O setor da construção civil em João Pessoa vive um momento de incerteza que acendeu o alerta na Câmara Municipal. Diante da paralisia que atinge diversos empreendimentos na capital, o vereador Fábio Lopes apresentou uma proposta pragmática para solucionar o imbróglio jurídico: a segregação das áreas de conflito para permitir que a economia do restante da cidade volte a girar.
Foco na Orla, Liberdade para os Bairros
Para Lopes, o erro estratégico atual reside em tratar a cidade como um bloco único diante de problemas que são localizados. “Para solucionar o impasse jurídico é preciso isolar o problema”, defendeu o parlamentar. Segundo ele, o núcleo do conflito está restrito à orla da capital e não deve servir de barreira para o desenvolvimento de outras regiões.
“Se o problema é na orla de João Pessoa, devemos nos concentrar lá. É preciso destravar as demais obras pelo resto da cidade. O problema da orla não pode prejudicar toda a cidade”, afirmou o vereador.
Impacto na Economia Real
O parlamentar chamou a atenção para o “efeito cascata” que a paralisação causa em diversos setores. De acordo com Fábio Lopes, não são apenas as grandes construtoras que perdem, mas toda uma rede de pequenos empreendedores e trabalhadores informais que dependem do canteiro de obras.
O vereador listou exemplos práticos do cotidiano que estão sendo afetados:
• Alimentação: Restaurantes e marmitarias que fornecem refeições.
• Comércio local: Padarias que atendem os trabalhadores nas primeiras horas do dia.
• Emprego direto: Milhares de operários que dependem da continuidade das obras para garantir o sustento familiar.
Responsabilidade Política vs. Empresarial
Ao tocar na questão ambiental, Fábio Lopes foi enfático ao dizer que a proteção à natureza deve caminhar junto com a segurança jurídica. Ele ressaltou que as empresas do setor vinham seguindo rigorosamente as normas estabelecidas pela Lei Municipal vigente no momento das aprovações.
“Quero lembrar que sou a favor de proteger o meio ambiente, é preciso ter critérios antes de construir”, pontuou. No entanto, ele fez uma distinção clara sobre a origem da crise: “Se houve erro, foi um erro político, e não um erro empresarial”.
O Sonho da Casa Própria em Risco
Ao concluir seu posicionamento, o vereador trouxe o debate para o campo social, mencionando o impacto em programas de habitação popular. Para Lopes, é inadmissível que cidadãos que aguardam por unidades do programa Minha Casa, Minha Vida sejam penalizados por discussões jurídicas que não dizem respeito aos seus bairros.
“A pessoa que está esperando a casa própria está sendo afetada por um problema concentrado na orla”, lamentou, reiterando a urgência de uma solução que desburocratize o setor e devolva o direito ao trabalho e à moradia digna aos pessoenses.











