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Ricardo Lewandowski pede demissão a Lula e se despede do ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira, 8 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a carta de demissão do cargo.

O documento foi entregue antes da cerimônia alusiva aos atos de 8 de janeiro. Ele deixa o comando da pasta no mesmo dia, e a exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

Lewandowski deixa o Ministério da Justiça sem conseguir aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso.

Essa é a principal proposta do governo Lula na área e prevê maior participação da União em ações de combate ao crime organizado.

Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo, está a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta que Lewandowski chefia em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.

Lewandowski assumiu o ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024, após se aposentar do STF. Sua saída ocorre em um momento de forte protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, marcado pelo avanço de organizações criminosas e por episódios de violência associados a disputas entre facções.

Estão vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, esta última acionada para atuação nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.

Perfil

Ricardo Lewandowski já foi presidente do Conselho de Assuntos Jurídicos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul.

Formado em direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, iniciou a carreira jurídica em 1990. Em 2006, ingressou no STF, indicado pelo então presidente Lula.

Ao longo de 17 anos na Corte, foi revisor do julgamento do mensalão do PT e presidiu, no Senado, a sessão que conduziu o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

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