma realidade ainda desconhecida no país, e também a atenção e reconhecimento devidos às pessoas com autismo, pois garante o acesso a seus direitos, estabelecidos pela Lei 12.764/12, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

“Infelizmente não temos, no país, sequer um censo realizado pelo próprio IBGE sobre o levantamento real de quantos brasileiros, de fato, são autistas. Portanto, essa carteira pode não ser tudo, mas é uma demonstração, do Senado, ao discutir, através de uma proposta proveniente da Câmara, por mostrar-se sensível a ter olhos voltados a essa causa,” ressaltou Veneziano.

A Carteirinha – Com a carteirinha, criada pela Lei 13.977, os autistas passam a ter prioridade de atendimento em serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social. O Projeto de Lei (PL) 2.573/2019, que criou a carteira, foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 11 de dezembro do ano passado e ficou conhecido como ‘Lei Romeo Mion’, que é portador de autismo e filho do apresentador de TV Marcos Mion, um dos principais entusiastas da medida.

A ideia é que o documento facilite o acesso a direitos básicos e essenciais e permita o planejamento de políticas públicas. A carteira será expedida pelos órgãos estaduais, distritais e municiais que executam a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A família deve apresentar um requerimento acompanhado de relatório médico com a indicação do código da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID).

A Ciptea terá validade de cinco anos, mas a família deve manter atualizados os dados cadastrais do identificado.

Em sintonia com o pensamento do senador Veneziano, a vice-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Viviani Guimarães, disse também ao programa “Voz do Brasil” que o documento é essencial porque o autismo não é facilmente identificável, o que pode atrapalhar na hora de um atendimento preferencial ou uso de vaga exclusiva, por exemplo.

CALVÁRIO: em delação Ivan Burity afirma que Coutinho recebeu propina do Banco Bradesco para gerir a “folha” do Estado

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Nesta sexta-feira (10) mais um capítulo da Operação Calvário veio à tona. Desta vez, um trecho da delação do ex-secretário de estado, Ivan Burity, aponta que o ex-governador Ricardo Coutinho teria recebido propina do Banco Bradesco para poder gerir a folha de pessoa dos servidores estaduais.

O Bradesco teria feito pagamentos de propina por meio de doações de campanha para a reeleição de Coutinho em 2014

Material obtido pela revista Crusoé revela que, após Coutinho saber que o Bradesco e a Alpargatas, dona da Havaianas, tinham feito doações para o tucano Cássio Cunha Lima, o então governador ordenou que Burity e a secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, viajassem a São Paulo, para também pedir doações às duas empresas.

“A ordem, diz o delator, era “ir pra cima” e conseguir 3 ou 4 milhões de reais. Deu certo. Burity conta que o Bradesco e a Alpargatas concordaram em dar o dinheiro, oficialmente, mas as doações foram condicionadas a benefícios no governo de Coutinho. Diz ele: “Os benefícios do Bradesco estavam relacionados ao processamento e operacionalização dos créditos consignados tomados pelos servidores públicos estatais ao passo que Alpargatas tinha benefícios fiscais”. Teria funcionado.”, diz a matéria.

Ivan Burity contou que a doação estreitou a relação do banco com o grupo de Coutinho. “Fato relevante: A partir deste evento a relação com Ricardo Coutinho e seu governo se estreitou com o Bradesco de tal forma que não só os consignados foram mantidos, mas também a folha de pagamento do estado migrou do Banco do Brasil ao Bradesco, tudo intermediado pela Livânia, que era secretária de administração”, contou ele. Procurados por Crusoé, Bradesco e Alpargatas não se manifestaram.

Em 29 de outubro de 2017, o governo Ricardo Coutinho, através da Secretária de Administração, Livânia Farias, anunciou que o Banco do Bradesco assumiria em até 60 dias a folha de pagamento do Governo do Estado. A instituição financeira ganhou o pregão realizado na manhã daquele dia no Centro Administrativo Estadual. O Bradesco pagou R$ 200,5 milhões para administrar a folha de pagamento dos 123 mil servidores do Estado da Paraíba. Com informações do MaisPB

“Nunca fui na Granja… e nós queremos transparência”, dispara Cartaxo ao comentar sobre citação de Livânia ao seu nome; ouça

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Foi com essa frase acima que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), comentou nesta sexta-feira (10), da citação ao seu nome durante delação premiada da ex-secretária, Livânia Farias, nas investigações da Operação Calvário.

Cartaxo foi taxativo ai afirmar que nunca esteve na Granja Santana para discutir política de aliança com qualquer partido político e defendeu que haja transparência.

 

Relembre o caso

O prefeito da Capital foi mencionado por Livânia Farias, que afirmou durante delação premiada, que no ano de 2014, Luciano Cartaxo e seu irmão, na época candidato ao Senado na chapa de Ricardo Coutinho, esteve na Granja Santana participando de uma reunião com o ex-governador, para negociar um possível apoio do PMDB à candidatura socialista.