A decisão da Prefeitura de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, de suspender as aulas no turno da tarde da Escola Municipal Zélia Correia do Ó para a realização de uma solenidade de entrega de armas à Guarda Municipal provocou forte reação entre professores, estudantes e pais de alunos.
A medida, adotada pela gestão do prefeito Marcelo Rodrigues, deixou dezenas de alunos sem acesso às atividades escolares, o que gerou críticas imediatas dentro e fora da comunidade escolar. Para muitos, a prioridade dada ao evento administrativo em detrimento das aulas evidencia um desalinhamento nas políticas públicas voltadas à educação no município.
Professores relataram insatisfação com a interrupção do calendário letivo, destacando prejuízos pedagógicos e a falta de planejamento. Pais de alunos também se manifestaram, apontando preocupação com a frequência das crianças e com o impacto na aprendizagem.
A situação ganha ainda mais repercussão diante do cenário educacional de Alhandra. Dados recentes indicam que os índices de alfabetização no município estão abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Apesar de ações anunciadas pela gestão municipal, como a adesão ao Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, Alhandra conquistou apenas o selo prata — desempenho considerado aquém do esperado.
Para especialistas e membros da comunidade, a suspensão das aulas reforça a percepção de que a educação não tem ocupado posição prioritária na atual administração. A cobrança agora é por medidas mais efetivas que garantam a regularidade do ensino e a melhoria dos indicadores educacionais no município.
Até o momento, a Prefeitura de Alhandra não apresentou justificativas detalhadas sobre a escolha de suspender as aulas para a realização do evento.














