27.1 C
João Pessoa
InícioDestaqueParaíba planeja ações para minimizar possíveis impactos do fenômeno El Niño

Paraíba planeja ações para minimizar possíveis impactos do fenômeno El Niño

Os possíveis impactos do fenômeno El Niño na Paraíba e o planejamento de ações para atendimento a população foi tema de reunião realizada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos (Seirh) com representantes de mais 17 órgãos da administração direta e indireta do Governo do Estado. A iniciativa teve como objetivo reunir competências para edição de um decreto governamental, criando o Comitê Estadual de Monitoramento, Preparação e Resposta aos Eventos Climáticos Extremos, a Câmara Técnica Permanente de Monitoramento e Avaliação de Impactos Climáticos, e a Sala Estadual de Situação.

A reunião ocorreu na tarde dessa quarta-feira (9), no auditório da Procuradoria Geral do Estado (PGE), e foi aberta pela chefe de gabinete da Seirh, Daniele Machado, que representou o secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Jovanio Silva. Daniele agradeceu a presença dos representantes dos órgãos e falou da importância da organização interinstitucional, para que permita o compartilhamento de dados e recursos de cada órgão, no sentido de pensar medidas a serem adotadas numa ação conjunta, visando minimizar os possíveis impactos do fenômeno El Niño.

A diretora executiva de Proteção e Defesa Civil, Márcia Andrade, agradeceu aos presentes e apresentou vídeo sobre Governança Interinstitucional e Ações Preventivas para a Paraíba, com o detalhamento sobre o fenômeno do El Niño, de como o Estado poderá ser afetado e das competências de cada órgão para tomada de decisão e operação, visando a elaboração do decreto, que pretende organizar a estrutura já existente para que ela funcione de maneira permanente, sistemática e coordenada.

Como explicou Márcia Andrade, “a proposta institui três instrumentos complementares: o Comitê é a instância estratégica; é onde os diferentes órgãos estarão reunidos para avaliar cenários, estabelecer prioridades, acompanhar as medidas setoriais, articular o apoio aos municípios e fornecer subsídios para as decisões do Governo do Estado. A Câmara Técnica transforma os dados produzidos pelos órgãos especializados em uma leitura integrada de risco, que na Paraíba é de competência da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), nas matérias meteorológicas, climatológicas, hidrológicas e de recursos hídricos; e a Sala Estadual de Situação, que será o braço operacional dessa estrutura. Ela permitirá acompanhar continuamente os riscos, consolidar informações, identificar situações críticas, acompanhar reservatórios, estiagem, ondas de calor, incêndios e demandas municipais e produzir relatórios executivos para orientar as decisões”.

De acordo com Márcia Andrade, o papel da Defesa Civil Estadual é justamente fazer com que essas competências consigam funcionar como sistema. “O decreto pretende organizar a estrutura que já existe para que ela funcione de maneira permanente, sistemática e coordenada, além de fortalecer as Defesas Civis municipais, lembrando que o desastre acontece no município”, destacou.

O El Niño é um fenômeno climático natural associado ao aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento modifica a circulação atmosférica e interfere nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta. O informe climático da Aesa aponta para a Paraíba perspectiva de tempo mais quente e seco, chuvas mais irregulares e tendência de precipitações abaixo da média histórica, com previsão, naquele documento, de intensificação do fenômeno entre outubro e novembro de 2026.

No Brasil, seus efeitos não são iguais em todas as regiões. Para o Nordeste, uma das principais preocupações é justamente a combinação entre redução ou irregularidade das chuvas e temperaturas mais elevadas. Em 2026 foi estruturado o Painel El Niño 2026–2027, resultado de atuação conjunta de Inpe, Inmet, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, com boletins periódicos de monitoramento, previsão e orientação sobre os possíveis impactos do fenômeno.

Participaram também da reunião representantes das Secretarias da Saúde (SES), do Desenvolvimento Humano (Sedh), do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido (Seafds), da Fazenda (Sefaz), do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), da Casa Civil do Governador, da Secretaria de Governo, do Desenvolvimento e Articulação Municipal (Sedam), da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), da Procuradoria Geral do Estado (PGE), da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e do Corpo de Bombeiros.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas