OAB-PB: Paulo Maia faz gestão apática, com alianças incoerentes e oposição surge com projeto plural e inclusivo

Com o fim das eleições partidárias na Paraíba, entra em pauta uma nova disputa eleitoral e não é a do segundo turno para escolha do novo presidente do Brasil, mas a da advocacia paraibana, que estará à frente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB) no triênio 2019/2021. Com data já anunciada pelo atual Conselho Pleno, até o próximo dia 28 de novembro, milhares de advogados esquentarão os debates em torno dessa escolha, e dois candidatos surgem: o atual presidente da entidade, Paulo Maia, e o presidente da Caixa de Assistência, Carlos Fábio.

Paula Maia, que havia assumido um compromisso com a advocacia quanto ao fim da reeleição logo no início do seu mandato, resolveu entrar na disputa apoiado por parte de membros da sua gestão. Já Carlos Fabio, também apoiado por membros da atual gestão, fez alianças nos últimos meses, com diversos advogados e advogadas que militam nas mais variadas áreas da advocacia do Estado.

São dois cenários aparentemente conflitantes nessa disputa. De um lado, há o atual presidente que tenta a reeleição, quebrando sua própria palavra e o compromisso assumido com a classe, inclusive fazendo alianças incoerentes com advogados que já ocuparam diversos cargos em gestões anteriores, marcada por uma gestão sem aparentes grandes conquistas e com dificuldades de relacionamento institucional com as que compõem o Poder Judiciário Paraibano.

Do outro, o presidente da Caixa da Assistência, Carlos Fábio, que fez uma destacada gestão reconhecida por toda categoria e propõe uma renovação geral dos quadros da OAB, para exercer um mandato único e de transição, através de um grupo plural, com forte representação de advogadas, jovens, professores, todos integrantes da advocacia privada e pública que militam nas Justiças Criminal, Cível, Eleitoral, Trabalhista e Justiça Federal, em toda Paraíba.

Um dos coordenadores da campanha de Carlos Fábio, o advogado Daniel Farias, relatou que esse projeto foi pensando ainda em maio deste ano, e atualmente conta com mais de 300 colegas diretamente envolvidos na consolidação das propostas.

“Estamos há meses, fazendo diversas visitas a escritórios. Trata-se de um projeto legítimo e verdadeiro da advocacia, construído por várias mãos, sem compra de cargos, sem pirotecnia, sem colocar aspirações pessoais acima das institucionais, uma campanha séria e silenciosa construída olho no olho dos colegas, que tem como tônica principal, um compromisso disruptivo com a velha política que diminuiu nossa profissão perante o Judiciário e a sociedade nos últimos anos”, afirmou.

Daniel destacou apatia da classe com a má gestão de Paulo Maia. “Chega do continuísmo, da velha forma de se fazer política na Ordem com troca de favores pessoais, onde poucos decidem o futuro da instituição. Chegou a hora de iniciar um novo ciclo, sob pena da advocacia não sobreviver a atual perseguição sistemática que vem sofrendo nos últimos tempos”, alertou.

você pode gostar também Mais do autor