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Nesta terça, Caixa inicia pagamento do auxílio emergencial para mais 9,4 milhões de pessoas

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Imagem: reprodução internet

O governo começa a pagar a partir dessa terça-feira (14) uma nova rodada de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para integrantes do Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiários do Bolsa Família, de acordo com o seguinte calendário:

  • Terça-feira (14): inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família- 273.178 pessoas que possuem conta no Banco do Brasil- 557.835 pessoas nascidas em janeiro, que receberão pela poupança digital da Caixa (a partir das 12h)
  • Quarta-feira (15): inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família- 1.635.291 pessoas nascidas em fevereiro, março e abril, que receberão via poupança digital da Caixa
  • Quinta-feira (16):- 2.282.321 pessoas nascidas em maio, junho, julho e agosto, que receberão pela poupança digital da Caixa ( inscritos no Cadastro Único e que não recebem Bolsa Família)
  • – 1.360.024 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 1.
  • Sexta-feira (17):- 1.958.268 pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro, que receberão via poupança digital da Caixa (inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família)- 1.359.786 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 2.

Os que receberem o crédito por meio da conta digital poderão efetuar transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias. Além disso, podem pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras. A conta é isenta de tarifas.

O acesso à conta é feito pelo aplicativo CAIXA Tem, que pode ser baixado na loja de aplicativos dos smartphones neste link.

Saques da Poupança Digital

Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa estabeleceu um calendário para os beneficiários que quiserem sacar em dinheiro o valor depositado nas poupanças digitais abertas para os trabalhadores:

  • 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro
  • 28 de abril – nascidos em março e abril
  • 29 de abril – nascidos em maio e junho
  • 30 de abril – nascidos julho e agosto
  • 4 de maio – nascidos em setembro e outubro
  • 5 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Calendário Geral

O auxílio emergencial será pago para trabalhadores informais, desempregados, contribuintes individuais do INSS e MEIs. Veja como deve ser o calendário de pagamento para todos os trabalhadores que têm direito ao auxílio:

Primeira Parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal: quinta-feira (9);
  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta nesses bancos: a partir de terça-feira (14 de abril);
  • Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial;
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril, seguindo o calendário regular do programa

Segunda Parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 27 e 30 de abril
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Terceira Parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 26 e 29 de maio;
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de junho, seguindo o calendário regular do programa

Quem tem direito?

Durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos:

  • ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado;
  • não ter emprego formal;
  • não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
  • ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135);
  • que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. O trabalhador deve exercer atividade na condição de:

  • microempreendedor individual (MEI);
  • contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
  • trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado
  • intermitente inativo
  • estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020
  • ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.

O programa estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa.

A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio.

Como pedir o auxílio

Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas:

O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente.

Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, apenas para as pessoas que não tenham acesso à internet, será possível também fazer o registro em agências da Caixa ou lotéricas. O cadastro presencial será uma exceção, apenas em último caso.

A Caixa reforça a orientação para que sejam apenas utilizados os aplicativos oficiais do banco e o único site disponível para solicitar o benefício.

 

G1

553 vagas: sai resultado preliminar de seleção com mais de 550 vagas para profissionais de saúde; veja

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Foi divulgado nesta terça-feira (14) o resultado preliminar do processo seletivo simplificado para contratação de profissionais de saúde que devem prestar serviços no combate ao coronavírus, na Paraíba. A lista com os classificados e com as vagas remanescentes foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira.

Os candidatos inscritos para os cargos de médico, médico intensivista e técnico de enfermagem têm até o fim desta terça-feira (14) para enviar a documentação comprobatória de acordo com o estabelecido edital por meio de um formulário na internet, tendo em vista que as vagas não foram preenchidas por completo.

A contratação é de caráter emergencial. Os contratos de trabalho terão uma validade de 90 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. A classificação será correspondente ao dobro de número de vagas ofertadas. A relação final dos classificados deve ser publicada no dia 15 de abril no Diário Oficial do Estado.

Inicialmente, os profissionais serão convocados para trabalharem no Hospital Solidário, que está sendo montado no estacionamento do Hospital Metropolitano de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Há cargos para níveis superior, técnico e médio.

Governo divulga 4ª lista de profissionais de saúde selecionados para atuar no combate ao coronavírus na PB; confira

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Foi divulgada a a quarta convocação de profissionais de saúde selecionados na chamada pública estadual para atuar contra o coronavírus na Paraíba. A contratação é em caráter de urgência. A chamada pública ofereceu 2.453 vagas para profissionais da área de saúde para prestação de serviço no combate ao novo coronavírus (Covid-19) na Paraíba. De acordo com o edital da chamada, os profissionais vão atuar nas Regiões de Saúde das cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras. A lista com os habilitados foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (14).

Em razão da finalidade de emergência e urgência da chamada, não cabe recurso do resultado.

A relação final de inscritos cadastrados foi divulgada em ordem de local, função, vaga nome e a situação da inscrição. A convocação pela Secretaria de Estado da Saúde, para assinatura do contrato, obedecerá ao citério do dia, hora, minuto e segundo da inscrição concluída e validada. O candidato convocado para assinatura do contrato de emergência ficará obrigado a se apresentar com cópias acompanhadas dos originais de toda documentação exigida no edital entre os dias 14 e 15 de abril. O candidato que não apresentar os documentos fica sujeito a não contratação.

As vagas são para pessoas com ensino médio e técnico ou para profissionais de nível superior. Os contratos de trabalho têm validade de 90 dias, podendo ser prorrogado por período igual, caso necessário. Os candidatos concorrem apenas à vaga da gerência regional para qual se inscreveu.

Todos os cargos têm remuneração de R$ 1.500 para 40 horas semanais. No caso do plantão de seis horas, o cargo de médico tem remuneração de R$ 600. Os demais cargos de nível superior, no plantão de seis horas, têm remuneração de R$ 150. Já os de nível médio e técnico, têm remuneração de R$ 100. Para os plantões de 12 horas, da Central de Regulação, a remuneração é de R$ 1.250 para médicos, R$ 205 para enfermeiros e R$ 150 para videofonistas.

Segundo o edital, para a contratação, vão ser convocados apenas os candidatos classificados até o limite das vagas estabelecidas por cada Gerência Regional de Saúde, de forma gradativa, mediante necessidade de abertura de novos leitos.

João Azevêdo visita Sala de Monitoramento e acompanha trabalho das Secretarias voltado ao enfrentamento do coronavírus

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O governador João Azevêdo visitou, nesta segunda-feira (13), no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, a Sala de Monitoramento que reúne diversas Secretarias do governo, responsáveis pelo direcionamento de ações voltadas ao enfrentamento do coronavírus na Paraíba. O grupo é coordenado pela Secretaria de Saúde e atua em conjunto há um mês, quando foi decretada situação de emergência em saúde pública no Estado devido à Covid-19 e criado o Comitê de Gestão de Crise.

No local, é possível acompanhar, em tempo real, os casos confirmados de coronavírus no Estado, o comportamento dos municípios em relação ao isolamento social, bem como o andamento das ações sociais e econômicas adotadas pelo Governo  durante a pandemia.

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, destacou que o trabalho desenvolvido pelo Comitê permite a centralização de informações a respeito do coronavírus na Paraíba. “Isso torna mais ágil o processo de agilização de medidas preventivas e de direcionamento, de acordo com a demanda dos casos de coronavírus no Estado, pois temos um monitoramento dos locais de maior incidência e do comportamento da curva exponencial, mostrando que o isolamento social tem contribuído para esse achatamento”, declarou.

O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Jean Francisco Nunes, afirmou que os dados disponibilizados na Sala de Monitoramento orientam a atuação da Polícia. “Nós conseguimos obter as informações em tempo real e de forma mais curta. O gabinete estando reunido fisicamente melhora a velocidade das tomadas de decisões, o que é muito importante nesse momento em que os técnicos de cada Secretaria envolvida fazem esse monitoramento, graças a uma comunicação acessível, permitindo que a gente possa decidir e agir rapidamente, dando cumprimento aos decretos editados pelo Governo”, falou.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano também participa do Comitê e tem dado cumprimento a todas as ações sociais anunciadas pelo governador João Azevêdo e mantido contato constante com as Instituições de Longa Permanência. “Nós estamos em um processo de monitoramento em relação às instituições de Longa Permanência que abrigam o principal grupo de risco dessa pandemia, que são as pessoas idosas, no sentido de que as visitas continuem restritas e de que qualquer caso de gripe, resfriado, que se assemelha aos sintomas da Covid-19, possa ser notificado imediatamente à Secretaria para que a gente possa tomar as providências. Além disso, estamos atualizando em tempo real as ações sociais que o governo vem tomando nesse período emergencial que estamos vivendo, a exemplo da compra e entrega de cestas básicas e kits de higiene, de produtos da agricultura familiar, de repasses para os municípios por meio do Cofinanciamento Estadual e de aumento das refeições populares, dentre outras ações que estão sendo executadas”, frisou o secretário Tibério Limeira.

Já o secretário executivo da Fazenda, Bruno Frade, explicou que a Pasta tem contribuído para assegurar a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)  e de máquinas essenciais para o atendimento na rede hospitalar. “Nós estamos colaborando com a Secretaria de Saúde no que diz respeito aos fornecedores dos EPIs, aparelhos e equipamentos e essa Sala abrevia a distância entre as Secretarias, com o objetivo de dar maior celeridade à aquisição de materiais. A Secretaria da Fazenda detém um vasto e rico banco de dados de todos os fornecedores e de operações comerciais, contribuindo na resposta mais rápida à sociedade no que diz respeito à aquisição de insumos”, explicou.

Também integram o Comitê de Gestão de Crise, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Secretaria da Comunicação Institucional,a Agevisa e a Codata.

Ana Cláudia destaca a relevância do anúncio do governador de implantar o Hospital de Clínicas em CG, que pós-pandemia se tornará maternidade

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Secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal e pré-candidata a prefeitura de Campina Grande, Ana Claudia Vital, destacou a importância do anúncio feito pelo governador João Azevêdo nesta segunda-feira (13), do aluguel da antiga Casa de Saúde Francisco Brasileiro, em Campina Grande, para implantar na local o novo Hospital de Clínicas do Estado da Paraíba, que atenderá, inicialmente, pacientes com a Covid-19. Ana Cláudia também elogiou a decisão do governador de, pós-pandemia, transformar a unidade hospitalar numa nova maternidade pública para a cidade.

Para Ana Cláudia, o governador, mais uma vez, mostrou seu compromisso com a cidade, ao anunciar uma inciativa que vai gerar um grande benefício para toda população. Neste momento de pandemia do novo coronavírus, a secretária relata que os 10 leitos de UTI e 110 leitos de enfermaria irão se somar de forma significativa aos já disponibilizados pela rede estadual de saúde na cidade.

“Assinamos o contrato hoje e estamos autorizando a licitação para a recuperação daquela grande estrutura. Eu espero que, brevemente, após passarmos por esse momento, possamos transformar essa unidade de Saúde em uma maternidade para a região de Campina Grande, que é carente desse atendimento”, pontuou o governador João Azevêdo.

“Essa decisão de transformar o hospital numa maternidade, após este período de pandemia, chegou ao governador através de demandas que recebemos dos profissionais de saúde do Instituto Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, que relatam problemas de superlotação, falta de equipamentos e condições precárias de trabalho no Isea. A ideia é desafogar os atendimentos na maternidade municipal”, disse Ana Cláudia.

Mortes já chegam a 16 e Paraíba tem 117 casos confirmados do coronavírus

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A Paraíba está com 117 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta segunda-feira (13). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 16 no estado desde o início da pandemia.

Dos 111 casos confirmados até o domingo (12), 43 já se recuperaram, 13 morreram e 7 estão hospitalizados, 3 deles em leitos de UTI. Os demais se recuperam em isolamento domiciliar acompanhado pelas secretarias municipais de saúde. Os casos estão distribuídos em 11 municípios.

Com isso, a Paraíba tem os seguintes destaques:

  • 117 casos confirmados
  • 832 casos descartados
  • 16 mortes
  • 43 casos recuperados

Até o boletim anterior, a Paraíba contabilizava 86 casos de Covid-19 em João Pessoa, 7 em Santa Rita, 5 em Cabedelo, 4 em Patos, 3 em Campina Grande, 1 em Igaracy, 1 em Junco do Seridó, 1 em Serra Branca, 1 em Sousa, 1 em Bayeux e 1 em Sapé.

No momento, 72 pessoas estão internadas com notificação de suspeita para Covid-19, sendo 60 em enfermaria (38 em hospital público e 22 em hospital privado) e 12 na UTI (8 em hospital público e 4 em hospital privado). Os demais casos hospitalizados e com resultado não detectável seguem em investigação para demais vírus.

Dado preocupante: 59% dos pequenos negócios paraibanos fecham temporariamente devido à pandemia

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A crise provocada pela pandemia do coronavírus tem resultado, na Paraíba, no fechamento temporário de pequenos negócios e, também, na mudança de rotina e de estratégias para enfrentar o atual cenário econômico e social. É o que aponta nova pesquisa realizada pelo Sebrae Nacional, que entrevistou 54 empreendedores do estado entre os dias três e sete de abril, com o objetivo de acompanhar a situação dos pequenos negócios e auxiliá-los, através de uma série de iniciativas, a superarem esse momento de dificuldades e desafios.

Conforme os dados da pesquisa, a segunda deste tipo realizada desde o início da crise, mais da metade dos entrevistados paraibanos (59%) decidiu interromper temporariamente o funcionamento do negócio. Outros 31,3% afirmaram que continuam funcionando, mas precisaram realizar mudanças para isso, seguidos por 3,6% que disseram não ter mudado a sua forma de funcionamento. Já 6% dos entrevistados informaram que decidiram fechar de vez a empresa.

Questionados sobre o motivo para a interrupção do funcionamento, 77% dos entrevistados apontaram a determinação do governo como causa, enquanto 22,9% disseram se tratar de uma decisão da própria empresa. Ainda conforme os dados da pesquisa, os pequenos negócios entrevistados interromperam o seu funcionamento, em média, há 19 dias.

Já no universo das empresas entrevistadas que continuam em funcionamento, os números revelam que a maioria delas (52%) está trabalhando apenas com entregas ou de forma online. Já 36% disseram que estão funcionando com horário reduzido, 20% com rodízio de funcionários, 8% por meio do sistema drive thru e outros 8% através do home office.

Outras medidas implantadas foram: a concessão de férias coletivas, adotada por 35,1% dos entrevistados; a redução da jornada de trabalho com redução dos salários, implantada por 32,4% dos participantes; e a suspensão de contrato de trabalho, feita por 18,9% dos empresários.

Na avaliação da gerente de Estratégia do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, os dados expõem a condição limitante em que se encontram as empresas, no que diz respeito ao aspecto da adaptação de sua operação às restrições do isolamento social. “Os números descrevem um comportamento mais conservador, que assume um risco menor para a operação. Embora o total de empresas que assumiram as práticas mais inovadoras seja bem expressivo, prevaleceu um comportamento mais cauteloso por parte dos empresários, dado o cenário de incertezas na economia”, comentou.

Faturamento – Questionados sobre os impactos da crise em seu faturamento mensal, 85,1% dos paraibanos participantes disseram que ele diminuiu, enquanto 6,1% disseram que ele aumentou. Para 1,2% dos entrevistados o faturamento mensal permaneceu igual, enquanto 7,4% não soube dizer ou não respondeu.

Demissões – Quando o assunto abordado pela pesquisa foi a necessidade de realizar demissões nos últimos 15 dias, 20% dos empreendedores afirmaram que demitiram, 38,4% declararam que não, enquanto 41,5% informaram que não possuem funcionários em seus negócios. Ainda conforme os dados, a média entre os que demitiram foi de dois funcionários.

Perspectivas – Com a necessidade do distanciamento social e das medidas que restringem o funcionamento do comércio e de uma série de outras atividades, o Sebrae quis saber dos empresários por quantos dias eles conseguem ficar com a empresa fechada e, ainda assim, terem recursos suficientes para pagarem as contas. Com base nas respostas, a média de dias obtida foi de 25,6. Já em relação ao período de tempo necessário para a economia voltar ao normal, os paraibanos acreditam que ele deve ser, em média, de 11 meses.

Sebrae em ação – Para apoiar os empresários nesse momento de crise, oferecendo orientação empresarial e capacitação, o Sebrae Paraíba reforçou os serviços oferecidos pela instituição através do telefone e da internet. Para obter informações, sugestões sobre o seu negócio e esclarecer dúvidas, os empreendedores podem entrar em contato com o Sebrae através da Central de Relacionamento (0800 570 0800), do Whatsapp (83 99193-3372) e do site da instituição, o http://www.sebraepb.com.br/.

Além disso, os empreendedores também podem acompanhar os conteúdos desenvolvidos especialmente para as redes sociais, além de acessar a plataforma de Educação a Distância (EaD) do Sebrae, no endereço ead.sebrae.com.br, que está oferecendo mais de 100 cursos gratuitos sobre diversos temas relacionados ao universo do empreendedorismo.

MPPB expede recomendação sobre contratos de ensino na rede privada de ensino; veja

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou a todas as escolas da rede privada de ensino localizadas no Estado a adoção de medidas em relação aos contratos celebrados com pais e responsáveis dos alunos, em razão da suspensão das aulas, durante a pandemia da covid-19. Dentre as providências sugeridas estão o repasse da diminuição dos custos nas mensalidades; a concessão de descontos; a revisão de contratos e o cancelamento de cobrança de multas, por exemplo.

A recomendação assinada pelo diretor-geral do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon), o promotor de Justiça Francisco Bergson, e pela 45a promotora de João Pessoa, Priscylla Maroja (que atua na Defesa do Consumidor na Capital) foi encaminhada ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado (Sinepe-PB). O órgão deverá enviar a orientação aos estabelecimentos da rede privada e comunicar a realização desse encaminhamento ao MPPB no prazo de 48 horas.

A recomendação ministerial é fundamentada na Constituição Federal; no Código de Defesa do Consumidor; na doutrina e jurisprudência na área consumeirista; na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; na Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional emitida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19); na Lei Federal nº 13.979, de 06 de fevereiro de 2020, que versa sobre as medidas para enfrentamento da doença e nos decretos publicados pelo Estado da Paraíba, em razão da crise epidemiológica.

Galdino explica motivos para ALPB aprovar decretos de calamidade: “Não é cheque em branco”

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A decisão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em aprovar os decretos de calamidade púbica dos 164 municípios paraibanos por causa da pandemia do novo coronavírus, durante a última sessão ordinária, permitirá que essas cidades garantam o equilíbrio da economia e minimizem os efeitos das dificuldades geradas por causa do isolamento social na quarentena da doença.

O presidente da ALPB, Adriano Galdino,  garantiu que o Poder Legislativo vai reconhecer a calamidade em todos os municípios que apresentarem os planos de ações. Ele afirmou que sabe o esforço dos prefeitos e da preocupação que estão tendo em relação à pandemia. O parlamentar explicou que não é o fato de o vírus estar instalado no local ou não, que gera dificuldades. “Os transtornos estão sendo causados pelo isolamento. Queremos que o decreto seja necessário para que possa atender as necessidades da saúde pública e os problemas sociais, como o alimento que vai faltar para muitas famílias”, ressaltou.

A medida busca reduzir a burocracia nas ações administrativas no combate ao novo coronavírus. O estado de calamidade pública desobriga os gestores municipais de cumprirem uma série de restrições e prazos definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Dessa forma, as prefeituras poderão adotar todas as medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia provocada pelo vírus.

Segundo o secretário legislativo da ALPB, Guilherme Benício de Castro, a calamidade pública não se dá necessariamente em razão da quantidade  de casos nas cidades, mas sim pelos efeitos econômicos que a pandemia vem causando. “O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar diversos dispositivos da Lei de Responsabilidade fiscal para a União, os Estados e os municípios que decretarem a calamidade pública, em razão da pandemia do coronavírus, não necessariamente por causa do contágio da doença, mas em razão dos efeitos econômicos que ela causa”, explicou

Guilherme Benício disse ainda que, com as dificuldades econômicas causadas pelo isolamento social, muitos gestores podem ser responsabilizados por não atingirem as metas fiscais previstas no orçamento, caso não decretem situação de calamidade pública.

“Os municípios terão sua cota-parte de ICMS, que é repassado pelo Estado, praticamente zerada. Também sofrerão uma queda muito grande na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), e por outro lado precisam aumentar a despesa com o pagamento de adicional de insalubridade aos profissionais da linha de frente, devem manter os pagamentos em dia, adquirirem EPI’s, insumos e realizarem uma assistencial social básica, sobretudo com atenção aos mais pobres, sendo impossível cumprirem as metas fiscais fixadas em suas LDOs e LOAs. É preciso salvar vidas agora e depois o equilíbrio fiscal”, afirmou.

O presidente Adriano Galdino conclui afirmando que “a Assembleia não está dando um cheque em branco aos prefeitos, mas sim meios de enfrentar a crise”. “Os desvios de finalidade e abusos são passíveis de fiscalização e punição pelas Câmaras Municipais e órgãos controladores, configurando assim crimes de responsabilidade, improbidade administrativa, condutas vedadas e abuso de poder político e econômico, se realizados com viés eleitoral”, observou.

Guarda Municipal fiscaliza agências bancárias para evitar aglomeração de pessoas

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A Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) está fiscalizando agências bancárias de João Pessoa para evitar a aglomeração de pessoas nos dias de pagamento do Auxílio Emergencial do Governo Federal. O trabalho de prevenção ao novo coronavírus também é feito pela Guarda Municipal por toda Capital, com o auxílio de quatro drones, que identificam aglomeração de pessoas.

De acordo com o secretário da Semusb, sargento Denis Soares, a Guarda Municipal orienta as pessoas nas filas das agências a manter a distância de 1,5 metro entre os demais. “Pela manhã, verificamos uma movimentação maior nas agências, mas à tarde, foi mais tranquilo”, afirma o secretário.

O trabalho de monitorar aglomeração de pessoas é realizado com o uso de quatro drones, utilizados por 15 pilotos certificados. “Em bairros como Mangabeira, por exemplo, ainda encontramos pessoas reunidas nas ruas, jogando futebol. Com a visualização pelo drone, a viatura mais próxima vai até o local fazer este trabalho de conscientização, orientando as pessoas a irem para casa para não desrespeitarem as orientações sanitárias municipais”, comenta o sargento.

Denis Soares afirma que até agora não houve situações de resistência pelas pessoas, quando orientadas a encerrarem as atividades fora de casa, e que os episódios mais comuns de aglomerações de pessoas ocorrem nos bairros periféricos. A população pode denunciar casos de desobediência sanitária pelo número 153.