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Semob-JP define plano operacional de trânsito para eventos esportivos deste domingo

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A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) definiu as operações de trânsito para o Circuito de Corridas Zona Sul e a 1ª Corrida Academia Maromba House Run, que serão realizadas, neste domingo (18).

O objetivo das operações de trânsito planejadas pela Semob-JP para os eventos esportivos é garantir a fluidez do tráfego de veículos e a segurança dos participantes e espectadores durante todo o trajeto das corridas.

“A Semob-JP mantém o apoio às iniciativas de práticas esportivas que tanto nos destacam em todo o país pela nossa qualidade de vida. Para este domingo, vamos disponibilizar 45 agentes de mobilidade para os dois eventos, garantindo ativamente a segurança dos corredores e a fluidez do tráfego de veículos nos trechos de passagem das corridas. O esporte melhora a nossa saúde física e mental, e promove a interação e socialização entre as pessoas”, destacou Marcílio do HBE, superintendente de Mobilidade Urbana da Capital.

1ª Corrida Academia Maromba – Com percursos de 3, 5 e 10 quilômetros, largando, às 5h, da Rua Engenheiro José Cordeiro fragoso, no, em Gramame, os participantes seguirão pelas ruas Antônio Gomes de Carvalho, Severino Alves da Silveira, Eng. Edson Falcone e Joaquim Monteiro da Franca, com retorno dos 3 km na Perimetral. Os corredores de 5 km seguem na Rua Alberto de Miranda Henrique, com retorno no posto de combustível. Os participantes dos 10 km continuam na Perimetral, depois Avenida Cícero Batista Luna e Rua Sérgio Vieira de Melo, com retorno na Faculdade Facene/Famene, finalizando na Academia Maromba House.

Circuito de Corridas Zona Sul – Com largada da Arena Valentina (Campo da Marquise), na Rua Avelina dos Santos, às 5h, e percursos de 3 e 5 quilômetros, os corredores seguirão pela Avenida Emília Mendonça Gomes, seguindo até a rotatória do 5º Batalhão de Polícia Militar, ponto de retorno dos 3 km. Os demais corredores, seguem até a Escola CPDac, local de retorno dos 5 km, fazendo o sentido inverso. Os percursos de 3 e 5 quilômetros finalizam na Arena Valentina (Campo da Marquise), às 8h.

TJPB abre inscrições para vagas de estágio em 29 áreas para níveis técnico e superior

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou edital, nesta sexta-feira (16), para formação de cadastro reserva para estágio em 29 áreas de níveis superior e técnico. O processo seletivo é feito em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). O edital (página 12) foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).

As inscrições estarão abertas a partir de segunda-feira (19) e seguem até o dia 3 de fevereiro e são feitas exclusivamente de maneira online pelo site: https://pp.ciee.org.br/vitrine/processos-seletivos/publico

Ao término da inscrição, o(a) candidato(a) estará apto(a) a iniciar a prova on-line. Para realizar a prova do processo seletivo, basta acessar o site do CIEE https://pp.ciee.org.br/vitrine/processos-seletivos/publico  e seguir as etapas descritas no edital.

Sobre o estágio – O estágio destina-se, exclusivamente, aos(às) estudantes regularmente matriculados(as), com frequência efetiva nos cursos vinculados ao ensino público ou particular nas instituições de ensino de níveis superior e técnico.

O valor da Bolsa Auxílio, mensal, é de  R$ 806,40. O valor do Auxílio Transporte corresponde a R$ 193,60.

O regime do estágio será de 20 horas semanais, sendo 4 horas diárias, a serem cumpridas em horários e turnos definidos pelo TJPB, considerando-se as necessidades do serviço.

Etapas do processo seletivo:

  • Inscrições – Do dia 19/01/2026 até as 12:00 horas do dia 03/02/2026
  • Disponibilização do gabarito/espelho de prova provisório – 04/02/2026
  • Interposição de recursos contra o gabarito provisório (espelho de prova) – 05/02/2026
  • Publicação da classificação provisória, gabarito definitivo (espelho de prova), resposta aos recursos – 26/02/2026
  • Interposição de recursos contra a classificação provisória – 27/02/2026
  • Publicação da classificação definitiva – 05/03/2026

Gestão participativa: Justiça Eleitoral debate novo modelo de orçamento

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A modernização da gestão financeira e a eficiência no gasto público pautaram uma reunião estratégica na manhã desta sexta-feira (16), na sede do Tribunal. O encontro teve como objetivo detalhar a implantação do novo modelo de orçamento que passará a vigorar em 2027. O projeto, que integra o rol de Iniciativas Estratégicas discutidas nas Reuniões de Análise da Estratégia (RAE), é capitaneado pelo juiz da 20ª Zona Eleitoral de Araruna, Philippe Guimarães Padilha Vilar, e pelo assessor especial da Presidência, Eduardo Rangel Ribeiro.

Diferente do formato tradicional baseado apenas no preenchimento de formulários, a nova metodologia aposta na “captação ativa” das demandas. O presidente do Tribunal, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, enfatizou que a construção será participativa. “Estamos estabelecendo uma formatação nova para construir participativamente. O modelo antigo de formulários não retratava a realidade. Quando analisamos a estrutura física, de pessoal e tecnologia, percebemos que estava muito distante do que realmente era necessário. Este modelo novo vai a campo com plenárias para entender regionalmente o que as zonas eleitorais precisam”, explicou o presidente.

Cronograma e Eixos Estratégicos

Para viabilizar essa escuta direta, foi definido um calendário de apresentações e debates com juízes e chefes de cartório em diferentes polos do estado. As atividades começam no dia 5 de fevereiro em Cajazeiras, seguindo para Areia (5 de março), Campina Grande (26 de março) e encerrando em João Pessoa no dia 16 de abril.

O juiz Philippe Vilar detalhou que o projeto se sustenta em dois pilares. “O primeiro é simplificar o modelo para que qualquer gestor tenha uma leitura clara das contas e possa direcionar demandas de forma objetiva. O segundo eixo é a captação da efetiva demanda das zonas eleitorais. Por meio das plenárias, faremos a oitiva dos servidores na ponta para construir um orçamento baseado na real necessidade de cada local”, afirmou o magistrado.

Desafios e Transparência Gerencial

A transição para um modelo orgânico traz desafios técnicos e culturais. Segundo o assessor especial da Presidência e gestor do Projeto, Eduardo Rangel, o maior obstáculo é converter as necessidades locais em dados orçamentários precisos. “O desafio é pensar em uma forma de captar essas demandas e trazê-las para o modelo de orçamento participativo. Queremos um sistema mais simplificado que forneça informações gerenciais seguras. Isso trará um novo tempo administrativo, tornando o orçamento orgânico e permitindo que o gestor direcione recursos com muito mais assertividade”, pontuou.

Também esteve presente à reunião, o juiz auxiliar da Presidência, Jeremias de Cássio Carneiro de Melo.

Com essa iniciativa, a Justiça Eleitoral paraibana reforça sua governança, garantindo que os investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoal estejam diretamente alinhados à realidade vivenciada em cada município do estado.

/rafaelkoehler/ascom/tre-pb/

Moraes abre inquérito sobre vazamento de dados de ministros

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O ministro Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um novo inquérito para apurar o suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte por meio de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

O inquérito, relatado pelo próprio Moraes, foi aberto sem a provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), procedimento incomum, embora previsto no Regimento Interno do Supremo.

A existência da investigação, que corre sob sigilo, foi revelada pelo portal Poder 360 e confirmada pela Agência Brasil.

Entenda
A apuração surge após a imprensa revelar ligações entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master, instituição envolta em um escândalo de fraude financeira e cuja investigação tramita na própria Corte, sob relatoria de Dias Toffoli.

Entre as revelações está a que irmãos e primos de Toffoli venderam uma participação em um resort no Paraná a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Os dois já foram alvo de mandados de busca e de prisão temporária proferidas no inquérito relatado pelo próprio ministro.

Ainda em dezembro, o jornal O Globo revelou que o escritório de advocacia administrado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões para representar o Banco Master conforme a demanda, antes do escândalo de fraude financeira vir à tona.

Moraes tem a suspeita de que essas informações foram vazadas do Coaf ou da Receita. O ministro nega ter atuado a favor do Banco Master junto ao Banco Central.

De acordo com Moraes, reunião realizada com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tratou exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra o magistrado.

Arquivamento
No dia 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido para investigar Alexandre de Moraes e sua esposa no caso do Banco Master.

Ao arquivar o pedido de investigação, Gonet cita “absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”.

“Veículos de imprensa não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”, argumenta.

Ainda segundo o procurador-geral, no que diz respeito ao contrato mencionado entre Viviane e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique intervenção.

“Os relatos apresentados, portanto, são desprovidos de elementos informativos mínimos capazes de indicar a materialidade de ilícitos cíveis, penais ou administrativos”.

“A representação fundamenta-se estritamente em matérias jornalísticas – fontes secundárias destituídas de confirmação probatória autônoma – e carece de diligências prévias que lhes confiram consistência jurídica”, concluiu Gonet.

Inquérito
Apesar de criticada pelo Ministério Público e por juristas e especialistas, a abertura de inquéritos de ofício por um ministro do Supremo está prevista no Regimento Interno, que em seu Artigo 43 diz que: “ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro Ministro”.

No momento, Moraes ocupa a presidência do Supremo, com a ausência do atual presidente, Edson Fachin, devido ao recesso do Judiciário.

As revelações trazidas pelo caso Master têm levado Fachin a sugerir a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores, incluindo o Supremo.

Em seu discurso para encerrar o ano de 2025, o ministro colocou o tema entre as prioridades do tribunal para este ano.

* Matéria alterada às 12h28 para complementação de informações sobre arquivamento de pedido para investigar Alexandre de Moraes e sua esposa no caso do Banco Master.

Fiscais do Procon-JP dão continuidade a curso para aprimorar técnicas de análise da qualidade dos combustíveis

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Os fiscais do Procon de João Pessoa voltaram ao Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes (LCL) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para realizar novo curso e aprimorar e ampliar os conhecimentos da técnica sobre os procedimentos de coleta e análise para avaliar a qualidade e a conformidade da gasolina tipo C, do etanol e do óleo diesel, com aula prática.

No início de dezembro de 2025, a equipe de fiscalização esteve na universidade participando da primeira etapa de capacitação e treinamento para fins de monitorar a qualidade dos combustíveis comercializados na Capital. Os fiscais foram divididos em duas turmas, com as visitas ocorrendo nos dias 15 e 16 de janeiro de 2026.

 

O secretário do Procon-JP, Junior Pires, informa que, desde a primeira visita existe, ainda, o cunho institucional para formação de parceria, a exemplo do uso do Laboratório para analisar amostras colhidas em João Pessoa. “Inclusive, já utilizamos o laboratório da UFRN para avaliar uma coleta após o primeiro treinamento. Vale salientar que ele é considerado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) como o terceiro melhor em análise de combustíveis do País”, explicou o secretário.

Teor das amostras – Durante os cursos, a equipe do Procon-JP teve a oportunidade de ver como ocorre a recepção das amostras, como são feitos os principais testes, a exemplo de aspectos, cor, teor de etanol anidro, massa específica, teor de enxofre, presença de metanol, teor de biodiesel, ponto de fulgor dos combustíveis tanto do gasolina tipo C, como do etanol e do diesel S10.

Certificação de confiança – Junior Pires acrescenta que a parceria traz a certificação de confiança com uma instituição que pode testar a qualidade e a conformidade dos combustíveis e que é colocada à disposição do consumidor de João Pessoa.

O secretário complementa que “para efeitos práticos, a fiscalização recebeu não apenas a capacitação, mas, também, a disponibilização de equipamentos e da análise das amostras recolhidas pelos nossos fiscais”.

Atendimentos do Procon-JP

Sede:Avenida Pedro I, 382, Tambiá, das 8h às 17 (distribuição de fichas entre às 8h e às 16h30)

Procon-JP na sua mão: (83) 98665-0179

WhatsApp Transporte público: (83) 98873-9976

Instagram: @procon_jp

Site: procon.joaopessoa.pb.gov.br

Projeto de Hervázio Bezerra vira lei e denomina viaduto na BR-101, em João Pessoa

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O governador da Paraíba João Azevêdo, sancionou a Lei nº 14.246, de 15 de janeiro de 2026, de autoria do deputado estadual Hervázio Bezerra, que denomina de Viaduto Oswaldo Trigueiro do Valle o equipamento em construção sobre a BR-101, no trecho que interliga o Bairro das Indústrias ao Conjunto Costa e Silva, em João Pessoa.

A nova legislação presta uma justa homenagem a Oswaldo Trigueiro do Valle, reconhecendo os relevantes serviços prestados ao Estado da Paraíba e, especialmente, à capital paraibana. A iniciativa do parlamentar reforça a importância de valorizar personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento social e institucional do estado.

Para Hervázio Bezerra, a sanção da lei representa não apenas o reconhecimento histórico, mas também um gesto de respeito à memória e ao legado de Oswaldo Trigueiro do Valle. “É uma homenagem legítima a alguém que deixou uma marca importante na história da Paraíba, sobretudo em João Pessoa”, destacou o deputado.

A lei entra em vigor na data de sua publicação, consolidando oficialmente o nome do viaduto, considerado uma obra estratégica para a mobilidade urbana da capital.

Cícero exonera diretor do Trauminha e Alexandre Cesar reassume

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O prefeito Cícero Lucena (MDB) exonerou o diretor geral do Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity, o Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa. A saída de Fellipe Eduardo de Mederiros Nunes foi oficializada por meio de uma portaria no Diário Oficial.

Quem assume o cargo é o médico Alexandre Cesar da Cruz Lima, que retorna à direção do Trauminha.

Alexandre César reassume a função após deixar o cargo de secretário de Saúde em Cabedelo. Ele chefiou a pasta durante a gestão do ex-prefeito André Coutinho (Avante), que foi cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Os dois atos oficiais foram publicados em uma edição suplementar do Diário Oficial nesta quinta-feira (15).

MaisPB

Médico Alexandre César reassume direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira

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O médico Alexandre César da Cruz Lima voltou a assumir a direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity, conhecido como Trauminha, em João Pessoa. A recondução ao cargo foi oficializada por meio de ato do prefeito Cícero Lucena (MDB), publicado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (15/1).

Alexandre César já possui histórico de atuação à frente da unidade hospitalar, onde é reconhecido pela experiência na gestão da saúde pública e pelo conhecimento técnico na área médica. Ao reassumir a direção do Trauminha, ele retorna com a missão de dar continuidade aos serviços prestados à população da capital, especialmente no atendimento de urgência e emergência, que é uma das principais demandas do complexo hospitalar.

A expectativa é de que, sob sua condução, o hospital mantenha o foco na qualidade da assistência, na organização dos fluxos de atendimento e no fortalecimento das equipes multiprofissionais. A nomeação reforça a confiança da gestão municipal no trabalho desenvolvido pelo médico e na sua capacidade de liderar uma das mais importantes unidades de saúde de João Pessoa.

Vara Militar terá competência para processar e julgar organizações criminosas

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, em sessão do Órgão Especial, um Projeto de Resolução que amplia a competência da Vara Militar para processar e julgar crimes envolvendo organizações criminosas na região metropolitana. A medida tem como objetivo conferir maior celeridade à tramitação processual e promover um reequilíbrio mais eficiente na distribuição dos feitos criminais.

Com a nova regulamentação, a unidade judiciária passa a denominar-se Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa. Na região metropolitana, caberá a essa Vara processar e julgar os crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas, e no artigo 288-A do Código Penal, com prevalência sobre as demais competências. Ficam ressalvadas, contudo, as competências dos Tribunais do Júri, da Infância e Juventude, da Execução Penal e da Execução de Penas Alternativas.

A Resolução entra em vigor no dia 23 de fevereiro de 2026 e integra o Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), política judiciária voltada à reorganização de competências, à integração entre comarcas e à modernização da estrutura do primeiro grau de jurisdição.

Com a mudança, os processos em tramitação nas varas criminais da região metropolitana que se enquadrem nas hipóteses previstas na Resolução deverão ser redistribuídos para a Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa.

foto do juiz Eslú Eloy
Juiz Eslú Eloy Filho, da Vara Militar

O juiz titular da Vara Militar, Eslú Eloy Filho, comentou sobre a nova atribuição da unidade. “Será um desafio, uma nova etapa para nossa unidade judiciária. Os processos que envolvem organizações criminosas são complexos, com vários réus e advogados. Vamos nos empenhar nessa tarefa, como sempre fizemos em tantas outras”, afirmou o magistrado.

IntergraJUs-PB – O IntegraJus-PB foi concebido como uma política de reconfiguração funcional e territorial da Justiça estadual, estruturada em três eixos principais. O primeiro prevê a integração funcional entre comarcas geograficamente próximas, que passam a atuar de forma coordenada, com compartilhamento de competências. O segundo eixo trata da reconfiguração interna de competências, por meio da reorganização racional das atribuições entre varas de uma mesma sede, especialmente nas grandes comarcas. Já o terceiro eixo contempla a estadualização progressiva de competências, direcionando matérias de alta complexidade ou repetitividade para núcleos regionais ou estaduais especializados.

O estudo que fundamentou a proposta foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho instituído pelo Ato da Presidência nº 17/2025, composto por magistrados com ampla experiência no primeiro grau de jurisdição. Ao final, o material foi submetido à apreciação da Comissão de Legislação do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e integrada pelos desembargadores Aluízio Bezerra e Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

IntegraJus-PB institui Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri na Grande João Pessoa

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, no âmbito do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), a instituição das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri, com competência concorrente e jurisdição nas comarcas que integram a Região Metropolitana de João Pessoa. A medida, que entra em vigor a partir de 23 de fevereiro de 2026, representa um avanço significativo na reorganização do primeiro grau de jurisdição, com foco na eficiência, no equilíbrio da força de trabalho e na redução do tempo de tramitação dos processos.

A criação das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri decorre de estudos técnicos que identificaram uma acentuada desigualdade na distribuição da carga processual entre as comarcas. Enquanto grandes centros, como a Capital, contam com varas especializadas e melhor infraestrutura, comarcas de menor porte concentram múltiplas competências em unidades mistas, o que impacta diretamente a duração dos processos.

Com a mudança, ficam instituídas, por transformação, três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri da Região Metropolitana de João Pessoa, todas com sede na Comarca da Capital e competência concorrente nas matérias previstas no artigo 176 da Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (LOJE).

A atual 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 1ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, mantendo sua sede na Capital. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, também com sede em João Pessoa. Já a 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Rita passa a denominar-se 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, com transferência de sede para a Comarca da Capital.

A competência territorial das novas varas metropolitanas abrange as comarcas de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

A distribuição dos processos entre as três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri será livre, equitativa e automatizada, realizada pelo sistema informatizado do TJPB, observadas as regras de prevenção e conexão. O acervo atualmente existente nas duas varas privativas do Tribunal do Júri da Capital será mantido integralmente nessas unidades, sem redistribuição inicial.

O acervo de competência do Tribunal do Júri da atual 1ª Vara de Santa Rita e da 1ª Vara de Bayeux será redistribuído para a 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri. Já os processos dessa competência em tramitação na Comarca de Cabedelo serão redistribuídos entre a 1ª e a 2ª Varas Metropolitanas, conforme as normas do Código de Normas Judicial da Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba. Os demais processos criminais da 1ª Vara Criminal de Santa Rita serão redistribuídos para as varas com competência criminal da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita.

Mais eficiência e acesso facilitado

O IntegraJus-PB tem como objetivos centrais a redução dos prazos de tramitação, o aumento da taxa de julgamento e o uso mais equilibrado da força de trabalho, assegurando maior sustentabilidade administrativa, sem o fechamento de estruturas físicas.

Com a instituição das Varas Metropolitanas, projeta-se que cada unidade especializada na Capital concentre, em média, 335 processos pela última distribuição trienal, com acervo aproximado de 702 processos por vara, em consonância com as diretrizes das Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 194/2014 e nº 219/2016.

O atendimento às partes, procuradores e advogados de comarcas diversas da Capital poderá ser realizado, preferencialmente, por meios virtuais. Além disso, cada comarca deverá prover os meios necessários para a realização de audiências e demais atos processuais, evitando o deslocamento físico de partes, testemunhas e demais colaboradores do sistema de justiça.