Hemocentro participa de pesquisa pioneira no Nordeste para tratamento contra a Covid-19

O Hemocentro da Paraíba é o primeiro banco de sangue do Nordeste a participar de pesquisa sobre produção e uso de plasma convalescente no tratamento de pacientes graves com Covid-19. O lançamento do projeto de pesquisa, que tem à frente a Universidade Federal da Paraíba, aconteceu na manhã desta quinta-feira (21), por meio de videoconferência com o secretário de estado da Saúde, Geraldo Medeiros.

O Hemocentro da Paraíba torna-se um precursor na região Nordeste para realizar coleta, processamento, armazenamento e distribuição do plasma convalescente para uso como alternativa terapêutica em pacientes gravemente enfermos com Síndrome Respiratória Aguda (SARS) – Covid-19 nos hospitais de enfrentamento contra o Covid-19 na região metropolitana da grande João Pessoa sob a coordenação da pesquisadora professora Dra. Daniele Idalino Janebro.

O secretário de estado da Saúde, Geraldo Medeiros, demonstrou grande entusiasmo pela execução do projeto, uma vez que acredita obter resultados de melhora dos pacientes em estado grave acometidos com Covid-19 após o uso do plasma convalescente.

A pesquisadora Daniele Idalino Janebro ressaltou que o projeto tem como foco salvar vidas. “Pretendemos pesquisar de que forma o uso do plasma convalescente, com vários anticorpos pode estar neutralizando os vírus SARC-CoV-2”, observou. Para este projeto inicialmente serão contemplados 100 pacientes internados em estado grave para avaliação da eficácia do uso de plasma convalescente.

“Esse projeto nasceu da parceria relevante entre UFPB e o Hemoíba, culminando em uma construção mútua onde os dois órgãos estiveram engajados no projeto, com aprovação do secretário de Saúde do Estado da Paraíba”, destacou a pesquisadora. Depois disso, foi firmada parceria com o Laboratório Central do Estado da Paraíba (Lacen) e com a direção dos hospitais que vão participar do projeto e que são referência no atendimento de pessoas com Covid-19 na Paraíba.

Os hospitais referenciados para o tratamento do Covid-19 no Estado integram a pesquisa. Na lista estão o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, o Hospital Universitário Lauro Wanderley, o Hospital Santa Isabel, o Hospital Clementino Fraga, o Hospital da Unimed e o Hospital Nossa Senhora das Neves.

A médica hematologista do Hemocentro, Sandra Sibele, explicou que o futuro doador de plasma convalescente deve apresentar um laudo comprovando o teste RT-PCR positivo para Covid-19. Outros requisitos são: ter de 18 a 60 anos, estar há 30 dias sem os sintomas do Covid-19, a mulher deve ser nuligeste (nunca engravidou) e o doador não deve ter sido hospitalizado em virtude da doença.

A doação do plasma convalescente é segura tanto para o doador quanto para os profissionais envolvidos no processo, assim como para os receptores. “Doadores que não desenvolveram a doença gravemente, que não foram hospitalizados e possam pensar em salvar vidas poderão candidatar-se à doação e participar do projeto”, ressaltou. Os interessados deverão entrar em contato pelo Whatsapp do Hemocentro por mensagem encaminhada para o telefone (83) 3133-3465, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

A diretora-geral do Hemocentro da Paraíba, Shirlene Gadelha, ressaltou a importância do projeto que busca ajudar pacientes graves. “Para enfrentar o combate ao Covid-19 nos hospitais, o Hemocentro da Paraíba entra na luta pela vida, com o estudo clínico para infusão de plasma”, destacou.

PRIMEIRA DOAÇÃO – A primeira doação de plasma convalescente aconteceu ainda na manhã desta quinta-feira na sede do Hemocentro. O doador foi o analista clínico Bergson Bezerra de Carvalho Vasconcelos, diretor –geral do Lacen.

De acordo com o doador, ele teve o Covid praticamente assintomático, apresentou dores de cabeça  e alguns episódios de febre. Após alguns dias, fez o exame e diagnosticado como positivo. “Sou integrante da pesquisa junto com a equipe do Hemocentro, da Universidade Federal da Paraíba e tendo todo apoio do Governo do Estado da Paraíba, da reitoria da UFPB, da direção do Hemocentro. E vim aqui hoje dar minha contribuição. A gente tem que ser o primeiro a fazer o teste, e fazer todo o procedimento. Como integrante da equipe, quero assegurar que é tudo tranquilo, a equipe está capacitada e treinada; e a captação foi muito acolhedora. O procedimento foi rápido e seguro”, declarou.

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