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Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil.

O composto usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente expirada em 20 de março.

O pedido de registro do medicamento, em nome da fabricante EMS/SA, chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

Indicação aprovada
Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para uso semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira antes e depois de iniciado o tratamento.

O Ozivy não é um medicamento genérico, pois não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O composto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Próximas etapas
Após o registro na Anvisa, o medicamento pode ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A empresa que detém o registro, porém, é que decide quando o medicamento será colocado à venda.

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS.

Audiências públicas da 4ª e 5ª regiões marcaram o início das eleições complementares dos conselhos regionais, em JP

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Secretaria de Participação Popular (SEPP), deu início ao processo das eleições complementares para escolha dos novos representantes dos conselhos regionais. As primeiras eleições aconteceram na 4ª e na 5ª região, reunindo grande participação popular e reforçando o compromisso da gestão com a democracia e a participação social.

Mais de 100 pessoas participaram, nesta segunda-feira (25), das eleições, comparecendo para exercer o direito ao voto e acompanhar de perto o processo eleitoral. A mobilização demonstra o interesse da população em contribuir para a escolha de representantes comprometidos com o fortalecimento das demandas e necessidades das comunidades.

Um dos destaques desta edição é o novo modelo de votação, realizado de forma totalmente digital, trazendo mais agilidade, transparência e segurança ao processo. A modernização também facilita a apuração dos resultados e garante maior eficiência durante todas as etapas das eleições complementares.

Para os candidatos aos conselhos regionais, a votação representa um momento fundamental de diálogo com a comunidade e fortalecimento da participação cidadã. O processo democrático permite que a população escolha representantes preparados para atuar diretamente nas demandas das regiões e contribuir com o desenvolvimento das comunidades.

O secretário de Participação Popular, Gilvanildo Pereira, destacou a importância do primeiro dia de audiências e a adesão da população ao novo formato digital. “Estamos muito felizes com a participação da população neste primeiro dia de audiências públicas. O novo sistema digital trouxe mais transparência, rapidez e organização ao processo, fortalecendo ainda mais a democracia e a participação popular nas eleições complementares”, afirmou o secretário.

O coordenador da Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI,Leandro Crispim, também ressaltou a importância da digitalização do processo de votação e os benefícios da modernização para os participantes.

“A votação digital chega para facilitar e otimizar todo o processo eleitoral, garantindo mais agilidade, segurança e transparência. Além disso, contribui diretamente para que os candidatos aos conselhos regionais tenham um processo mais organizado e eficiente, fortalecendo ainda mais a participação popular e democrática nas comunidades”, destacou Leandro Crispim.

A articuladora da 4ª Região, Natália Dias, enfatizou a importância das eleições complementares para os bairros que compõem a região, como Cuiá, Barra de Gramame, Praia do Sol, Cidade Maravilhosa, Valentina, Boa Esperança, Girassol, Nova Mangabeira, Parque do Sol e Paratibe.

“Para a nossa região, essa eleição complementar vai ser de grande valia, porque temos conselheiros e pessoas que querem participar, levando as demandas dos bairros para quem pode resolver. É uma oportunidade de representar a população, levando o que está necessitando em cada comunidade e também reconhecendo e agradecendo o que já vem sendo realizado”, afirmou Natália Dias.

O candidato a conselheiro regional, Gilberto Silva, também destacou a importância do fortalecimento da ligação entre a população e a gestão municipal.

“Essa eleição complementar tem uma grande importância porque é através dos conselheiros que conseguimos levar as demandas da população para a Prefeitura e para as secretarias. Somos esse elo entre a gestão e os moradores, levando informações sobre ações, programas e eventos, além de ouvir a população e buscar melhorias para os bairros. É um trabalho fundamental para fortalecer a participação popular”, ressaltou.

As eleições complementares seguem acontecendo nas demais regiões da cidade, conforme calendário divulgado pela gestão municipal.

Semob-JP realiza ação solidária para incentivar doação de sangue

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Com o objetivo de promover a solidariedade e a preservação de vidas, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) realiza, nesta quinta-feira (28), a partir das 7h30, uma campanha de incentivo à doação de sangue no Hemocentro da Paraíba, no bairro de Jaguaribe.

A mobilização será realizada pela equipe da Divisão de Educação para o Trânsito (Died) e contará com abordagens educativas, adesivagem de veículos e distribuição de material informativo. Durante a ação, agentes de mobilidade também vão doar sangue como forma de incentivar a população a participar da campanha, contribuindo para o reforço dos estoques do Hemocentro.

De acordo com o superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, Marcílio do HBE, a iniciativa intensifica o compromisso com a valorização da vida. “A doação de sangue é um gesto simples, mas essencial para salvar vidas, principalmente de pacientes que necessitam de atendimento de urgência e vítimas de sinistros de trânsito”, ressaltou.

A chefe da Divisão de Educação para o Trânsito da Semob-JP, Gilmara Branquinho, explicou que a campanha busca sensibilizar tanto os doadores frequentes quanto atrair novos voluntários. “A necessidade de reposição dos estoques de sangue é constante, por isso é fundamental ampliar o número de doadores e estimular essa corrente de solidariedade”, afirmou.

Maio Amarelo – Com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, o movimento Maio Amarelo 2026 reforça a importância da empatia, do respeito e da responsabilidade no trânsito, diante do cenário preocupante de sinistros viários, especialmente envolvendo motociclistas, que representam uma parcela crescente das vítimas.

Horários de atendimento – O Hemocentro da Paraíba está localizado na Avenida Pedro II, nº 1548, no bairro de Jaguaribe, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h.

Programação – Maio Amarelo 2026

26/05 – (Terça-feira)

8h30 e 13h30 –Teatro de bonecos – Escola Coruja (Manaíra)

15h – Faixa de Pedestres e Vagas Especiais – Supermercado Rede Compras (Aeroclube)

27/05 – (Quarta-feira)

8h –Vagas Especiais Atacadão (Geisel)

15h – Vagas Especiais – Assaí / Pão de Açúcar (Epitácio Pessoa)

28/05 – (Quinta-feira)

7h30 e 12h Campanha Doação de Sangue – (Hemocentro da Paraíba).

29/05 – (Sexta)

8h – Sinalizando sua Segurança (Cristo / Cruz das Armas)

15h – Ação Faixa de Pedestre (Mag Shopping).

Empreendedores da Capital se inscrevem no ‘Eu Posso’ para abertura ou reestruturação de negócios

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Proprietários de micro e pequenos negócios de João Pessoa deram início na manhã desta terça-feira (26) a busca de crédito junto a Prefeitura para investir no próprio negócio e encontraram, através do programa de microcrédito social ‘Eu Posso’, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), o parceiro para abrir ou reestruturar seus projetos tanto como Pessoa Física ou Pessoa Jurídica.

Para atender esta demanda, nesta terça (26) e quarta-feira (27), a Prefeitura está disponibilizadas 60 vagas – 30 em cada dia para pessoas físicas (crédito de até R$ 8 mil) e jurídicas (crédito de até R$ 15 mil). As inscrições para a concessão do benefício acontecem na Sedest, localizada na Rua Diogo Velho, 150, Centro, no horário das 8h às 17h.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de João Pessoa, Bruno Farias, o programa de microcrédito social é uma iniciativa que vai muito além do incentivo financeiro, representando oportunidade, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico para milhares de pessoas em João Pessoa.

“Nosso objetivo é apoiar quem deseja empreender, fortalecer pequenos negócios e estimular a geração de emprego e renda em nossa cidade. Muitas vezes, o empreendedor só precisa de uma oportunidade para tirar uma ideia do papel, investir no seu comércio ou ampliar aquilo que já começou com muito esforço e dedicação”, destacou.

Bruno Farias disse que o ‘Eu Posso’ proporciona acesso ao crédito de forma mais acessível, com acompanhamento e incentivo para que esses empreendedores possam crescer de maneira sustentável. “Esse programa movimenta a economia local, fortalece o comércio nos bairros e transforma vidas através do empreendedorismo. A Prefeitura de João Pessoa segue trabalhando para garantir mais oportunidades, desenvolvimento e dignidade para a população”, afirmou.

Primeiro dia – Lucas Silva, diretor do Programa de Microcrédito Eu Posso, revelou que no primeiro dia de inscrição, a procura está superando as expectativas e que, logo nas primeiras horas da manhã, 15 pessoas tinham se inscrito para as 30 vagas do dia. “O público responde bem a essa iniciativa da Prefeitura que garante um fôlego a mais para o seu negócio”, frisou.

Marcilene Silva, moradora do Valentina de Figueiredo, trabalha na área de embelezamento e foi uma das comerciantes do bairro que conseguiu garantir a inscrição no programa para aumentar o leque de ofertas aos clientes e fortalecer as vendas. Segundo ela, esta não é a primeira vez que recorre a linha de crédito disponibilizada pela Prefeitura.

“Sempre que possível, eu pego esse financiamento na categoria Pessoa Jurídica para investir no meu negócio. Os juros são mais baixos do que o de mercado e ainda posso pagar em 24 vezes, com carência de três meses para a primeira parcela. A Prefeitura está de parabéns por manter esse programa que agrega valores ao nosso comércio, nos dando oportunidade de comprar mais material e atender a demanda”, pontuou Marcilene Silva.

Jânio dos Santos, também morador do Valentina, foi outro que compareceu a sede da Sedest em busca da oportunidade para reforçar o estoque do seu ponto comercial, uma loja de utilidades (cama, mesa e banho), localizada no mesmo bairro onde reside. “Vim tentar o limite máximo para adquirir os produtos e dar uma renovada na oferta para os consumidores. Esse programa é maravilhoso, porque serve como um socorro aos pequenos comerciantes, criando oportunidade de investir em mercadoria e fazer crescer o comércio local”, acrescentou.

Fundação Campeões do Amanhã terá dois atletas disputando o Mundial de Jiu-jitsu, nos EUA

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A Fundação Campeões do Amanhã, da Prefeitura de João Pessoa, terá dois atletas participando do Campeonato Mundial de Jiu-jitsu, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Arthur Piloto e Rayra Mendes vão representar a instituição na competição, que começa nesta sexta-feira (29). Ambos têm 16 anos e disputarão a categoria juvenil II.

“É motivo de muito orgulho para a Fundação Campeões do Amanhã ter dois atletas representando João Pessoa e a Paraíba em uma competição tão importante como o Mundial de Jiu-jitsu. Isso mostra que o investimento no esporte de base está dando resultados e reforça nosso compromisso em apoiar jovens talentos para que possam competir em alto nível internacional”, destacou Kaio Márcio, presidente da Fundação Campeões do Amanhã.

A dupla embarca nesta terça-feira (26) do Aeroporto Castro Pinto, ao lado do técnico Valdenio Mendes e do pai de Arthur Piloto. O grupo fará uma conexão em São Paulo antes de seguir para o destino final: Los Angeles.

“É muito especial disputar esse Mundial com esses dois grandes atletas. Eles conquistaram tudo no kids e agora também vêm conquistando títulos no juvenil. Vamos representar João Pessoa, agora com o apoio da Fundação Campeões do Amanhã. O objetivo é fortalecer cada vez mais o jiu-jitsu paraibano”, comentou Valdenio Mendes.

Arthur Piloto vai em busca do quarto grande título da temporada 2026. Em janeiro, o lutador foi campeão europeu, em Portugal; em março, venceu o Pan-Americano, nos Estados Unidos; e, neste mês, conquistou o ouro no Campeonato Brasileiro, em São Paulo.

“Estou tentando trazer esse título para a Paraíba. Isso é muito difícil, mas vou lutar para conquistar esse objetivo. De todos os títulos que conquistei, por incrível que pareça, o Brasileiro foi o mais difícil. Os melhores atletas estão aqui. Mesmo quando lutamos fora do Brasil, geralmente encontramos brasileiros nas finais”, disse Arthur Piloto.

Já Rayra, que é oito vezes campeã brasileira, destacou a importância da preparação para chegar ao Mundial de Los Angeles. No ano passado, a atleta foi campeã da competição no absoluto, categoria que reúne competidores de todos os pesos no juvenil.

“Estou muito empolgada, porque é um campeonato que já conheço. É uma competição incrível e um sonho para todos os atletas. Estou muito feliz por poder disputar novamente. Treinamos muito e acredito que todo o meu histórico me faz chegar forte para essa competição. Fizemos uma preparação intensa, com musculação, treinos específicos de jiu-jitsu e fisioterapia para prevenir lesões, além da rotina de estudos. Ainda precisamos conciliar tudo isso”, finalizou Rayra Mendes.

Fundação Campeões do Amanhã – É uma iniciativa voltada para o desenvolvimento esportivo e social de crianças e adolescentes (geralmente entre 8 e 17 anos), oferecendo modalidades gratuitas como futebol, vôlei, basquete, jiu-jítsu, ginástica artística, triathlo, natação e tênis, atendendo mais de 2 mil alunos. “Estamos focados na iniciação esportiva e na busca por atletas que tragam bons resultados. Temos muito potencial na nossa terra”, finalizou Kaio Márcio.

Paraíba se torna o décimo maior mercado de consórcio de motos do país, afirma Abac

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Resultado acompanha expansão da frota de motocicletas no estado, que cresceu 15,6% em dois anos e chegou a 711 mil veículos

A Paraíba se tornou o décimo maior mercado de consórcios de motocicletas do país. Os dados acabam de ser disponibilizados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e apontam que, no ano passado, o estado vendeu 45.921 planos dessa modalidade e alcançou cerca de 99.600 participantes ativos. Os paraibanos também foram responsáveis pelo oitavo maior crescimento do Brasil no número de participantes ativos em consórcio de motos, com alta de 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço do consórcio acompanha o crescimento da frota de motocicletas no estado. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que a Paraíba alcançou mais de 711 mil motocicletas registradas em abril de 2026, um aumento de 15,6% em comparação com o mesmo período de dois anos atrás.

O crescimento da modalidade de consórcio demonstra que essa tem sido uma saída à qual a população recorre para vencer os obstáculos de mobilidade nas cidades e para buscar oportunidades de trabalho em aplicativos de entrega e transporte. O consórcio é visto por especialistas como uma alternativa vantajosa em comparação ao crédito tradicional.

“O consórcio de motocicletas tem sido procurado por consumidores que buscam adquirir o veículo de forma programada, com parcelas adequadas ao orçamento e sem recorrer ao financiamento tradicional”, afirma Gabriela Nóbrega, Analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste.

“Diferentemente do financiamento bancário, o consórcio não possui incidência de juros, apenas a cobrança de uma taxa de administração, o que garante previsibilidade ao longo do contrato”, acrescenta Nóbrega.

Com taxas menores, cooperativas ganham espaço

O Sicredi, sétima maior administradora de consórcios do Brasil, também verificou um crescimento na carteira de consórcios na Paraíba. Segundo dados internos da cooperativa, o volume financeiro da carteira de consórcios de motocicletas atingiu o valor recorde de R$ 8,6 milhões em abril de 2026, um crescimento de 2,73% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse aumento na Paraíba acompanha o desempenho da região Nordeste no segmento. Segundo a ABAC, praticamente metade das vendas de consórcio de motocicletas no Brasil em 2025 ocorreu nos estados nordestinos. A região concentrou 49% das cotas comercializadas no país.

De acordo com o Sicredi, além do aumento nas vendas, o número de participantes ativos reforça que esse negócio deve continuar em ascensão no mercado paraibano. Para a especialista, a oferta de condições diferenciadas aos associados, com redução nas taxas de administração, se torna mais um estímulo à contratação do consórcio.

“O consórcio está se difundido amplamente como uma alternativa viável para quem precisa adquirir uma motocicleta, e temos trabalhado para oferecer soluções que ampliem o acesso da população a esse modelo de aquisição mais adequado à realidade financeira dos associados”, conclui Gabriela Nóbrega.

Hospital Metropolitano renova autorização para transplantes cardíacos e retirada de órgãos por quatro anos

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O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) em Santa Rita, teve renovadas pelo Ministério da Saúde as autorizações para retirada de órgãos e tecidos, transplante de coração e transplante pediátrico tipo II. A medida foi formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.154, de 20 de maio de 2026, publicada nessa segunda-feira (25) no Diário Oficial da União, e assegura a continuidade dos procedimentos pelos próximos quatro anos.

A renovação também contempla a equipe especializada responsável pelos transplantes realizados na unidade. Com a autorização, o Hospital Metropolitano permanece integrado ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e à rede pública que atende pacientes adultos e pediátricos com indicação para transplante cardíaco na Paraíba. O grupo é formado por profissionais das áreas de cirurgia cardiovascular, cardiologia, cirurgia torácica e anestesiologia.

“Essa medida significa a renovação do nosso compromisso com a redução de filas de espera, com o fortalecimento da Política Nacional de Transplante e, mais do que tudo, é um reconhecimento pelo Ministério da Saúde da capacidade técnica, da infraestrutura e da consolidação do serviço, o único 100% SUS a realizar transplante cardíaco adulto e pediátrico no Estado”, afirmou Cícero Ludgero, diretor superintendente da PB Saúde.

A autorização para realizar transplantes depende do cumprimento de critérios técnicos, assistenciais e operacionais estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Sistema Nacional de Transplantes. A renovação permite que o Hospital Metropolitano continue realizando retirada de órgãos e tecidos, transplantes cardíacos em adultos e transplantes pediátricos tipo II.

O atendimento aos pacientes ocorre de forma regulada. Pessoas com indicação para transplante são encaminhadas para avaliação por equipe especializada e, quando atendem aos critérios clínicos, podem ser inscritas na lista de espera monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

De acordo com a diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, a realização de um transplante envolve uma rede preparada, composta por uma equipe multiprofissional que atua de forma integrada, garantindo assistência segura, humanizada e contínua em todas as etapas do cuidado.

“Este reconhecimento reafirma que a nossa unidade possui estrutura, organização, tecnologia e equipes capacitadas para continuar realizando procedimentos de extrema complexidade, como as captações de órgão e tecidos e os transplantes cardíacos. Temos hoje uma estrutura consolidada, com terapia intensiva especializada, centro cirúrgico moderno, suporte diagnóstico avançado e equipes treinadas para atuar desde a captação do órgão até o acompanhamento pós-transplante”, afirmou.

Para o diretor assistencial do Hospital Metropolitano, Rodolfo Almeida, a renovação da autorização para os transplantes cardíacos representa segurança e esperança para os pacientes cardíacos paraibanos. “Significa que continuaremos oferecendo, dentro do nosso próprio estado, procedimentos de alta complexidade que antes exigiam o deslocamento para outros centros do País. Isso reduz o tempo de espera, aproxima o paciente da sua família e amplia as chances de sucesso no tratamento.

O transplante de coração é indicado para pessoas com insuficiência cardíaca grave que não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis. Antes de serem incluídos na lista de espera, os pacientes precisam passar por avaliação em estabelecimento autorizado e por equipe médica especializada, seguindo os critérios do Sistema Nacional de Transplantes.

A realização do procedimento depende também da doação de órgãos. No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos após a morte somente ocorre com autorização da família. Por isso, conversar previamente sobre o desejo de ser doador é uma atitude importante para ampliar as possibilidades de salvar vidas.

Balanço – Desde 2022, o Hospital Metropolitano realizou 22 transplantes cardíacos. Somente em 2025, foram nove procedimentos, incluindo o primeiro transplante cardíaco pediátrico da história da Paraíba, realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em novembro daquele ano.

O transplante mais recente aconteceu na madrugada do domingo (24). Um jovem de 25 anos recebeu um novo coração no Hospital Metropolitano, no segundo transplante cardíaco realizado pela unidade em 2026.

“Para nós, que atuamos diretamente na assistência ao transplante cardíaco, a habilitação garante a continuidade de um serviço essencial e que salva vidas diariamente. Muitos pacientes com insuficiência cardíaca avançada encontram no transplante a única possibilidade de recuperação e retorno à vida junto às suas famílias”, destacou Tauanny Frazão, coordenadora do Ambulatório de Transplantes do Hospital Metropolitano.

Ela enfatizou, ainda, que a renovação fortalece toda a rede de doação e transplantes do estado, ampliando a confiança da população e assegurando que a Paraíba continue oferecendo um atendimento de alta complexidade com equipe especializada, estrutura adequada e assistência humanizada.

A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para realizar transplante cardíaco em adultos. O serviço conta com estrutura especializada e atuação articulada com a Central Estadual de Transplantes, o Corpo de Bombeiros e a rede hospitalar estadual, especialmente nas etapas de captação, transporte do órgão e realização da cirurgia.

Assistência especializada – Em setembro de 2019, o Hospital Metropolitano recebeu o certificado Amigo do Transplante, honraria concedida pela Central de Transplantes da Paraíba pelas ações desenvolvidas no incentivo à doação de órgãos. Em junho de 2020, a unidade foi credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar transplante cardíaco.

Após o credenciamento, foi implantado o Ambulatório de Transplante, destinado ao atendimento e acompanhamento de pacientes candidatos ao procedimento. Além da assistência a adultos, o Hospital Metropolitano tornou-se o quinto hospital público do País habilitado para realizar transplante de coração pediátrico.

O primeiro transplante cardíaco pediátrico da Paraíba foi realizado na unidade em 21 de novembro de 2025. O procedimento representou um avanço para a assistência de alta complexidade no estado, ao possibilitar que pacientes pediátricos tenham acesso ao tratamento pelo SUS na própria Paraíba.

Em Campina, Cícero e Diogo conhecem demandas da FAP e reforçam compromisso com a saúde

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Os pré-candidatos ao Governo do Estado e à vice-governadoria, Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima, visitaram, na tarde desta segunda-feira (25), o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande.

Ao lado do deputado federal Romero Rodrigues e do deputado estadual Tovar Correia Lima, Cícero e Diogo conheceram a estrutura do complexo, ouviram demandas para melhoria e ampliação do atendimento e firmaram compromisso com uma maior presença do Governo do Estado caso sejam eleitos no pleito de 2026.

“Esse é um equipamento filantrópico muito importante para a gestão em saúde que pretendemos fazer na Paraíba. Queremos dimensionar aquilo que o Estado pode aprender com eles e também ampliar a presença e o apoio ao serviço, que não é importante apenas para Campina Grande, mas para toda a Paraíba”, declarou Cícero.

O pré-candidato destacou parcerias semelhantes realizadas enquanto comandava a Prefeitura de João Pessoa.

“Firmamos parcerias importantes com dois equipamentos da área de oncologia: os hospitais Napoleão Laureano e São Vicente de Paula, que atendem não só as pessoas de João Pessoa, mas pacientes de todo o estado. Fizemos um investimento bastante elevado nessa área, com uma contratualização de cerca de R$ 130 milhões por ano”, ressaltou.

O Hospital da FAP tem 60 anos de atuação, atendendo casos nas áreas de oncologia, hemodiálise e cirurgia geral. De acordo com o presidente da Fundação, Derlópidas Neves, somente em 2025 já foram realizados 158 mil atendimentos, sendo 92% deles pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma satisfação muito grande receber a visita de Cícero e Diogo, ter essa conversa, mostrar nosso trabalho e fortalecer essa parceria, sempre em busca de oferecer ao nosso paciente o que há de melhor”, declarou o presidente.

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1

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Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27).

O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

Transição
O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1.

O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.

Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.”

Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”.

O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho existentes”, afirmou.

Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

– o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;

-a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas.

Em 14 meses:

– jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2.

Pejotização
Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, afirmou.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

Contratos com a administração pública
Nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que se encontrem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta emenda constitucional.”

A medida se aplica aos contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados desses contratos passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo final de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta emenda constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta emenda”, diz o texto.

Operação da PM resgata 16 aves silvestres e prende duas pessoas em cidade no Brejo Paraibano

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A Polícia Militar resgatou 16 aves silvestres mantidas em cativeiro ilegal, na segunda-feira (25), durante operação em Guarabira, no Brejo paraibano. O foco da ação foi o combate à caça ilegal e ao cativeiro irregular.

De acordo com o Batalhão Ambiental, uma espingarda, frequentemente utilizada para a caça de animais na região, foi apreendida. Dois homens foram conduzidos para delegacia de Polícia Civil.

Durante operação, foram lavrados autos de infração que somam 128 UFRPB, totalizando um valor aproximado de R$ 9 mil em penalidades financeiras.