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Natal e Réveillon: PMJP disponibiliza diversas atividades gratuitas nos feriados de fim de ano

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) oferecerá diversas atividades gratuitas nesse feriadão de Natal e Ano Novo. A programação gratuita será direcionada para toda a família e a perspectiva é de atrair mais de um milhão de pessoas. Além disso, a cidade oferta várias opções de passeios ao ar livre, na orla da capital, no Parque da Lagoa ou admirando o verde do Parque da Bica. A programação de fim de ano da PMJP conta com 12 eventos com a expectativa de fazer girar aproximadamente R$ 30 milhões na economia local, com maior ocupação da rede hoteleira, circulação de pessoas, além do estímulo à geração de renda.

O Parque da Bica, na véspera de Natal, dia 24, funcionará das 8h até as 12h30, e, no dia 25, a partir das 12h30 até as 17h. Já no feriadão de ano novo, dia 31, será aberto ao público das 8h até as 12h30 e fechará no dia 01 de janeiro. O Parque da Bica está situado na Avenida Gouveia Nóbrega, s/n – Róger. A entrada custa R$ 2 por pessoa. Crianças com até sete anos e idosos acima dos 65 anos não pagam a entrada.

Mais uma opção para toda família é o Animacentro. O projeto tem como objetivo ocupar os espaços históricos revitalizados pela atual gestão, ofertando uma programação cultural, diversificada e gratuita, para várias faixas etárias. Durante todo o mês de dezembro, o AnimaCentro de Fim de Ano está em 4 polos da cidade com 28 atrações convidadas e programação infantil com temas natalinos aos domingos, no Parque da Lagoa, Praça da Independência e Parque da Bica.

Natal – A cidade também está preparada para as celebrações natalinas. Enquanto as luzes de Natal já encantam a todos que passam pelo Parque da Lagoa, Praça da Independência, grandes corredores e mais de 60 pontos diferentes com árvores decorativas, a Prefeitura reservou um calendário ainda maior de comemoração: 25/12, com Concerto de Natal da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa e do projeto Ação Social Pela Música; 26/12, com Padre Nilson Nunes apresentando o Natal de Luzes.

Réveillon 2020 – Encerrando as festividades, no dia 31 de dezembro, com a tradicional festa no Busto de Tamandaré, a partir das 20h, a virada do ano da capital será animada pelos cantores Kevin Ndjana, Dj Hanyel, Dj Marmeid, Banda Nagibe e Mano Walter. A tradicional festa de Réveillon, que todos os anos leva milhares de pessoas à região da melhor orla do Nordeste, também terá 10 minutos de queima de fogos.

Em Sapé: Raniery Paulino participa da entrega dos títulos de regularização fundiária

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O deputado estadual Raniery Paulino, participou nesta segunda -feira (23), da entrega dos títulos de regularização fundiária do Assentamento 21 de Abril, localizado no município de Sapé. Com isso, as famílias terão a segurança de que elas são de fato as proprietárias dos imóveis.
De acordo Raniery, a regularização fundiária é fundamental para a formação da cidadania das pessoas que vivem nos assentamentos. “A regularização traz um empoderamento, seja através dos financiamentos ou das políticas públicas. Portanto, diante de tanta dificuldade que o Brasil tem passado, essa medida é uma boa nova que se precisa concretizar”, avaliou
Raniery, ainda registrou a aplicação de cursos  através da Fundação Ulysses Guimarães ” recordamos que estivemos aqui com a @fugnacional aplicando curso de cidadania onde na oportunidade me foi demandado para lutar por uma imagem ou um mapa ou qualquer outra forma de informação geográfica e tornar suas coordenadas conhecidas num dado sistema de referência.” finalizou.

Retorno em Janeiro: Prefeitura interrompe obras do Largo de Tambaú para festejos de final de ano

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As obras do Largo de Tambaú, que estão sendo executadas conforme o cronograma programado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), foram interrompidas na última sexta-feira (20), para que a população possa circular livremente pelo entorno durante os festejos de final de ano. Para que isto ocorra, haverá a delimitação do local e nova limpeza da área. Os serviços serão retomados no dia 6 de janeiro.

“É uma interrupção que estava programada, inclusive conversamos com o prefeito Luciano Cartaxo”, disse a secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Sachenka da Hora. “É uma obra que vai ser entregue dentro do prazo programado de 180 dias, portanto, em abril a população já estará usufruindo de toda área de convivência”, concluiu.

Largo de Tambaú – Com investimento próprio na ordem de R$ 2,7 milhões, a ampla área de convivência, localizada no final da Avenida Epitácio Pessoa, a partir do cruzamento com a Marcionila da Conceição até o Busto de Tamandaré, vai oferecer um espaço para caminhadas, atividades culturais e passeio para a população da Capital e turistas.

O projeto, de 8.621 metros quadrados, permite o compartilhamento dos espaços para oferecer a convivência saudável no trecho de chegada à Orla da Capital, integrando toda a região com mais uma ampla área de convivência para pedestres, que se une a toda a calçadinha das orlas de Cabo Branco e Tambaú. Todo o projeto, desenvolvido pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), será executado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Busto de Tamandaré: Semob-JP faz plano de mobilidade para Concerto de Natal e Natal de Luz

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A Superintendencia Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) vai executar um plano de mobilidade para o Concerto de Natal, que será nesta quarta-feira (25), e para o Natal de Luz, na quinta-feira (26). Os dois eventos serão realizados no Busto de Tamandaré, orla de Tambaú, com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

O objetivo da operação é promover o disciplinamento do trânsito e assegurar a tranquilidade de pedestres e motoristas nas vias de acessos aos eventos. Os bloqueios terão início a partir das 17h e serão disponibilizados 15 agentes de mobilidade e equipamentos móveis de sinalização viária (cones e cavaletes) para efetuar bloqueios e indicar os desvios próximos ao local do evento.

O trecho final da Avenida Epitácio Pessoa, a partir da Avenida Antônio Lira, já se encontra interditado por conta das obras do Largo de Tambaú. O trecho das avenidas Cabo Branco e Almirante de Tamandaré estarão interditadas entre a Rua José Augusto Trindade até a Índio Arabutan. A exceção para circular nessas vias são os serviços públicos, moradores da área e ainda servirá de acesso para as viaturas de emergência.

Esses trechos serão monitorados a partir das 7h, sendo proibido o estacionamento de veículos na orla a partir da Rua Índio Arabutan e a Desembargador José Augusto Trindade, garantindo mais tranquilidade e espaço para a população. A partir da Avenida Cairú, até o final do Cabo Branco, o trânsito ficará livre para a circulação de veículos particulares, que deverão retornar pela Avenida Edvaldo Bezerra Cavalcanti Pinho (Rua da Barreira).

Transporte – No dia 26, a Semob informa ainda que haverá um reforço na linha 507 (Cabo Branco), 510 (Tambaú) e nas linhas circulares 1500, 5100, 1510, 5110, 2300 e 3200, com uma viagem extra seguindo para o terminal de integração do Varadouro, ajudando os usuários a terem um melhor deslocamento aos seus destinos. Os agentes de mobilidade também vão orientar os usuários do transporte coletivo sobre as mudanças provisórias nos pontos de parada para embarque e desembarque em função dos desvios no trânsito.

No Centro – O tradicional Culto de Natal da Primeira Igreja Batista, nesta quarta-feira (25), será realizado na Rua Corálio Soares de Oliveira, no Centro, ao lado do templo da igreja, como acontece todos os anos.

Na terça-feira (24), a partir das 21h, a Semob vai realizar o bloqueio no tráfego de veículos do trecho desde a Avenida Getúlio Vargas até a Avenida Almirante Barroso, para a montagem da estrutura necessária (palco, som e luz). A interdição será mantida até a manhã da quinta-feira (26), dia após o culto, para a retirada dos equipamentos e a liberação da via para o tráfego de veículos.

Nesta quarta-feira: Concerto de Natal reúne diversas atrações no Busto de Tamandaré

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Com várias atrações, o Concerto de Natal será realizado nesta quarta-feira (25), a partir das 19h, no Busto de Tamandaré. O evento, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) por meio de sua Fundação Cultural (Funjope), integra a ação ‘Cidade que tem mais oportunidades’, um conjunto de iniciativas para estimular a economia neste período de fim de ano, incluindo uma vasta programação cultural.

O Concerto de Natal contará com a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa (OSMJP) e Renata Arruda como solista, as Orquestras da Ação Social pela Música do Alto do Mateus e de Mangabeira – com participação de alunos das unidades Gervásio Maia e Bairro dos Novais –, e da Big Band da Banda 5 de Agosto, com Nena Queiroga como solista e a participação de Maria Juliana e Natalia Bellar.

O evento será aberto com a apresentação das crianças e adolescentes do projeto Ação Social pela Música. Primeiro se apresentam os alunos da unidade do Alto do Mateus, com regência do maestro Hector Rossi, que vão executar músicas como “Ciclo Sem Fim”, do filme “O Rei Leão”, “Xote das Meninas”, “Feira de Mangaio”, “We Are the Champions”, “Billie Jean”, “Noite Feliz”, e terá a participação de Renata Arruda em uma das músicas, e também dos alunos da unidade do Bairro dos Novais, a mais nova do projeto.

Em seguida o palco será dos alunos do projeto Ação Social pela Música, unidades de Mangabeira e do Gervásio Maia. Regidos pelo maestro Samuel Espinoza, eles vão tocar um repertório que inclui um medley de Natal e outras músicas conhecidas, como a tradicional “Jingle Bell”, “Cirandância”, “No Reino da Pedra Verde”, “Toada e Desafio”, “Toré” e uma canção com participação da cantora Renata Arruda.

Depois, às 20h, começa a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa OSMJP), regida pelo maestro Geraldo Rocha, regente convidado, que terá Renata Arruda como solista e os músicos Adriano Ismael e Gustavo Queiroga como convidados. Na primeira parte do concerto a OSMJP vai executar trechos do “Quebra Nozes Op. 71”, de Tchaikovsky. Em seguida, já com a cantora Renata Arruda, vai tocar “Porta do Sol”, “Ninguém Vai Tirar”, “Ouro pra Mim”, “Ele Pisou Aqui (Jesus de Nazaré)”, “Sebastiana” e “Noite Feliz”.

O Concerto de Natal será encerrado com a apresentação da 5 de Agosto Big Band e da cantora Nena Queiroga. Regida pelo maestro Rogério Borges, a Big Band vai executar as músicas “Energia”, “Massa Real”, “Sedução”, “Voltei Recife”, “Banho de Cheiro”, “Cometa Mambembe”, “Frevo Mulher”, “Chuva de Sombrinhas” e “Leão do Norte”. As cantoras Maria Juliana e Nathalia Bellar fazem uma participação especial.

Serviço
Concerto de Natal
Atrações: Unidades do Projeto Ação Social pela Música (Alto do Mateus, Bairro dos Novais, Mangabeira e Gervásio Maia), Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa (OSMJP), Renata Arruda, 5 de Agosto Big Band, Nena Queiroga, Maria Juliana e Nathalia Bellar
Local: Busto de Tamandaré
Data: Quarta-feira (25)
Horário: A partir das 19h
Evento gratuito

João Azevêdo anuncia novo modelo de gestão das unidades hospitalares

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O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (23), a determinação para a Secretaria de Estado da Saúde (SES) comunicar, imediatamente, o encerramento de todos os contratos de gestão pactuada com as Organizações Sociais na área da saúde, obedecendo um calendário instituído pelo governo. Em entrevista coletiva realizada no Palácio da Redenção, em João Pessoa, o chefe do Executivo estadual também apresentou os cronogramas de transição das unidades hospitalares para a administração estadual e, em seguida, para a Fundação PB Saúde.

Na ocasião, ele ainda apresentou ações de controle nos contratos de gestão pactuada em 2019, quando houve intervenção, auditoria, fim do contrato com a Cruz Vermelha e implementação de novos fluxos operacionais de fiscalização junto aos gestores de contrato, com apoio da Controladoria Geral do Estado (CGE).

De acordo com o gestor, o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, e o Hospital de Mamanguape passarão a ser geridos pelo governo estadual a partir do próximo dia 28. Já a Maternidade Peregrino de Carvalho, em Patos; o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita; o Complexo Hospitalar e Hospital do Bem, em Patos; as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Guarabira, Santa Rita e Princesa Isabel, além do Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Sousa passarão para o controle da SES nos primeiros dois meses de 2020 (cronograma completo em anexo).

João Azevêdo também explicou que, após a tramitação e autorização, por parte da Assembleia Legislativa, para a criação da PB Saúde e a publicação do decreto do Poder Executivo, as unidades hospitalares passarão a ser administradas pela Fundação a partir de abril de 2020 (cronograma em anexo). As medidas adotadas pelo Governo do Estado visam solucionar problemas relacionados à gestão das OSs e dos codificados na Paraíba.

“Nós tomamos as providências que se faziam necessárias e planejamos essa nova estrutura que se concretizou com o envio à Assembleia Legislativa do projeto que cria a PB Saúde. Além disso, a questão dos codificados é uma exigência constante dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público, e das pessoas que trabalhavam nessas condições há mais de 20 anos. Essa é uma data extremamente importante e um marco nesse processo que estabelece uma nova rotina administrativa dentro da saúde do Estado e espero que 2020 seja um ano em que possamos construir muito mais alternativas para buscar a implementação das propostas que se iniciam hoje”, frisou.

Medidas já adotadas pelo governo em 2019 – Durante a entrevista coletiva, o governador João Azevêdo também detalhou todas as ações adotadas pela gestão para assegurar a transparência na gestão da saúde.

Em janeiro, houve a implantação da Superintendência de Coordenação e Supervisão dos Contratos de Gestão e intervenção no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires e no Hospital Geral de Mamanguape.

Em fevereiro, foi publicada a portaria da SES que instaurou procedimento administrativo para realizar auditorias nas prestações de contas dos contratos de gestão. Em março, foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta  (TAC) com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Trabalho e de Contas, estabelecendo compromissos que foram adotados a partir de então pelo estado, para o processo de qualificação, seleção e contratação de Organizações Sociais.

Em abril, a gestão publicou o decreto 39.079, que regulamentou o processo de qualificação, seleção e contratação de Organizações Sociais e o Hospital Geral de Taperoá passou para a gestão do estado.

Em maio, aconteceu a publicação de portarias designando os gestores de contratos de gestão celebrados entre a SES e as OSs e, em junho, foi decretado o fim do contrato com a Cruz Vermelha.

Já no mês de julho, houve a abertura do processo de tomada de contas especial dos contratos de gestão celebrados entre a SES e ABBC, GERIR e Cruz Vermelha e, em setembro, a implementação de novos fluxos operacionais de fiscalização junto aos gestores de contrato, com apoio da CGE e Superintendência.

Em outubro, a SES solicitou mudanças no modelo de Prestação de Contas por meio da Circular nº 005/2019 e decretou intervenção no Hospital Geral de Mamanguape e Hospital Metropolitano.

Em novembro, foi publicada uma Nota Conjunta da Superintendência de Coordenação e Supervisão dos Contratos de Gestão – SCSCG que dispõe sobre novo regramento para as despesas administrativas, vinculadas aos Contratos de Gestão no âmbito da Saúde. Já em dezembro, foi implantado o novo modelo de Prestação de Contas, dando mais celeridade ao monitoramento das metas assistenciais pactuadas nos Contratos de Gestão e encaminhado à Assembleia Legislativa Projeto de Lei que cria a Fundação PB Saúde.

“Quando assumimos o governo, em janeiro de 2019, encontramos uma situação, principalmente com relação às OSs, a exemplo de contratos vencidos, e fizemos uma nova reengenharia na saúde, sem interromper os serviços prestados à população, com um sistema de saúde eficiente e transparente. Esse foi um esforço muito grande para definir esse novo modelo e adaptar às necessidades da Paraíba”, concluiu.

OUÇA: “no meu governo não tem continuidade de corrupção”, dispara João Azevêdo

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Ainda na coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23), o governador João Azevêdo afastou todas as possibilidades de manter a corrupção instalada no governo de Ricardo Coutinho, na Saúde e Educação da Paraíba. João foi direto ao pontuar que na sua gestão, não teria a continuidade de corrupção.

João ao responder diretamente a uma pergunta feita pelo Portal PautaPB, disse que as declarações do delator Daniel Gomes, onde disse que o governo de João Azevêdo era a continuidade do governo Ricardo Coutinho. O chefe do executivo pontuou que essas declarações foram em 2018 e que ao se eleger, logo no início de 2019 começou a fazer as intervenções necessárias.

João destacou ainda que no seu governo ele não aceitará compactuar com qualquer tipo de corrupção.

 

OUÇA: João Azevêdo anuncia recisão e fim de todos os contratos das OSs que gerem hospitais na Paraíba

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O governador João Azevêdo anunciou nesta segunda-feira (23), a recisão de contratos com todas as outras organizações sociais que gerem os hospitais na Paraíba.

João ainda frisou a criação da Fundação PB Saúde e disse esperar que a Assembleia possa aprovar ainda em fevereiro.

O governador destacou que todos os codificados serão contratados de forma legal pela PB Saúde.

CALVÁRIO: Veja em detalhes todo o esquema de corrupção instalado por Coutinho na Paraíba

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O empresário Daniel Gomes relatou a investigadores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que superfaturava contratos e pagava 10% do valor em propina ao ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB). Daniel tinha contratos com o governo na área da Saúde por meio de duas organizações sociais – entidades privadas sem fins lucrativos.

O esquema foi desarticulado na Operação Calvário, e o empresário preso em dezembro do ano passado. Ele fez delação premiada e agora responde em liberdade.

Em vídeos exibidos neste domingo (22) pelo Fantástico, o agora delator afirma aos investigadores que os repasses foram negociados com Ricardo Coutinho desde 2010 e que o esquema ilegal continuou com o atual governador João Azevêdo (sem partido). “O Ricardo era o líder, indiscutivelmente”, afirma.

O empresário também pagou com dinheiro de corrupção as despesas de Coutinho em São Paulo, no show do Roger Waters em 2018, e no Rio de Janeiro, no desfile das escolas de samba de 2012.

Durante todo o período em que esteve envolvido no esquema, Daniel Gomes carregava um gravador escondido. O empresário começou a gravar o então governador em 2010 e seguiu registrando tudo até o final de 2018. A Polícia Federal e o Ministério Público tiveram que analisar mais de mil horas de reuniões e pedidos de propina.

A Operação Calvário investiga uma suposta organização criminosa que desviou R$ 134,2 milhões de recursos da saúde e educação. Foram presas 14 pessoas, sendo nove na Paraíba, duas no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e uma no Paraná. Todos os 54 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho tinha mandado de prisão preventiva expedido, mas estava em viagem de férias fora do país e foi preso ao retornar ao Brasil, na quinta-feira (19). Ele e outras quatro pessoas foram soltas no sábado (21), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O que dizem os citados

À reportagem da Rede Globo, o Governo do Estado informou que “nunca houve acerto para manutenção da prestação de serviço na saúde, que o governador João Azevêdo não compactua com qualquer ato irregular que tenha sido praticado anteriormente e muito menos se envolve com atos que não sejam de moralidade administrativa”.

Já a defesa de Ricardo Coutinho disse que “não se pode concluir que numa conversa gravada há tantos anos, por exemplo, implique necessariamente num ato de corrupção. Até porque são valores estratosféricos. O ex-governador não tem patrimônio”.

Ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e governador João Azevêdo (sem partido) são alvos da Operação Calvário — Foto: Junior Fernandes/Secom-PB - André Lúcio/Secom-PB

Ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e governador João Azevêdo (sem partido) são alvos da Operação Calvário — Foto: Junior Fernandes/Secom-PB – André Lúcio/Secom-PB

Delação contra Ricardo Coutinho e João Azevêdo

O delator Daniel Gomes, preso em dezembro de 2018, tinha contratos com o Governo da Paraíba por meio de organizações sociais. Ele responde em liberdade, após entregar aos investigadores gravações de conversas com o ex-governador Ricardo Coutinho e com assessores dele sobre acordos fraudulentos e entregas de propinas. Segundo Daniel, o valor médio das propinas era de 10% sobre os contratos.

  • Daniel Gomes: “Eu consigo trabalhar seguramente com 10%, esse número é bem seguro”.
  • Ricardo Coutinho: “Mas isso no início ou no fim?”
  • Daniel Gomes: “Posso fazer quando o senhor fizer a primeira entrada aqui, eu já consigo viabilizar parte, posso adiantar”.

Em uma conversa gravada em novembro de 2017, o delator afirma que explica a Ricardo Coutinho sobre dois repasses de propina de R$ 1,5 milhão, cada.

  • Daniel Gomes: “Então governador, hoje eu tô com 1.5 disponível. O outro 1.5 eu acho que no início de janeiro”.
  • Ricardo Coutinho: “Livânia tá sabendo?”
  • Daniel Gomes: “Não”.
Daniel Gomes relata esquema de pagamento de propinas em delação na Operação Calvário — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Daniel Gomes relata esquema de pagamento de propinas em delação na Operação Calvário — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Em outros trechos, Livânia afirma que entregou R$ 1 milhão ao ex-governador, e também relata uma entrega feita no ano passado, em uma caixa de vinho, por meio do assessor Leandro Nunes, que teria ido buscar a propina no Rio de Janeiro. Ele também foi preso, em fevereiro, e afirmou que o dinheiro era para ajudar na campanha de João Azevêdo, também ex-secretário do estado, eleito governador em 2018. Conforme a investigação, o dinheiro era para pagar material de campanha, como adesivos e bandeirinhas.

O esquema, originalmente feito por meio de fraudes na saúde, foi estendido para a área da educação. O superintendente regional da Controladoria Geral da União (CGU), Severino Queiroz, afirmou que havia empresas contratadas irregularmente por R$ 90 milhões para aquisição de livros e material gráfico.

 

 

 

 

 

Livânia Farias relatou entregas de propina ao ex-governador Ricardo Coutinho — Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo

Operação Calvário

A ação desencadeada pelo Gaeco do Ministério Público e Polícia Federal na terça-feira (17) teve objetivo de combater uma organização criminosa atuante em desvio de recursos públicos destinados aos serviços de saúde no Estado da Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

PRF deve retomar ainda hoje as fiscalizações com radares móveis; entenda

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem até esta segunda-feira (23) para voltar com os radares móveis das rodovias federais, segundo determinação do juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.

No dia 11 de dezembro, o magistrado suspendeu a ordem do governo federal que proibia a utilização dos aparelhos. O prazo fixado inicialmente era de 72 horas e acabou sendo estendido.

O juiz deu prazo até esta segunda para que a PRF tome “todas as providências para restabelecer integralmente a fiscalização eletrônica por meio dos radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais”.

Ao G1, a PRF informou que “já iniciou as tratativas necessárias, alinhada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para efetivar o cumprimento judicial que determina a retomada do uso dos radares nos procedimentos de fiscalização do órgão”.

O magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que questionou A portaria assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto e que proibia o uso de radares nas rodovias federais.

À época, Bolsonaro enviou ao Ministério da Justiça ordem para que a PRF suspendesse a utilização dos equipamentos para evitar “desvirtuamento do caráter educativo” e “a utilização meramente arrecadatória”.

A decisão restabelece o uso de três tipos de radares móveis:

  • Estáticos: instalados em veículo parado ou sobre suporte
  • Móveis: instalados em veículo em movimento
  • Portáteis: direcionados manualmente para os veículos
Fiscalização com radar móvel — Foto: Reprodução/TV Tapajós

Fiscalização com radar móvel — Foto: Reprodução/TV Tapajós

O que diz a decisão?

De acordo com o juiz Marcelo Monteiro, o despacho do presidente desrespeitou a competência legal do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de “aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de sinalização e os dispositivos e equipamentos de trânsito”.

O magistrado afirma que o ato foi tomado sem embasamento técnico e que a abstenção estatal de fiscalizar as rodovias “caracteriza proteção deficiente dos direitos à vida, saúde e segurança no trânsito”.

“Ao contrário do que sustentado pela União em sua manifestação, não é a medida judicial buscada nesta ação que é capaz de importar em violação à separação dos poderes, mas o próprio ato questionado ao suprimir a atuação de órgão colegiado cujo funcionamento está disciplinado em ato proveniente do Poder Legislativo.”

Na decisão, o juiz também cita a possibilidade de aumento no número de acidentes. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, desde que o uso dos aparelhos foi suspenso, os acidentes em rodovias federais cresceram.

Entre 16 de agosto e 31 de outubro, foram registrados 14.629 acidentes, 7,2% a mais em relação ao mesmo período de 2018.

Acidentes em rodovias federais entre 16 de agosto e 30 de outubro — Foto:  G1

Acidentes em rodovias federais entre 16 de agosto e 30 de outubro — Foto: G1

O número de mortos também subiu na mesma comparação. Passou de 1.089 para 1.102, um aumento de 1,19%. O volume de feridos também teve alta, de 7,1%, indo de 15.726, em 2018, para 16.843. O crescimento interrompeu uma sequência de quatro anos de queda para o período.

Ordem do governo

À época em que suspendeu a utilização dos radares móveis, o governo federal afirmou que a norma deveria valer “até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade”. Não foi estipulado prazo para que isso aconteça.

Após a decisão da Justiça Federal, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que determinou à Advocacia-Geral da União (AGU) que apresente recurso contra a medida.

Presidente Jair Bolsonaro disse que vai recorrer da decisão que liberou radares móveis

Presidente Jair Bolsonaro disse que vai recorrer da decisão que liberou radares móveis

Especialistas criticaram a medida à ocasião. De acordo com o especialista em trânsito Celso Mariano, a retirada dos radares móveis pode estimular os motoristas a dirigirem acima do limite de velocidade.

“Sabendo que não vai ter fiscalização, a tendência é que corram mais”, afirmou.

O que diz a PRF?

“Brasília, 16 de dezembro de 2019 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi notificada pela Justiça do Distrito Federal quanto à decisão do Juiz Federal Substituto da 1ª Vara – SJ/DF, Marcelo Gentil Monteiro, determinando à PRF que adotasse, no prazo de 72 horas, todas as providências para o integral restabelecimento da fiscalização eletrônica por meio dos radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais.

Neste último domingo, 15 de dezembro, uma nova decisão foi proferida pelo mesmo juízo, estendendo e escalonando os prazos até o dia 23 de dezembro para a retomada das fiscalizações eletrônicas por meio dos radares. O novo prazo surgiu em razão da necessidade da adoção de medidas administrativas para concretização da reativação do uso dos equipamentos.

A PRF informa à sociedade que já iniciou as tratativas necessárias, alinhada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para efetivar o cumprimento judicial que determina a retomada do uso dos radares nos procedimentos de fiscalização do órgão.

Assim, a PRF estará reativando na sua rotina de atividades operacionais, no prazo e modo estipulado pela decisão supracitada, a modalidade de fiscalização de velocidade com o uso dos equipamentos citados, priorizando o caráter preventivo e educativo de seu emprego.”

G1