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50 praças reconstruídas: esse é o número de equipamentos de lazer que a gestão de Cartaxo entregou à população da Capital

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Qualidade de vida, bem estar e uma experiência muito mais prazerosa de viver em João Pessoa. Esta realidade, constatada em publicações, pesquisas e na voz dos pessoenses, é resultado de um amplo trabalho da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) que investe em diversas frentes e que, através do maior programa de praças da história da cidade, chegou hoje à marca de 50 espaços públicos de lazer entregues à população, entre novas e requalificadas. O prefeito Luciano Cartaxo entregou, nesta segunda-feira (2), a Praça Heitor Cabral, no Castelo Branco, totalmente renovada, a partir de um investimento de mais de R$ 312 mil.

“Ficamos muito felizes de chegar a essa marca porque é resultado de um amplo projeto que visa, acima de tudo, fazer o povo de João Pessoa viver melhor. Afora todos os investimentos em educação, saúde, habitação, infraestrutura e no social, as praças públicas são estes espaços que estamos cuidando para ofertar à população locais para convivência, prática de esportes, para promover hábitos saudáveis e que transformam a relação da população com a cidade, convidando os moradores a voltarem a viver a cidade, a saírem de suas casas e se encontrar nestes locais”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

A Praça Heitor Cabral passou por uma completa requalificação e ganhou diversos equipamentos como playground para as crianças, Academia para a Terceira Idade (ATI), quadra poliesportiva para a prática de esportes como vôlei e futebol, nova iluminação, jardinagem e passeio completo. O projeto segue o padrão implantado pela atual gestão em todas as praças construídas ou reformadas, para oferecer mais conforto e espaços adequados para os moradores.

Investimento – Somente neste ano, a PMJP já entregou as praças Praça Engenheiro Solon de Lucena (Geisel), Vereador Potengi Lucena (Cristo), dos Colibris (Bairro Cidade dos Colibris), Cristo Rei (Mangabeira), São Pedro (Valentina), Praça Vicente de Paula Nóbrega (Bancários – Praça da Apae), Capitão Ulysses da Silva Costa (Bancários/ Cidade Universitária), Jorge Valcasser, no Castelo Branco; e Pedro Gondim (Torre).

Homenagem aos 100 anos de história do artista e compositor “Jackson do Pandeiro”

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A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou, na tarde desta segunda-feira (2), sessão especial em comemoração aos 100 anos de história de “Jackson do Pandeiro”. O artista, que também é conhecido como “Rei do Ritmo” e nasceu em Alagoa Grande, é considerado um dos maiores ícones da Música Popular Brasileira (MPB), em especial, da cultura nordestina, das últimas décadas.

A homenagem, proposta pela Mesa Diretora, foi uma iniciativa do Centro Cultural da CMJP. Intelectuais, historiadores, políticos e representantes da cultura paraibana prestigiaram a sessão. O presidente da Casa, vereador João Corujinha (DC), destacou a importância da sessão para o Poder Legislativo Municipal e o valor grandioso que “Jackson do Pandeiro” tem para o patrimônio cultural do Estado.

“É uma grande honra para todos nós poder realizar essa sessão e deixar registrada na história dessa Casa uma homenagem a esse grande artista, que marcou a cena musical do nosso país”, frisou o parlamentar. Segundo ele, José Gomes Filho, conhecido no meio artístico como “Jackson do Pandeiro”, se tornou referência na música nacional, marcou gerações e foi uma inspiração para outros artistas.

“Ele [Jackson] cantou nosso jeito de ser, de viver, a alegria do povo nordestino, bem representada na mistura dos ritmos que ele dominava como ninguém”, ressaltou o presidente João Corujinha, destacando que o músico foi um dos maiores responsáveis pela conquista do respeito à cultura do País e as nossas tradições. “Talvez tenha sido seu maior feito”, enfatizou.

Além do presidente Corujinha, compuseram a mesa da solenidade, o vereador Milanez Neto (PTB), que secretariou os trabalhos; a servidora Márcia Gadelha, coordenadora do Centro Cultural da CMJP e idealizadora da sessão especial; o escritor e jornalista Fernando Moura; o vereador Deda (PL), representando a Câmara Municipal e a Prefeitura de Alagoa Grande; além da artista plástica Dione Vasconcelos.

O vereador Milanez ocupou a tribuna para parabenizar a Casa, o presidente João Corujinha, a servidora Márcia Gadelha e enaltecer a dedicação em prol da cultura paraibana de Fernando Moura e Juca Pontes, que também é escritor, jornalista e estava na sessão. Para Milanez, o Parlamento Municipal não poderia, de forma alguma, ficar de fora dessa homenagem, uma vez que “Jackson do Pandeiro” é um orgulho dos paraibanos, escreveu seu nome na história do mundo e elevou o nome da Paraíba por onde passou.

O escritor Fernando Moura fez uma exposição da biografia do homenageado, relatando fatos importantes, bem como destacou alguns de seus projetos para resgatar a história do artista. Moura falou da sua participação na criação do Memorial sobre o músico no Museu de Alagoa Grande e na implantação da biografia de Jackson do Pandeiro no Museu Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande, que ficou mais conhecido como Museu dos Três Pandeiros. Ele também lançou a biografia do artista em quadrinhos, em 2017, voltada para as escolas, e relançou, no último dia 26, a plaquete, com o apoio da editora A União, sobre “Os 100 anos do Rei do Ritmo”.

A servidora Márcia Gadelha fez questão de agradecer o apoio do presidente da Casa, João Corujinha, à realização da sessão especial. Márcia também destacou o incentivo que o Centro Cultural vem recebendo da atual gestão para promover atividades culturais, exposições e desenvolver projetos que resgatam a história da cidade e da cultura pessoense. “Esse é um momento de alegria e orgulho, pois nós estamos homenageando uma das figuras mais emblemáticas da cultura nordestina, que é Jackson do Pandeiro. A Câmara, mais uma vez, faz história ao reconhecer o valor desse artista”, ressaltou Márcia.

Como representante de Alagoa Grande, o vereador Dede declarou que a Câmara, a Prefeitura do Município e o povo Alagoa-grandense estavam honrados com esse reconhecimento e com a iniciativa do Poder Legislativo da Capital. “Vou levar na memória esse dia importante para minha terra. O reconhecimento ao grande artista e cidadão honrado, que foi “Jackson do Pandeiro”, é extensivo a todos nós que amamos Alagoa Grande e seus filhos”, afirmou.

Conheça um pouco da história de “Jackson do Pandeiro”

Também conhecido como O Rei do Ritmo, “Jackson do Pandeiro” foi cantor e compositor de forró e samba brasileiro. Atuou em vários subgêneros musicais, a exemplo do baião, xote, xaxado, coco, arrastapé, quadrilha, marchinha, dentre outros. Ele era oriundo de uma família de artistas populares (a mãe cantora de pastoril) e sua história reforça a influência da cultura negra na música nordestina.

Jackson é considerado um dos maiores ritmistas da história da MPB. Em 54 anos de carreira, foi responsável, ao lado de Luiz Gonzaga, pela popularização nacional de canções nordestinas.

No início da década de 1940, mudou-se para João Pessoa, onde tocou em cabarés e depois na Rádio Tabajara até 1946. Em 1948, foi trabalhar na Rádio Jornal do Comércio, em Recife (PE). Lá, por sugestão do diretor do programa, ganhou o nome artístico “Jackson”, considerado mais sonoro.

Somente em 1953, já com 35 anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso, “Sebastiana”, que já era uma amostra de suas inovações estéticas, com improvisações de vocalizações com tempo variado. Logo depois, emplacou outro sucesso: “Forró em Limoeiro”, rojão composto por Edgar Ferreira.

Em Recife, conheceu sua esposa e parceira, Almira Castilho, uma ex-professora que cantava mambo e dançava rumba. Jackson e Almira formavam uma dupla no palco e na vida. A união durou até 1967, quando se desfizeram a parceria e o casamento.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque, com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, com quem viveu até seus últimos dias de vida.

No Rio de Janeiro, apresentou-se nas rádios Tupi e Mayrink Veiga, e foi contratado pela Rádio Nacional. Jackson fez muito sucesso com “O Canto da Ema”, “Chiclete com Banana”, “Um a Um” e “Xote de Copacabana”.

A crítica se encantava com sua facilidade para cantar gêneros musicais variados: baião, coco, samba-coco, rojão e marchinhas de carnaval. Seu primeiro álbum, “Sua Majestade – O Rei do Ritmo”, saiu em 1954 pela gravadora Columbia.

Durante a década de 1950, Jackson e Almira ganharam projeção nacional e começaram a atuar em filmes populares, como “Minha sogra é da polícia”, “Cala a boca Etelvina”, “Tira a mão daí” e “Batedor de carteiras”. Com a Tropicália, houve o resgate da música nordestina.

Em 1981, gravou seu último trabalho, pela Polygram, “Isso é que é forró”. Em 10 de julho de 1982, durante uma excursão no Rio de Janeiro, Jackson do Pandeiro faleceu em decorrência de complicações de uma embolia pulmonar e cerebral.

Discografia:

“Sua Majestade o Rei do Ritmo” (Columbia – 54)

“Jackson do Pandeiro” (Columbia – 55)

“Forró do Jackson” (Columbia – 56)

“Os donos do ritmo” (Copacabana – 58)

“A tuba de muié” (Copacabana – 61)

“O Cabra da Peste” (Copacabana – 63)

“Sina de Cigarra”(CBS – 72)

“Se tem mulher tô lá” (Chantecler -74)

“Um nordestino alegre” (Chantecler – 76)

“Nossas raízes” (Chantecler – 79)

“Isso é que é forró” (Polygram – 81)

Transposição: Ministério do Desenvolvimento Regional anuncia providências para irrigação em Monteiro

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Em resposta à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro (PB) e do Ministério Público Estadual (MPPB), o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou que está adotando providências necessárias para implementar sistemas de irrigação na Vila Produtiva Rural Lafayette, conforme estabelece o Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf).

Mais de dois anos depois da chegada das águas do ‘Velho Chico’ à Paraíba, a comunidade tradicional – formada por 61 famílias prejudicadas com as obras da transposição – ainda não consegue produzir, embora tenha água para consumo humano.

Esgotamento – Quanto ao esgotamento sanitário no município de Monteiro, primeiro a receber as águas do São Francisco no estado, o MPF enviou ofício à prefeitura para que informe se as obras de saneamento foram concluídas e se vem fiscalizando o lançamento indevido de esgotos e/ou ligações clandestinas no canal da transposição.

Suspensão do bombeamento – O MPF em Monteiro informa que, por ora, não há razões para não acatar as justificativas técnicas do MDR acerca da suspensão de bombeamento de água no atual período de comissionamento da obra (fase de testes), assim como ocorreu em outras oportunidades, inclusive com a anuência dos órgãos envolvidos na transposição. A procuradora do MPF em Monteiro, Janaina Andrade, ressalta que o projeto da transposição não foi idealizado para realizar bombeamento contínuo de água para os açudes da Paraíba. “O MPF em Monteiro desconhece a existência de qualquer documento ou ato normativo que obrigue o bombeamento de água no eixo leste da transposição, meta 3 L, sem o início da operação comercial”, disse Janaina.

Ainda segundo a procuradora, no tocante à última suspensão do bombeamento, no final de agosto, o MPF em Monteiro foi informado pelo MDR que, por questão de prevenção, foi preciso realizar a suspensão em razão da necessidade de realizar estudos para reparos na barragem de Cacimba Nova, em Pernambuco. “E é importante destacar ainda que, de acordo com as informações técnicas do setor de engenharia do MPF/PB, não há relação entre a atual suspensão de bombeamento e rachaduras no canal”, acrescentou.

Segurança de barragens (Poções e Camalaú) – Uma nova audiência de conciliação está marcada para esta quarta-feira (4) e tem por objetivo central encontrar solução célere para que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e o Estado da Paraíba elaborem, definitivamente, os planos de segurança e emergência das barragens Poções e Camalaú, que integram o Pisf no eixo leste. Caso Dnocs e Estado da Paraíba não compareçam à audiência, poderão pagar multa.

Revitalização do rio Paraíba – Outra condicionante do Pisf que ainda não foi cumprida, de responsabilidade do Governo do Estado, e que vem sendo cobrada reiteradamente pelo MPF, é a revitalização do rio Paraíba.

Efetividade e transparência – A procuradora da República Janaina Andrade informa que o MPF continuará na posição de alerta e adotando medidas a fim de compelir todos os órgãos envolvidos com a transposição a cumprirem as obrigações para plena execução do Pisf, de forma segura e efetiva.

“Nesse momento não cumpre mais discutir se o Pisf seria o meio mais adequado para solucionar a crise hídrica na região do Cariri paraibano. Hoje se busca que se cumpram as obrigações e condicionantes para que haja mínima efetividade do projeto. Não se pode conceber uma definição do projeto como a maior obra hídrica do Brasil, se considerarmos o elevadíssimo dano ambiental, nos aspectos natural e social à bacia doadora, aos mananciais dos estados de Sergipe e Alagoas que estão com navegabilidade fortemente afetada, além da falta de zelo para revitalização do rio Paraíba e a proteção da sua nascente. Em verdade, trata-se de uma grande obra de engenharia que não trará benefício para a população do Cariri, do modo como vem sendo difundido para a sociedade, uma vez que a população da zona rural continuará sem água nas torneiras de suas residências”, expressou a procuradora.

“É importante destacar ainda que a suspensão do bombeamento não alterou os volumes dos açudes Cordeiro e São José, que abastecem a cidade de Monteiro e região. Por sua vez, os açudes de Poções e Camalaú possuem volume reduzido de acúmulo de água, não em razão da suspensão de bombeamento, mas sim porque passam por obras de recuperação, que deveriam ter sido concluídas desde 2016, afetando, inclusive, o acúmulo de águas das chuvas que ocorreram na região este ano”, acrescentou a procuradora.

Com 30 vagas e salários que chegam a R$ 6.900, Estado realiza processo seletivo para Técnico em Vigilância em Saúde

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A Secretaria de Saúde do Estado (SES), por meio do Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor – RH/PB) realizará um processo seletivo no município de Princesa Isabel. Serão ofertadas 30 vagas, entre contratação imediata e cadastro de reserva, para atuar no Curso Técnico em Vigilância em Saúde. Os vencimentos variam de R$ 1.900 a R$ 6.900 e as inscrições podem ser realizadas de forma eletrônica entre os dias 4 e 20 de setembro.

edital foi publicado no Diário Oficial Estado (DOE), no último sábado (31), informando sobre a seleção de caráter temporário, com validade de 12 meses, para os cargos de coordenador de curso e de facilitador. A contratação, com validade de um ano após a publicação dos resultados, é voltada para profissionais graduados nas áreas da educação e da saúde. Tanto o coordenador quanto o facilitador terão uma carga horária da 20h semanais. O Curso em sua totalidade será de 1660h, sendo 250h de estágio supervisionado.

Além da graduação em nível superior, é exigida também uma especialização na área da Saúde, ou um ano de experiência comprovada em Saúde Pública e em Vigilância Sanitária, sendo este último apenas para o cargo de facilitador. Os selecionados irão atuar na formação de profissionais que já desenvolvem atividades específicas do técnico em vigilância em saúde, integrando as suas quatro subáreas: vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e saúde do trabalhador.

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário on-line disponível no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfk–BUSdgFkK1mRPK6ZvrQ1hjLddjy38bpZUrTED2txHYkqIw/viewform, a partir das 8h do dia 4 de setembro, até as 23h59 do dia 20 de setembro. A seleção ocorre em duas etapas: análise curricular e documental e entrevista presencial. Os resultados serão divulgados no DOE e no blog do Cefor-RH/PB (www.ceforpb.wordpress.com).

Defensora aponta irregularidades em liminares concedidas em ações de despejo na Paraíba

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A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) chamou atenção para as ilegalidades cometidas durante ações de despejo de famílias residentes em áreas de conflitos na Paraíba. O alerta foi feito pela defensora pública Lydiana Cavalcante durante audiência pública realizada na última sexta-feira (30), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), para discutir o tema “Áreas de Risco de Conflitos por Iminência de Despejos no Estado”.

Além de deputados estaduais, o evento também contou com a participação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, membros do Ministério Público Estadual (MPPB), do Ministério Público Federal (MPF), do Governo do Estado e trabalhadores rurais.

Para a Lydiana, o evento teve grande importância para dar visibilidade a grande quantidade de liminares concedidas pelo Poder Judiciário em ações de despejos, sem considerar a dignidade da pessoa humana. “Isso tem ocorrido sem a realização de audiências de conciliação, sem a intimação da Defensoria Publica para manifestar-se, tampouco notificações aos órgãos do Executivo responsáveis pela realocação das famílias, causando grandes transtornos e ferindo a dignidade humana dessas pessoas”, pontuou a defensora pública, que atua no Núcleo Especial de Direitos Humanos da DPE.

Ela acrescentou que a função social dessas terras está sendo cumprida, uma vez que as famílias que as ocupam produzem para a sua subsistência. “O próprio Estado compra a produção, que serve de insumos para hospitais e escolas. Na área urbana essas pessoas residem há anos e são milhares de famílias. Para piorar, não está havendo sequer uma preocupação de colocá-las em outro local, então todo mundo está indo para a rua”, ressaltou.

70 áreas de conflitos – Os conflitos de terra envolvendo trabalhadores rurais, segundo o procurador do Ministério Público Federal (MPF), José Godoy, não tem sido uma tarefa fácil de administrar na Paraíba. Godoy relatou que o MPF calcula que haja aproximadamente 70 áreas de conflitos no estado e que, praticamente, todos os dias é expedida alguma ordem judicial determinando a saída de famílias. “Existem na cidade e no campo mais de 20 mil pessoas com ordens judiciais para deixarem suas casas e as áreas que produzem. É uma situação de calamidade pública e de violação grave dos direitos humanos”, analisou Godoy.

Já o integrante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, o deputado Frei Anastácio, disse que atualmente a Paraíba registra 18 graves conflitos por terras, envolvendo famílias que residem em assentamentos há mais de 30 anos, com casas já edificadas, com lavouras que produzem verduras, legumes e hortaliças. “Esperamos que daqui da Assembleia saiamos com a proposta de encaminhamento desses conflitos de terra no que diz respeito a resolver a situação para que os trabalhadores e trabalhadoras possam permanecer com seus direitos respeitados na terra”, afirmou.

Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALPB, a deputada Cida Ramos defendeu que a Assembleia atue com o intuito de contribuir na elaboração de ações que possam trazer solução aos conflitos. “Temos que encontrar alternativas e impedir que milhares de famílias deixem de plantar e percam seu sustento num momento tão grave de crise econômica do país”, disse.

Deputados debatem criação de políticas públicas para incentivar doação de órgãos

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A Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta segunda-feira (2), audiência pública para debater o transplante de órgãos no estado. O evento, proposta pelo deputado Dr. Érico (PPS), aconteceu no plenário Deputado José Mariz e teve como principal objetivo discutir a implementação de políticas públicas para incentivar a doação de órgãos.

Dr Érico, que é presidente da Comissão de Saúde da ALPB, ressaltou que a audiência é uma iniciativa do Setembro Verde, movimento alusivo à doação e transplante de órgãos. “Já tivemos uma conversa desde o semestre passado com alguns colegas que fazem transplante aqui na Paraíba, uma vez que o Estado tem um baixo número de doação. Então, temos estrutura para realizar, temos profissionais capacitados e, portanto, precisamos potencializar, fomentar e desmistificar esse importante tema”, comentou o deputado

O deputado Taciano Diniz (Avante) destacou que a principal importância da audiência é a conscientização da sociedade para o tema. “Vem crescendo o número de doadores e transplantes na Paraíba. Mas, ainda temos uma vasta fila de pacientes catalogados na espera para o transplante. A importância pessoal do doador é que ele está doando uma vida para um novo ser humano, para o seu ente querido ou para um cidadão. O principal intuito é esse: o doador só pode fazer isso em vida. Não pode deixar por escrito, tem que ter o seu consentimento e em vida ‘fazer’ essa doação”, destacou.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram realizados na Paraíba, até o mês de setembro deste ano, 131 transplantes no total, sendo 102 de córnea, 18 de rim e 11 de fígado. Já na lista de espera, a secretaria informa que existem atualmente 342 pacientes de córnea, um de coração, sete de fígado e 283 de rins.

Para o coordenador da equipe de transplante do Hospital Nossa Senhora das Neves, Rafael Maciel, o apoio dos Poderes contribui para melhorar o índice de doação de órgãos no estado. “A gente tem os melhores serviços de transplante na Paraíba, seja de coração, medula óssea, rim, fígado e, infelizmente, nosso índice de doação é muito baixo. Por milhão de população, Pernambuco faz 20 doações, Ceará faz 30, Paraná faz 41, e a Paraíba apenas 2,3. Então, nós precisamos mudar isso e contamos com todo mundo, inclusive com a Assembleia”, declarou.

O secretario estadual da Saúde, Geraldo Medeiros, explicou que é fundamental realizar campanhas para sensibilizar a sociedade na permissão da doação de órgãos em casos de morte encefálica. “Quando o cérebro morre e o coração ainda está batendo, isso significa morte. E os familiares têm que ter essa percepção de que a partir do momento que eles liberam os órgãos do seu ente querido, eles salvam cinco pessoas”, concluiu.

Também participaram da audiência pública os deputados Cabo Gilberto Silva e Trócolli Júnior; o superintendente do Hospital Nossa Senhora das Neves, Luis Renato Liveri; o diretor da Central Estadual de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo César; o presidente da Associação de Renais Transplantados e Doadores da Paraíba, Carlos Roberto da Silva Lucas; o diretor técnico do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, Antônio Pedrosa; o cirurgião transplantador do Hospital Nossa Senhora das Neves, Cláudio Lacerda; e o representante da Sociedade Paraibana de Medicina Intensiva (Sopami), Igor Mendonça do Nascimento.

Cesta básica em João Pessoa tem redução de 3,55% em agosto

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A cesta básica no município de João Pessoa apresentou uma queda de 3,55% no mês de agosto de 2019, ficando os acumulados no ano em 3,41% e em 12 meses 8,90%, de acordo com a Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag), por meio da Diplan e sua Gerência Executiva de Desenvolvimento Municipal e Regional. No mesmo período do ano anterior, a cesta básica custava R$ 335,05, com uma variação mensal de -0,45% e os acumulados eram de -1,45% no ano e -3,45% em 12 meses.

Essa queda no preço da cesta básica no mês de agosto/19 resultou das quedas de preços médios registrados nos produtos: feijão (19,70%), legumes: abóbora, beterraba, batata-inglesa, cenoura e tomate (7,16%), farinha de mandioca (6,82%), pão francês (6,42%), óleo de soja (2,56%), arroz (2,31%), raízes: inhame, batata-doce e macaxeira (0,95%), carnes (0,62%) e café moído (0,23%). Em contrapartida, foram verificados aumentos de preços nos produtos: açúcar (5,36%), frutas: banana e laranja (4,27%), leite pasteurizado (1,98%) e margarina (0,94%).

O custo total da cesta básica caiu para R$ 364,87 em agosto/19, quando em julho/19 era R$ 378,30. Um trabalhador que em agosto ganhou um salário mínimo de R$ 998,00 precisou trabalhar o equivalente a 80 horas e 33 minutos para adquirir sua alimentação individual. Uma família composta por quatro pessoas teria que dispor de R$ 1.459,48 para adquirir sua alimentação básica.

A ração essencial mínima (cesta básica), definida pelo Decreto-Lei nº. 399, de 30.04.1938, que estabelece treze produtos alimentares básicos (arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, café, pão, leite, açúcar, margarina, óleo de soja, legumes, frutas e raízes) e suas respectivas quantidades, passou a representar aproximadamente 36,56% do salário mínimo.

GASTO MENSAL E HORAS DE TRABALHO NECESSÁRIAS Á AQUISIÇÃO DA CESTA BÁSICA

                                                                                 Agosto /2019

PRODUTOS QUANTIDADE PREÇO  (R$) GASTO  MÉDIO  MENSAL                   TEMPO
Arroz 3,6 kg  2,96 10,66          2h 21 min.
Feijão 4,5 kg  5,42 24,39          5h 23 min.
Carnes 4,5 kg  20,96 94,32        20h 49 min.
Farinha de Mandioca 3,0 kg  5,19 15,57        3h 26 min.
Café Moído 0,3 kg  17,64 5,29        1h 10 min.
Pão Francês 60 und 1,02 61,20       13 h 31 min.
Leite Pasteurizado 6,0 l  3,61 21,66        4h 47 min.
Açúcar 3,0 kg  3,54 10,62         2 h 20 min.
Óleo de Soja 0,750 l  3,80 2,85         38 min.
Margarina 750 g  2,15 6,45         1h 25 min.
Legumes 12,0 kg  3,89 46,68         10 h 18 min.
Frutas 7,5 dz.  5,37 40,28           8 h 53 min.
Raízes 6,0 kg  4,15 24,90          5 h 30 min.
TOTAL 364,87         80h 33 min.

Fonte: Gerência Executiva de Desenvolvimento Municipal e Regional – SEPLAG – PB.

Escola Municipal Frei Afonso garante vaga para etapa nacional da Olimpíada de Robótica

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A equipe Tireless, que representou a Escola Municipal Frei Afonso, irá representar João Pessoa na Olimpíada Brasileira de Robótica, que acontece de 22 a 26 de outubro no Rio Grande do Sul. A escola foi classificada durante a final da etapa regional/estadual, que ocorreu no sábado (31) na Estação das Artes, competindo com outras 59 unidades de ensino.

Com essa classificação, a Escola Frei Afonso se torna pentacampeã estadual de Robótica. A equipe, formada pelos alunos Guilherme Quirino da Silva, Paulo Roberto de Araújo Silva e Wesley Rennan da Silva Martins, foi coordenada pelo professor Rodrigo Lira de Albuquerque.

Muito satisfeita com o resultado final da competição, a coordenadora de Robótica da Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec), Sineide Andrade, destacou a importância do título para a escola. “A participação da nossa escola na Olimpíada Brasileira de Robótica é reflexo de um trabalho árduo e de uma educação comprometida com o desenvolvimento sociocognitivo e intelectual dos alunos da rede Municipal”, ressaltou.

A partir de agora, segundo ela, é a equipe dar continuidade aos trabalhos com muita dedicação aos treinos e aos estudos da robótica para que seja vitoriosa na competição nacional.

Governo do Estado conclui serviços de manutenção em 13 barragens da Paraíba

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O Governo do Estado segue com o programa de manutenção de barragens e realizou, nos últimos oito meses, por meio da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), serviços de recuperação em treze reservatórios. Desde 2011, a gestão estadual monitora 130 barragens na Paraíba e vem realizando obras de manutenção que já contemplaram mais de 60 delas.

Foram recuperados os açudes Cachoeira dos Cegos, em Catingeira; Cafundó, em Serra Grande; Jenipapeiro, em Olho d’Água; Piranhas, em Ibiara; Cachoeira dos Alves, em Itaporanga; Queimadas e Mata do Maracujá, em Santana dos Garrotes; Poço Redondo, em Santana de Mangueira; Cinco Vacas, em Sumé; Tavares II, em Tavares; Jenipapeiro, em Desterro; Saulo Maia, em Areia; e Acauã, em Natuba.

Em seu programa semanal ‘Fala, governador’, transmitido nesta segunda-feira (2) pela Rádio Tabajara, o governador João Azevêdo destacou que as ações constantes do Governo da Paraíba para manutenção de barragens têm recebido o reconhecimento de órgãos importantes, como da Agência Nacional das Águas (ANA).

“Tanto é que sediamos, na última semana, o segundo curso de preparação de mão-de-obra para monitoramento de barragens, envolvendo técnicos de todos os Estados do Nordeste que vieram para a Paraíba participar desses cursos. Desde a época em que assumimos a Secretaria da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, nós montamos um programa de segurança de barragens, porque sabemos que qualquer obra de engenharia precisa ter manutenção”, pontuou o gestor.

João Azevêdo anuncia inscrições do Empreender Cultural

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As inscrições para a linha de crédito Empreender Cultural serão realizadas na próxima sexta-feira (6), das 8h às 17h, pela internet. O anúncio foi feito pelo governador João Azevêdo, nesta segunda-feira (2), durante o programa semanal ‘Fala, governador’, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara.

O Empreender Cultural vai selecionar 78 empreendimentos, com financiamento de até R$ 80 mil, sendo escolhidas seis propostas por Regional de Cultura, além da destinação de uma cota especial de seis projetos para Alagoa Grande, em comemoração ao centenário de Jackson do Pandeiro, garantindo a distribuição regional desses recursos.

Poderão se inscrever pessoas físicas e jurídicas, cuja atuação empresarial esteja relacionada à área da cultura, a exemplo de estúdios de som, grupos de teatro, companhias de dança, produtores de itens artesanais e produtores de games. As informações sobre a documentação necessária estarão disponíveis na página da Secretaria da Cultura no portal do Governo do Estado (www.paraiba.pb.gov.br/cultura).

“Essa é uma ação muito importante para mostrar, mais uma vez, que a Paraíba tem atenção com a cultura e nada melhor do que fazer com que essa preocupação saia do discurso e seja colocada em prática, financiando e chegando com recursos para que os eventos possam acontecer”, frisou o governador.

Agenda de sexta-feira – Na sexta-feira, o chefe do Executivo estadual visitará os municípios de Riachão do Poço, Sapé e Mari. Em Riachão do Poço, ele fará a entrega do Conjunto ‘Minha Morada’, que recebeu investimentos de R$ 1,7 milhão e ira contemplar 48 famílias. Em Sapé, o governador fará a entrega de pavimentação asfáltica. Já em Mari, será realizada a entrega da reforma e ampliação da Escola Augusto dos Anjos, que recebeu recursos na ordem de R$ 1,1 milhão, e irá assinar 20 contratos do programa Empreender Paraíba.