EUA emitem alerta para risco de uso de mísseis antiaéreos na Venezuela

O governo dos Estados Unidos emitiu nesta sexta-feira (22) alerta para que aviões norte-americanos tomem precauções caso voem abaixo de 26 mil pés – equivalente a 7.924 metros – no espaço aéreo da Venezuela. Em nota, disse estar preocupada com a presença de mísseis antiaéreos portáteis em território venezuelano que poderiam cair em mãos errados e atingir aeronaves comerciais caso a crise no país se intensifique

“A confluência dos eventos apresentam um potencial cada vez maior de erros de cálculo e/ou de identificação das aeronaves civis, o que representa um risco inadvertido às operações dos aviões civis norte-americanos no território e no espaço aéreo da Venezuela”, diz a nota.

A FAA afirmou não acreditar que o regime de Nicolás Maduro esteja disposto a abater aviões de passageiros sobrevoando território venezuelano. Porém, segundo a nota, “a instabilidade política e tensões elevadas na Venezuela cria a preocupação de uma possível perda do controle pelo estado de algumas das baterias anti-aéreas portáteis”.

Esse armamento, de acordo com a FAA, poderia cair “nas mãos de atores potencialmente violentos e imprevisíveis, que poderiam ter motivações diversas e um menor nível de treinamento”.

Aeronaves comerciais de modelos como Boeing 737 e Airbus A320 fazem voo cruzeiro acima de 10 mil metros de altitude.

EUA apontam risco a GPS

A nota do governo norte-americano também informou que há risco de venezuelanos operarem bloqueadores de GPS. Segundo a FAA, os dispositivos podem ser usados pelo governo Maduro para evitar ataques de drones – como os ocorridos em agosto do ano passado.

“O uso de bloqueadores de GPS para operações contra ataque de drones pode causar interferência ao GPS em aviões civis em operação no espaço aéreo venezuelano”, afirma a nota.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Os EUA também lideram a coalizão organizada para levar ajuda humanitária aos venezuelanos – o que se tornou o centro da crise diplomática na região. G1

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