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Pacientes do Instituto Cândida Vargas participam do ‘Dia da Beleza’ nesta segunda-feira

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Um dia para cuidar da mulher. É o que propõe o Instituto Cândida Vargas (ICV) ao realizar o ‘Dia da Beleza’. O evento acontece nesta segunda-feira (13), onde serão ofertados para as pacientes corte de cabelo, manicure e outros cuidados para estimular a autoestima delas. A atividade, que faz alusão ao Mês da Mulher, acontece na Casa Mãe Bebê, anexo da maternidade, a partir das 13h30.

A ação é voltada justamente para as mães que estão acompanhando o tratamento dos filhos internados na unidade de terapia intensiva ou semi-intensiva da maternidade. Toda a semana acontece rodas de conversa, mas esse mês a programação é especial para as mulheres, com temáticas voltadas para elas.

“No Mês da Mulher, o Instituto intensificou suas atividades de promoção, com ações voltadas ao cuidar, lazer e empoderamento feminino. Serão desenvolvidas rodas de conversas com foco nos direitos das mulheres, oficinas de beleza, disponibilização de exames e oficinas de trabalhos manuais”, disse a coordenadora do Serviço Social do ICV, Liane Guerra de Gusmão.

Segundo a coordenadora da Psicologia do ICV, Poliana Dantas, essas atividades ajudam positivamente as pacientes. “A autoestima leva a mulher a possuir um senso de humor e pensamentos positivos em relação a si e ao mundo externo. Nesse sentido, ações como essas buscam resgatar a autoestima dessas mulheres que cuidam diariamente dos seus bebês. Além de mãe, elas precisam se reconhecer enquanto mulheres e tais ações possibilitam isso, fazendo diferença positiva na vida delas”, ressaltou.

Casa Mãe Bebê – É um espaço, disponibilizado pela Prefeitura de João Pessoa, de fundamental importância no âmbito do acolhimento pós-parto. A casa tem como objetivo acolher as puérperas que se encontram em alta hospitalar, no entanto, os bebês ainda estão internados para tratamento médico.

Crianças têm aula prática de educação financeira em fiscalização do Procon-JP a supermercado

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A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor dá prosseguimento às comemorações do Dia Mundial do Consumidor (15 de março) levando 44 crianças a um supermercado da Capital para ‘aprenderem’ como funciona uma fiscalização, além de receberem aulas práticas sobre noções básicas de economia financeira. A visita ocorre na manhã desta segunda-feira (13) com a participação dos alunos da 5ª série da Escola Municipal Antônio Santos Coelho, localizada na Praia da Penha.

Os fiscais vão mostrar, passo a passo, como funciona a fiscalização da Secretaria em sua prática diária. “Os estudantes também receberão, de um consultor jurídico do Procon-JP, noções sobre educação financeira. Será um  momento de muita interação, porque toda a orientação será feita com exemplos práticos dentro do supermercado, o que é muito mais fácil de memorizar”, explica o secretário Rougger Guerra.

O titular do Procon-JP salienta que essa é apenas uma das várias atividades que a Secretaria preparou para comemorar o Dia do Consumidor. “No dia 9, já tivemos o lançamento do Procon-JP vai às aulas 2023 pelo prefeito Cícero Lucena. Nessa segunda teremos as crianças visitando o supermercado Bemais da Avenida Rui Carneiro e, no dia 15, além da divulgação do Cadastro das Reclamações Fundamentadas, teremos atividades na orla da Capital pela manhã e tarde”, destacou.

Importância da data – Rougger Guerra lembra a importância de comemorar a data. “O Dia Mundial do Consumidor foi criado para lembrar os direitos dos cidadãos e também para alertar aos fornecedores de bens e serviços que as leis de proteção aos consumidores devem ser respeitadas”. O dia foi instituído em 1985 na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), tendo como base as Diretrizes das Nações Unidas.

Canais de atendimento do Procon-JP:

Sede: Avenida Pedro I, nº 473, Tambiá;
Orientação e dúvidas: 0800 083 2015;
Procon-JP na sua mão: (83) 9 8665-0179;
WhatsApp Transporte público: (83) 9 8873-9976.

Jovem é assassinado a tiros na frente de casa em cidade do Vale do Piancó

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Um jovem, de 29 anos de idade, foi assassinado a tiros de arma de fogo na frente de casa, no fim da noite dessa sexta-feira (10), na comunidade Agrovila, em Itaporanga, no Alto Sertão da Paraíba.

De acordo com a polícia, a vítima estava consumido bebida alcoólica na residência onde morava, quando foi surpreendido por um homem, que chegou em um motocicleta e fugiu logo após efetuar os disparos.

O jovem, identificado como João Antônio Júnior, foi atingido por quatro disparos e morreu ainda no local.

A Polícia Militar foi acionada e isolou o local do crime até a chegada da perícia.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Polícia Militar apreende mais de 200 kg de maconha no Sertão da Paraíba

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A Polícia Militar apreendeu mais de 200 kg de maconha no Sertão do Estado. A ação aconteceu na zona rural de Cachoeira dos Índios, na noite dessa sexta-feira (10). Uma equipe da Patrulha Rural do 6º Batalhão de Polícia Militar fazia rondas quando percebeu dois carros tentando fugir, ao notar a presença das viaturas.

Houve um acompanhamento tático aos criminosos que abandonaram os dois veículos, após baterem, e fugiram por uma área de vegetação. A droga, que pesava 208 kg, no total, estava dentro dos dois carros, dentro de sacos. Durante as buscas, foi montado um cerco policial e um dos suspeitos foi localizado em um sítio próximo à cidade de Cajazeiras.

Um terceiro carro, que estaria dando apoio ao transporte da droga, foi abordado na região e um homem foi preso. Ele confessou que fazia parte do bando. O material e os suspeitos presos, de 32 e 35 anos, foram levados para a Delegacia de Polícia Civil.

Em três anos de pandemia, OMS contabiliza 6,8 milhões de mortes por Covid-19

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Desde que a pandemia de covid-19 começou, em 11 de março de 2020, o sucesso de novas estratégias na contenção do coronavírus SARS-CoV-2 e as mutações que deram a ele maior capacidade de transmissão moldaram altos e baixos que criaram ondas, picos e momentos de relaxamento e tranquilidade.

Nestes três anos, o coronavírus descoberto em Wuhan, na China, já causou 759 milhões de casos de covid-19, que provocaram 6,8 milhões de mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 65% da população mundial está vacinada com duas doses, e 30% receberam doses de reforço. Esses percentuais, porém, escondem desigualdades: enquanto Américas, Europa e Leste da Ásia estão perto dessa média ou acima dela, menos de 30% da população da África recebeu duas doses da vacinas.

No Brasil, os óbitos se aproximam dos 700 mil, em um universo de 37 milhões de casos já diagnosticados. Apesar de a pandemia não causar mais o colapso de unidades de saúde, ela ainda faz vítimas: foram 330 na última semana epidemiológica, segundo dados do DataSUS, o que mostra que ainda é necessária atenção à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento da doença.

No que diz respeito à vacinação, o Brasil possui uma cobertura acima da média do mundo e das Américas, com 82% da população com o esquema primário completo e 58% com ao menos uma dose de reforço, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A maior parte dessas doses aplicadas é de vacinas de terceira geração, com as tecnologias de vetor viral e RNA mensageiro, uma inovação posta em prática em massa pela primeira vez com a pandemia de covid-19 e acrescentada ao arsenal da ciência contra futuras ameaças de saúde pública.

Quais foram os marcos que moldaram a pandemia?
Ao contar a história da pandemia, o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, destaca que há muitas formas de dividi-la, e um dos principais marcos temporais que se pode apontar é antes e depois da vacinação.

“Em 2020, a gente não tinha vacina, e, em 2021, a gente começou a vacinar muito lentamente no primeiro semestre. Foi o período em que a gente teve o maior número de mortes e a maior demanda por leitos hospitalares”, lembra. “A partir do segundo semestre 2021, quando a gente consegue avançar na vacinação, há uma mudança de característica da doença, que passa a ter uma gravidade muito menor do que foi durante esse primeiro período, com uma redução importante de mortalidade e no impacto sobre a rede hospitalar.”

O infectologista acrescenta que as mudanças do próprio vírus são outra variável que moldou essa história. A partir de 2021, as variantes do coronavírus, especialmente a Gamma e a Delta, trouxeram um grande aumento de casos no Brasil, que se tornou ainda mais expressivo em 2022, com a chegada da Ômicron. Além de o vírus se disseminar mais rápido, os testes se tornaram mais acessíveis, o que também ajudou a elevar o número de diagnósticos de covid-19, que antes estavam restritos a casos de maior gravidade.

“Uma terceira forma de dividir é que a gente teve, a partir do final de 2022 e início de 2023, a possibilidade de ter medicamentos incorporados ao SUS para que a gente possa tratar os casos com pior resposta à vacina”, diz Chebabo. “Apesar de a gente querer um tratamento precoce, rápido e específico para a doença, a gente demorou a achar. Precisou ter um desenvolvimento de novas drogas antivirais e anti-inflamatórias para que a gente pudesse ter a possibilidade de tratar precocemente a doença. Medicações que foram advogadas como salvadoras, como a cloroquina e a ivermectina, realmente não tinham nenhuma função.”

O conhecimento sobre o vírus, explica o pesquisador, foi outro ponto importante que reduziu a mortalidade da doença. Ainda no primeiro ano da pandemia, a descoberta de como manejar os casos de falta de oxigenação no sangue permitiu um tratamento clínico mais eficaz nas unidades de terapia intensiva (UTIs). A própria caracterização da covid-19 como doença respiratória mudou ao longo do tempo.

“A gente aprendeu o espectro todo da doença. Não é uma doença apenas com um quadro respiratório agudo, é uma doença com quadros muito mais amplos, com quadros cardiovasculares, com risco de trombose, e com a covid longa. Também tem impactos a médio e longo prazo”, explica ele, que cita mudanças neurológicas e também sequelas pulmonares como condições pós-covid que podem necessitar de tratamento especializado.

A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marilda Siqueira, destaca que a colaboração de cientistas de diferentes áreas se deu de forma acelerada durante a pandemia, e esse foi um fator fundamental ao longo da emergência sanitária. O laboratório chefiado pela virologista foi referência da OMS no continente americano e também participou do desenvolvimento de testes diagnósticos em tempo recorde.

“Assim que a OMS disse que se tratava de um coronavírus, um laboratório em Berlim disponibilizou o desenho de como seria o teste diagnóstico PCR. Então, Bio-Manguinhos contactou nosso laboratório e, em colaboração conosco, produziu em menos de um mês um kit diagnóstico. Com coordenação do Ministério da Saúde, fizemos um treinamento de todos os laboratórios centrais de Saúde Pública [Lacens], e, em 18 de março, os 27 estados brasileiros já estavam com um profissional treinado e com kit para diagnóstico de SARS-CoV-2. Poucos países conseguiram isso, que foi fruto de investimentos de décadas do Ministério da Saúde e Ciência e Tecnologia em Bio-Manguinhos”, conta ela.

Da mesma forma que os testes, a pesquisadora explica que as vacinas também foram fruto de investimentos e esforços cumulativos, o que desmonta a falácia de que foram produzidas “rápido demais”. “Isso aconteceu em um curto espaço de tempo porque já vínhamos com experiências e conhecimento científico acumulado de décadas. Imagina se a introdução do coronavírus tivesse sido há um século, como aconteceu com a gripe espanhola. Teria sido arrasador, porque as ferramentas não estavam naquele momento prontas como estavam neste momento, em 2020. O uso dessas ferramentas que a humanidade vem desenvolvendo foram pontos cruciais para diminuir o impacto da pandemia em um ano.”

Maior colapso sanitário e hospitalar
Manaus (AM) – Especial 3 anos de pandemia, Impactos da pandemia. Funcionário do Cemitério Tarumã na cidade de Manaus, abre uma cova para mais uma vitima do covid-19 . Foto: Altemar Alcantara/Semcom/Prefeitura de Manaus
Manaus (AM) – Funcionário do Cemitério Tarumã na cidade de Manaus, abre uma cova para mais uma vitima do covid-19 . Foto: Altemar Alcantara/Semcom/Prefeitura de Manaus
O virologista da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca conta que, assim como a agilidade e articulação dos pesquisadores, a capacidade de transmissão do coronavírus foi crucial para determinar as diferentes fases da pandemia. Desde sua descoberta, no fim de 2019, o vírus impressionou pesquisadores com seu potencial de disseminação, chegando a todos os continentes em poucos meses. Conforme o número de infectados cresceu, aumentou também a pressão seletiva sobre o vírus, que sofreu mutações para escapar do sistema imunológico das pessoas já infectadas e continuar se multiplicando.

“As variantes que tiveram maior sucesso e suas linhagens, ou eram mais transmissíveis, ou escapavam mais do sistema imunológico, ou as duas coisas”, define Naveca, que liderou o grupo responsável pelo sequenciamento da variante Gamma, no Amazonas, causadora do pior momento da pandemia no Brasil.

Foi a variante Gamma que causou as infecções durante o colapso hospitalar no Amazonas em janeiro e se espalhou no país nos meses seguintes a ponto de lotar hospitais em todas as regiões ao mesmo tempo. Menos de 15% da população estava vacinada com a primeira dose naquele momento, e o Brasil chegou a ter mais de 3 mil mortes por dia entre março e abril de 2021, quando enfrentou o maior colapso sanitário e hospitalar de sua história, segundo o Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz.

Desde 2022, entretanto, as descendentes da variante Ômicron dominam o cenário epidemiológico. “Do vírus ancestral à Ômicron foi um salto muito grande. Inclusive, algumas teorias sugerem que esse vírus ficou evoluindo de uma maneira silenciosa em alguns países com menor vigilância. Pode ser que ela tenha circulado de maneira silenciosa no continente africano, e quando se detecta a Ômicron, ela já era muito diferente de todas as que a gente conhecia.”

Rio de Janeiro (RJ) – Especial 3 anos de pandemia, Impactos da pandemia.Na foto o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri. Foto: Sarah Daltri/SBIm/Divulgação
Para Renato Kfouri, houve contapropaganda de vacinas no governo Bolsonaro – Sarah Daltri/SBIm/Divulgação
O sucesso da variante Ômicron em escapar da imunidade faz dela um marco na pandemia, na visão do vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, que concorda que o outro grande marco é a proteção coletiva obtida com as vacinas, a partir de 2021.

“A gente tem três momentos na pandemia. Um momento sem vacina; um momento com vacina antes da Ômicron, em que a proteção era mais elevada, inclusive contra as formas leves da doença; e um momento pós-Ômicron, em que a perda da proteção contra as formas leves aconteceu, mas foi conservada a proteção contra as formas graves da doença. Hoje, os vacinados continuam muito bem protegidos dos desfechos mais graves, mas não conseguem estar protegidos contra a infecção.”

O que poderia ter sido diferente?
O Brasil é o segundo país do mundo que contabiliza mais vítimas da covid-19, apesar de ter a quinta maior população mundial. A mortalidade da doença, medida em óbitos por 100 mil habitantes pela Organização Mundial da Saúde, também atinge no país uma média desproporcional: quase quatro vezes maior que a média mundial.

Para o epidemiologista e professor da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, Pedro Hallal, comparar a mortalidade no Brasil com a média mundial requer uma série de ponderações – e elas podem ser ainda mais desfavoráveis para o país. O cientista é coordenador-geral da pesquisa Epicovid-19, que busca medir a prevalência do coronavírus e avaliar a velocidade de expansão da covid-19 no país.

Hallal explica que a população brasileira é, em média, mais jovem que a mundial, o que faz com que haja um percentual menor de pessoas no grupo de risco da covid-19. Além disso, o Brasil é um país de renda média que tem um programa nacional de vacinação muito superior ao da maioria dos países, e um sistema de saúde público e universal com capacidade de realizar atendimentos de alta complexidade, como os casos graves de covid-19. Em relação às subnotificações de outros países que possam puxar a média mundial para baixo, o epidemiologista argumenta que a literatura já construída sobre a covid-19 mostra que as mortes são muito menos subnotificadas do que os casos.

Rio de Janeiro (RJ) – Especial 3 anos de pandemia, Impactos da pandemia.Na foto, o professor da Universidade de Illinois Urbana Champaign, Pedro Hallal.
Foto: Divulgaçāo
Professor Pedro Hallal diz que erros do Brasil no enfrentamento à covid-19 vieram desde o começo da pandemia – Divulgaçāo
“Eu acho justo, por conta de todas essas explicações, dizer que o Brasil tem, no mínimo, quatro vezes mais mortes do que deveria ter”, diz Hallal, que enviou um estudo com essa metodologia no formato de carta ao editor para a revista The Lancet, um dos mais importantes periódicos científicos do mundo, e também apresentou o mesmo levantamento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, no Senado Federal. “Não estou comparando se o Brasil fosse o exemplo do melhor enfrentamento. Se o Brasil tivesse sido apenas mediano, ele teria 184 mil mortes, e não 699 mil.”

O especialista destaca que os erros do Brasil no enfrentamento à covid-19 vieram desde o começo da pandemia. Os investimentos em testagem e rastreamento de contatos foram insuficientes, aponta. Além disso, o governo Jair Bolsonaro apostou em uma estratégia de imunidade de rebanho por infecção, na qual havia a expectativa de que um número grande de infectados bloquearia a circulação do vírus em algum momento. “Um erro gravíssimo de quem fez uma leitura equivocada desde o primeiro dia sobre o que que era essa pandemia”, classifica. Ele argumenta que houve uma confusão sobre como deveriam ser implementadas as políticas de distanciamento social, por parte do governo federal, estados e municípios.

Comércio fechado na região central, durante a fase vermelha da epidemia de covid-19 na capital.
Comércio fechado na região central da capital paulista, durante a Fase Vermelha da epidemia de covid-19 – Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil
“O Brasil nunca fez um lockdown. O Brasil fez fechamentos seletivos de longuíssima duração, que destruíram não só a saúde pública, porque não conseguiram impedir a circulação do vírus, como também destruíram a economia do país”, diz. “A ciência mostra que, nos momentos mais agudos, é útil fazer um lockdown extremamente rigoroso e curto. A maioria dos lugares do mundo usa três semanas como referência.”

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, é cauteloso em relação a comparações da mortalidade no Brasil com a média mundial, pelo risco de subnotificações ou confiabilidade dos dados de todos os países. Apesar disso, ele não tem dúvidas de que houve um excesso de mortalidade por covid-19 no Brasil.

“Certamente, a gente foi um dos países mais afetados. E a gente errou muito na pandemia, principalmente nos primeiros dois anos. O Ministério da Saúde não teve uma atuação coordenada, deixando a cargo de cada município e de cada estado a implementação de medidas, com uma politização e polarização infundadas que levaram a um número muito grande de casos e de óbitos relacionados à não implementação adequada a medidas de controle, principalmente as não farmacológicas [como distanciamento e máscaras], que eram as que gente tinha para oferecer no início”, avalia Chebabo. “Isso fragilizou muito o controle da doença no país, aumentando de forma acentuada o número de óbitos.”

Outro ponto que o infectologista destaca é que houve atraso no início da vacinação contra a covid-19 no momento em que a disseminação da variante Gamma causava a fase mais letal da pandemia, com até 3 mil mortes em um único dia.

“A vacinação contra a covid foi muito lenta e se arrastou durante quase todo o primeiro semestre de 2021, só ganhando força mesmo no segundo semestre”, afirma, lembrando que o país demorou a fechar a compra das vacinas de RNA mensageiro, exportadas pela Pfizer. “O Brasil tem capacidade de vacinar até 1,5 milhão de pessoas por dia, e vacinava 10 mil, 20 mil, ou 100 mil, no máximo. A gente talvez tivesse salvado mais vidas.”

Vacinação contra covid-19 aos profissionais da saúde do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças.
Para especialistas, demora na vacinação dificultou combate à covid-19 no Brasil – Rovena Rosa/Agência Brasil
Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, além da demora, houve falta de empenho em campanhas de estímulo à vacinação e até contrapropaganda por parte do governo à época. Ele considera que uma mortalidade por covid-19 acima dos países desenvolvidos já era esperada para o Brasil, porque isso também ocorre com outras doenças, mas acredita que fatores como os problemas na vacinação agravaram essa diferença.

“Essa poderia ter sido a grande bandeira do governo, que infelizmente trabalhou desfavoravelmente ao uso das vacinas. Atrasou, contraindicou, criou brigas políticas com produtores e questões xenófobas, só dificultando o processo.”

Kfouri destaca que, apesar disso, o Brasil alcançou uma alta cobertura nas duas primeiras doses, mas não conseguiu repetir o feito nas doses de reforço, que são consideradas indispensáveis para a proteção contra as cepas Ômicron. O médico avalia que a pandemia foi o ponto de partida do fortalecimento de movimentos antivacina no Brasil, e que as crianças foram as maiores afetadas.

“Pela primeira vez, a gente vê pais vacinados com até quatro doses que não vacinaram seus filhos. Em geral, a gente protege os filhos e depois pensa na nossa proteção. De uma maneira geral, isso impactou bastante na pediatria. Apesar de ser algo que é mais seletivo, contra as vacinas covid, acaba respingando nas outras vacinas”, afirma. “A pandemia trouxe à luz os grupos contrários à vacinação, que aproveitaram das vacinas contra a covid-19 para disseminar conceitos equivocados e a insegurança na vacinação. Os antivacinistas são muito poucos no Brasil e não prosperavam aqui porque não havia um campo fértil. A covid-19 criou essas condições.”

Agência Brasil

Funjope divulga resultado da seleção de atores que vão atuar na Paixão de Cristo; Confira

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Fotos: Dayse Euzébio

A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) divulgou o resultado da seleção dos atores que vão atuar no espetáculo da Paixão de Cristo, durante a Semana Santa. Foram mais de 170 inscritos para concorrer às vagas. A comissão selecionou 40 atores e atrizes que vão compor a encenação. O resultado pode ser acessado no link https://transparencia.joaopessoa.pb.gov.br/#/licitacoes?id=7803.

“É fundamental para nós, da Funjope, estarmos organizando a nossa segunda Paixão de Cristo, um espetáculo que foi extremamente bem aceito ano passado, em frente ao Museu de São Francisco. Nós garantimos a presença marcante de atores e atrizes locais. Estamos movimentando a cena do teatro e da música de João Pessoa ao mesmo tempo em que garantimos um espetáculo de beleza única”, declara o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Ele explica que nos editais da Fundação sempre é aberto espaço para participação de artistas pretos e pretas, garantindo uma maior inclusão e diversidade da comunidade artística de João Pessoa. Por isso, se torna uma peça fundamental para democratização e garantia do acesso dessa diversidade cultural nos espetáculos. “É por isso que também marcamos a importância da comissão de heteroidentificação, que garante os direitos dessa diversidade”, acrescenta. A heteroidentificação é um procedimento complementar à autodeclaração de pertencimento étnico-racial para confirmação da condição de pessoa negra (preta ou parda).

O diretor geral do espetáculo, Edilson Alves, afirma que os ensaios devem começar neste sábado (11), mas os encontros serão sempre as segundas, quartas e sextas-feiras. O espetáculo vai contar com a participação da Companhia Municipal de Dança de João Pessoa e dos alunos bailarinos da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), totalizando mais de 60 pessoas em cena.

Espetáculo – Este ano, o diretor geral Edilson Alves relata que aceitou a proposta de transformar o espetáculo em um musical. “É algo que sempre sonhei”, confessa. Para isso, serão selecionadas oito músicas tradicionais religiosas. A Paixão de Cristo terá texto de Everaldo Vasconcelos, além de cenografia e adereços do ator Dadá Venceslau.

Selecionados – Os selecionados são: Adilson Lucena de Medeiros, Anderson Santos De Lima, Anna Raquel Apolinário da Silva, Artur Gabriel Gonçalves Ramos, Bruno Kappaun Constantino, Daniel Alex Barbosa (Danny Barbosa), Deyvison G da Silva Cavalcanti, Gigliolla de Lima Melo, Gilma Jeanne Farias de Oliveira, Henrique Pereira dos Anjos Castilho, Ingrid Pereira Trigueiro, Itamira Barbosa De Lima, Jamila Maria Facury da Costa, Joallysson Robson Santos da Silva, Jocenilda Carvalho da Silva, Joelson Pereira Da Silva, Jorge Félix Silva, José Antônio da Silva Francisco, Josemberg Ribeiro dos Santos Pereira, Joziel dos Santos Rodrigues, Juciene Fernandes Olindo, Luis Eduardo Santos de Oliveira Ramos, Luiz Eduardo Farias Lima Félix de Figueiredo, Luzia Melândia da Câmara Silveira, Márcio de Paula Aguiar, Maria Luisa da Silva Coutinho, Miguel dos Santos Ferreira, Mônica Maria Macêdo Hermínio, Nelson Alexandre da Silva, Nykaelle Aparecida Pereira de Barros, Priscila Romualdo Cler dos Reis, Robert Luis Sodré Brasil de Araújo, Sebastião Vieira Formiga, Valquíria Gonçalves da Silva, Venceslau de Sousa Justino, Vitor Luis Gomes Barbosa, Vladimir Santiago da Silva, Wagner Ferreira Silva Nascimento, Walter Olivério Souto Brandão Júnior e Winsthon Aquilles de Freitas Leite.

Dupla é presa e armas são apreendidas em comunidade no Litoral Sul

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A Polícia Militar prendeu dois suspeitos de serem ligados ao tráfico de drogas, na noite dessa quinta-feira (9), na comunidade Cangote da Burra, na cidade de Caaporã, litoral sul da Paraíba. Com a dupla, foram apreendidas duas espingardas, munições, pinos com cocaína e uma máscara.

A prisão foi resultado de uma ação da Força Tática da 1ª Companhia Independente da PM (1ª CIPM), que ocupou a comunidade e fez incursões em numa localidade para combater o tráfico e as disputas de grupos criminosos ligados ao tráfico.

Os presos têm 26 e 38 anos. Eles foram apresentados na Delegacia de Polícia, em Alhandra.

Homem morre após colidir veículo com animal, em BR na Paraíba

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Um acidente foi registrado na madrugada deste sábado (11), em um trecho da BR 230 que corta o município de Cajazeiras, Sertão do estado. Por volta das 04h30 a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada após um condutor de uma motocicleta, de aproximadamente 30 anos, colidir com um animal e vir à óbito. De acordo com a PRF, a vítima faleceu no local.

Até o fechamento da matéria não havia informações sobre a identidade da vítima, pois a mesma foi encontrada sem documentos. No entanto, segundo apurou a reportagem, a PRF informou que aparentava ter 30 anos de idade. A Polícia Civil compareceu ao local. O trânsito ficou lento na região porém já foi liberado.

Governo do Estado apoia regionalização e roteirização dos destinos turísticos da Paraíba

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde) e Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), está contribuindo de forma decisiva para a consolidação da roteirização e interiorização do turismo paraibano, trabalho que envolve ações de parceria na promoção e de projetos de infraestrutura. Nesta sexta-feira (10), a equipe da Setde, coordenada pela secretária Rosália Lucas, esteve em Boqueirão, onde participou da assembleia geral do Fórum Regional de Turismo do Cariri. O presidente do Fórum do Cariri, Eduardo Belo, coordenou o encontro.

O evento, que contou com representação de 19 municípios – entre eles os prefeitos Marcos Freitas, de Boqueirão; e Silvano Dudu, de Caraúbas – teve como pauta principal a formalização de adesão de cidades, empresas privadas, instituições de ensino superior, de crédito, além de associações e da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup). Na oportunidade, a gestora de turismo e economia criativa do Sebrae, Regina Amorim, lançou o Programa Roteiros Turísticos, enquanto o diretor de Turismo da Setde, Miguel Ângelo, fez uma apresentação do Programa de Regionalização do Turismo.

De acordo com Rosália Lucas, é fundamental que as cidades tenham apoio do Governo do Estado na consolidação do turismo, por se tratar de um segmento econômico que impacta diretamente na geração de emprego e renda. Além de apoiar, a secretária destaca o processo de valorização dos potenciais turísticos como a cultura, artesanato, gastronomia e produtos associados ao turismo, em um contexto que fortalece o fórum e consequentemente a economia da Paraíba.

Ao mesmo tempo em que participa diretamente dessas discussões, a equipe da Setde, composta ainda pelo secretário executivo, Delano Tavares, e pelo gerente de Turismo e interiorização, Lima Filho, o Governo discute a realização do I Encontro de Secretários e Dirigentes de Turismo da Paraíba, que será realizado no dia 25 de maio durante o Expo Paraíba, no Centro de Convenções de João Pessoa. Esse evento, conforme Rosália Lucas, será um divisor de águas para o turismo paraibano.

Participaram do evento, representantes dos municípios de Alcantil, Boqueirão, Barra de Santana, Cabaceiras, Caraúbas, Camalaú, Congo, Coxixola, Monteiro, Sumé, Santo André, São Sebastião de Umbuzeiro, São João do Tigre, Santa Cecília, São José dos Cordeiros, Riacho de Santo Antônio, Taperoá, Amparo e Prata.

Homem é encontrado morto em barragem que abastece João Pessoa

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Um homem de 43 anos foi encontrado morto na manhã deste sábado (11) por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, na barragem Mumbaba, que faz parte do sistema de abastecimento de João Pessoa e da Região Metropolitana.  De acordo com a polícia, a vítima morava nas redondezas da barragem e estava pescando na manhã dessa sexta-feira (10), em um caiaque, quando passou mal.

Após isso, ele veio a cair na água e desde então estava sendo procurado por populares da região e pelo Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o batalhão de Busca e Salvamento, foram realizadas buscas na barragem durante toda a sexta-feira, localizando o corpo na manhã deste sábado (11).