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Acusado de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, empresário inglês é denunciado ao MP; entenda

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O Ministério Público da Paraíba denunciou um empresário inglês, identificado como David Raymond Gibbins, sócio majoritário da empresa James Lawrence, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Conforme denúncia, apresentada no dia 4 de julho e que o G1 teve acesso na segunda-feira (8), David Gibbins é acusado de participar de um esquema que vendia falsos lotes do condomínio de luxo Brisas de Coqueirinho, na cidade do Conde, e que resultou na apropriação de pelo menos R$ 3 milhões das vítimas.

A defesa de David Gibbins pediu à Justiça que a denúncia do Ministério Público da Paraíba seja rejeitada, uma vez que ele não obteve uma “vantagem indevida”, mas um prejuízo, por ter investido R$ 30 milhões no empreendimento, conforme o advogado. Além disso, pontuou que, em relação às acusações de lavagem de dinheiro e associação criminosa, não há elementos suficientes para configurar esses crimes.

Antes da denúncia do empresário inglês, o Ministério Público e os assistentes de acusação denunciaram sete pessoas no Brasil por envolvimento na fraude investigada na Operação Maresia, encabeçada pelo delegado Delegacia de Defraudações e Falsificações João Ricardo.

Lista de réus brasileiros no processo

  1. Célio Silva
  2. Mário Sérgio Coutinho Soares Júnior
  3. Marco Gralio de Lima Soares
  4. Victor Caetano de Oliveira
  5. Luis Sérgio Barbosa Vasconcelos
  6. Fábio Proença dos Reis
  7. Ruben Willnael Ferreira de Lemos

A operação identificou que a empresa James Lawrence Developments (JLD), responsável pelo “Brisas de Coqueirinho”, vendia lotes a valores mínimos de cerca de R$ 40 mil. Foram vendidos desde 2011 pelo menos 400 lotes. Alguns investidores chegaram a comprar R$ 300 mil em lotes. A previsão de entrega do empreendimento era em abril de 2017. Os investidores constataram que nenhuma obra havia sido iniciada e denunciaram a fraude.

Conforme denúncia assinada pela promotora Dinalba Araruna Gonçalves, por mais que o empresário inglês não tivesse sido denunciado inicialmente, novos fatos colhidos a partir de cumprimento de mandados e de provas testemunhais, colhidos em audiência realizada no dia 27 de maio deste ano, indicam que David Raymond Gibbins se apropriou ilicitamente dos valores provenientes das vendas dos lotes do “Brisas de Coqueirinho”.

“Conforme narrado na denúncia , ano de 2013 os acusados Mário Sérgio e Marco Gralio remeteram à conta bancária da JLD para os réu Luís Sérgio Barbosa o importe de R$ 1,17 milhão para aquisição de um apartamento na capital federal”, explica a promotora na denúncia. O valor de mais de R$ 1 milhão era referente justamente ao dinheiro recolhido com a venda dos lotes inexistentes do “Brisas de Coqueirinho”.

Ainda segundo o MP, a compra do imóvel foi confirmada por meio de emails enviados por David Gibbins, que também ordenou transferências bancárias conta de sua esposa. Além de tudo, o inglês também assinou procurações para que os demais réus negociassem em nome da JLD, inclusive assinando cheques em nome da empresa.

“Constata-se que o estrangeiro David Gibbins teve tempestivamente a ciência acerca das dificuldades enfrentadas pelo empreendimento, porém nada fez a respeito, sequer ordenou a suspensão das vendas, demonstrando seu intuito em obter lucro em prejuízo alheio”, afirma o MP na denúncia.

Brisas de Coqueirinho teve a venda de lotes iniciada em 2011 e pelo menos 500 pessoas foram prejudicadas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Brisas de Coqueirinho teve a venda de lotes iniciada em 2011 e pelo menos 500 pessoas foram prejudicadas

Outra irregularidade cometida pelo inglês, conforme denúncia do MP, foi a compra de lotes do condomínio, estes com as maiores medidas, em valores muito abaixo de mercado a sua empresa sócia, a Digibeth Investiments Limited. O fato se configura como prática comercial desleal. O empresário estrangeiro ainda havia organizado com os demais réus vendas de lotes no estado de Minas Gerais e no exterior, sem apresentar o bem a ser vendido.

Por fim, o MP requer especialmente à Justiça que a Procuradoria da República na Paraíba apure ainda os indícios de sonegação fiscal e distribuição disfarçada de lucro entre as empresas do inglês, James Lawrence Developments e Digibeth Investiments Limited.

A defesa

No pedido de rejeição da denúncia, datado do dia 5 deste mês, Sheyner Asfóra, advogado de David Raymond Gibbins, declara que a acusação do Ministério Público da Paraíba “formula presunções indevidas e acaba deixando mais evidente a condição de vítima do requerente”.

Quanto ao crime de estelionato, a defesa indica que “desafia a lógica mais básica entender” como Gibbins pode ter embolsado ilicitamente R$ 1,17 milhões da empresa, se havia investido R$ 30 milhões no empreendimento. Pontuou que esse valor, referente à compra de um apartamento, já foi reposto à James Laurence e que foram apresentadas comprovações bancárias.

No documento, comentou ainda que, para ser considerada como criminosa, uma transferência entre empresa e o sócio precisaria resultar em um dano e, nesse caso, fraude. A defesa afirma que, nos autos, não há registro de “nenhum dinheiro da James Laurence Developments sendo transferido para o Reino Unido, país do requerente”.

Sempre ressaltando o respeito ao MP, o advogado salienta, no pedido, que “a peça é rica em presunções absurdas”, pois parte do fato de que Gibbins era sócio majoritário da JLD para responsabilizá-lo pelos atos criminais decorrentes das transações feitas pelos outros acusados. Ele apresenta precedentes para defender que essa responsabilização objetiva não tem sido aceita no ordenamento jurídico brasileiro.

“Chama atenção a alegação de que, por ter outorgado procuração aos denunciados […], para que movimentassem as contas da empresa, teria participado das fraudes dos referidos réus. Ora, configura um salto interpretativo absurdo dizer que uma procuração outorgada para o célere funcionamento da empresa cujos empregados estão em país diverso do patrão, teve o intuito de gerar um ganho ilícito pelo outorgante”, redigiu no documento.

Além disso, no pedido é afirmado que não foram levantados fatos novos, que constituam a oportunidade de pedido de aditamento da denúncia, uma vez que, conforme o documento, as evidências apresentadas já estavam no processo. Também frisou que Gibbins prestou depoimento e se colocou à disposição das autoridades.

Em relação à acusação de lavagem de dinheiro, a defesa alega que, na denúncia, não foram apontadas ações com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro e que no próprio aditamento é descrita a trajetória da quantia, que partiu das contas da empresa para compra de um apartamento.

Já quanto à denúncia de associação para o crime organizado, o advogado declarou, no pedido, que não foi exposta uma “divisão de tarefas”, que caracterize a prática. “O que se fez foi simplesmente depositar uma acusação contra o defendente, sem o esforço argumentativo e legal necessário para sustentá-la minimamente”, pontuou no documento.

Mais de 100 ações contra a empresa

O advogado Djan Henrique Mendonça, que representa judicialmente 500 pessoas que compraram lotes e foram prejudicadas com as fraudes denunciadas, informou o processo judicial para que haja reembolso por parte da James Lawrence Developments tramitam desde janeiro de 2017. São mais de 100 ações contra a empresa.

Além da fraude da venda dos lotes que não chegaram a existir, a JLD havia cometido um erro no registro do empreendimento nos órgãos competentes. “A empresa havia registrado o cartório como loteamento comum e não como condomínio”, afirma o advogado. Conforme o representante das vítimas, houve um calote por parte da empresa também em um processo de recuperação judicial iniciado pelo inglês na Justiça Brasileira.

“A empresa [JLD] entrou com pedido de recuperação judicial. O sócio [David Gibbins] diz que é credor das quantias que ele emprestou para empresa e pediu ao administrador judicial para reservar para ele um crédito desse valor. O pedido não foi aprovado nem rejeitado oficialmente pelos credores, porque não houve assembleia”, informou Djan Henrique Mendonça.

De acordo com o representante dos compradores dos lotes, foram apresentadas “petições no processo judicial apontando diversas falhas do pedido de recuperação e no deferimento do processamento da recuperação. Os credores também apresentaram objeção ao plano de recuperação e tudo isso está aguardando análise do juiz do Conde”, explicou.

Ainda de acordo com o advogado Djan Henrique Mendoça, que também atuam como assistentes de acusação, David Gibbins afirma que aportou uma quantia de R$ 4 milhões e que desse dinheiro teria saído o valor para aquisição do apartamento em Brasília. Na condição de credor, o empresário inglês pede que tenha R$ 6 milhões assegurados, para concorrer com os credores de fato que adquiriram os lotes.

“Basicamente ele vendeu os lotes, não entregou, retirou dinheiro da própria empresa e planeja ressarcir os consumidores com deságio de 75% para retomar os lotes e vender a preço de mercado”, detalha o advogado assistente de acusação. Ele comenta ainda que a proposta da JLD foi de pagar os valores apropriados indevidamente parcelo em 15 anos, a valer após um ano do plano de recuperação ser homologado na Justiça.

“Quem pagou R$ 120 mil em um lote vai receber apenas R$ 2 mil por ano, em 15 anos”, avaliou Djan Henrique Mendonça. A estimativa do que foi desviado foi apresentado pela empresa em alguns processos não chega a R$ 3 milhões, pelas contas da empresa, ao passo que a empresa diz no pedido de recuperação que o empreendimento vale R$ 350 milhões. Se comprovado o desvio, não chega a 1% do empreendimento, de acordo com processo.

Operação

A operação Maresia da Polícia Civil, deflagrada em 2017, apurou fraudes na venda de lotes em um condomínio de luxo em João Pessoa. De acordo com o delegado Delegacia de Defraudações e Falsificações João Ricardo, a empresa alvo da operação já vendeu mais de 300 lotes no Brasil e no exterior, em mais de cinco anos, mas nenhuma etapa da construção do condomínio foi feita.

Mandados de busca e apreensão na sede da empresa e em endereços pessoais de um dos administradores foram cumpridos e vários documentos como registros de movimentações bancárias e panfletos do empreendimento, além de computadores. O material apreendido pela Polícia Civil da Paraíba e as provas testemunhais serviram de base na denúncia apresentada pelo Ministério Público. G1 Paraíba

Previdência: após aprovação na Câmara, entenda como serão os próximos passos

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 379 votos a favor e 131 contra, o texto base da reforma da Previdência em primeiro turno. Para analistas, a reforma será fundamental para tirar o país do caos fiscal e o placar amplamente favorável ajudará nas próximas etapas da tramitação.

Destaques

Passada a votação do texto base, os deputados devem votar os destaques, adendos propostos pelos parlamentares para mudar a proposta.

Segundo turno

Superados os destaques, a Câmara deve fazer a votação em segundo turno, novamente com a necessidade de 308 votos a favor, três quintos dos 513 deputados. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões entre as duas votações, mas já houve precedentes em que esse prazo foi eliminado por acordo de lideranças. Também podem ser apresentados destaques nessa fase.

Senado – CCJ

Aprovada na Câmara, a proposta é encaminhada ao Senado. O primeiro passo é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde é avaliada a constitucionalidade da reforma, mas não seu mérito.

Votação no Senado

Ao contrário da Câmara, a reforma da Previdência não vai passar por uma Comissão Especial no Senado. Aprovada na CCJ, ela irá direto para a votação em plenário, onde precisa ser aprovada em dois turnos com os votos de três quintos dos senadores, 49 em 81. Também são possíveis destaques que alterem o texto.

Volta à Câmara (em caso de alteração)

Se os senadores mudarem o texto que saiu da Câmara, a reforma volta para os deputados, que terão de fazer novas votações referendando as alterações.

Promulgação

Aprovada sem mudanças no Senado ou após nova votação na Câmara, a Proposta de Emenda Constitucional da reforma da Previdência é promulgada pelo presidente do Senado, também presidente do Congresso. Com a promulgação, ela entra em vigor imediatamente. O Globo

 

Durante tentativa de assalto, vítima reage e mata um dos suspeitos

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Um homem reagiu a um assalto, no bairro do Esplanada, em João Pessoa, e matou um dos suspeitos, na manhã desta quinta-feira (11). De acordo com informações da Polícia Militar, o jovem que morreu estava com outro suspeito, que era primo dele e fugiu após a ação. O homem que atirou não foi localizado.

A dupla chegou em um ponto de ônibus, em uma moto azul, para fazer um arrastão no local, por volta das 5h30. Os suspeitos ainda conseguiram roubar a bolsa de uma mulher que estava no ponto de ônibus e outros pertences das vítimas.

Conforme testemunhas contaram à polícia, a dupla atirou contra as pessoas que estavam no local. Uma das vítimas, no entanto, reagiu e atirou contra os suspeitos. Kassio Douglas Alves dos Santos, de 18 anos, que estava pilotando a moto, morreu no local. De acordo com a Polícia Civil, ele foi alvo de dois tiros, um nas costas e outro no pé.

O outro suspeito, que conseguiu fugir, também foi baleado. Os dois são da comunidade Bom Samaritano, no bairro do Cristo, e são primos. A Polícia Militar realiza buscas na região para localizar o segundo suspeito. G1 Paraíba

Na Capital, prédio de 5 andares em construção desaba

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Um prédio de cinco andares, que estava em construção no bairro da Torre, em João Pessoa, desabou na noite desta quarta-feira (10). De acordo com o Corpo de Bombeiros, carros com até 50 metros de distância do local foram atingidos por pedras.

A obra é o anexo de um hospital particular que fica ao lado da construção. Uma imagem de câmera de segurança registrou o momento do desabamento, quando muita fumaça se espalhou pela rua. Algumas casas foram atingidas por pequenos entulhos do prédio.

A Defesa Civil interditou a área para que uma perícia seja realizada e determine as causas do desabamento. Pessoas que estavam perto do local sentiram um tremor no momento do desabamento. Ninguém ficou ferido. G1 Paraíba

Por 379 votos a favor e 131 contra, Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência

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Depois de oito horas de debates, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto principal da reforma da Previdência. A proposta teve 379 votos a favor e 131 votos contra.

Agora, os parlamentares começam a votar os destaques apresentados pelas bancadas. Mais cedo, os deputados tinham concordado em derrubar as emendas individuais e manter apenas as de bancada.

Os destaques mais aguardados são o que aumenta a aposentadoria para as trabalhadoras da iniciativa privada e o que suaviza as regras de aposentadorias para policiais e agentes de segurança que servem à União.

A reforma da Previdência precisava de 308 votos, o equivalente a três quintos dos deputados, para ser aprovada. Se aprovado em segundo turno, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

O debate do texto principal foi aberto por volta das 17h, quando a Câmara rejeitou o último requerimento de retirada de pauta da reforma da Previdência. Nas últimas horas, os líderes dos partidos estavam encaminhando as orientações para as bancadas. Agência Brasil

Cagepa volta a deixar 15 bairros de João Pessoa sem água nesta quinta-feira; confira

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No último dia útil do ano, Cagepa deixa 13 bairros sem água na Capital

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) executa nesta quinta-feira (11) uma manutenção em um conjunto motobomba da estação elevatória de Marés, na Grande João Pessoa.

Em decorrência dos trabalhos, o abastecimento de água será interrompido, das 8h30 às 16h, nos seguintes bairros: Bairro dos Estados, Jardim 13 de Maio, Torre, Expedicionários, Tambauzinho, Jaguaribe, Mandacaru, Ipês, Pedro Gondim, Conjunto Verdes Mares, Cruz das Armas, Oitizeiro, Funcionários I, Jardim Planalto e Bairro dos Novaes.

Mais informações sobre os serviços realizados pela Cagepa podem ser obtidas gratuitamente pelo telefone 115, que também atende ligações de celular.

Com a participação do governador, ODE realiza Planejamento Democrático nesta quinta

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A terceira etapa do ciclo de atividades do Orçamento Democrático Estadual (ODE) – o Planejamento Democrático – acontece nesta quinta (11) e sexta-feira (12), em João Pessoa, com a participação do governador João Azevêdo, dos conselheiros estaduais das 14 regiões geoadministrativas, secretários e dirigentes da administração direta e indireta do governo, além de toda a equipe da secretaria executiva. A atividade será realizada a partir das 14h, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), localizada em Mangabeira VII.

O Planejamento Democrático Estadual é a etapa pós-audiências públicas regionais, na qual conselheiros estaduais, juntamente com a equipe de governo, dialogam sobre as prioridades, obras, ações e serviços, eleitas nas 17 plenárias públicas realizadas com o governador João Azevêdo nas 14 regiões.

Segundo o secretário executivo do OD Estadual, Célio Alves, esta será mais uma importante etapa. “O Planejamento Democrático oportunizará mais uma vez o diálogo aberto e democrático entre os conselheiros estaduais, representantes das regiões, e os secretários de governo. Juntos, traçarão as metas prioritárias almejadas pela população para as suas respectivas regiões. É um momento que consolida a participação popular dentro e fora do governo e em prol de toda a população paraibana”, afirmou o secretário.

A programação do Planejamento Democrático envolverá as principais pastas apontadas pela população como prioritárias para os investimentos em suas respectivas regiões. Na quinta-feira serão debatidas as ações referentes às secretarias de educação e saúde – pastas mais reivindicadas nas audiências.

Na sexta-feira (12) será a vez da exposição das Secretarias de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Estradas de Rodagem (DER), Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Cagepa, Segurança Pública, Agricultura, Pecuária e Pesca e Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan).

As audiências públicas regionais de Orçamento Democrático Estadual (2019) reuniram mais de 51 mil pessoas, que apontaram cerca de 30 mil reivindicações de obras, ações e serviços. De 2011 até o ano atual, já foram deliberados mais de R$ 10 bilhões de investimentos em todo o Estado, frutos da participação popular.

Os secretário e dirigentes do governo terão o papel de apresentar aos conselheiros, a partir do que foi reivindicado nas audiências, o que poderá ou não ser contemplado nas peças orçamentárias. O resultado do Planejamento Democrático subsidiará o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

Confira as prioridades eleitas por cada região:
João Pessoa – educação, infraestrutura e saúde
Guarabira – educação, saúde e estradas de rodagem
Solânea – educação, saúde e infraestrutura
Campina Grande – educação, infraestrutura e segurança pública
Esperança – saúde, estradas de rodagem e educação
Soledade – infraestrutura, educação e segurança pública
Cuité – infraestrutura, educação e saúde
Monteiro – agricultura/pecuária/pesca, saúde e segurança
Patos – educação, saúde e infraestrutura
Itaporanga – educação, estradas de rodagem e saúde
Catolé do Rocha – saúde, educação e recursos hídricos
Pombal – educação, saúde e segurança pública
Cajazeiras – educação, infraestrutura e estradas de rodagem
Sousa – educação, infraestrutura e abastecimento d´água
Princesa Isabel – infraestrutura, saúde e estradas de rodagem
Itabaiana – infraestrutura, educação e agricultura/pecuária/pesca
Mamanguape – educação, infraestrutura e indústria

Veneziano afirma que Romero cria dificuldade e afirma que Estado implantará o VLT em Campina

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) confirmou nesta quarta-feira (10) que o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos será implantado em Campina Grande pelo Governo do Estado. O anúncio foi feito pelo governador João Azevêdo na última segunda-feira (08), após reunião, em Brasília, com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Na reunião, o Ministro garantiu atendimento ao pleito do Governo do Estado da Paraíba para a cessão da linha férrea (faixa de domínio) à administração estadual, para a concretização do projeto, concebido na época em que o hoje Senador da República Veneziano Vital do Rêgo (PÇSB-PB) era prefeito de Campina Grande.

“Sempre tive, não apenas o carinho, mas a crença e a confiança de que o VLT vai ser muito importante para Campina. Um projeto nosso, concebido ainda em nossa gestão como prefeito. Depois que implantamos o Sistema Integrado de Transporte Coletivo, que foi um sucesso extraordinário e que agora está sendo extinto pelo prefeito Romero Rodrigues, prejudicando assalariados, estudantes e trabalhadores, será uma alternativa e haverá de ser. O governador abraçou esse projeto e, na audiência com o Ministro, foi garantida a transferência do trecho da linha férrea para o Estado”, destacou o Senador.

Atual prefeito sempre foi contra – Veneziano disse esperar que o atual prefeito de Campina Grande não venha a criar dificuldades para a implantação do projeto, criticado por ele em diversas oportunidades. “Durante sete anos, além de não trazer nada de novo para a política de transporte público de Campina Grande, ele acabou com o sistema integrado de ônibus. Tomara que ele não crie dificuldades para a implantação do VLT por parte do governador João Azevedo”, enfatizou o Senador pelo PSB.

Veneziano lembrou que, ao final de sua gestão como Prefeito, no ano de 2012, a Prefeitura de Campina Grande teve aprovadas as cartas de anuência para a implantação do VLT, mas o atual prefeito assumiu a administração municipal e abandonou o projeto, por não acreditar nele. Quatro anos depois, na campanha eleitoral de 2016, quando Veneziano apresentou a proposta do VLT, ela foi tachada pelos adversários de “mentira cabeluda” e “inviável”. “Por isso, não adianta agora, que o projeto está para ser concretizado, o atual prefeito, de maneira oportunista, tentar se apresentar como concretizador e defensor da idéia”, disse.

Da Audiência – Na audiência com o Ministro, inclusive, o governador garantiu a assinatura de um termo que permitirá ao Governo do Estado iniciar de imediato o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Campina Grande. “Nós conseguimos marcar para o dia 17 a assinatura de um termo entre o Governo da Paraíba, a concessionária e o Ministério, visando a transferência para o Estado da faixa de domínio para podermos trabalhar, de forma definitiva, o projeto de implantação do VLT de Campina Grande”, explicou o João Azevedo.

Governo alerta sobre atualização cadastral para aposentados e pensionistas

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Os servidores estaduais ativos e inativos (efetivos, comissionados, prestadores de serviço, aposentados e pensionistas) que ainda não fizeram a atualização cadastral devem realizá-lo o quanto antes. O prazo acaba dia 31 de julho. Quem não realizar o procedimento ficará sem receber o salário de agosto. Pelo menos 15.255 mil servidores faltam concluir a atualização cadastral. Desse total, a maioria é aposentados e pensionistas: 11.395.

O procedimento para realizar a atualização cadastral dos servidores continua sendo feito pela internet, no Portal do Governo da Paraíba (www.paraiba.pb.gov.br). Porém, para os servidores inativos, a Secretaria de Estado da Administração também disponibilizou equipes que estão fazendo o cadastramento presencialmente na sede da PBPrev, no Centro Administrativo Estadual (ambos na Capital) e na Casa da Cidadania de Campina Grande.

A secretária de Estado da Administração, Jacqueline Gusmão, reforça a informação de que os aposentados e pensionistas não devem confundir a atualização cadastral com a prova de vida que está sendo realizada pelo Banco Bradesco. “São duas ações diferentes. Quem já fez a prova de vida na instituição bancária deve fazer também a atualização cadastral e vice-versa. É importante ressaltar que essa ação faz parte de uma adequação ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas do Governo Federal”, explica Jacqueline Gusmão.

Os servidores ativos que ainda não realizaram o cadastro também podem procurar o setor de Recursos Humanos da sua secretaria para tirar as dúvidas. Após entrar no site, o servidor vai preencher os seguintes campos: matrícula, CPF, nome que está no contracheque e o valor do pagamento do mês de abril (o valor deve ser o líquido). Neste campo, onde o servidor vai digitar o valor do pagamento, os números devem incluir os dois dígitos finais (centavos).

É necessário que o servidor esteja atento a todas as informações pessoais que estão no cadastro porque os dados serão checados junto à Receita Federal. É importante o servidor ficar atento à última tela de preenchimento dos dados porque lá existe um campo onde deve ser clicado e que informa que o servidor declara que todas as informações são verdadeiras e que assume as responsabilidades delas. Só após clicar nesse campo, é que a atualização foi realizada por completo e o comprovante será emitido.

Canais de tira dúvidas – O Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Administração continuam com os canais de tira dúvida funcionando nesse próximo mês. Pelo site www.tiraduvidas.pb.gov.br o servidor pode digitar qualquer palavra-chave que o sistema localiza a resposta correta para a dúvida. E pelo canal 0800 083 9800. A ligação é gratuita e os servidores poderão tirar dúvidas com os atendentes, de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h30, inclusive em horário de almoço.

Recado de Galdino: “o VLT é conquista de João. Romero, veja outras prioridades para Campina”

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O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, aconselhou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que foi a Brasília para dialogar com o presidente Bolsonaro sobre a implantação do VLT na Rainha da Borborema, a cuidar de outras prioridades da cidade, já que o governador João Azevêdo garantiu a implantação do equipamento.

“Romero foi atrás do VLT e esta é uma obra já anunciada pelo Governo do Estado. Foi uma promessa de campanha do governador João Azêvedo e constou no seu plano de governo, através do pleito das lideranças políticas de Campina Grande aliadas do governador”, destacou Adriano.

O presidente do Poder Legislativo Estadual ainda aproveitou para sugerir ao prefeito de Campina Grande que aproveite essa verba que a Prefeitura de Campina Grande quer investir no VLT para melhorar setores do Executivo que passam por problemas.

“Já que o Governo do Estado está comprometido a implantar o VLT, o prefeito de Campina Grande poderia aproveitar esse dinheiro para investir em outros setores que são prioridades, como a saúde do município que tem denúncias de salários atrasados e precariadade dos serviços”, finalizou.

Na ocasião do encontro com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, na última segunda-feira, João Azevêdo confirmou para o dia 17 a assinatura de um termo entre o Governo da Paraíba, a concessionária e o Ministério visando a transferência para o Estado da faixa de domínio “para podermos trabalhar, de forma definitiva, o projeto de implantação do VLT de Campina Grande”.