O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, convida à reflexão sobre os avanços, desafios e transformações do mercado de trabalho. Na Paraíba, o cenário recente traz sinais positivos, mas também reforça a necessidade de qualificação e desenvolvimento contínuo dos profissionais.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que o estado gerou 31.043 novos empregos formais em 2025, alcançando o segundo maior crescimento relativo do país, com alta de 6,03% no estoque de empregos. O resultado reflete o fortalecimento da economia local, especialmente nos setores de serviços e comércio.
Apesar dos avanços, desafios estruturais permanecem. Entre os jovens, por exemplo, segundo o IBGE, a taxa de desemprego ainda é de 10,1%, acima da média nacional de 6,2%, evidenciando dificuldades de inserção no mercado. Ao mesmo tempo, esse público representa cerca de 25% da força de trabalho no país, reforçando a importância de políticas de inclusão e desenvolvimento profissional.
A Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraíba (ABRH-PB) ressalta que o momento exige uma atuação estratégica das organizações na formação de talentos. Além das competências técnicas, habilidades comportamentais como adaptabilidade, pensamento crítico e domínio digital são cada vez mais valorizadas.
“A valorização do trabalhador vai além da geração de empregos. Ela passa pela criação de ambientes que promovam desenvolvimento, saúde mental, inclusão e perspectivas reais de crescimento. É fundamental que empresas e lideranças estejam preparadas para responder às transformações do mercado e, ao mesmo tempo, garantir oportunidades mais equitativas”, destaca a presidente da ABRH-PB, Patrícia Queiroz.
A ABRH-PB reforça o papel das empresas na criação de oportunidades reais de crescimento e na promoção de ambientes que priorizem o desenvolvimento contínuo, a saúde mental e a valorização das pessoas.
Neste 1º de maio, a entidade convida lideranças, profissionais de RH e a sociedade a refletirem sobre o futuro do trabalho e a importância de construir relações laborais mais sustentáveis, inovadoras e centradas no ser humano.











