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Pés de Barro: STF determina sequestro dos bens de Wilson Santiago, Wilson Filho, prefeito João Bosco e demais; veja

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OUÇA: Wilson tenta explicar decadência dos 'Santiagos' na política paraibana

O deputado federal Wilson Santiago (PTB-PB) e o prefeito João Bosco Fernandes (PSDB), da cidade de Uriaúna, tiveram os bens sequestrados após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. A decisão foi tomada após uma representação feita pela Polícia Federal e atinge também as esposas e filhos dos dois, incluindo o deputado estadual Wilson Santiago Filho (PTB). Wilson Santiago e João Bosco são investigados na Operação Pés de Barro, que apura pagamento de propina nas obras de uma adutora no Sertão da Paraíba.

Conforme pedido da PF, relatórios revelam conversas de um aplicativo de mensagem extraídas por um laudo pericial cujos textos corroboram os indícios de que os recursos financeiros obtidos pelo prefeito no esquema investigado estavam sendo lavados por meio da aquisição de animais e imóveis na zona rural de Uiraúna, em nome de terceiros.

Em outro trecho, com base em análise de áudio, uma pessoa relata indícios de possível ocultação de patrimônio de Wilson Santiago em nome dos filhos, e que o deputado federal utilizaria o dinheiro da propina para pagar uma dívida contraída com um agiota da região de Uiraúna para saldar despesas de campanhas políticas.

O esquema

Segundo a Polícia Federal, o esquema era comandado pelo empresário George Barbosa, dono de uma construtora que já realizou duzentas obras públicas. Em troca de propina, ele teria sido beneficiado pela Prefeitura de Uiraúna e vencido uma licitação fraudulenta.

Ainda de acordo com a PF, o rateio era simples: 10% do valor total foi parar com o deputado federal e 5% do valor foi para o prefeito. O esquema funcionou até setembro do ano passado, quando George procurou a Polícia Federal. Ele fez um acordo de delação premiada e depois disso passou a gravar as entregas de propina.

Fantástico revela áudios e vídeos gravados pela PF durante operação Pés de Barro

Prefeito João Bosco recebendo propina

A operação que investiga o esquema foi deflagrada no dia 21 de dezembro de 2019. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, entre eles no gabinete do deputado José Wilson Santiago (PTB-PB), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ministro Celso de Mello, que autorizou as buscas, também determinou o afastamento de Santiago do mandato.

Em imagens coletadas pela Polícia Federal e divulgadas pelo Fantástico, o prefeito de Uiraúna aparece depois dos encontros para entrega de propina em Brasília escondendo dinheiro na cueca.

No domingo (12), foram divulgados novos vídeos de pagamento de propina, desta vez em João Pessoa, em frente a um supermercado. George separou R$ 50 mil para entregar a Evani Ramalho, secretária parlamentar de Wilson Santiago.

Os policiais federais estavam escondidos no local. O carro da assessora chegou e George entrou no carro com um gravador de áudio ligado. Ela ainda reclamou que o dinheiro estava numa sacola, fácil de ser visto, e que faltava dinheiro. Depois, foi embora. Os policiais a seguiram até ela entrar na sede estadual do PTB, em João Pessoa, o partido presidido por Santiago na Paraíba. Dois dias depois, ela repassou mais R$ 50 mil ao empresário, e foi presa acusada de corrupção.

Wilson Santiago responde ao processo em liberdade, já o prefeito de Uiraúna segue preso desde que foi detido no dia que a operação foi deflagrada. Ele foi afastado do cargo e quem assumiu o cargo foi o vice-prefeito, José Nilson Santiago Segundo (PTB), que é sobrinho de Wilson Santiago. G1 Paraíba

Luciano Cartaxo entrega nova praça no Jardim Oceania e atual gestão já soma 57 espaços públicos de lazer entregues desde 2013

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Atendendo a uma demanda dos moradores através do Orçamento Participativo (OP), a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) construiu uma nova praça no bairro Jardim Oceania. Entregue na noite desta quinta-feira (16) pelo prefeito Luciano Cartaxo, a Praça Pablo Braga é o 57° equipamento público de lazer e convivência entregue pela atual gestão dentro do programa de praças e parques, que abrange toda a cidade levando mais qualidade de vida e bem-estar para a população.

A nova praça está localizada na Rua Themístocles da Costa, ocupando um espaço de 7.776 metros quadrados, que antes estava subutilizado, servindo para descarte de lixo irregular por alguns moradores e expondo toda a população a riscos de doenças. Agora, completamente transformada, a área compreende uma ampla praça dotada de diversos equipamentos que promovem a vida saudável e o lazer para todos.

“Nosso programa de praças e parques segue fazendo investimentos por toda a cidade, construindo novos espaços públicos de lazer e também recuperando e fazendo a manutenção de outras praças para garantir aos moradores uma opção de lazer, de convivência, para fazer com que todos saiam de suas casas e ocupem a cidade. Esta praça é mais um exemplo, onde podemos ver crianças, jovens, adultos e muitos idosos convivendo em harmonia, brincando, se divertindo. É por ações como esta que João Pessoa vem se destacando pela sua qualidade de vida e atraindo cada vez mais pessoas”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

O investimento na construção da nova praça foi de R$ 618,7 mil. Ela conta com mais de 2.600 m2 de calçada em piso intertravado, dotada de rampas de acessibilidade, playground com gangorras, balanços e escorrego, três mesas para jogos com tabuleiro, equipamentos de ginástica da Academia da Terceira Idade (ATI), além de 62 vagas de estacionamento.

Ainda no Governo Cássio: Justiça condena Cagepa a pagar R$ 11,8 milhões em favor de uma construtora

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A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) foi condenada a pagar o valor de R$ 11,8 milhões (atualizado até 30.05.2018) em favor da empresa Sanccol Saneamento Construção e Comércio Ltda. A decisão foi proferida pelo juiz Gutemberg Cardoso Pereira, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, nos autos da Ação Ordinária de Cobrança nº 0831015-44.2018.8.15.2001.
A empresa alegou que celebrou com a Cagepa o Contrato nº 036/2008, oriundo da Concorrência nº 001/08, cujo objeto consistia na execução das obras de ampliação do sistema de abastecimento de água nos Municípios de João Pessoa e Santa Rita, com valor inicial de R$ 17.459.540,31. O contrato seria cumprido em 630 dias consecutivos, contados a partir da data da assinatura, o que ocorreu em dois de abril de 2008. Assim, o termo final do contrato seria em 23 de dezembro de 2009.
Ocorre que ao longo da execução do contrato, a empresa teria enfrentado inúmeros obstáculos que lhe impediram de imprimir um ritmo regular às obras, desde a falta de liberação de frentes de obra, falta de regularização fundiária e indefinições de projeto, demora nos ajustes de quantidades e preços que se fizeram necessários, bem como, os atrasos nos pagamentos e nas medições, que causaram a quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
A Sanccol relata que por conta da grande quantidade de interferências na obra, o contrato original necessitou ser aditado por 20 vezes, tanto para fins de rerratificação contratual, como também para fazer acréscimo de valores e serviços em planilha e prorrogação de prazo de vigência do contrato. Diante disso, as obras sofreram prorrogações substanciais de mais de 1.920 dias devido a atrasos causados pela contratante, elevando o prazo total do contrato para 2.550 dias.
Diante dessa situação, a empresa afirma que os acréscimos de prazos e atrasos verificados no decorrer da obra desequilibrou a equação econômico-financeira inicialmente pactuada pelas partes, trazendo enormes prejuízos, pois implicou em drástica perda de produtividade e aumento significativo nos custos de Administração local da obra, encargos complementares e da manutenção do canteiro de obras.
Na contestação, a Cagepa alegou que a empresa deveria pleitear o reajuste econômico- financeiro do contrato até a data de prorrogação da avença, ao contrário, incidiria a renúncia tácita desse direito, ou seja, não discutir as questões atinentes à manutenção do equilíbrio financeiro, o contratado perde o direito. Alegou, ainda, pela imperícia e negligência contratual por parte da contratada em vários aspectos descritos na ação. Ao final, pugnou pela realização de perícia, bem como, pela total improcedência dos pedidos.
Sobre o pedido de perícia técnica, o juiz Gutemberg Cardoso destacou a total impossibilidade do pleito, pelo fato de não mais existir rastro, marcas definidoras de imprudência.
Analisando o mérito da demanda, o magistrado afirmou que, diante da prova produzida e acostada aos autos, foi a própria Cagepa que deu causa aos diversos problemas que geraram paralisações no andamento das obras. “Assim, deve-se assegurar o equilíbrio econômico financeiro como sendo uma vertente em todo contrato administrativo, sendo observado de forma fundamental e essencial pelos acordantes”, ressaltou.
Da decisão cabe recurso.

Fórum de servidores é criado para dialogar com os poderes sobre a reforma da previdência estadual

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O Fórum dos servidores públicos estaduais da Paraíba iniciará,em breve, os contatos com todos os poderes do estado na busca de diálogo para encontrar alternativas à proposta de reforma da previdência estadual que não penalizem as categorias. Ontem a tarde (15/01), o conjunto de entidades realizou uma reunião, em João Pessoa, na sede do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba – SINDOJUS e decidiu a organização de um café da manhã, no dia 29/01, com deputados estaduais para discutir a reforma.

Ficou agendada no próximo dia 24/01, às 09:00, no SINDOJUS, a realização uma plenária ampliada para as representações sindicais, movimentos sociais e sociedade para a discussão sobre o projeto de reforma da previdência Estadual, incluíndo uma apresentação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, com o objetivo de estimular o debate e a formação dos participantes.

Paralisação

O Fórum também aprovou na reunião de ontem que as entidades realizem uma rodada de assembleias para definir conjuntamente um dia de paralisação, que será intitulada “ Greve Geral Estadual”, a ser executada no primeiro dia de funcionamento dos trabalhos da Assembleia Legislativa. A data definitiva será construída na próxima plenária do Fórum.

Fórum

A retomada do Fórum dos servidores públicos estaduais da Paraíba por um conjunto de entidades sindicais, organizações de categoria e movimentos sociais, foi articulada após a suspensão da tramitação da proposta de reforma da previdência estadual do Governo do Estado.

Participaram da reunião de ontem a tarde as seguintes entidades: SINDOJUS, Aspol, Aduepb, Cut, Sintep, corrente sindical Resistência e luta, Amess, Comissão dos Servidores da Saúde do Estado da Paraíba, Sintac, Aspocep, Sindiperitos. A ADUEPB participou com a sua presidenta, Mauriene Freitas.

Ela explica que a reoganização do Fórum é fundamental para a ampliação da força política dos servidores nas intervenções que serão necessárias com o objetivo de barrar a proposta de reforma da previdência estadual ou na busca de alternativas que não prejudiquem as categorias.

Representantes da Prefeitura de João Pessoa e do BID realizam visita técnica ao projeto Cinturão Verde em Gramame

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Na tarde desta quinta-feira (16), representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) realizaram uma visita técnica para conhecer as atividades produtivas do projeto Cinturão Verde, no bairro de Gramame. O objetivo é aplicar as atividades de produção e renda no projeto de urbanização e habitação, que atenderá comunidades nas imediações da Avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira Rio), no bairro da Torre, em João Pessoa, e irá beneficiar os moradores da região.

O secretário de Trabalho, Produção e Renda (Setrab) da PMJP, Flávio de Araújo, explicou como funcionam os trabalhos no local e garantiu resultados excelentes na produção dos agricultores. “Essa visita é bastante importante, pois compartilhamos experiências positivas do trabalho que já desenvolvemos no projeto Cinturão Verde e que será também aplicado para os moradores da região da Beira Rio. Aqui, além do financiamento, oferecemos aos agricultores toda assistência técnica e logística. Temos também um veículo para auxiliar no dia a dia da produção e contribuímos também no processo de comercialização”, destacou.

Na visita, foi apresentada a produção da tilápia realizada por moradores da região e o apoio da PMJP, além do cultivo de muda de flores, que já está em desenvolvimento. “Estamos observando e conhecendo as atividades produtivas que possam fortalecer o aspecto da geração de trabalho e renda para comunidades e atividades onde a gente possa fortalecer essa parceria para o pessoal, visando fortalecer e conhecimento conjunto de todas as políticas públicas”, disse Daliana Grise, coordenadora de Aspectos Sociais do Programa João Pessoa Sustentável.

O morador da região, Francisco Ferreira da Silva, que foi beneficiado com o empréstimo do Banco Cidadão e conta com todo o apoio da PMJP na produção de peixe, relata que a parceria com a Setrab foi fundamental para mudar a sua vida e de toda a sua família. “O projeto tem me ajudado muito, pois a gente não tinha condições para fazer um poço desse e agora a gente já está entrando no terceiro. Tudo isso é graças à Prefeitura de João Pessoa, que ajudou a mudar totalmente a minha vida para melhor e sei que continuará ajudando outras pessoas de outros locais”, contou o agricultor.

O Programa – O Programa Cinturão Verde, da PMJP, que incentiva a agricultura familiar, vem mudando o perfil da economia agrícola na Capital, agindo como mediador da relação entre consumidor e produtor rural. Capitaneado pela Secretaria de Trabalho, Produção e Renda (Setrab), só agora em 2019, o programa já liberou R$ 1.200.000,00, um incentivo que se estende, também, para aquisição de máquinas, equipamentos e implementos destinados à atividade agrícola.

O programa beneficia ao todo 250 famílias de pequenos produtores de alimentos orgânicos, além de pequenos pecuaristas, gerando trabalho e renda com clientela fixa nas feiras em diversos bairros da Capital. “É um incentivo à produção agrícola e, ao mesmo tempo, incentivo ao consumo de alimentos saudáveis. O programa atua em diversas vertentes, mas nesse aspecto, os ganhos são incomparáveis, tanto para os produtores quanto para os consumidores”, ressalta Flávio Araújo.

Blocos carnavalescos podem solicitar autorização de desfile à Semob-JP a partir desta sexta-feira

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As prévias e o carnaval de rua da Capital contam com blocos de todos os tipos. Mas independente do tamanho e da importância do estandarte, todos os blocos precisam contar com a licença da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para desfilar. Por isso, a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob-JP) abre, a partir das 9h desta sexta-feira (17), o prazo para solicitação de autorizações. O pedido pode ser feito até o dia 13 de março. A novidade é que em 2020 o processo pode ser feito totalmente pela internet.

O trabalho é feito em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Para a emissão da autorização, a organização de cada bloco carnavalesco, inclusive os integrantes da Associação Folia de Rua, deve dar entrada no requerimento na Semob-JP com antecedência mínima de 15 dias da realização do evento.

Os interessados deverão preencher o Requerimento de Autorização Exclusiva (RAE) no Portal de Serviços da Semob-JP, por meio do link servicos.semobjp.pb.gov.br/eventos. Quem não conseguir realizar o procedimento online, no entanto, poderá fazer a solicitação presencialmente no setor de atendimento do órgão, no bairro do Cristo.

Para dar entrada no requerimento será necessário anexar os seguintes documentos: 1) Memorial descritivo do evento devidamente preenchido; 2) Certidão negativa de débitos municipais; 3) Cópia do CNPJ e Estatuto do bloco (quando houver); 4) Cópia dos documentos pessoais do responsável; 5) Cópia de comprovante de residência; 6) Layout da concentração e percurso; 7) Havendo elaboração de material publicitário de divulgação do evento, é obrigatório anexar cópia; 8) Abaixo assinado por moradores no caso de concentração em rua residencial.

Contatos – Para mais informações sobre a liberação da autorização basta ligar para 3218-9345 ou 98814-8906 (WhatsApp). O horário de atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Prefeitura de Campina Grande promove melhorias no Estádio Romerão em Galante

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Construído e inaugurado durante a gestão do prefeito Romero Rodrigues, o Estádio Romerão, no Distrito de Galante, vem sendo amplamente utilizado pelos desportistas da Rainha da Borborema e Região. De acordo com Teles Albuquerque, Secretário de Esportes de Campina Grande, mais de 580 partidas foram realizadas, em 2019, no Romerão.

“Dá cerca de duas partidas por dia, em média. Por isso mesmo, entre janeiro e fevereiro, estaremos realizando uma revitalização completa do gramado daquela praça esportiva”, informou Teles Albuquerque.

Pelo menos 60 metros cúbicos de massame serão colocados para após 20 dias começar a fase de adubação do campo de jogo. A expectativa é que o estádio seja reaberto na primeira semana de março.

“A iniciativa de revitalizar o gramado do Romerão partiu da Sejel com o apoio irrestrito do prefeito Romero Rodrigues. Iremos continuar com o melhor gramado da região. Romero quer não só o Romerão, mas cada ginásio, cada praça, cada parque da melhor forma possível para a prática do esporte, do lazer e da promoção de saúde e qualidade de vida da população”, continuou Teles Albuquerque.

O estádio Romerão, em Galante, é administrado pela Prefeitura de Campina Grande através da Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel). Conta com estrutura de banheiros, vestiários, iluminação e arquibancadas com capacidade para 2 mil pessoas. O local já sediou, inclusive, partidas oficiais promovidas pela Federação Paraibana de Futebol.

“Já fomos palco de partidas da Segunda Divisão do Campeonato Paraibano. Treze e Campinense, dentre outros clubes, já utilizaram o Romerão para períodos de treinamentos. Por isso mesmo, estamos fazendo a manutenção constante para oferecer as melhores condições”, concluiu Teles.

CALVÁRIO: desembargador notifica e dá prazo de 15 dias para Ricardo Coutinho e outros 34 apresentarem suas defesas

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O desembargador Ricardo Vital de Almeida determinou, nos autos do processo nº 0000015-77.2020.815.0000, a notificação dos 35 denunciados pelo Ministério Público estadual no bojo da Operação Calvário. Os acusados terão o prazo de 15 dias para oferecerem resposta, conforme dispõe o artigo 223 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça da Paraíba e o artigo 4º, caput, da Lei nº 8.038/90.
Pelo despacho do desembargador, deverão ser notificados, inicialmente, os seguintes denunciados, os quais figuram como agentes colaboradores: Livânia Maria da Silva Farias, Ivan Burity de Almeida, Leandro Nunes Azevedo, Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro e Daniel Gomes da Silva. Apresentadas as defesas escritas por parte destes, ou transcorrido o prazo legalmente previsto para tanto, serão notificados os demais denunciados.
São eles: Ricardo Vieira Coutinho, Estelizabel Bezerra de Souza, Maria Aparecida Ramos de Meneses, Márcia de Figueiredo Lucena Lira, Waldson Dias de Souza, Gilberto Carneiro da Gama, Coriolano Coutinho, José Edvaldo Rosas, Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Aracilba Alves da Rocha, Francisco das Chagas Ferreira, Ney Robinson Suassuna, Geo Luiz de Souza Fontes, Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, Jair Éder Araújo Pessoa Júnior, Raquel Vieira Coutinho, Benny Pereira de Lima, Breno Dornelles Pahim Filho, Breno Dornelles Pahim Neto, Denise Krummenauer Pahim, Saulo Pereira Fernandes, Keydison Samuel de Sousa Santiago, Maurício Rocha Neves, David Clemente Monteiro Correia, José Arthur Viana Teixeira, Vladimir dos Santos Neiva, Valdemar Ábila, Márcio Nogueira Vignoli, Hilário Ananias Queiroz Nogueira e Jardel da Silva Aderico.
As notificações serão acompanhadas de cópias da denúncia do Ministério Público e do despacho proferido pelo desembargador Ricardo Vital. “Tratando-se de prazo comum, dada a pluralidade de denunciados, devem os autos permanecer na Secretaria do Pleno do TJPB ou no Gabinete, conforme o caso, não privilegiando a defesa de um deles em prejuízo dos demais e da própria celeridade processual e razoável duração do processo”, destaca o relator.
Protocolada no último dia 13, a denúncia do Ministério Público, com 223 páginas, acusa 35 agentes públicos, empresários e operadores financeiros de formarem uma organização criminosa (Orcrim) para a prática de delitos, como corrupção e lavagem de ativos, através de atividades de organizações sociais (OSs) na saúde e da adoção de inexigibilidades (fraudadas) na educação.
A Operação Calvário foi desencadeada no dia 14 de dezembro de 2018 para investigar núcleos de uma organização criminosa, gerida por Daniel Gomes da Silva, que se valeu da Cruz Vermelha Brasil – filial do Rio Grande do Sul (CVB/RS) e do Ipcep como instrumentos para a operacionalização de um esquema de propina no Estado da Paraíba. A organização seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, que chegaram a R$ 1,1 bilhão.
Notificação – De acordo com o texto da Lei n.º 8.038/90 e do Regimento Interno do TJPB, apresentada a denúncia ou a queixa ao Tribunal, far-se-á a notificação do acusado para oferecer resposta no prazo de 15 dias. Com a notificação, serão entregues ao acusado cópias da denúncia ou da queixa, do despacho do relator e dos documentos por este indicados. Se desconhecido o paradeiro do acusado, ou se este criar dificuldades para que o oficial cumpra a diligência, a sua notificação deverá ser realizada por edital, contendo o teor resumido da acusação, para que compareça ao Tribunal, em cinco dias, onde terá vista dos autos pelo prazo de 15 dias, a fim de apresentar a resposta. Se, com a resposta, forem apresentados novos documentos, será intimada a parte contrária para sobre eles se manifestar, no prazo de cinco dias.

CALVÁRIO: todos os colaboradores dizem ao GAECO ter medo de Coriolano e teme por suas vidas; veja

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Coriolano Coutinho
Coriolano Coutinho

Um trecho do relatório do Ministério Público da Paraíba sobre a operação Calvário aponta que a maioria dos acusados e colaboradores por delação premiada teriam medo, até mesmo pela própria vida, de Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho.

No documento, o MP relata que Coriolano é acusado de diversos atos de violência, além do “domínio que ele exerce sobre as forças policiais e de segurança clandestina que permeia o ramo de atividades do acusado”.

Segundo o relatório da Calvário, além de ser um dos principais responsáveis pela coleta de propinas destinadas ao ex-governador, Coriolano circulava nas estruturas do Governo para “advogar interesses da organização criminosa junto aos integrantes do alto escalão”.

Veja:

NO CONDE: prefeita Márcia Lucena assina contrato de mais de meio milhão com banco investigado na Operação Calvário; veja

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Márcia Lucena

A prefeita do Conde, Márcia Lucena (PSB), presa durante a 7ª fase da Operação Calvário e solta após ter um habeas corpus concedido pela Justiça, assinou contrato no valor de R$ 519 mil com o Banco Bradesco dando a ele exclusividade sobre todos os pagamentos de salários, proventos e vencimentos, aposentadorias, pensões e similares, de servidores ou empregados públicos ativos, inativos e pensionistas da prefeitura de Conde.

O Contrato teve caráter de urgência devendo seu pagamento ocorrer até 7 dias após sua assinatura, e tem duração prevista de 60 meses (5 anos). Com o mandato já no fim e prestes a retornar a prisão, caso o STF derrube a liminar, Márcia Lucena teve o cuidado de “amarrar” a exclusividade do Bradesco até o fim do próximo mandato (2021-2024).

O Bradesco foi citado na Operação Calvário através da delação de Ivan Burity que revelou doações de campanha para Ricardo Coutinho em troca de contrato no Estado semelhante ao de Márcia no Conde.

O ato não é isolado. No mesmo dia em que assinou o contrato com o Bradesco, a prefeita também deu parecer favorável a LimpMax, também investigada na Calvário, num contrato de R$ 12,1 milhões de reais que também extrapola seu mandato como prefeita vigorando até 2022.

Márcia Lucena parece desafiar as instituições que a apontam como uma das principais integrantes da Organização Criminosa desbaratada pela Operação Calvário.