BNDES, BNB e Banco do Brasil adotam medidas que beneficiam os pequenos empresários no período da pandemia; conheça

Instituições financeiras, a exemplo do BNDES, BNB e Banco do Brasil, têm adotado medidas para auxiliar os donos de pequenos negócios durante a pandemia do Coronavírus (Covid-19). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, no último domingo (22), medidas que darão fôlego aos empresários durante este período crítico. Das quatro medidas anunciadas, segundo a gerente da Unidade de Estratégia do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, duas beneficiam os donos de pequenos negócios.

Uma das medidas trata dos contratos de renegociação para operações indiretas do BNDES, que prevê a suspensão integral do pagamento principal e juros por seis meses dos contratos, representando um alívio de caixa para as empresas com operações normais e adimplentes com essas operações. A outra diz respeito a ampliação da oferta de crédito para médias, pequenas e microempresas para novas operações de crédito com carência de 24 meses e prazo total de 60 meses. Segundo o BNDES, cerca de 150 mil empresas que geram 2 milhões de empregos serão beneficiadas com as quatro medidas anunciadas.

“Sabemos que as ações de ambientes são muito relevantes, ou seja, como manter aberto o maior número de pequenos negócios com a manutenção do maior número de empregos possíveis. Além dos bancos federais, agências de fomento do estado e cooperativas de créditos precisam abrir não só linhas de financiamentos com carência, mas também, em alguns casos, fundos não reembolsáveis. Estamos conscientes de que estes são mais difíceis, mas precisamos apresentar meios de sobrevivência para a população”, afirmou a gerente Ivani Costa.

BNB também anuncia ações – Por sua vez, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) anunciou desde a última semana a possibilidade de prorrogação de empréstimos e financiamentos por até seis meses, além de crédito para capital de giro com até seis meses de carência. A medida emergencial é para contratos com empreendimentos impactados pela crise econômica, focando principalmente as micro e pequenas empresas. No caso de crédito pessoal, a carência para o início do pagamento das novas operações será de 60 dias. A instituição financeira também adotou ações relacionadas aos microempreendedores urbanos e ao setor rural.

Outra medida anunciada é que o cliente crediamigo que possui prestação com vencimento a partir de 19 de março até o dia 18 de abril, terá o pagamento prorrogado para um mês após o final do financiamento. O boleto deverá ser guardado para ser pago depois e a prorrogação será automática. As demais prestações continuam válidas nos meses correspondentes.

A gerente regional do Sebrae em Monteiro, Madalena Arruda, alertou sobre a necessidade de o empreendedor ter bastante prudência para acessar o crédito que as instituições financeiras estão abrindo nesse período. “É preciso fazer o levantamento das despesas e definir as reais prioridades que gerarão impacto nos negócios. Fazer negociações de prazos é essencial para dar uma folga no fluxo de caixa e, com certeza, impactará na tomada de decisão no acesso a linhas de crédito. Por fim, deve-se planejar as reais despesas para estes três meses de enfrentamento, para tomada de decisão correta em relação ao acesso do crédito”, salientou.

BB renegocia dívidas – O Banco do Brasil iniciou uma campanha de renegociação das dívidas de empresas com condições diferenciadas. Embora tenha começado no Rio de Janeiro, a ação deverá ser estendida a todo o país. Dentre as principais vantagens, está o desconto de até 92% para pagamentos à vista da dívida. Além disso, a instituição tem outras soluções voltadas às micro e pequenas empresas, a exemplo de postergação de 60 dias (duas parcelas) para operações como BB Giro Digital, BB Giro Empresa, BB Giro Corporate, etc e liberação de crédito pelo Gerenciador Financeiro, eliminando a necessidade de deslocamento até a agência.

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