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PMJP e Estado se unem para implantar BRS na Capital

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O prefeito Cícero Lucena participou, na manhã desta quinta-feira (7), de uma reunião técnica para a elaboração de Carta Consulta destinada a captação de recursos, inclusive por meio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), necessários à implantação de quatro corredores viários e terminais do sistema de Bus Rapid Service (BRS), em João Pessoa.

“Este é um projeto fundamental para a mobilidade de João Pessoa. E um compromisso nosso enquanto gestão: preparar a cidade para o futuro, cuidando agora para dotá-la de um sistema de transportes e trânsito moderno, eficiente, humano e sustentável”, destacou o prefeito. O encontro aconteceu na Secretaria de Planejamento Municipal (Seplan) e contou com a participação de representantes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) e do Governo do Estado.

O projeto, denominado “Rede Integrada de Corredores de Transporte Público do Município de João Pessoa”, prevê investimentos em infraestrutura nos maiores corredores de transportes da Capital, que são as avenidas Epitácio Pessoa, Cruz das Armas, Dom Pedro II e 2 de Fevereiro.

E, ainda, a construção de cinco terminais de integração: um Metropolitano, em área central da cidade, outro no Bessa, e os outros três para atender Cruz das Armas, região da Dom Pedro II e 2 de Fevereiro. A apresentação técnica do projeto foi feita, na reunião, por Adalberto Araújo e Sheila Freire, especialistas em trânsito e mobilidade.

O secretário de Planejamento da Capital, José William, destacou ao término do encontro tratar-se “da maior intervenção já planejada nas últimas décadas para o sistema viário, de transportes públicos e de mobilidade urbana e humana da cidade”.

Ele lembrou que a Prefeitura, por meio da Seplan e da Semob-JP, já vinha desenvolvendo os estudos e trabalhando no projeto da rede integrada de transportes, mas que agora, por meio da parceria técnica e administrativa com o Governo do Estado, as ações e providências para implantação ganham maior celeridade. “Tudo será mais rápido, inclusive a definição e divisão dos custos de implantação, que estamos prestes a concluir”, completou.

Pelo Governo do Estado, participaram da discussão do projeto a secretária Executiva de Infraestrutura e Meio Ambiente, Virgiane Melo Amaral, e Álvaro Paiva, representante da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplag). Pela AFD, Fernando Pacheco e Elisa Xavier, acompanhando online. E representando a I CARE, consultoria em sustentabilidade, o arquiteto Leonardo Werneck e a engenheira Lais Souza.

Também presentes à reunião o secretário executivo da Seplan, Airton Falcão, e o coordenador do Programa João Pessoa Sustentável, Antônio Elizeu. Ambos ressaltaram a dimensão do projeto e sua importância para a melhoria do trânsito e do sistema de transportes na Capital. “É um projeto que interage com toda a mobilidade de João Pessoa, que dará fluidez ao tráfego e beneficiará diretamente toda população usuária do transporte público”, comentou Antônio Elizeu.

Visitas e revisão – À tarde as equipes técnicas estiveram em visitas aos locais de implantação do BRS. E nesta sexta-feira (8), reúnem-se durante o período da manhã na Secretaria de Infraestrutura do Estado (sede do DER) para revisão da Carta Consulta, a ser assinada pelo governador João Azevedo e pelo prefeito Cícero Lucena.

Veneziano recebe diretores do Hospital do Amor e unidade a ser construída em Campina Grande

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O Vice-Presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu em Campina Grande nesta quinta-feira (07) a presença de dois diretores do Hospital do Amor, referência nacional na pesquisa, prevenção e tratamento do câncer. O objetivo foi o de definir uma área para a construção da unidade, que foi anunciada como uma conquista pelo senador no aniversário de 157 anos Campina, no ano passado.

Veneziano, Raphael Haikel, médico oncologista; e Estefano Benedetti, engenheiro civil visitaram áreas que foram apresentadas pelos empresários campinenses Arimatea e Renato Rocha, do Grupo Rocha, para identificar qual delas seria a mais adequada. A área escolhida, cuja doação foi confirmada pelo empresário, fica na Alça Sudoeste, e pela localização estratégica, atenderá as necessidades de pacientes de Campina Grande e região.

Para viabilizar a obra, Veneziano se comprometeu em destinar emendas parlamentares, além de conseguir recursos extra orçamentários, junto com o ex-presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que participou da reunião de hoje por vídeo-conferência e já havia se comprometido em atuar para concretizar a obra, durante inauguração da mais recente unidade do Hospital do Amor, na cidade de Imperatriz, no Maranhão, no ano passado, quando Veneziano confirmou a conquista para Campina Grande. Veja o vídeo acessando o link: https://youtu.be/sQwDQL1n0TI

Hospital de Amor – O Hospital de Amor é o nome atual do conhecido Hospital de Câncer de Barretos, líder do ranking da Scimago Institutions Rankings (SIR), entre todos os centros de saúde da América Latina, ocupando o segundo lugar entre as instituições que realizam pesquisas na área da saúde.

A instituição foi escolhida, em 2000, pelo Ministério da Saúde, como o melhor hospital público do país. Desde 2011 é considerada “instituição irmã” do MD Anderson Cancer Center, o maior centro de tratamento e pesquisa de câncer do mundo.

No ano de 2020, o HA realizou 1.047.440 atendimentos a 224.883 pacientes de 2.335 municípios de todos os estados do país – um recorde de cobertura. Foram realizadas 24.351 internações, 252.544 quimioterapias, 9.500 refeições servidas por dia, 100% de forma gratuita. A entidade reúne 380 médicos e 5.300 funcionários, em todas as suas unidades espalhadas pelo Brasil.

Assessoria de Imprensa

MPPB ajuíza ação contra ex-prefeitos de Patos para ressarcimento de danos ao erário; confira

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O Ministério Público da Paraíba ajuizou duas ações civil públicas contra, respectivamente, os ex-prefeitos de Patos Francisca Gomes Araújo Mota e Lenildo Dias de Morais para promover o ressarcimento dos danos provocados ao erário do Município decorrente dos encargos moratórios incidentes sobre parcelas de contribuições previdenciárias patronais que não foram pagas no vencimento legal. A ação foi ajuizada pelo 4º promotor de Justiça de Patos, Carlos Davi Lopes Correia Lima.

Conforme as ações, os ex-prefeitos não efetuaram o pagamento das parcelas da cota patronal referentes aos meses de agosto, setembro, outubro e novembro do ano de 2016 ao PatosPrev. Essa omissão no recolhimento da contribuição previdenciária gerou a incidência de juros e correção monetária, sendo o débito parcelado por meio da Lei Municipal 4.904/2017.

Na ação, o promotor destaca que, em Patos, cidade de médio porte, enfrenta-se a mesma realidade do resto do Brasil em relação à previdência. Relatório de auditoria direta elaborado

pela Subsecretaria dos Regimes Próprios de Previdência, órgão vinculado ao Ministério da Economia, aponta que sucessivas gestões deixaram de recolher as contribuições descontadas dos servidores e a cota patronal, provocando um desequilíbrio fiscal enorme. O relatório de auditoria SEI nº 142/2018, da Secretaria de Regimes Próprios, compreendeu o período de agosto de 2016 a junho de 2018, cujos prefeitos de Patos foram Francisca Gomes Araújo Mota, Lenildo Dias de Morais e Dinaldo Medeiros Wanderley Filho.

Primeira ação

Em relação a Francisca Gomes Araújo Mota, verifica-se que exerceu o cargo de prefeita até o dia 09 de setembro de 2016, quando foi afastada por decisão judicial. No período de análise do relatório, não realizou o recolhimento da contribuição previdenciária patronal competência referente ao mês de agosto de 2016, com vencimento no dia 05 de setembro de 2016.

O valor não recolhido no mês de setembro de 2016 foi de R$ 1.396.970,53. O MPPB utilizou o programa de cálculos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios para atualização monetária. Utilizando como parâmetros, a data inicial 05 de setembro de 2016 (vencimento da parcela de contribuição previdenciária patronal) e final a data de promulgação da Lei 4.904/2017, que parcelou o débito (30 de agosto de 2017), tem-se que o valor original foi acrescido de R$ 109.911,12, sendo esse o exato dano ao erário municipal.

Na ação, o promotor aponta que esse valor sairá dos cofres do Município para cobrir despesas previdenciárias extras, decorrentes da mora no adimplemento das prestações regulares, deixando de ser empregado em saúde, educação e infraestrutura, por exemplo.

A ação requer a condenação da ex-prefeita ao ressarcimento de R$ 109.911,12, referente ao dano provocado pela incidência de juros e correção monetária sobre o valor da contribuição previdenciária patronal.

Segunda ação

Já Lenildo Dias de Morais exerceu o cargo de prefeito até o dia 31 de dezembro de 2016, sucedendo Francisca Gomes Araújo Mota após decisão judicial de afastamento. Durante o mandato, não realizou o recolhimento das parcelas de contribuições previdenciárias referentes aos meses de setembro, outubro e novembro de 2016, cujos vencimentos foram, respectivamente, nos dias 05 de outubro de 2016, 05 de novembro de 2016 e 05 de dezembro de 2016.

Os valores não recolhidos foram de R$ 1.408.485,86 (referente a setembro), R$ 1.400.419,87 (outubro) e R$ 1.396.210,53 (novembro). Utilizando o programa do TJDFT, chegou-se ao valor de R$ 278.438,32 referentes a  juros e correção monetária, o que representa o valor exato do dano ao erário municipal. A ação requer que Lenildo Dias seja condenado ao ressarcimento de R$ 278.438,32.

Em relação a Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, já foi ajuizada a ação de improbidade administrativa 0801453-10.2018.8.15.025, versando sobre os débitos por ausência de recolhimento das contribuições previdenciárias no período apurado no relatório de auditoria da Secretaria dos Regimes Próprios de Previdência.

Cícero Lucena se coloca como ‘interlocutor’ para trazer Efraim de volta à base governista; assista

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O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, em entrevista nesta quinta-feira (7), se colocou à disposição para ser uma espécie de ‘interlocutor’ para trazer de volta à base governista, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Efraim Filho.

Cícero fez questão em destacar que se tiver esse ‘movimento’ e Efraim desejar, ele estará à disposição de sentar e conversar.

O prefeito da Capital também frisou acreditar que seu partido, o Progressistas, só quer formar uma chapa forte e unida para a vitória de João Azevêdo.

Abaixo a fala do prefeito Cícero Lucena, registrada pela equipe do Portal PautaPB.

 

ASSISTA: Cícero anuncia pacote de obras em mais de R$ 50 milhões para a Saúde

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O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, anunciou um pacote de obras e investimentos para a Saúde. Serão cerca de R$ 50 milhões para a construção de duas novas UPAs e 12 novas UBSs; assim como a reforma e ampliação das demais.

O prefeito também anunciou aumento salarial para médicos e profissionais da saúde.

Abaixo o prefeito Cícero Lucena fala sobre esses investimentos.

Mulheres são presas suspeitas de adulterarem preço de carnes e outros produtos em supermercado

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A Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), prendeu, na tarde desta quarta-feira, 06, três mulheres em supermercado de João Pessoa por estarem adulterando os preços de carnes e outros produtos na hora de passarem o código de barras no caixa. O crime, considerado furto, contava com a participação de uma funcionária da loja.

A identificação das suspeitas será preservada pela Polícia Civil em cumprimento à Lei de Abuso de Autoridade.

Segundo a delegada Emília Ferraz, as investigações revelaram que os furtos contavam com a participação de uma funcionária do mercado que passava carnes e produtos de valores elevados com código de registro divergentes, causando assim um alto prejuízo ao estabelecimento comercial. “Estima-se um prejuízo superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) segundo apurado até o presente momento”, revelou.

Ainda segundo a delegada Emília Ferraz, as ações aparentemente se iniciaram no mês de junho, quando começaram a ser observadas as diferenças no faturamento dos produtos. “A Polícia Civil continuará a investigação e já identificou a participação de outras pessoas no referido esquema”, concluiu.

Polícia Civil da Paraíba

Justiça determina que Sérgio Cabral e esposa restituam cofres públicos

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A Justiça do Rio fixou em R$ 10 milhões a quantia que o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo terão de pagar a título de reparação dos prejuízos causados aos cofres públicos no período que vai de 19 de agosto de 2008 a 3 de abril de 2014. O valor ainda sofrerá atualização monetária e juros de mora de um por cento ao mês contados desde abril de 2014. A decisão é da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

Os dois foram condenados no ano passado pelo crime de peculato pelo uso particular de helicópteros do governo do Estado para transporte de familiares, funcionários, políticos e amigos. Em primeira instância, a condenação previa a devolução superior a R$ 19 milhões.

As defesas de Cabral e Adriana recorreram da decisão e a 8ª Câmara Criminal acolheu parcialmente os pedidos. De acordo com a relatora do processo, desembargadora Suely Lopes Magalhães, a autoria e a materialidade do delito de peculato imputado aos réus foram demonstradas tanto pela farta documentação do processo quanto pelos depoimentos colhidos no inquérito e em juízo.

A desembargadora Suely Magalhães escreveu na decisão que “observados os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, fixa-se a importância de R$ 10 milhões, a título de valor mínimo para reparação dos danos causados pelos réus aos cofres públicos, com atualização monetária e juros de mora de 1% ao mês contados desde o evento danoso, na forma do art. 398 do Código Civil e da Súmula STJ 54, dado que a obrigação ora estabelecida decorre de ato ilícito, sendo certo, ainda, que como a sentença está a tratar de continuidade delitiva, onde há vários delitos ligados uns aos outros devido a condições semelhantes de tempo, lugar, modo de execução e outras, de forma que os subsequentes devam ser tidos como continuação do primeiro, a data inicial de incidência dos juros será a de 3 abril de 2014”.

O que diz a defesa

A advogada Patricia Proetti, que defende o ex-governador Sérgio Cabral, disse, em nota, que “o acórdão que manteve a condenação criminal contra o ex-governador é descabido e totalmente ilegal. Vale lembrar que o ex-governador respondeu, na 8ª Vara de Fazenda Pública, a uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato e que foi julgada improcedente em um processo que já transitou em julgado. Naquela oportunidade, a magistrada entendeu que não havia ato de improbidade tampouco dano ao erário. Isso porque concluiu-se que os voos eram regulares, os informes gerados pelo setor de inteligência determinavam que o transporte aéreo em equipamentos do estado era mais seguro e bem mais econômico para os cofres públicos uma vez que os voos foram executados no pleno exercício das prerrogativas da chefia do executivo estadual”.

Pré-candidata Fernanda Albuquerque viraliza com vídeo em rede social

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A pré-candidata a deputada federal pelo União Brasil, Fernanda Albuquerque, viralizou neste início de semana com uma postagem na plataforma de redes sociais TikTok. O vídeo, com duração de 26 segundos, alcançou mais de 17 mil curtidas, e 195 mil visualizações já nos seus primeiros 2 dias de visualização.

Na postagem, a psicóloga fala sobre as dificuldades que as pessoas passam e que só elas sabem, estimulando a reflexão sobre tudo que é feito diariamente por cada um sem que ninguém saiba o que esta pessoa está enfrentando no seu íntimo, nem das vezes que alcançou seus limites. A mensagem reforça que, por isso mesmo, deve-se valorizar quem nos ouve e os pequenos gestos de atenção e elogio e, acima de tudo, quem te trata com atenção.

“Ninguém sabe o que você está enfrentando no seu íntimo, por isto, valorize gestos de atenção!”, escreveu em sua postagem. O TIkTok é uma rede social conhecida pelo grande volume de criação e compartilhamento de vídeos curtos, geralmente de dancinhas, com grande alcance no público jovem. Repercutir com mensagens de inspiração e autoajuda é mais um ponto positivo para Fernandinha.

Fome atingiu 828 milhões de pessoas em 2021, mostra relatório da ONU

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O total de pessoas afetadas pela fome em todo o mundo aumentou em 150 milhões desde o início da pandemia do novo coronavírus, alcançando 828 milhões, em 2021.

É o que revela o relatório O Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, lançado hoje (6) por cinco agências da Organização das Nações Unidas (ONU): Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na avaliação dos chefes das cinco agências da ONU, o relatório destaca a intensificação dos principais fatores de insegurança alimentar e má nutrição que são “conflitos, choques climáticos e choques econômicos, combinados com as crescentes desigualdades”. Eles ratificaram que devem ser tomadas medidas mais ousadas para construir resiliência contra choques futuros.

O documento sinaliza que o mundo está se afastando ainda mais da meta de acabar com a fome, a insegurança alimentar e a má nutrição em todas as suas formas até 2030. Depois de permanecer relativamente inalterada desde 2015, a proporção de pessoas afetadas pela fome, que era da ordem de 8% em 2019, cresceu para 9,3% em 2020 e continuou a subir em 2021, chegando a 9,8% da população mundial.

Outro dado preocupante é que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo (29,3% do total) enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa no ano passado, o que corresponde a 350 milhões a mais em comparação com o período pré-pandemia. Cerca de 924 milhões de pessoas (11,7% da população global) enfrentaram a insegurança alimentar em níveis severos, alta de 207 milhões de pessoas em dois anos.

Mulheres e crianças

A insegurança alimentar continuou a aumentar em 2021, na questão por gênero. Cerca de 32% das mulheres no mundo enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa, ante 27,6% dos homens. A diferença foi de mais de quatro pontos percentuais, em comparação aos três pontos percentuais observados em 2020.

Segundo o relatório, em torno de 45 milhões de crianças menores de cinco anos sofriam de baixo peso para a estatura (wasting), que é a forma mais mortal de má nutrição, o que aumenta o risco de morte das crianças em até 12 vezes. Além disso, 149 milhões de crianças menores de cinco anos tiveram crescimento e desenvolvimento atrofiados (stunting) devido à falta crônica de nutrientes essenciais em suas dietas. Por outro lado, 39 milhões estavam acima do peso.

Um dado positivo informado pelo relatório é que, no relativo ao aleitamento materno exclusivo, estão ocorrendo progressos. Quase 44% dos bebês com menos de seis meses de idade foram amamentados exclusivamente em todo o mundo, em 2020. Mas o número ainda está abaixo da meta de 50%, prevista até 2030. Outra grande preocupação é que duas em cada três crianças não recebem a dieta mínima diversificada de que precisam para crescer e desenvolver seu potencial máximo, indica a publicação.

No sentido negativo, aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas não conseguiram pagar por uma alimentação saudável em 2020, com expansão de 112 milhões em relação ao ano anterior, reflexo dos efeitos da inflação nos preços dos alimentos ao consumidor, em decorrência dos impactos econômicos da pandemia de covid-19 e das medidas postas em prática para contê-la.

“A escala sem precedentes da crise da má nutrição exige uma resposta sem precedentes”, salientou a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell. Afirmou que os esforços de todos devem ser redobrados, para garantir que as crianças mais vulneráveis tenham acesso a dietas nutritivas, seguras e acessíveis, e serviços para a prevenção precoce, detecção e tratamento da má nutrição. “Com a vida e o futuro de tantas crianças em jogo, este é o momento de intensificar nossa ambição pela nutrição infantil. Não temos tempo a perder”, indicou.

Guerra

Os representantes das cinco agências da ONU observaram que, neste momento, em que o relatório está sendo publicado, há uma guerra em curso na Ucrânia, envolvendo dois dos maiores produtores globais de cereais básicos, oleaginosas e fertilizantes. O conflito está interrompendo as cadeias de suprimentos internacionais e elevando os preços de grãos, fertilizantes, energia, bem como alimentos terapêuticos prontos para uso por crianças com má nutrição grave.

As cadeias de suprimentos já estão sendo afetadas negativamente por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, em especial em países de baixa renda, com implicações severas para a segurança alimentar e nutrição globais, destacaram as agências.

O relatório aponta que o apoio mundial ao setor alimentício e agrícola totalizou quase US$ 630 bilhões por ano, entre 2013 e 2018. A maior parte dos recursos é destinada aos agricultores individuais, por meio de políticas comerciais e de mercado e subsídios fiscais. De acordo com o estudo, entretanto, este apoio é distorcido pelo mercado, bem como não está atingindo muitos agricultores, o que prejudica o meio ambiente e não promove a produção de alimentos nutritivos que compõem uma alimentação saudável.

Isso acontece, em parte, porque os subsídios visam, muitas vezes, a produção de alimentos básicos, laticínios e outros alimentos de origem animal, especialmente em países de alta e média renda, enquanto frutas, legumes e verduras são menos apoiados, particularmente em países de baixa renda.

As agências da ONU que assinam o relatório consideram que, com as ameaças de uma recessão global iminente e suas implicações sobre as receitas e despesas públicas, uma forma de apoiar a recuperação econômica seria através da redefinição do apoio alimentar e agrícola para alimentos nutritivos direcionados onde o consumo per capita, isto é, por indivíduo, não corresponde ainda aos níveis recomendados para dietas saudáveis.

Cabe aos governos repensarem a destinação dos recursos usados para incentivar a produção, o fornecimento e o consumo de alimentos nutritivos, de modo a tornar as alimentações saudáveis mais baratas, mais acessíveis e equitativas para todas as pessoas. O documento recomenda que os governos poderiam reduzir as barreiras comerciais para alimentos nutritivos, como frutas, legumes, verduras e leguminosas.

Para o diretor-geral da FAO, QU Dongyu, “os países de baixa renda, onde a agricultura é fundamental para a economia, os empregos e os meios de subsistência rurais, têm poucos recursos públicos para reaproveitar. A FAO está comprometida em continuar trabalhando em conjunto com esses países para explorar oportunidades para aumentar a prestação de serviços públicos para todos os atores em todos os sistemas agroalimentares”.

Futuro

O cenário projetado para 2030 não é otimista, de acordo com o relatório. As projeções são que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda enfrentarão a fome em 2030, “mesmo que uma recuperação econômica global seja levada em consideração”. O número é semelhante ao de 2015, quando o objetivo de acabar com a fome, a insegurança alimentar e a má nutrição até o final desta década foi lançado sob a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O presidente do FIDA, Gilbert F. Houngbo, considerou os números deprimentes para a humanidade. “Continuamos nos afastando da nossa meta de acabar com a fome até 2030. Os efeitos da crise alimentar global provavelmente piorarão o resultado novamente no próximo ano. Precisamos de uma abordagem mais intensa para acabar com a fome e o FIDA está pronto para fazer sua parte, aumentando suas operações e impacto. Estamos ansiosos para ter o apoio de todas as pessoas”, afirmou.

Na avaliação do diretor executivo do WFP, David Beasley, existe um perigo real que os números subam ainda mais nos próximos meses. Ele estimou que os aumentos globais de preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes que resultam da crise na Ucrânia ameaçam empurrar os países ao redor do mundo para a fome. “O resultado será a desestabilização global, a fome e a migração em massa em uma escala sem precedentes. Temos que agir hoje para evitar essa catástrofe iminente”, defendeu.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou que, anualmente, 11 milhões de pessoas morrem devido à alimentação não saudável e que o aumento dos preços dos alimentos aponta para a piora desse cenário. “A OMS apoia os esforços dos países para melhorar os sistemas alimentares, tributando alimentos não saudáveis e subsidiando opções saudáveis, protegendo as crianças contra o ‘marketing’ prejudicial e garantindo rótulos nutricionais claros. Devemos trabalhar juntos para alcançar as metas globais de nutrição de 2030, combater a fome e a má nutrição, para garantir que os alimentos sejam uma fonte de saúde para todas as pessoas”, destacou o diretor-geral da OMS.

Brasil

Em relação ao Brasil, o documento indica que a prevalência de insegurança alimentar grave subiu de 3,9 milhões, ou o equivalente a 1,9% da população, entre 2014 e 2016, para 15,4 milhões (7,3%), entre 2019 e 2021. A prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave em relação à população total aumentou de 37,5 milhões de pessoas (18,3%), entre 2014 e 2016, para 61,3 milhões de pessoas (28,9%), entre 2019 e 2021.

Brasil tem 106 casos de varíola dos macacos confirmados

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O Brasil tem 106 casos confirmados de varíola dos macacos (Monkeypox), segundo levantamento do Ministério da Saúde. A maioria (75) foi registrada em São Paulo. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 20 casos. 

Em Minas Gerais, foram três casos da doença. No Ceará, no Paraná e no Rio de Grande do Sul foram dois registros em cada estado. Há também confirmação de infecção pelo vírus no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, com um caso cada.

O órgão destacou que segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes. Isso é feito por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).

O vírus

A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais branda do que a varíola smallpox, que foi erradicada na década de 1980.

Trata-se de uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.