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Prefeitura de João Pessoa vai continuar vacinando idosos de acordo com plano nacional

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Uma nova decisão da Justiça Federal, no início da noite desta terça-feira (16), em embargo de declaração, confirma que vacinação contra Covid-19 conduzida pela Prefeitura de João Pessoa vem acontecendo dentro da normalidade. A decisão esclarece que o Município deve garantir a vacinação prioritária de idosos conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que determinam os grupos prioritários para imunização, com base no número de vacinas enviadas. Desde a quarta-feira (10), estão sendo imunizados idosos acima dos 90 anos e o calendário segue até a próxima sexta-feira (19) no sistema drive thru. A decisão foi ratificada pela 2ª Vara da Justiça Federal na Paraíba (JFPB), acolhendo embargo da Procuradoria-Geral do Município (PGM).

“Segundo a decisão da juíza Wanessa Figueiredo dos Santos Lima, o plano nacional permanece íntegro, devendo ser atendidas as faixas etárias mencionadas, sucessivamente. Ou seja, logo após a vacinação dos idosos acima de 90 anos, devem ser vacinados os idosos de 80 anos ou mais. Quando atingida a meta de vacinação desse subgrupo, avança-se para o seguinte, de 75 a 79 anos; atingida a meta deste, passa-se ao próximo, de 70 a 74 anos, e assim por diante”, explicou o procurador-Geral de João Pessoa, Bruno Nóbrega.

A nova decisão esclareceu o conteúdo da liminar, que determinou a suspensão da vacinação dos profissionais de saúde não envolvidos na linha de frente do combate à pandemia. Os trabalhadores da saúde que já tiverem recebido a 1ª dose da vacina poderão receber a 2ª, mediante apresentação do cartão de vacinação com aquele registro, retomando-se a imunização dos demais profissionais quando atingida a meta geral de vacinação do público idoso de todas as faixas etárias.

A decisão desta terça-feira ressalta ainda que a determinação se aplica a todo o estoque de vacina já recebido até agora, como também às doses que vierem a ser recebidas no futuro.

Vacinação de idosos – A vacinação contra Covid-19 para pessoas com idade a partir de 90 anos segue até esta sexta-feira (19), no sistema drive thru, nos estacionamentos do Manaíra Shopping e do Mangabeira Shopping, das 10h às 17h.

Prefeitura realiza ação educativa com distribuição de kits com máscaras e álcool em gel e sanitização de veículos em Lucena

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A prefeitura de Lucena, através da Secretaria de Saúde, realizou, nesta terça-feira (16), mais uma ação educativa para evitar a disseminação do coronavírus na cidade.

Numa ação que contou com o apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana, SAMU e Corpo de Bombeiros, equipes da secretaria percorreram as ruas da cidade realizando a entrega de kits com álcool a 70% e máscaras de proteção. Na oportunidade, também foi realizada a sanitização de veículos.

O secretário de Saúde, Paulo Antônio percorreu diversas ruas para acompanhar o trabalho feito pelas equipes, que teve início em Fagundes. “Este é um trabalho muito importante de conscientização e ao mesmo tempo de prevenção para evitarmos a disseminação do coronavírus em nossa cidade”, destacou.

Prefeito de JP visita equipamentos de saúde e planeja melhorias e expansão de serviços

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O prefeito Cícero Lucena visitou, na manhã desta terça-feira (16), equipamentos da Rede Municipal de Saúde. O gestor esteve no Centro de Referência de Tratamento da Dor (Cendor) e na Unidade de Saúde da Família (USF) do Grotão, onde avaliou estratégias para melhoria ou ampliação dos serviços oferecidos.

No Cendor, localizado no Ortotrauma de Mangabeira, Cícero destacou a necessidade de reformas, mas também da aquisição de novos equipamentos e qualificação profissional. “Este equipamento tem um papel fundamental de complementar o ato cirúrgico ortopédico ou qualquer outra lesão que exija fisioterapia. Queremos melhorar o serviço e ter aqui profissionais qualificados e humanizados para cuidar bem das pessoas. A Secretaria de Saúde e a direção do complexo têm esse objetivo”, garantiu o prefeito.

Cícero ainda esteve na Unidade de Saúde da Família do Grotão, onde conheceu um projeto que alia medicina fitoterápica no tratamento da população. “Estamos continuando as visitas às unidades, nos planejando para uma cobertura de 100% da cidade, e aqui encontramos uma alternativa interessante que queremos multiplicar em outras unidades. Em uma parceria entre a Saúde, o Desenvolvimento Urbano e o Meio Ambiente pretendemos espalhar esse projeto e levar a todos a contribuição de uma medicina milenar”, declarou.

De acordo com Felipe Proenço, coordenador da Residência de Medicina da Família e Comunidade, o projeto une os moradores e os profissionais em um trabalho conjunto. “Foi feito um resgate das plantas medicinais já utilizadas pela população e em seguida foi criado este espaço dentro da unidade, onde moradores e profissionais cultivam essas espécies e elas passam a fazer parte do cuidado de saúde”, explicou. A unidade ainda oferece práticas integrativas, como auriculoterapia e técnicas de relaxamento.

O vice-prefeito Leo Bezerra destacou que a intenção da gestão é sempre melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. “É isso que estamos fazendo hoje, conversar, dialogar, saber se os serviços funcionam e este é o novo modelo de gestão da cidade. Fiz isso enquanto oposição, e continuar o trabalho na condição de vice-prefeito é muito gratificante”, afirmou.

Ainda participaram da visita o secretário municipal da Saúde, Fábio Rocha, a secretária adjunta, Rossana Sá, e o secretário municipal da Gestão Governamental, Diego Tavares.

Secom-JP

Paraíba registra média de uma internação por Covid-19 a cada 36 minutos

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta terça (16), 818 casos da Covid- 19. Entre os confirmados hoje, 82 (10%) são casos de pacientes hospitalizados e 736 (90%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 206.397 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 628.483 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

Também foram confirmados 17 novos óbitos desde a última atualização, sendo 11 deles nas últimas 24h. Os óbitos ocorreram entre os dias 10 de dezembro de 2020 e 16 de fevereiro de 2021, sendo seis deles em hospitais privados e os demais em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 4.272 mortes. O boletim registra ainda um total de 155.402 pacientes recuperados da doença.

Concentração de casos

Cinco municípios concentram 405 novos casos, o que corresponde a 49,51% dos casos registrados nesta terça. São eles: João Pessoa, com 245 novos casos, totalizando 54. 299; Campina Grande, com 62 novos casos, totalizando 18. 677; Patos, com 41 novos casos, totalizando 8.279; Sapé, com 29 novos casos, totalizando 1.701; Cabedelo, com 28 novos casos, totalizando 5.068.

  • Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 16/02/2021, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até esta terça, 203 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 17 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Areia (1), Barra de Santa Rosa (1), Bayeux (1), Campina Grande (4), João Pessoa (5), Monteiro (2), Riacho dos Cavalos (1), São José de Piranhas (1) e Uiraúna (1). As vítimas são 09 homens e 08 mulheres, com idades entre 19 e 105 anos. Diabetes foi a comorbidade mais freqüente e cinco não tinham comorbidades.

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 56%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 68%. Em Campina Grande estão ocupados 50% dos leitos de UTI adulto e no sertão 78% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar 40 pacientes foram internados nas últimas 24h.

Cobertura Vacinal

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 94.732 doses. Até o momento, 90.111 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 4.621 com a segunda dose da vacina.

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

Secom-PB

Em NOTA, PMJP lamenta confusão causada pela decisão da Justiça Federal esclarece modelo de vacinação na capital

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) emitiu uma nota nesta terça-feira (16) criticando a decisão da Justiça Federal da Paraíba que atendeu petição dos três ramos do Ministério Público na Paraíba (Federal, Estadual e do Trabalho), garantindo prioridade de vacinação contra a covid-19 para o público idoso de todas as faixas, a partir de 60 anos, no estado. A vacinação dos demais trabalhadores da saúde, que não atuam na linha de frente do combate ao coronavírus, deve ser retomada quando for atingida a meta geral de vacinação do público idoso de todas as faixas, a partir de 60 anos, determina a liminar. O pedido ministerial buscou resguardar a população idosa, público com elevado risco de morte.

“A decisão da Justiça Federal prejudica o funcionamento das Unidades de Saúde, limitando a capacidade de atendimento das equipes, que sem a vacina podem sofrer com mais ausências e óbitos entre seus profissionais”, diz a nota.

Na decisão, a juíza federal Wanessa Figueiredo dos Santos Lima também determinou a suspensão temporária da vacinação de outros trabalhadores da saúde que não atuem na linha de frente da pandemia, com exceção dos que já tiverem recebido a 1ª dose, os quais, conforme a decisão, poderão receber a 2ª dose mediante apresentação do cartão de vacinação com o primeiro registro.

A magistrada declarou que, no atual momento da campanha de vacinação, o termo “trabalhadores da saúde”, constante no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e nos atos estaduais e municipais editados para sua aplicação, deve ser interpretado como “aqueles que estejam na linha de frente do combate à pandemia da covid-19”.

A decisão fixa multa diária de R$ 10 mil, até o limite de R$ 300 mil, em desfavor da União, do estado da Paraíba e do município de João Pessoa, por dia de descumprimento, e multa pessoal de R$ 500,00, por dia de atraso, para os respectivos gestores, até o limite de R$ 15 mil.

Leia nota na íntegra

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), em face de decisão recente da Justiça Federal da Paraíba (JFPB) tratando da suposta vacinação de pessoas acima de 60 anos, esclarece que vem seguindo rigorosamente os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que determinam os grupos prioritários para a vacinação contra a COVID-19, com base no número de vacinas enviadas, entre eles os trabalhadores da Saúde e idosos acima de 90 anos.

Outrossim, a Secretaria Municipal de Saúde lamenta profundamente que tais medidas, que estão provocando tumulto e aglomeração nos pontos de vacinação, não levem em conta critérios científicos mundialmente respeitados e a lamentável inexistência de vacinas disponíveis para atender tais pessoas neste momento. Mais que isso, a decisão da Justiça Federal prejudica o funcionamento das Unidades de Saúde, limitando a capacidade de atendimento das equipes, que sem a vacina podem sofrer com mais ausências e óbitos entre seus profissionais.

A Procuradoria Geral do Município informa, por sua vez, que busca neste momento atuar junto ao Poder Judiciário para restabelecer os critérios de imunização que vêm sendo seguidos em todo País.

Reiteramos ainda que a divulgação de que todas as pessoas com mais de 60 anos estariam incluídas entre os grupos prioritários neste momento trata-se de uma interpretação equivocada da decisão da JFPB.

Pedimos à população que compreenda todo esforço que vem sendo feito pela Prefeitura de João Pessoa neste momento de pandemia e reiteramos que tão logo sejam disponibilizadas mais doses, será divulgado um calendário contemplando novos grupos prioritários.

Cícero Lucena autoriza uso de ferramenta que representa salto tecnológico na gestão

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O prefeito Cícero Lucena autorizou a implementação do BIM, uma tecnologia inovadora que permite criar, utilizar e atualizar modelos digitais de uma construção em todas as etapas. Com o BIM, ganha-se tempo. Um alvará de construção, por exemplo, que leva dias para ficar pronto, vai passar a ser emitido em até 24 horas.

O sinal verde veio no final da tarde desta segunda-feira (15), na sede da Unidade Executora do Programa João Pessoa Sustentável (UEP). A utilização dessa ferramenta vai permitir desde a elaboração de projetos de arquitetura e engenharia, passando pela execução, até o gerenciamento e manutenção do empreendimento.

Os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador do João Pessoa Sustentável, e o retorno é garantido. O BIM vai desburocratizar todo o processo de construção, auxiliar no crescimento ordenado da cidade e tornar as obras mais seguras. Vai também acabar com aditivos contratuais e trazer economia para os cofres públicos. A ferramenta já é usada em outras partes do mundo e foi implantada pelo governo federal via decreto (Nº 10.306), em abril de 2020. Agora vai ser uma realidade também em João Pessoa. A ideia é fazer da capital paraibana uma cidade modelo, inteligente, integrada e eficiente.

Como a ferramenta BIM é nova, o prefeito determinou ainda que sejam criados cursos de capacitação para servidores, arquitetos e engenheiros que vão lidar com o sistema. Cícero quer profissionais capacitados. A secretária de Ciência e Tecnologia, Margareth Diniz, ficou com a missão de conseguir parcerias junto a Universidade e Instituto Federais, Sebrae e outras instituições. É tudo pra ontem. “João Pessoa não pode mais esperar”, disse Cícero.

Mais novidades – Na reunião, que contou com a presença do coordenador-geral da UEP, Antônio Elizeu; do coordenador-executivo, Tárcio Pessoa; e do coordenador de Tecnologia da Informação, Bruno Reis, tratou-se ainda de outras questões essenciais para fazer João Pessoa se desenvolver mais e melhor. O novo Plano Diretor da Cidade já está em andamento e será executado por um consórcio formado por duas empresas vencedoras da concorrência. O valor contratado é R$ 2.872.878, que corresponde a 25% do total previsto inicialmente. É dinheiro que sobra para outros investimentos.

Também seguem as desapropriações na Avenida Beira Rio que vai ganhar um Parque e um conjunto habitacional para abrigar em local digno e seguro as famílias que vivem em oito comunidades na área. No Conjunto Saturnino de Brito, Cícero deu a ordem para a instalação de cercas que vão trazer mais segurança para a população. E deu prazo: em 45 dias o problema deixado pela gestão anterior vai estar resolvido.

O prefeito ainda falou do novo projeto de iluminação da cidade. 52 mil lâmpadas vão ser substituídas por LED, o que garante economia e energia limpa. Além de serem mais resistentes, as lâmpadas LED são totalmente recicláveis, não contêm materiais tóxicos e reduzem a emissão de carbono.

A tecnologia – Building Information Modeling (BIM) traduz-se como Modelagem de Informação da Construção e é um conjunto de tecnologias, processos e políticas que permite que várias áreas de atuação possam, de maneira colaborativa, projetar, construir e operar uma edificação ou instalação.

Covid-19: cronograma do governo prevê entregas de vacinas para 2021

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O cronograma do Ministério da Saúde para as entregas das doses das vacinas contra a covid-19 pelos laboratórios produtores prevê a remessa de 42,5 milhões de doses pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da vacina AstraZeneca em março e de mais 7,95 milhões do mesmo imunizante até junho. O Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de vacinas contra covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme cronogramas estabelecidos exclusivamente pelo Covax Facility.

A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Seas) do ministério destacou que o consórcio, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), funciona como um centro de distribuição internacional de vacinas.

Em outras remessas, a Seas informou que a previsão é receber do Instituto Butantan, de São Paulo, 100 milhões de doses da vacina CoronaVac. Em janeiro, conforme a secretaria, foram entregues 8,7 milhões de doses. Em fevereiro serão mais 9,3 milhões. O cronograma tem previsões para os meses seguintes março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e a última entrega prevista é para setembro (8,8 milhões).

Já da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o cronograma estima o recebimento de 222,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Em janeiro, o ministério informou que recebeu 2 milhões de doses. Para fevereiro, a entrega prevista é de 4 milhões. Em março serão 20,7 milhões, em abril mais 27,3 milhões, em maio 28,6 milhões e em junho 1,2 milhão. Conforme a secretaria, a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

O cronograma prevê ainda a entrega das 10 milhões de doses da vacina Sputnik V do Instituto Gamaleya, importadas da Rússia, pela farmacêutica União Química. De acordo com a Seas, a previsão é de que o contrato seja assinado esta semana. Quinze dias após a assinatura, o ministério deve receber 800 mil doses. Em abril, com 45 dias após a assinatura do contrato, a entrega será de mais 2 milhões. Em maio outros 7,6 milhões, com 60 dias após a assinatura e a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês.

Já para a vacina Covaxin – Barat Biotech, a previsão é de receber 20 milhões de doses importadas da Índia e o contrato também deve ser assinado nesta semana. Devem chegar ao Brasil 8  milhões de doses com dois lotes de 4,0 milhões com 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril mais 8 milhões também em dois lotes de 4 milhões com 45 e 60 dias após a assinatura do contrato e em maio 4,0 milhões de doses com 70 dias após o contrato assinado.

Agência Brasil

PIX completa 3 meses em operação liderando em número de transferências; TED segue à frente em valores

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

PIX, novo sistema de pagamentos brasileiro, completa três meses de operação integral nesta terça-feira (16). Em pouco tempo, a tecnologia desenvolvida pelo Banco Central domina o número de transferências realizadas, mas perde para as TEDs em valor transacionado.

Segundo dados do BC, mais de 286 milhões de operações foram finalizadas por meio do PIX em 2021. As TEDs somam 53,2 milhões de transferências no mesmo período, apenas 18,5% do total do PIX.

Quando a métrica é valor transacionado, a situação se inverte. Enquanto o PIX movimentou R$ 225 bilhões neste ano, as TEDs movimentaram R$ 2,7 trilhões, mais de 10 vezes mais que o novo sistema.

Isso se explica porque oito a cada 10 transferências realizadas pelo PIX ainda são feitas de pessoa para pessoa (P2P). No fechamento de janeiro, foram 81,8% do total nessa modalidade das quase 170 milhões de operações fechadas.

Os valores trocados por empresas dariam volume ao PIX, mas empresários ainda têm dúvidas sobre a cobrança de taxas e acabam mantendo as operações como eram antes. Boa parte dos bancos já oferecia transações gratuitas para clientes preferenciais, por exemplo.

As operações pelo PIX entre empresas (B2B) ocupam uma modesta fatia de 2,5% do total do mês de janeiro. E os pagamentos por produtos e serviços também estão em marcha lenta: de pessoas para empresas (P2B) o montante foi de 8,3%, enquanto de empresas para pessoas (B2P) foi de 7,2% do total transacionado no primeiro mês do ano.

Endividamento das famílias bate recorde na pandemia, aponta Banco Central

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O endividamento das famílias bateu recorde no ano passado em meio à pandemia de Covid-19, mostram números do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em novembro do ano passado, segundo o BC, o endividamento das famílias com os bancos atingiu 51% da renda acumulada nos doze meses anteriores — novo recorde da série histórica, que tem início em janeiro de 2005. Todas as dívidas com os bancos entram no cálculo, incluindo crédito para a compra da casa própria.

Ainda segundo números do BC, o comprometimento da renda das famílias com os empréstimos bancários ficou em 20,87% em novembro do ano passado, último dado disponível. Esse percentual, porém, não é recorde da série histórica.

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Em outubro de 2020. número de famílias endividadas havia caído pela primeira vez desde maio

Estudo da Confederação do Comércio

Outro estudo, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos resultados mensais da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também mostrou alta no endividamento das famílias no ano passado.

Divulgada no fim de janeiro, a análise mostra que a média de famílias endividadas em 2020 cresceu 2,8 pontos percentuais, em comparação com o ano anterior, chegando a 66,5%, que é a maior porcentagem média anual da série histórica, iniciada em 2010.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avaliou que os impactos negativos do surto de covid-19 ao longo do ano impuseram a adoção de medidas de recomposição da renda, como o benefício emergencial, e de estímulo ao crédito, como forma de manter algum nível de consumo pelos brasileiros.

“Em conjunto com a redução dos juros ao menor patamar da história e com a inflação ao consumidor controlada em níveis baixos, estas ações forneceram às famílias condições de ampliar a contratação de dívidas e renegociar as já existentes”, acrescentou.

Inadimplência

Apesar da alta no endividamento das famílias em 2020, números do Banco Central e da CNC ainda não confirmam um quadro claro de aumento da inadimplência.

De acordo com o Banco Central, a inadimplência das pessoas físicas com os bancos (atrasos superiores a 90 dias) terminaram o ano passado em 2,8%, abaixo dos 3,5% registrados no fim de 2019.

No relatório de estabilidade bancária, divulgado em outubro do ano passado, o BC informou que as instituições financeiras vinham controlando a inadimplência por meio de “massivas campanhas de prorrogação e renegociação de dívidas”, facilitadas durante a pandemia, e, também, pela maior seletividade nas novas operações.

O estudo da CNC, porém, mostra que a proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso cresceu 1,5 ponto percentual na média de 2020, alcançando 25,5%. Izis Ferreira, economista da entidade, observou que o indicador subiu até agosto, mas recuou nos meses seguintes por conta de medidas, relativas à pandemia, que ajudaram os consumidores.

Contenção de gastos

Nesse momento de alta do endividamento e possível impacto na inadimplência, o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, avaliou que, para melhorar as suas contas, as famílias, em primeiro lugar, devem encarar a realidade, mas sem entrar em desespero.

“É preciso mudar o comportamento em relação ao uso do dinheiro para construir uma vida mais sustentável financeiramente, tratar o problema na raiz, evitando assim entrar num ciclo de endividamento”, avaliou. Ele recomendou algumas ações para sair do endividamento:

  1. Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento.
  2. Anotar durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerados menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto.
  3. Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;
  4. Trocar uma dívida pela outra nem sempre é a melhor alternativa. É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, já que o pagamento é retido diretamente do salário. Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem já está com dificuldade em administrar as finanças, ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores, virando uma bola de neve;
  5. Para não agravar a situação, antes de realizar qualquer compra, se faça algumas perguntas como “Eu realmente preciso desse produto?”, “O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?”, “Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência, baixa autoestima ou influência de terceiros?”.
  6. Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para “dar a volta por cima”. É preciso relacionar no mínimo três sonhos: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), um de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;
  7. Com os números do diagnóstico financeiro em mãos, é possível conhecer a sua força de poupança após os cortes para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida. Mês após mês, é preciso aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo (prazo) e ao perfil do investidor. Caso tenha dificuldade para investir, é válido consultar um especialista.

G1

Lewandowski autoriza diligências da Polícia Federal em inquérito que investiga ministro Pazuello

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu nesta segunda-feira (15) pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a Polícia Federal realize diligências no inquérito que investiga eventual responsabilidade do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise de saúde pública de Manaus, em que pacientes de Covid-19 chegaram a morrer em janeiro por falta de oxigênio nos hospitais.

Na decisão, o ministro autorizou depoimentos de funcionários do Ministério da Saúde e de secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus; acesso a e-mails; a informações sobre fornecimento e transporte de oxigênio; a informações sobre gastos com distribuição de medicamentos para tratamento precoce e que não têm eficácia comprovada contra a Covid.

Até agora, só o ministro Pazuello foi ouvido na investigação. Ele negou omissão do governo na crise sanitária no Amazonas. No último dia 11, durante audiência no Senado, Pazuello afirmou que não houve relato de falta de oxigênio no início de janeiro em Manaus.

A PGR requisitou ao Supremo:

  • e-mails institucionais trocados entre o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus
  • depoimentos de representantes da empresa White Martins, fornecedora de oxigênio hospitalar
  • obtenção de informações sobre as tratativas de transporte de oxigênio para Manaus e de remoção de pacientes de Manaus para os hospitais universitários federais administrados pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares);
  • identificação e oitiva dos desenvolvedores do aplicativo TrateCOV (que recomendava tratamento precoce contra a Covid-19)
  • identificação de gastos de aquisição e distribuição dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina e dos testes do tipo RT-PCR;
  • depoimentos de funcionários do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus que participaram de reuniões e visitas, “em especial daqueles eventualmente exonerados”

“As providências preconizadas encontram respaldo nas atribuições que a Constituição e a lei conferem ao Ministério Público. Ademais, contemplam medidas que, ‘mutatis mutandis’, são ordinariamente adotadas em procedimentos dessa natureza. Isso posto, defiro os pedidos formulados pelo PGR e determino o encaminhamento destes autos à Polícia Federal para a realização das diligências requeridas”, escreveu o ministro na decisão.

O inquérito

Em janeiro, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para investigar a conduta de Pazuello no enfrentamento da crise da saúde do Amazonas.

apuração requerida pela PGR analisa a suposta omissão do governo diante do colapso que vitimou pessoas no estado diante da falta de oxigênio.

Segundo a PGR, apesar de ter sido observado o aumento de casos de Covid-19 já na semana do Natal, o ministro da Saúde optou por enviar representantes da pasta a Manaus apenas em 3 de janeiro, uma semana depois de ter tomado conhecimento da situação calamitosa em que se encontrava a capital.

Outro ponto, de acordo com a procuradoria, é que a gravíssima situação dos estoques de oxigênio hospitalar em Manaus chegou ao conhecimento do ministério em 8 de janeiro por meio da White Martins, fabricante do produto, e que o Ministério da Saúde apenas iniciou a entrega de oxigênio em 12 de janeiro.

Em 14 de janeiro, portanto oito dias depois de Eduardo Pazuello saber do iminente colapso no sistema de saúde de Manaus, o ministério fez a entrega de 120 mil unidades de hidroxicloroquina, como medicamento para tratar a Covid-19, quase a mesma quantidade de testes do tipo PCR que havia sido entregue ao estado do Amazonas. A cloroquina não tem eficácia cientificamente comprovada no tratamento da Covid-19.

Além do inquérito sobre a crise em Manaus, a Procuradoria-Geral da República abriu uma apuração preliminar para analisar as ações de Pazuello diante da evolução da pandemia no Pará.

Se avaliar que há elementos que indiquem crime, a PGR pode pedir a abertura de uma nova investigação do ministro no STF.

G1