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Primeira-dama Camila Mariz faz palestra no TRF5 sobre violência contra mulher e educação

A primeira-dama do Estado e advogada, Camila Mariz, palestrou na tarde desta terça-feira (25), no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Pernambuco, durante a programação do Agosto Lilás. Diante de magistrados, servidores e advogados, ela abordou os impactos da transformação cultural e da educação no enfrentamento da violência doméstica.

Durante sua exposição, Camila compartilhou uma vivência pessoal marcante ao relembrar a perda de sua mãe para o feminicídio quando ela tinha apenas 10 anos de idade. “O feminicídio me roubou tudo que eu tinha. A minha mãe foi vítima do feminicídio quando eu tinha 10 anos, então, muito cedo, tudo foi tirado”, destacou.

Na ocasião, a primeira-dama falou sobre a gratidão em poder contribuir com o Governo da Paraíba e evidenciou as iniciativas promovidas para combater a violência de gênero, enfatizando a importância de uma rede de apoio sólida e integrada. Ela explicou que o enfrentamento deve envolver múltiplos setores da sociedade e lembrou o lançamento recente do CICC Social na Paraíba, uma iniciativa conjunta entre as Secretarias de Educação e de Segurança e Defesa Social. “A gente precisa chegar antes, ensinando meninos e meninas como se relacionar, o que tolerar ou o que não tolerar”, pontuou. O projeto CICC Social é uma ação educativa de prevenção à violência doméstica voltada para estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio da rede pública.

Camila Mariz reforçou os avanços da Paraíba, que registrou uma redução de 13,6% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026, índice cinco vezes superior à média nacional do período, consolidando o estado como referência em políticas públicas integradas de proteção à mulher. Durante a apresentação, a primeira-dama destacou a importância de humanizar o atendimento às vítimas nas estruturas do estado: “Serão 52 Salas Lilás, formando a maior rede de cobertura do Nordeste para a mulher, oferecendo um espaço humanizado de acolhimento que evita a revitimização e garante o apoio necessário desde o primeiro contato.”

O evento contou com a participação de autoridades do sistema de Justiça e representantes de instituições de proteção, a exemplo das desembargadoras Cibele Benevides e Joana Carolina, que debateram a relevância dos grupos reflexivos e do acolhimento humanizado para romper o ciclo de violência.

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