A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Operacional de Condições Crônicas e ISTs, realiza, nesta quarta (26) e quinta-feira (27), em parceria com o Ministério da Saúde, a “Oficina de Diretrizes para Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV como Problema de Saúde Pública, até 2030”. A atividade ocorre no Espaço Cultural, em João Pessoa, e reúne profissionais das áreas de saúde do Estado e de municípios prioritários para discutir estratégias e construir diretrizes voltadas ao enfrentamento do HIV e da aids no território paraibano.
Esta é a 18ª oficina realizada pelo Ministério da Saúde nos estados brasileiros e reúne representantes da Coordenação Estadual e das coordenações municipais de IST/Aids e tuberculose da capital e de outros municípios prioritários, além de dirigentes e profissionais da Atenção Primária e da Atenção Especializada, representantes do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), do Conselho Estadual de Saúde e da sociedade civil organizada. Também participam integrantes do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), do Ministério da Saúde.
A programação teve início com a abertura institucional e uma apresentação cultural do grupo de teatro Prosação, da Associação das Prostitutas da Paraíba (Apros-PB), com o espetáculo “Diversão com Prevenção”. A iniciativa marcou a primeira vez, entre as oficinas realizadas pelo Ministério da Saúde, em que uma apresentação artística e teatral integrou a abertura da atividade.
A gerente operacional de Condições Crônicas e ISTs da SES-PB, Ivoneide Lucena, destaca que a participação de diferentes segmentos da saúde e da sociedade civil contribui para uma construção mais ampla das estratégias estaduais. “A oficina representa um espaço de diálogo e construção conjunta. Reunir profissionais que atuam em diferentes níveis de atenção, gestores, laboratório, controle social e sociedade civil nos permite olhar para as necessidades do nosso território e pensar estratégias que possam efetivamente contribuir para a eliminação da aids e da transmissão do HIV como problema de saúde pública”, afirmou.
A partir das discussões realizadas durante a oficina, a expectativa é avançar na construção de diretrizes estaduais alinhadas às metas nacionais, mas adaptadas às características e necessidades da Paraíba. Para o coordenador-geral de Vigilância do HIV/Aids do Dathi, Artur Kalichman, esse processo é fundamental para transformar os objetivos nacionais em ações definidas a partir da realidade de cada território.
“As diretrizes nacionais estabelecem objetivos e metas, mas as ações precisam ser construídas em cada território, pelos atores e sujeitos que conhecem essa realidade. É justamente isso que estamos fazendo nas oficinas: construindo, em cada estado, as diretrizes estaduais para a eliminação da aids e da transmissão do HIV. Esperamos que esse processo possa resultar em um plano para a Paraíba, construído coletivamente e aprovado na Comissão Intergestores Bipartite, fortalecendo a continuidade da resposta ao HIV e à aids no estado”, destacou.
Durante os dois dias, os participantes são divididos em grupos de trabalho (GT) para discutir as diretrizes nacionais e os caminhos para sua implementação no âmbito estadual e municipal. Os grupos abordam cinco eixos: ampliação do acesso às ações de promoção, prevenção combinada, educação e comunicação em saúde para populações em situação de maior vulnerabilidade ao HIV e à aids; ampliação e qualificação do diagnóstico e da vinculação aos serviços; cuidado, com foco em retenção, adesão e supressão viral; integração com a sociedade civil e redução do estigma e da discriminação; e estratégias para eliminação da transmissão vertical do HIV.
A partir das discussões, os participantes de cada GT trabalham na definição de propostas e na elaboração de um cronograma para implementação das ações. Nesta quinta-feira, a programação prevê a continuidade e conclusão dos trabalhos em grupo, seguida de plenária final, quando serão apresentados os produtos construídos coletivamente e definidos os encaminhamentos para a implementação das ações.
A proposta é identificar prioridades, pactuar estratégias e fortalecer a integração entre os diferentes pontos da rede de atenção, considerando ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas vivendo com HIV e aids. Posteriormente, o produto final da oficina será apresentado durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e, sendo aprovado, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).











