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Prefeitura paraibana tem contas rejeitadas pelo TCE; veja o motivo

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As contas anuais do município de Riacho dos Cavalos, referentes ao exercício de 2023, foram rejeitadas pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado, em sessão ordinária, nesta quarta-feira (03). O gestor deixou de recolher as contribuições previdenciárias e não cumpriu o índice mínimo para gastos com educação, que deveria ser de 25%, conforme o voto do relator, conselheiro Nominando Diniz Filho. Na sessão ainda foram aprovadas as contas municipais de Santa Helena (2023), e da Agência de Gestão das Águas do Estado, relativas a 2024.

Ao proferir o voto, na análise das contas de Riacho dos Cavalos (proc. nº 02661/24), o conselheiro relator seguiu o entendimento da Auditoria e o parecer ministerial, apontando que o gestor deixou de recolher ao regime geral de Previdência, a título de obrigações patronais, o montante de R$ 2.580.092,17, tendo recolhido apenas 33% do valor estimado. Quanto ao limite a ser gasto em educação, a prefeitura atingiu o percentual de R$ 22,84%, deixando de cumprir essa determinação constitucional. Cabe recurso.

Recursos – Provido, à maioria, foi o recurso interposto pela ex-secretária de Estado da Saúde Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, contra decisão do Pleno, consubstanciada no Acórdão APL-TC-00131/25, emitido quando do julgamento das contas anuais, relativas ao exercício de 2018, conforme o voto da relatora, conselheira Alanna Camilla Santos Galdino Vieira, que julgou pela regularidade das contas com ressalvas e afastamento do débito imputado.

Pelo provimento também foi a decisão do TCE, ao acatar o recurso interposto pela gestora do município de Uiraúna, Maria Sulene Dantas Sarmento, em relação à reprovação das contas de 2022. O Pleno decidiu prover o recurso e julgar as contas regulares, tendo em vista os argumentos da defesa, quanto ao índice mínimo de 25% dos gastos em educação. O relator da matéria foi o conselheiro Antônio Gomes Vieira Filho.

Voto de Pesar – O Pleno do Tribunal de Contas do Estado aprovou, à unanimidade, “Voto de Pesar” em face do falecimento da professora Sônia Gabínio, ocorrido na última segunda-feira (01). A propositura foi apresentada pelo conselheiro André Carlo Torres, que na oportunidade manifestou as condolências do TCE, “pedindo ao Céu que lhes faça sentir aquela paz que o Autor da vida pode conceder aos corações enlutados”, disse.

Composição – O Tribunal de Contas realizou sua 2522ª sessão ordinária remota e presencial, sob a presidência do conselheiro André Carlo Torres Pontes, em virtude de viagem institucional do presidente, Fábio Nogueira. Na composição do quórum estiveram presentes os conselheiros Nominando Diniz Filho, Antônio Gomes Vieira Filho e Alanna Camilla Santos Galdino Vieira. Também o conselheiro substituto Marcus Vinícius Carvalho Farias. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Elvira Samara Pereira de Oliveira.

Saiba onde encontrar o menor preço gasolina, segundo pesquisa do Procon-JP

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O menor preço da gasolina comum caiu R$ 0,02 na Capital em relação à semana anterior, segundo pesquisa para combustíveis realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), com o produto praticado entre R$ 5,76 (Elesbão – Água Fria), com o maior se mantendo em R$ 5,97 (Opção – Brisamar), para pagamento à vista. O levantamento mostra que 108 postos mantiveram o mesmo valor nas bombas.

Para pagamento no cartão, os preços da gasolina comum estão sendo comercializados entre R$ 5,87 (Expressão Tambaú) e R$ 6,09 (16 postos). Essa pesquisa foi realizada nesta terça-feira, 2 de dezembro. Já o último levantamento do Procon-JP para combustíveis foi realizado nesta terça-feira (25). Clique aqui e confira a tabela comparativa de preços.

A pesquisa registra, ainda, que a gasolina aditivada está com os mesmos preços da última semana, oscilando entre R$ 5,87 (Expressão Beira Rio e Expressão – Torre) e R$ 6,37 (Maxi – Oitizeiro). No cartão, estão entre R$ 5,88 (Expressão – Tambaú) e R$ 6,29 (quatro postos).

Álcool – O álcool também manteve os mesmos preços do levantamento passado: R$ 4,09 (Ferrari – Centro) e R$ 4,47 (Almeida – Brisamar). No cartão, o preço está entre R$ 4,19 (Expressão – Tambaú) e R$ 4,47 (Opção – Distrito Industrial).

S10 – Outro combustível que manteve os mesmos valores foi o diesel S10, que oscila entre R$ 5,49 (N. S. de Fátima – Bairro dos Estados, Frei Damião – Ipês e Luiz XV – Centro) em relação à última pesquisa e R$ 6,59 (Select – Tambaú), para pagamento à vista. A diferença no preço do produto está em R$ 1,10.

Diesel comum – O diesel comum também traz os mesmos preços para pagamento à vista da pesquisa anterior: R$ 5,49 (Independência – Tambiá e Frei Damião – Ipês) e R$ 5,89 (Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial).

GNV – A pesquisa do Procon-JP encontrou mais um tipo de combustível praticando os mesmos preços da semana passada: o Gás Natural Veicular (GNV), que oscila entre R$ 4,85 (Frei Damião e São Luiz IX – Ipês e Estrela – Geisel) e R$ 4,86 (10 postos). O pagamento no cartão tem o preço único de R$ 4,86.

De autoria de Fábio Lopes, Lei Michelle Bolsonaro é sancionada em João Pessoa

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A Prefeitura de João Pessoa sancionou a Lei nº 15.710/2025, que cria a Semana Municipal de Conscientização sobre Doenças Raras – Michelle Bolsonaro. A iniciativa, proposta pelo vereador Fábio Lopes (PL), coloca a capital paraibana em posição de destaque nacional ao aprovar a primeira lei do país que leva o nome “Bolsonaro” em seu texto oficial – um marco político e social que já repercute em portais e blogs especializados.

Marco histórico para João Pessoa e referência nacional em doenças raras

A nova legislação, publicada em 27 de novembro de 2025, reforça o compromisso da capital com a saúde pública, a inclusão social e o apoio às famílias afetadas por doenças raras. Segundo o autor da proposta, vereador Fábio Lopes, a lei representa um avanço importante para quem convive com essas condições, ampliando a visibilidade e estimulando políticas de diagnóstico e tratamento.

A homenagem à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é vista como um reconhecimento direto à sua atuação em defesa das pessoas com deficiência e com doenças raras. Suas ações no programa Pátria Voluntária e sua participação em eventos nacionais voltados ao tema consolidaram seu nome como referência na luta pelos direitos dos mais vulneráveis. Em 2022, Michelle esteve presente na inauguração do Centro de Referência em Doenças Raras de João Pessoa, reforçando sua relação com a capital paraibana.

Com a sanção, João Pessoa se torna a primeira cidade do Brasil a associar o nome Michelle Bolsonaro a uma legislação municipal voltada ao tema, ganhando relevo político e simbólico no cenário nacional.

O que diz a Lei Michelle Bolsonaro

A Semana Municipal de Conscientização sobre Doenças Raras passa a ser celebrada todos os anos na semana do dia 25 de julho. O objetivo é envolver toda a sociedade em ações de educação e sensibilização sobre condições que atingem milhares de famílias brasileiras.

De acordo com a lei, a semana tem como metas principais:

  • Conscientizar a população sobre sintomas, desafios e impactos das doenças raras;

  • Estimular o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado;

  • Promover ações intersetoriais envolvendo saúde, educação e assistência social;

  • Valorizar famílias e cuidadores que enfrentam a rotina de cuidados contínuos.

A programação oficial poderá incluir palestras, campanhas educativas, seminários, atividades escolares, ações sociais, feiras de saúde e parcerias com instituições e grupos de apoio de João Pessoa.

Fábio Lopes reforça protagonismo político e compromisso social

Com a aprovação da Lei Michelle Bolsonaro, o vereador Fábio Lopes consolida sua posição como uma das vozes mais influentes da direita na Paraíba. Próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à família, o parlamentar tem direcionado sua atuação para temas sociais e para a defesa de pautas relacionadas à saúde pública.

A nova lei deve marcar sua gestão na Câmara Municipal como um legado de inclusão, responsabilidade social e inovação legislativa, ampliando a relevância de João Pessoa no debate nacional sobre doenças raras.

João Pessoa como exemplo de política pública inclusiva

Ao instituir a Semana Municipal de Conscientização sobre Doenças Raras, João Pessoa demonstra que políticas públicas podem ser instrumentos eficazes de transformação e acolhimento. A sanção da Lei Michelle Bolsonaro inaugura uma nova fase no compromisso da cidade com a visibilidade e o cuidado de pessoas afetadas por doenças raras — e cria um precedente histórico no país.

A capital paraibana, mais uma vez, se coloca na vanguarda ao unir saúde, inclusão e representatividade em uma ação que deve inspirar outras cidades brasileiras.

Paraíba marca presença no Visit Travel Show 2025 e amplia articulação com o trade turístico nacional e internacional

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A Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba (Setde) e a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) participam, nos dias 02 e 03 de dezembro, da 7ª edição do Visit Travel Show, que acontece em Porto de Galinhas (PE) e reúne mais de mil profissionais do setor turístico, entre operadoras, agentes de viagens, representantes de destinos e fornecedores de serviços. Representando o Governo da Paraíba, a secretária Rosália Lucas e o presidente da PBTur, Ferdinando Lucena, participam do evento, reconhecido como uma das principais plataformas de negócios, integração regional e promoção de destinos do Nordeste. O estado conta com um estande próprio, onde estão sendo distribuídos materiais promocionais do Destino Paraíba, reforçando a divulgação dos atrativos turísticos. Também integram a delegação paraibana empresas e empreendedores do setor, como a Luck Receptivo Paraíba e empresários vinculados à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PB), fortalecendo ainda mais a representação do estado junto ao trade nacional.

A presença da Paraíba no evento ocorre em um momento de resultados positivos para o setor. Em 2024, o turismo paraibano manteve ritmo de crescimento e alcançou a terceira alta consecutiva no fluxo de visitantes. O estado foi o destino principal de 339 mil viagens nacionais ao longo do ano, resultado 7,3% superior ao de 2023, quando foram registradas 316 mil. Essa evolução se reflete também na movimentação financeira: as viagens com destino à Paraíba movimentaram R$ 369,5 milhões em 2024, valor 19,5% superior ao do ano anterior. Já em 2025, o setor de turismo na Paraíba também apresenta bom desempenho. Apenas em julho deste ano, o crescimento foi de 2,8%, alcançando R$ 86,3 milhões em faturamento, em comparação com o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o aumento chegou a 5,2%.

Nesse cenário de expansão, a delegação paraibana apresenta no Visit Travel Show os principais atrativos do estado, do litoral ao sertão, com experiências culturais e gastronômicas que vêm impulsionando a chegada de visitantes. Nas capacitações realizadas, a Paraíba recebeu um público numeroso, composto por agências nacionais e internacionais, que buscavam cada vez mais informações sobre o destino que é um dos mais procurados no Brasil e no mundo.

Antes da abertura oficial do Visit Travel Show, a Setde e a PBTur promoveram um pré-evento estratégico: um famtour exclusivo com agentes de viagens da operadora argentina Journeys Travel. A iniciativa teve como objetivo apresentar, de forma vivencial, a infraestrutura turística, os principais atrativos e as experiências autênticas que o estado oferece aos visitantes, fortalecendo a presença da Paraíba no mercado internacional. Após o evento, outro famtour será realizado, desta vez com a Infinitas Travel, que é uma empresa de turismo especializada no mercado latino-americano, com mais de 25 anos de experiência, reforçando o trabalho intensivo voltado ao público que busca resorts, conforto e vivências culturais genuínas. Trata-se de uma ação integrada que amplia o conhecimento sobre o Destino Paraíba e potencializa sua competitividade junto a mercados estratégicos.

Com uma proposta ampliada em 2025, o Visit Travel Show reforça o papel do Nordeste como uma das regiões mais competitivas do país em produtos turísticos. Rodadas de negócios, capacitações e painéis aproximam destinos, empresas e entidades do setor, favorecendo acordos de comercialização e ações integradas de promoção. Para a Paraíba, o evento é visto como uma oportunidade de consolidar parcerias e inserir o estado em novas rotas turísticas, especialmente junto a operadoras nacionais que trabalham pacotes para o Nordeste.

A secretária Rosália Lucas destacou a importância da presença da Paraíba no encontro. “A participação da Paraíba no Visit Travel Show reafirma o compromisso do governo João Azevêdo e Lucas Ribeiro com o desenvolvimento turístico e econômico do estado. Queremos mostrar nossos diferenciais, criar novas parcerias e fortalecer o turismo como motor de geração de emprego e renda para nossa gente.”

O presidente Ferdinando Lucena reforça o papel da presença ativa do estado no fortalecimento da promoção turística: “Estar aqui, dialogando diretamente com o trade nacional e apresentando o potencial do Destino Paraíba, é fundamental para ampliar nossa competitividade. O estande tem recebido um excelente fluxo, e isso mostra o interesse crescente dos agentes e operadores em incluir nosso estado em suas ofertas.”

Crescimento da malha aérea reforça conectividade e atratividade

Além de consolidar sua presença em feiras e eventos de turismo, a Paraíba chega ao final de 2025 com forte expansão em sua conectividade aérea. A Azul programou 230 voos extras para a capital no verão 2025/2026, entre 13 de dezembro e 1º de fevereiro, incluindo novas rotas diretas e reforço de trechos estratégicos, o que amplia significativamente o acesso ao estado. A LATAM Airlines Brasil, por sua vez, anunciou mais de 5,5 mil assentos extras entre São Paulo (Congonhas) e a capital paraibana para o verão 2026, com voos adicionais aos fins de semana. E a GOL Linhas Aéreas também ampliou sua operação para a Paraíba, com novos voos entre São Paulo e João Pessoa, reforçando a conectividade e oferecendo mais opções de viagem para turistas interessados em visitar o estado.

Esse incremento na malha aérea representa uma importante estratégia de promoção do destino, facilitando o acesso de turistas de diferentes regiões do país, fortalecendo o turismo e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da Paraíba.

Contribuinte tem até o dia 10 para aproveitar descontos do Refis

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O contribuinte de João Pessoa em débito com a Prefeitura Municipal tem até a próxima quarta-feira (10) para quitar suas dívidas no Programa de Regularização Fiscal e garantir os descontos que podem chegar a 100% nas multas e 80% nos juros. O atendimento presencial segue no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, e online, no Portal do Contribuinte, onde é concedido um desconto a mais de 5% nas multas, totalizando 85%.

O acesso para as negociações virtuais pode ser feito pelo próprio celular ou computador. No portal, o cidadão tem acesso facilitado e poderá consultar os débitos, simular as opções de pagamento à vista ou parcelada e emitir as guias, ganhando em comodidade e praticidade nas negociações. O processo pode ser realizado com número de CPF para pessoa física, CNPJ para pessoa jurídica, ou com número de inscrição do imóvel. E para quem enfrenta muita correria no dia a dia, o portal está disponível para negociações 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana no endereço https://receita.joaopessoa.pb.gov.br/portal-web/paginas/inicial/.

No Refis o contribuinte pode negociar dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano, Taxa de Coleta de Resíduos (TCR), Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) de anos anteriores, além de multas do Procon-JP, de construção e do meio ambiente. Guias lançadas e já vencidas do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também terão descontos nos valores cobrados de juros e multas, se negociados durante o Refis.

Para pagamentos à vista, o Refis concede redução de 100% nos juros cobrados sobre a dívida e de 80% nas multas. Na negociação pelo portal, o desconto na multa é automático de 85%. Nos pagamentos parcelados em até 6 vezes a redução é de 50% nas multas e juros. Nos pagamentos parcelados de 7 vezes a 10 vezes, a redução é de 40% nos juros e multas; e se o pagamento for de 11 vezes a 15 vezes, a redução é de 30% nos juros e multas. Os pagamentos podem ser feitos via Pix, mas em caso de pagamento em espécie, apenas nas agências do Banco do Brasil.

Procon-JP volta a interditar bombas de posto no Bairro das Indústrias por revender gasolina adulterada

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O Procon-JP interditou temporariamente as bombas de um posto que estava revendendo gasolina adulterada no Bairro das Indústrias, na tarde da terça-feira (2). O equipamento que libera a gasolina para reabastecimento ao consumidor só voltará a funcionar após a inspeção e liberação dos órgãos competentes que atestam a qualidade do produto. O estabelecimento foi autuado.

De acordo com o secretário Junior Pires, o Procon-JP seguiu mais uma denúncia de um consumidor e constatou que a gasolina estava mesmo com o percentual de água e de álcool acima do permitido. “Autuamos e fechamos as bombas que revendem apenas a gasolina. Os outros tipos de combustíveis estão com a comercialização liberada”.

Junior Pires informa que mesmo após a liberação dos bicos, o posto vai responder processo administrativo pelo flagrante e o estabelecimento estará passível de multa. “Esta é a quarta interdição desde o final de novembro, seja apenas de bombas de um único combustível, seja para todos os bicos do posto. Aviso aos consumidores que continuem a denunciar quando da suspeita de irregularidades que nós agiremos com toda presteza”.

Penalidades – Os estabelecimentos autuados estão sujeitos às penalidades previstas na legislação, a exemplo da aplicação de multas e, dependendo da gravidade, ter as atividades suspensas temporariamente. O prazo legal para a defesa do estabelecimento é de 10 dias a partir da data do recebimento do auto de infração.

Atendimentos do Procon-JP

Sede: Avenida Pedro I, 382, Tambiá, das 8h às 17

Procon-JP na sua mão: (83) 98665-0179

WhatsApp Transporte público: (83) 98873-9976

Instagram: @procon_jp

Site: procon.joaopessoa.pb.gov.br

Central de Transplantes registra 42ª doação de múltiplos órgãos de 2025

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A Central Estadual de Transplantes, unidade de alta complexidade do Governo da Paraíba, registrou, nessa terça-feira (2), no Hospital Metropolitano, em Santa Rita, a 42ª doação de múltiplos órgãos de 2025. Com o gesto, três pessoas saem da lista de espera por um transplante.

A doação só foi possível após a confirmação da morte encefálica de um paciente de 69 anos, que morreu vítima de uma hemorragia cerebral, e por meio da permissão da família. Foram doados o fígado e os rins garantindo nova chance de vida para quem aguardava pelo procedimento.

A diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Rafaela Dias, destacou a importância do ato e reforçou o papel das famílias que dizem ‘sim’ à doação. “Cada autorização representa esperança para quem aguarda por um transplante. A Paraíba tem avançado na capacidade de salvar vidas graças à sensibilidade das famílias e ao trabalho integrado das equipes envolvidas no processo. Nosso compromisso é continuar ampliando o acesso e fortalecendo a cultura da doação”, afirmou.

Com esta última doação, a Paraíba soma 224 transplantes realizados em 2025. Ainda aguardam na lista de espera 819 pessoas, sendo 586 por córneas, 198 por rins, 33 por fígado e dois por coração.

João Azevêdo celebra acordo com a AGU que garante R$ 2,3 bilhões de recursos do Fundef a professores

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O governador João Azevêdo assinou, na manhã desta quarta-feira (3), na Granja Santana, em João Pessoa, acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) referente ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que irá destinar R$ 2,3 bilhões para a Educação, dos quais 60% serão repassados para os professores e 40% para melhoria na infraestrutura escolar e formação de docentes e alunos.

De acordo com o documento assinado, os recursos serão enviados para o estado entre os anos de 2027 e 2029, sendo 40% no primeiro ano e os demais 60%  divididos entre os anos seguintes.

Serão beneficiados com o abono indenizatório os profissionais do Magistério que estavam no exercício da profissão entre os anos de 1998 e 2006. Os valores serão repassados para professores efetivos, temporários, aposentados ou para os herdeiros, totalizando R$ 1,38 bilhão.

Os demais R$ 920,4 milhões serão destinados para a aquisição, manutenção e conservação de instalação de equipamentos para a rede de ensino; concessão de bolsas de estudos a alunos; aquisição de material didático e programas de transporte escolar; realização de atividades curriculares complementares voltadas ao aprendizado dos alunos e formação continuada dos professores; dentre outras ações.

Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou o ganho real para a Educação, o que representa uma grande vitória para o ensino público estadual. “Esse, sem dúvida, é um momento de muita alegria para nós. A Educação da Paraíba vive um grande momento, com resultados positivos, a exemplo do avanço nos índices de alfabetização, também temos programas importantes como o Desafio Nota Mil, Se Liga no Enem, além das ações na Ciência e Tecnologia, como as bolsas de estudo, a implantação do Centro Internacional de Computação Quântica, o radiotelescópio Bingo e hoje celebramos mais uma grande conquista para os nossos professores e para a melhoria do ensino público estadual”, frisou.

A procuradora nacional de Negociação da AGU, Clara Barros, destacou que a finalização do processo que culminou com a assinatura do acordo do Fundef representa a consolidação do federalismo de cooperação entre a União, os Estados e os municípios. “Nós chegamos de uma forma consensual a um valor justo que a União devia à Paraíba e isso vai possibilitar a melhoria da Educação no estado que já está tão avançada e tem tantos projetos positivos, uma vez que esse é o único caminho para o desenvolvimento do nosso país. Nós estamos muito felizes por conseguirmos finalizar esse acordo ainda em 2025 para que esses recursos possam chegar de forma célere ao estado que fará um grande projeto para a utilização desse dinheiro para os docentes e alunos”, disse.

Ela também explicou os próximos passos após a assinatura do acordo. “A partir dessa assinatura, o acordo será homologado no processo judicial pelo Poder Judiciário e logo após será expedido o precatório para início do pagamento em 2027”, acrescentou.

O procurador-geral do estado, Fábio Brito, evidenciou a importância do acordo celebrado entre a União e o estado para o fortalecimento da política pública de Educação. “Esse foi o maior acordo judicial que a Procuradoria-Geral do Estado já fez relacionado a verbas antigas do Fundef que vão trazer para a Paraíba R$ 2,3 bilhões. Esse valor vai ser investido tanto na remuneração de professores como também em diversas ações da Secretaria de Educação e de todo o sistema de ensino que só tem crescido ao longo dos últimos anos”, sustentou.

O secretário executivo da Gestão Pedagógica, Edilson Amorim, destacou o impacto dos recursos para a Educação e economia da Paraíba. “Esses recursos representam um significativo aporte financeiro, sobretudo, na área de recursos humanos, uma vez que 60% são destinados aos professores, representando um incremento na renda muito grande, ou seja, não só tem implicação na Educação de forma direta, mas na economia do estado. Além disso, teremos recursos para a infraestrutura escolar, possibilitando o reforço do regime de colaboração com os municípios como também na formação dos nossos profissionais”, pontuou.

Também participaram da reunião o secretário da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, Cláudio Furtado; o secretário da Comunicação Institucional, Nonato Bandeira; o secretário da Administração, Tibério Limeira; o procurador-geral adjunto do estado, Flávio Lacerda; e os procuradores do estado João Morais, Nicolas Schuindt e Guilherme de Souza.

Ainda estiveram presentes a procuradora-chefe da União na Paraíba, Iris Teixeira; e a coordenadora regional adjunta de Negociação da Quinta Região, Hamanda Ferreira.

Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012

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Mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioeconômico fez a proporção da população na pobreza cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. É o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse é o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milhões de brasileiros.

Os dados fazem parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).

Os indicadores mostram o terceiro ano seguido com redução no número e na proporção de pobres, marcando uma recuperação pós-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.

Confira o comportamento da pobreza no país:

2012: 68,4 milhões

2019: 67,5 milhões (último ano antes da pandemia)

2020: 64,7 milhões

2021: 77 milhões

2022: 66,4 milhões

2023: 57,6 milhões

2024: 48,9 milhões

Em 2012, a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou ao ponto mais alto da série em 2021, com 36,8%. Desde então, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.

Trabalho e transferência de renda
O pesquisador do IBGE André Geraldo de Moraes Simões, responsável pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclosão da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal.

“Esses benefícios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restrição de acesso pelo público, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, então a pobreza subiu”, afirma.

Simões acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assistências com valores maiores, fatores que permitiram o avanço socioeconômico.

“Tanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benefícios de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família e o Auxílio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da população que recebia”, assinala.

No segundo semestre de 2022, o programa Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de Bolsa Família.

Extrema pobreza
No último ano, o Brasil vivenciou também redução da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.

De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milhões para 7,4 milhões, ou seja, 1,9 milhões de pessoas deixaram a condição. Essa evolução fez com que a proporção da população na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor já registrada.

Em 2012, quando começou a série histórica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcançou 9% (18,9 milhões de pessoas).

Desigualdade regional
Os números do IBGE deixam clara a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e Nordeste superam a taxa nacional.

Pobreza
Nordeste: 39,4%

Norte: 35,9%

Brasil: 23,1%

Sudeste: 15,6%

Centro-Oeste: 15,4%

Sul: 11,2%

Extrema pobreza
Nordeste: 6,5%

Norte: 4,6%

Brasil: 3,5%

Sudeste: 2,3%

Centro-Oeste: 1,6%

Sul: 1,5%

“São as regiões mais vulneráveis do país, isso acaba se refletindo também no mercado de trabalho”, diz André Simões.

Outra desigualdade demonstrada é a racial. Na população branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.

Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na população parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.

Menor Gini desde 2012
A Síntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado Índice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O índice vai de 0 a 1 – quanto maior, pior a desigualdade.

Em 2024, o Índice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da série iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.

Para medir o impacto de programas sociais na redução da desigualdade, o IBGE apresentou um cálculo do Gini caso não houvesse essa política assistencial.

O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se não existissem programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

Outro exercício hipotético realizado pelos pesquisadores foi sobre a condição de pessoas com 60 anos ou mais se não houvesse benefícios previdenciários

A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. Já a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.

O levantamento mostra também que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a proporção era de 6,7%.

Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6×1

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Ministros do governo federal anunciaram na tarde desta terça-feira (2) uma posição contrária ao parecer do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem o fim da escala de trabalho 6×1.

O texto do parlamentar deve ser votado nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

“O governo quer aqui reafirmar aos parlamentares que a nossa posição é de fim da escala 6 por 1. Nós entendemos que tem que ter qualidade de vida na vida dos trabalhadores”, afirmou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

“Não adianta só reduzir a jornada, é necessário também que os trabalhadores tenham um tempo para resolver os seus problemas, tempo de lazer, tempo de cuidar da sua família”, acrescentou a ministra, em declaração à imprensa.

Gleisi estava acompanhada do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da primeira proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara (PEC 221/2019), e da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), autora do projeto de lei 67/2025, que também propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.

“Nós fomos surpreendidos pelo relatório da subcomissão. Então, vamos seguir defendendo essa posição do fim da escala de trabalho 6×1, sem redução do salário, no Parlamento, na sociedade, nas ruas, e dialogar com o conjunto dos parlamentares. É uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas”, disse o ministro Guilherme Boulos