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Dia do Jovem Trabalhador: qualificação e oportunidade como caminhos para o mercado formal

Empresas e entidades destacam a importância de abrir espaços e ampliar as oportunidades de qualificação para novos talentos

O Dia Internacional do Jovem Trabalhador, celebrado em 24 de abril, chega em um momento em que o Brasil ainda enfrenta um desafio persistente: mesmo com a melhora recente dos indicadores de emprego, os jovens seguem encontrando mais barreiras para entrar no mercado de trabalho. Dados recentes do IBGE mostram que a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 29 anos foi de 10,1% — acima da média nacional (6,2%) e mais que o dobro da registrada entre adultos (4,5%). Ainda assim, esse grupo representa cerca de 25% dos trabalhadores do país.

Um levantamento com cerca de 2 mil jovens entre 14 e 29 anos, realizado pela empresa de pesquisas Nexus no final de 2025, apontou que a busca por estabilidade no emprego segue como um fator determinante nas decisões da juventude brasileira. A data reforça, portanto, a importância da qualificação profissional e do papel das empresas e entidades na criação de oportunidades reais de inserção e crescimento.

Construção civil: porta de entrada para o emprego formal

Entre os setores que mais têm contribuído para a inserção de jovens no mercado formalizado, a construção civil ocupa lugar de destaque. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) ressalta que o setor reúne uma ampla diversidade de funções — desde atividades nos canteiros de obras até áreas técnicas e de engenharia —, possibilitando diferentes trajetórias e níveis de especialização para quem chega sem experiência prévia.

“A construção civil é um dos setores mais inclusivos quando falamos em primeiro emprego. O jovem pode entrar sem experiência, aprender na prática e, com qualificação, avançar rapidamente para funções mais técnicas e melhor remuneradas. É uma área que valoriza o esforço, o aprendizado contínuo e a dedicação do profissional”, afirma Ovídio Maribondo, vice-presidente de relações trabalhistas do Sinduscon-JP.

Para responder à crescente demanda por profissionais mais preparados, o setor tem ampliado investimentos em capacitação, com cursos profissionalizantes, treinamentos em segurança do trabalho e parcerias com instituições de ensino. “O setor vem passando por um processo de modernização importante, com a adoção de novas tecnologias e métodos construtivos. Isso exige profissionais mais qualificados, mas também abre espaço para que os jovens se destaquem e construam uma carreira sólida desde cedo. Quem busca capacitação encontra um mercado aberto e cheio de possibilidades”, reforça Ovídio.

Empresa aposta nos jovens talentos

Essa aposta na formação de jovens profissionais também se reflete em empresas de outros segmentos que enxergam no primeiro emprego uma oportunidade de construir carreiras sólidas e equipes comprometidas. Em João Pessoa, o Cabe Mais, empresa do setor de self storage, tem se consolidado como um ambiente que incentiva o desenvolvimento profissional desde o início da trajetória, oferecendo não apenas o primeiro emprego formal, mas também crescimento estruturado dentro da organização.

“A gente acredita no potencial dos jovens e no quanto o primeiro emprego pode transformar trajetórias. Por isso, buscamos oferecer um ambiente onde eles possam aprender na prática, desenvolver habilidades e crescer junto com a empresa. Mais do que contratar, nosso objetivo é formar profissionais preparados para os desafios do mercado”, destaca Daniel Freitas, co-fundador e sócio do Cabe Mais.

Para a Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraíba (ABRH-PB), iniciativas como as do Sinduscon-JP e do Cabe Mais refletem uma tendência necessária: a de que empresas e instituições atuem de forma integrada na formação dos jovens trabalhadores. O cenário atual, segundo a entidade, exige cada vez mais preparo técnico aliado a competências comportamentais, como adaptabilidade, pensamento crítico e habilidades digitais.

A ABRH-PB também destaca que, embora o acesso à informação tenha ampliado as possibilidades de qualificação, muitos jovens ainda encontram barreiras como a falta de experiência profissional e desigualdades no acesso à educação de qualidade.

“O jovem de hoje chega ao mercado com muita informação, mas precisa de oportunidades reais para desenvolver suas habilidades na prática. As organizações devem criar ambientes de aprendizado e crescimento, valorizando o potencial e incentivando o protagonismo desses talentos em qualquer área”, afirma Patrícia Queiroz, presidente da ABRH-PB.

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