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ALPB realiza sessão solene para empossar o governador João Azevêdo e o vice Lucas Ribeiro

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão solene, neste domingo (1º), para dar posse ao governador eleito João Azevêdo e ao vice-governador Lucas Ribeiro. A solenidade aconteceu no Espaço Cultural José Lins do Rêgo. A sessão foi conduzida pelo presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, que destacou o compromisso democrático do Poder Legislativo com o Executivo e, sobretudo, com a sociedade paraibana.

Adriano Galdino também afirmou que o governador João Azevêdo mostrou capacidade de gestão e, no seu primeiro mandato, manteve o equilíbrio fiscal do Estado, mesmo diante da maior crise sanitária do mundo: a pandemia do novo coronavírus.

“Estamos aqui com muita alegria e satisfação para que a Assembleia possa cumprir sua missão de dar posse ao governador João Azevêdo, assim como ao vice-governador Lucas Ribeiro. Temos certeza que o governador João irá fazer um segundo mandato ainda melhor do que o primeiro. João encontrou, no âmbito federal, um presidente de ideologia política contrária à sua, atravessou uma pandemia por mais de dois anos e o cenário hoje é outro. Teremos um presidente amigo, não temos mais pandemia, o que contribui para que o governador possa realizar ainda mais benefícios e adquirir novos investimentos para a Paraíba”, declarou Adriano Galdino.

Com a experiência do primeiro mandato, João Azevedo destacou que, com o controle da pandemia, será possível voltar os esforços a diversas frentes de atuação. “Sem pandemia, teremos, verdadeiramente, condições de oferecer à população mais oportunidades e qualidade de vida, além de continuarmos investindo em saúde e educação. Agora, estamos focados em manter o ritmo que estamos acostumados, que é de fazer o trabalho pela Paraíba”, ressaltou o Governador.

Ainda neste mês de janeiro, João Azevedo informou que serão feitas diversas inaugurações e lançamentos de obras, programas e pacote na área econômica. “No próximo dia 9, vamos fazer a prestação de contas e apresentar perspectivas de novas obras para transformar a Paraíba em um estado cada vez mais competitivo”. Entre as iniciativas já definidas para este início de ano, estão o pagamento do piso da enfermagem, o índice de reajuste dos professores (cerca de 14,5%) e o reajuste dos servidores com cargos comissionados.

“Embora mais velho, ainda carrego a jovialidade e a vontade de realizar sonhos. E, tenham certeza, que o maior sonho é promover na minha terra o desenvolvimento econômico e harmonia política”, concluiu o governador reeleito João Azevêdo.

A sessão solene foi organizada pelo cerimonial da ALPB com a participação do cerimonial do Governo do Estado e contou com a presença de parlamentares, autoridades, representantes da sociedade civil organizada e familiares dos empossados.

Cícero Lucena e Leo Bezerra participam da posse do governador João Azevêdo e do vice Lucas Ribeiro

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O prefeito Cícero Lucena e o vice-prefeito Leo Bezerra participaram, na manhã deste domingo (1º), da solenidade de posse do governador João Azevêdo e do vice-governador Lucas Ribeiro. O evento aconteceu no Teatro Paulo Pontes e na Praça do Povo, do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, no bairro de Tambauzinho.

“É com muita confiança na continuidade desse trabalho, dessa relação com a Paraíba e em particular com a cidade de João Pessoa, renovando nossa fé de que cada vez mais esse Estado vai ser mais justo, humano e solidário”, afirmou Cícero Lucena.

“Fiz questão de participar das solenidades de posse do governador João Azevêdo, cuja amizade é de longa data. Desejo sucesso a ele e a Lucas e que continuem fazendo uma gestão pensando no povo da Paraíba”, frisou o vice-prefeito Leo Bezerra.

A sessão solene da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) iniciou por volta das 9h30. Em seu discurso, o governador João Azevêdo ressaltou que os próximos anos serão ainda mais desafiadores.

 

“Jamais na minha vida eu pensaria em me tornar governador do Estado. Todos sabem o quanto foi difícil esses últimos quatro anos, mas quem me conhece sabe que trabalho não é problema. A partir de amanhã, vamos voltar a nossa rotina de muito trabalho pela Paraíba e que nosso próximo mandato seja ainda melhor”, destacou João Azevêdo.

Em seguida, por volta das 11h, aconteceu a revista às tropas das forças de segurança e a cerimônia de recondução ao cargo de governador. O ato aconteceu na Praça do Povo do Espaço Cultural e reuniu amigos, familiares, autoridades e o público em geral.

Com 33 anos, Lucas Ribeiro, que é o vice-governador mais jovem do Brasil, ressaltou os desafios que vêm pela frente. “Estou muito tranquilo, porque sei que vou ajudar o governador a administrar o nosso Estado e cumprir missões e desafios que ele vai me solicitar. No mais, é fazer o trabalho de estar presente diariamente acompanhando as ações em todo o Estado”, disse.

João Azevêdo e Lucas Ribeiro tomam posse como governador e vice-governador da Paraíba

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O governador João Azevêdo foi empossado para o segundo mandato em sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, neste domingo (1), no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Na ocasião, Lucas Ribeiro também tomou posse como vice-governador.

Em seu discurso, João Azevêdo ressaltou a sua prioridade em cuidar dos paraibanos e o compromisso de fazer com que as políticas públicas alcancem, cada vez mais, os que mais precisam da atenção da gestão pública. “Governamos em prol da proteção da maioria, independente de cores, credos, gêneros e bandeiras. Na Paraíba, o quesito cuidado com as pessoas foi o principal oxigênio a nos abastecer, a seiva que circulou pelas veias públicas”, frisou.

Ele destacou a criação e ampliação de políticas de segurança alimentar, a exemplo do Tá na Mesa, Prato Cheio e Restaurantes Populares; abertura de leitos, interiorização dos atendimentos na saúde, o fim da fila de espera por cirurgias eletivas, com o programa Opera Paraíba; os avanços na educação, com evolução no IDEB, construção de creches, reconhecimento nacional na qualidade do ensino e investimentos da infraestrutura escolar e em estradas, permitindo a geração de emprego e renda e melhoria da qualidade de vida da população de todas as regiões do estado.

“Governo com contas equilibradas e gestão fiscal eficiente pode planejar, contratar e pagar em dia servidores e fornecedores, fazendo a economia girar e elevando o ambiente positivo de negócios, atraindo empresas e investimentos, que geram novos empregos, ativando a cadeia produtiva, tributária e social. Portanto, recursos gerados pelo esforço público precisam voltar a esse mesmo público, com esforço e zelo das autoridades constituídas e da sociedade organizada”, acrescentou o governador.

Ele também demonstrou otimismo na relação com o governo federal, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, e de Geraldo Alckmin na vice-presidência da República. “Sob a liderança sagaz e humana do presidente Lula, ombreada pela experiência e zelo de Geraldo Alckmin, o Brasil estará retomando sua trajetória federativa, não tenho dúvida disso”, avaliou.

João Azevêdo evidenciou o potencial da região Nordeste e o protagonismo da Paraíba neste ano. “Como presidente do Consórcio, vamos estabelecer o protagonismo na nossa região junto aos espaços do poder central, na mesma proporção em que ativará os canais de cooperação e apoio regional, fortalecendo os vínculos culturais, intercâmbio científico e potencialidades econômicas”, falou.

Por fim, ele assegurou o cumprimento de compromissos, a exemplo do pagamento do piso da enfermagem e realização de concursos públicos para o magistério e segurança pública. “Vamos continuar trabalhando com afinco em prol do bem-estar coletivo, não estou apenas cumprindo um rito legal, mas expondo um pacto de consciência”, finalizou.

A senadora Daniella Ribeiro, os deputados federais Aguinaldo Ribeiro e Julian Lemos, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, lideranças políticas do estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado prestigiaram a solenidade.

 

Confira o discurso na íntegra: 

O futuro venceu o medo.
 
O Brasil é o que bate no peito, a Paraíba é o que brota do chão.
 
Entrelaçada a nação, hoje a terra é só euforia ao ressoar a pulsação da esperança contida.
 
O futuro começa hoje em todo país, mas na Paraíba ele chegou antes. Por aqui, o sol nasceu primeiro.
 
No nosso amado torrão, o prenúncio desses tempos de mudanças começaria há quatro anos, num dia como este, ensolarado de vontades, arejado com bons ventos. Era dia de calmaria, porém véspera das tormentas.
 
Hoje, sabemos o que viria depois. Ainda dói, machuca, incomoda, interfere nos sonhos. Reflexos desses tempos findos ainda marcarão gerações, até se diluírem com o distanciamento da história, virando recorte de tempo e suas intrínsecas lições.
 
O que aprendemos até agora, porém, me autoriza a afirmar, em nome de milhões de paraibanos e paraibanas, que o período que vai de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022, na Paraíba, o quesito “cuidado com as pessoas” foi o principal oxigênio a nos abastecer, a seiva que circulou pelas veias públicas. A tinta que desenhou o mapa.
 
Governamos em prol da proteção da maioria, independente de cores, credos, gêneros e bandeiras. Duelando com a própria sorte e os solitários fantasmas de cabeceira. Deitando com dúvidas e acordando com decretos. Dormindo pouco e ouvindo longe. Orando como nunca.
 
Acima de tudo, vidas!
 
Vidas não devem servir de moeda de troca. Nunca. É desumano, injusto e desagregador. Ações governamentais, na aplicação de estruturas e recursos públicos, não podem existir em função de eleições, de interesses político-partidários ou gana corporativa. Nunca.
 
Vida humana, amigos e amigas, é valor inegociável, acima de tudo aquilo que se oponha à sua proteção. Em tempos de paz ou guerra. Assim foi nos últimos quatro anos, assim será nos próximos quatro. Palavra de professor, com chancela de governador reconduzido e aval da população esperançosa.
 
A Paraíba, saibam todos e todas, preparou-se para conquistar um futuro promissor, sustentável e duradouro. Ele chegou, finalmente. Agora é a hora. Sabemos todos disso porque fizemos acontecer.
 
Sofremos nesse trajeto. Não existe aparelho que meça o peso da dor de cada um. Ficou marcado na memória, carimbado na alma. Perdemos pessoas, perdemos coisas, perdemos tempo. Só não perdemos a noção de prioridade. Foram essas pautas que nos trouxeram até aqui, nessa corrente de propósitos entre o que foi feito e o que ainda falta fazer.
 
E tudo o que foi construído nesse passado recente faz parte de um conjunto de medidas de valorização coletiva, permitindo que o Governo faça chegar as políticas públicas adequadas a uma população diversificada e carente de atenção dirigida.
 
Nenhum Governo é onipresente, mas tem que estar presente quando chamado.
 
Governo com viés democrático, com essência humanitária, tem que identificar problemas e buscar as soluções adequadas. Um prato de comida ofertado, uma vacina aplicada, uma creche construída, uma via asfaltada, uma assistência oferecida, um trabalho empreendido, uma proteção ativada, uma escola soerguida, uma semente plantada… Parece simples, parece pouco, mas é o Estado em forma de gente, materializado nas ações que lhe são constitucionalmente afeitas, num abraço invisível entre o institucional e o pessoal.
 
Governar, senhoras e senhores, é aplacar a fome de multidões de vulneráveis, com programas como “Tá na Mesa”, “Prato Cheio” e Restaurantes Populares. Muito foi feito, mas ainda é pouco. É vital que façamos mais. A fome inflama mazelas. Não descansaremos enquanto houver um único homem, mulher ou criança na Paraíba em situação de insegurança alimentar. Não acreditamos em sub existência, mas em existência plena. Ao Poder Executivo, no sistema republicano, cabe o papel modelador dessa vontade orgânica.
 
Governar, senhoras e senhores, é abrir hospitais, instalar leitos, contratar profissionais, comprar equipamentos, estabelecer logísticas e oferecer serviços de qualidade, na proporção das necessidades da população. É viabilizar o acesso aos serviços de saúde com responsabilidade social, segurança jurídica e lastro fiscal. Foi isso que fizemos e nos dispomos a continuar a fazer.
 
Foi por isso que eliminamos a fila da vergonha, zerando as milhares de cirurgias represadas por anos de inoperância. Em quatro anos, foram 33 mil intervenções, de variadas complexidades, atingindo pacientes de todos os recantos do Estado, ativando pluralidades e isonomia regional. Parece muito, mas ainda é insuficiente, diante de novos cenários.
 
Faremos mais. Agora, iremos em busca de segmentos potencialmente demandáveis, fazendo o serviço púbico chegar antes dos agravamentos, ativando uma sólida rede de prevenção permanente, de concepção regional e integrada.
 
Governar, senhoras e senhores, é proteger, acolher, blindar as vulnerabilidades múltiplas. É enfrentar a violência contra as mulheres com ações integradas, priorizando investimentos que viabilizassem o surgimento de redes de acolhimento, assistência, empregabilidade e afeto. É prevenir e combater o feminicídio. É investigar e processar.
 
Chega de violência, de abuso, de assédio, de discriminação, de preconceito, de racismo, de machismo e outros graves desvios de conduta. Chega! O Estado continuará a agir com rigor sistemático aos importunadores de mulheres, crianças, adolescentes e pessoas do universo LGBTQIAPN+. Essa é uma batalha sem trégua. Se muito já foi feito, muito mais ainda será.
 
Diversidade e oportunidade são palavras intrínsecas ao meio social contemporâneo. Cabe ao Estado a construção da sustentabilidade ética, jurídica e estrutural, dentro de um desenho moderno de convivência humanitária.
Continuaremos trabalhando para corrigir o que está errado e evitar novos cenários aflitivos.
 
Às ações de combate, somam-se os processos pedagógicos. A maior parte das soluções dos nossos problemas germina pelas boas sementes da educação. Esse é o caminho mais seguro entre o presente perturbador e um futuro harmonioso, mais gentil e fraterno.
 
“Governar é educar”, como apontava, já na década de 1940, o então presidente do Chile, o professor Pedro Avelino Cerda. A Paraíba vem seguindo esse princípio e pontuando avanços extraordinários no campo educacional. Registros e premiações nacionais atestam a qualidade do ensino/aprendizado de nossas escolas.
 
Entre os índices ascendentes e destacados, incluindo o melhor ensino remoto do Brasil, figurar no ranking nacional como terceiro maior crescimento do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no país, soa como arauto do que está porvir. É de estufar o peito, respirar fundo e ressoar a quem quiser ouvir: a educação é a base de tudo.
 
Senhoras deputadas, senhores deputados, irmanemo-nos nessa cruzada continuada pelo desenvolvimento pleno de nossa terra! Aliemos propósitos amplos e pausemos discordâncias esparsas. Congelemos interesses díspares e nos concentremos no fortalecimento real da sociedade, através da partilha perene do alimento, da saúde, da educação e da democracia. Esse é o alicerce.
Tudo o mais vem na sequência.
 
 
Durante a solenidade de diplomação, conclamei as senhoras e senhores a se integrarem nessa jornada cívica. Aqui, reitero o convite e reforço o apelo. Fomos eleitos para governar para todos e não apenas para a maioria que autorizou a continuidade da gestão e avalizou seus mandatos parlamentares. Selemos esse compromisso, pois ninguém governa sozinho. Nem antes, nem agora.
 
A equação é simples e de fácil entendimento. Governo com contas equilibradas e gestão fiscal eficiente pode planejar, contratar e pagar em dia servidores e fornecedores, fazendo a economia girar e elevando o ambiente positivo de negócios, atraindo empresas e investimentos, que geram novos empregos, ativando a cadeia produtiva, tributária e social. Portanto, recursos gerados pelo esforço público precisam voltar a esse mesmo público, com esforço e zelo das autoridades constituídas e da sociedade organizada. “Disciplina é liberdade”, lembra-nos o visionário poeta Renato Russo.
 
O olhar do governante e seus parceiros, seja em níveis federal, estadual e municipal, pelos próximos quatro anos, precisará se ajustar a uma conjuntura diferenciada, propícia à recuperação do que foi perdido, esquecido ou soterrado. Sob a liderança sagaz e humana do presidente Lula, ombreada pela experiência e zelo de Geraldo Alckmin, o Brasil estará retomando sua trajetória federativa, não tenho dúvida disso.
 
Enlaçados, somos mais fortes. Devidamente respeitadas, as diferenças se completam.
Assim é em terras paraibanas, assim será na região nordestina. O Consórcio Nordeste, do qual tenho a honra e responsabilidade de presidir no momento, buscará estabelecer seu protagonismo junto aos espaços do poder central, na mesma proporção em que ativará os canais de cooperação e apoio regional, fortalecendo os vínculos culturais, intercâmbio científico e potencialidades econômicas.
 
A Paraíba já sabe os benefícios gerados por tais práticas democráticas, através dos pactos de governança estabelecidos entre Estado e municípios, desde 2019. Obras e ações, às vezes nem tão caras assim, mas que fizeram a diferença na vida das populações. Abastecimento, pontes, creches, escolas, ginásios esportivos, hospitais, delegacias, casas de acolhida, cisternas, travessias urbanas, barragens, promoções turísticas, atividades artísticas e o que mais apontaram prefeitos e a comunidade, através do Orçamento Democrático, chegaram na ponta sem jogo de troca. Republicanamente. 
 
Talvez este fosse o momento adequado em apontar números, índices e planilhas, numa radiografia ampliada dos investimentos realizados pelo Estado, nos últimos quatro anos, numa espécie de prestação de contas públicas com mero viés midiático. Há gestores que cultuam tais momentos, na vã tentativa de insuflar feitos, encobrir deficiências ou mascarar excessos. Este Governo não precisa de tais artifícios. São transparentes e acessíveis os dados da gestão.
 
Cada centavo arrecadado e aplicado são de domínio público, sob chancela dos órgãos fiscalizadores, da classe política e da sociedade em geral.
Portanto, pouparei a audiência, neste momento, da leitura de um extenso e vigoroso rol gerencial, cujo detalhamento será regimentalmente apresentado aos senhores e senhoras parlamentares, por ocasião da abertura dos trabalhos legislativos deste ano, em fevereiro próximo. E também em forma de revista abrangendo os quatro anos de gestão, que será apresentada ao povo paraibano em solenidade específica na próxima semana.
 
Uma ambiência estável, econômica e politicamente, é sinônimo de novos investimentos, emprego e renda. O equilíbrio técnico e gerencial assegura a normalidade civil, garantindo o funcionamento regular dos serviços públicos essenciais, nas infindáveis áreas de responsabilidade do Executivo, como segurança pública, abastecimento d’água e circulação de mercadorias. Saúde, educação, mobilidade, empreendedorismo, sustentabilidade ambiental e assistência social compõem o mesmo conjunto de conexões administrativas, que necessitam de um governo equilibrado, austero e humano.
 
Governar, meus queridos colegas de gestão, é cumprir os compromissos assumidos com o povo durante a campanha eleitoral. É afirmar, por exemplo, em entrevistas e debates, que iríamos ser os pioneiros do país a pagar o Piso Nacional da Enfermagem e afirmar, neste momento, que vamos já agora em janeiro começar a pagar o Piso das enfermeiras e enfermeiros que cuidam da gente quando mais precisamos.
 
É ter afirmado que fomos o governo que mais fez concursos públicos em 4 anos de gestão, 14 no total, fora as seleções públicas, e que iríamos continuar nesta política de respeito, transparência e valorização do acesso à carreira pública. Por isso posso dizer aqui e agora que vamos abrir mais 1.000 vagas no magistério e outras 1.000 vagas para os quadros da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
 
Apenas com as finanças ajustadas é possível cumprir compromissos, como a incorporação de mais 20% da “bolsa desempenho” no salário de janeiro das forças de segurança, além da retirada da incidência do Imposto de Renda sobre as horas extras trabalhadas. Somente uma gestão eficiente teria condições de anunciar na campanha que não aumentaríamos um centavo de impostos e, nos próximos dias, lançar um pacote de medidas de desoneração, redução e isenção fiscal, contribuindo com o fomento econômico e geração de novos empregos. Nada disso acontece por acaso.
 
Ao prestar juramento, senhoras e senhores, assegurando trabalhar com afinco em prol do bem estar coletivo, não estou apenas cumprindo um rito legal, mas expondo um pacto de consciência, da mesma forma que fiz há quatro anos, em cerimônia como esta. Não estou na política por vaidade ou legado, mas como meio de efetivar as ações que sempre cobrei ou sugeri como cidadão e servidor público, como engenheiro e professor, como gestor e pai de família. A única diferença são os meios de materializar as intenções.
 
Estar aqui hoje, pela segunda vez em minha vida, é uma dádiva dos céus que requer compreensão e humildade para absorver e executar a tarefa com abnegação e desenvoltura proporcionais à bênção.
 
Peço a Deus discernimento, à família, Minha mulher Ana, meus filhos Sabrina, Felipe e Priscila, aos meus netos Gabi, Matheus, Ana Beatriz, Sofia, João Victor e Lucas, peço paciência; aos amigos, apoio; e ao povo, orientação.
 
Da mesma maneira que agradeço imensamente aos eleitores que me honraram com a escolha, solicito que se mantenham vigilantes, exigindo seus direitos e cobrando nossos deveres. Esta é uma nova gestão, com alguns novos integrantes que virão, mas o governo é o mesmo, com um cardápio estratégico definido lá atrás pela população atenta e ativa.
 
Estou aqui, portanto, para iniciar um novo ciclo. Embora figurando na categoria dos maduros, minha alma se mantém jovial e minha cabeça ainda transborda sonhos. O maior deles, saibam todos e todas, é ter a chance de promover na minha terra o desenvolvimento econômico, com justiça social e harmonia política. É bem mais do que poderia esperar o filho de um bodegueiro de Cruz das Armas.
 
Por fim, quero saudar o jovem, dinâmico e competente vice-governador, Lucas Ribeiro, que, ao lado dos companheiros e companheiras de governo, haverá de se empenhar para uma efetiva união de sonhos e propósitos.
 
À militância, ativa e comprometida, um apelo em forma de conselho: não esmoreçam na luta, não se desfaçam da fé. O futuro também é de vocês.
 
Aos paraibanos e paraibanas, de variadas matizes e regiões, uma palavra final: somos todos Paraíba. Essa é a nossa bandeira, fincada entre raízes de resistência e sementes de fartura.
 
Sigamos juntos, rumo ao futuro que nos chega desafiador e promissor ao mesmo tempo. A hora é esta, com Lula lá e nós aqui, num abraço contagiante de superação e destemor.
 
Muito Obrigado!
 
JOÃO AZEVÊDO LINS FILHO
Governador

Instituto Cândida Vargas dá boas-vindas ao primeiro bebê de 2023

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Luna Maria foi o primeiro bebê a nascer em 2023, no Instituto Cândida Vargas (ICV), maternidade referência no cuidado de mulheres e crianças da rede municipal de João Pessoa, às 02:07, pesando 3,010kg e com 46 centímetros.

A mãe da criança, que tem 16 anos, moradora do bairro do Róger, contou que está bastante emocionada em começar o ano com este novo momento da vida. “O atendimento na maternidade foi ótimo e estou me sentindo bastante diferente por ser minha primeira filha. Estamos fazendo planos para o futuro dela e tenho certeza que será uma vida muito boa”, completou. A família recebeu do ICV enxoval para o bebê e uma cesta básica.

O diretor geral do ICV, Quintino Régis, destacou o trabalho realizado ao longo de 2022 para que o atendimento às mães, mulheres e crianças que passam pelo Cândida Vargas seja sempre de qualidade e humanizado. “Reconquistamos o selo de Hospital Amigo da Mulher, reconhecendo nosso compromisso enquanto gestão no cuidado com nossos pacientes e estamos trabalhando com afinco na segurança dos mesmos. Estamos tendo uma resposta maravilhosa da população e esperamos poder trazer ainda mais qualidade no atendimento no ano que se inicia”, finalizou.

Réveillon: População lota orla de João Pessoa para celebrar chegada de 2023

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Depois de dois anos, os pessoenses voltaram a lotar o Busto de Tamandaré, que fica entre as praias de Tambaú e Cabo Branco para festejar a entrada do novo ano. O réveillon promovido pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Fundação Cultural (Funjope), e em parceria com a Fundação Espaço Cultural (Funesc), do Governo do Estado, entregou à população shows que fizeram o ano de 2023 começar com muita alegria.

A noite começou com música eletrônica e logo depois com a apresentação do cantor Ranniery Gomes, que realizou também a contagem regressiva anunciando a chegada de 2023. Ao fim do show, mais música eletrônica com DJ Brazinha e ao fim do set foi a vez do cantor Nando Cordel subir ao palco cantando seus grandes sucessos. A programação ainda contou com shows da banda Cavaleiros do Forró e da DJ Alne.

 

As atrações fizeram a festa de pessoenses e turistas. Os mineiros Fabrício Xavier e Clara Figueiredo estão conhecendo a Paraíba e decidiram passar o Ano Novo na festa promovida pela Prefeitura. “A orla daqui é maravilhosa e a gente decidiu curtir a festa aqui mesmo. Tudo muito organizado e divertido”, comentou Fabrício.

Além da música, quem foi até a orla pode contemplar o show pirotécnico que, este nao, teve duração de oito minutos e foi feito com fogos silenciosos, respeitando as necessidades de pessoa com Transtorno do Espectro Autista, idosos, animais e crianças, uma decisão elogiada por Fabrício da Farmácia, que veio de Sousa, no Sertão, com a família para veranear na cidade e comemorar o aniversário da filha Isabela, de dois anos.

“A gente sempre vem, reúne a família e os amigos para aproveitar a cidade. Gostamos muito de não terem utilizado fogos com barulho esse ano, a gente entende que a Prefeitura trabalhou pra atender uma necessidade da população. Os fogos foram bonitos, deu pra comemorar o ano novo e sem prejudicar ninguém”, completou.

Ruy afirma que Congresso vai se mobilizar para assegurar pagamento do piso da enfermagem

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O deputado federal Ruy Carneiro afirmou neste sábado (31), que mesmo em período de recesso, o Congresso Nacional já está empenhado atender a nova exigência do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, para assegurar o  pagamento do piso nacional da enfermagem.

A informação é uma resposta ao ação de Barroso, que na sexta-feira (30), solicitou ao Senado e à Câmara estudos sólidos sobre a Emenda 127/2022, que garante as novas fontes de financiamento para o pagamento da categoria nos estados, municípios, união, Distrito Federal e hospitais filantrópicos.

Ruy revelou que recebeu com surpresa essa nova manifestação do ministro, mas que o parlamento já vinha construindo os caminhos para a solução definitiva dessa questão.

“Recebemos com estranheza esse questionamento do STF, até porque nós temos encaminhado pra eles todos os avanços legais em relação a temática. Sigo em contato permanente com os demais deputados que estão empenhados na luta e já encaminhamos um ofício para os ministros da Saúde, Nísia Trindade, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O objetivo é discutir a melhor forma para destinar os recursos para os entes citados na PEC. Entendo que o caminho mais rápido para resolver a questão é através de uma Medida Provisória. Tenho plena certeza que vamos suprimir todas as dúvidas e questionamentos do ministro Barroso para garantir essa conquista da categoria de forma definitiva.”, assegurou.

O Conselho Federal de Enfermagem também emitiu nota destacando o papel do parlamento na construção dessa conquista histórica para a categoria.

“É importante ressaltar o massivo apoio que os parlamentares das duas casas legislativas têm ofertado à Enfermagem brasileira, cumprindo acordos e garantindo a aprovação dos projetos de interesse da categoria de forma quase unânime. Fruto de ampla pactuação de consensos, o Piso Salarial é uma conquista histórica da Enfermagem. “, descreve o documento.

Os parlamentares que estão a frente das discussões também encaminharam ofício para o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e para o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde destacando a necessidade de atuar rapidamente para a operacionalização dos repasses.

Veneziano deseja a todos um Feliz e Próspero Ano Novo e renova compromissos

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Na despedida deste ano que se encerra, o Vice-presidente do Senado Federal, Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB) preparou uma mensagem de boas novas direcionada a todos aos brasileiros, em especial aos paraibanos.

“Um novo ano se descortina com as melhores e legitimas aspirações: saúde, paz e solidariedade entre os povos e continuada força de trabalho. Deus nos permita que a eficiência do nosso Mandato prossiga para toda a Paraíba”, disse Veneziano, por meio das suas redes sociais.

Revista – Há poucos dias o Vice-presidente do Senado divulgou aos brasileiros, em especial aos paraibanos, uma revista digital com um resumo de sua atuação parlamentar no primeiro quadriênio de seu mandato.

A publicação aborda conquistas em favor da população, resumidas em Projetos apresentados, Relatorias, posicionamentos em Plenário; ações na Pandemia; recursos conquistados para áreas como Saúde, Educação, Cultura, Turismo, Infraestrutura, dente outras; além de sua atuação em favor de grandes obras para os paraibanos, a exemplo da duplicação e triplicação da BR-230. Veja a publicação no link abaixo:
https://wetransfer.com/downloads/79853c198add8b57afde011a13a0f55520221219175937/33d7f3

Assessoria de Imprensa

João Azevêdo participa de celebração inter-religiosa em ação de graças pela recondução ao mandato

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O governador reeleito João Azevêdo participou, neste sábado (31), no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, da celebração inter-religiosa de ação de graças pela recondução ao cargo. O chefe do Executivo estadual será empossado para o segundo mandato neste domingo (1), em sessão solene da Assembleia Legislativa, ocasião em que também tomará posse Lucas Ribeiro como vice-governador da Paraíba.

Na oportunidade, João Azevêdo ressaltou a felicidade e a gratidão ao povo paraibano pela reeleição e renovou seu compromisso de continuar com um governo municipalista e inclusivo. “Vamos fazer um segundo mandato melhor do que o primeiro, com foco nos municípios, fazendo também com que a Paraíba seja, cada vez mais, um ambiente que ofereça dignidade, trabalho, comida para as pessoas, segurança e inclusão”, frisou.

O gestor também fez uma avaliação positiva de seu primeiro mandato. “Nós tivemos que enfrentar uma pandemia, mas, mesmo assim, nos reinventamos e tivemos as condições de fazer a Paraíba continuar crescendo, melhorando, apresentando políticas públicas novas. Fomos reconhecidos nacionalmente em vários setores e isso já demonstra que conseguimos verdadeiramente evoluir em diversas áreas”, acrescentou.

O ato religioso foi celebrado pelo padre Egídio de Carvalho, pelo pastor presidente da Primeira Igreja Batista, Estevam Fernandes, pela mãe Lúcia, representante dos cultos afro-brasileiros, e José Raimundo, representante da Federação Espírita Paraibana. A senadora Daniella Ribeiro, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, a vice-governadora Lígia Feliciano, deputados, prefeitos, vice-prefeitos, lideranças políticas do estado e familiares estiveram presentes.

Neste domingo, além da sessão solene de posse pela Assembleia Legislativa, acontecerão a recondução ao cargo, com a revista às tropas, e entrega da faixa governamental. As solenidades ocorrerão no Teatro Paulo Pontes e na Praça do Povo, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

Unidades Cidade Viva realizam 1º Culto de Ano Novo

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A Cidade Viva Capela, no Campus Metropolitano Cidade Viva (BR 101, no Conde), traz uma novidade este ano. A unidade vai antecipar o culto de domingo para este sábado, dia 31 de dezembro, a partir das 22h, para celebrar a chegada do ano de 2023, em culto único de fim de semana. O pastor da Cidade Viva Capela, Pedro Viana, vai ministrar a celebração especial de virada do ano. Ele informou que vai disponibilizar, após o término do Culto, por volta de meia-noite, o espaço no Campus Metropolitano, para aquelas famílias que desejarem, preparar a sua própria comemoração de Ano Novo.

*O TEMA É ‘ROMPENDO EM FÉ’ –* Na Cidade Viva Aeroclube, no Centro de Convenções Cidade Viva, no bairro Aeroclube da Capital, haverá apenas duas celebrações neste domingo, 1º de janeiro de 2023 (às 16h e às 19h). Liderada pelo pastor titular da Cidade Viva, Sérgio Queiroz, o tema do 1º Culto do Ano Novo será “Rompendo em fé”.

“Todo início de ano é uma oportunidade de refazer algo. Seja por circunstâncias, por exemplo, que ficaram pela metade, ou que ficaram paralisadas, ou que nós achávamos que não eram possíveis. A primeira mensagem do ano da Cidade Viva Aeroclube será uma mensagem de que nós não precisamos apenas romper mais um ano, mas precisamos romper em fé. A fé com a certeza daquilo que nós não vemos, mas que nós esperamos. Não a fé em nós mesmos como início de tudo, mas fé em um Deus que interveio na história para nos salvar e continuará intervindo na história para sustentar a Sua criação e levá-la ao fim desejado. Quando nós rompemos em fé, neste Deus, nós cremos que o mundo não está à deriva, que a História não está à deriva, pois cremos em alguém que a sustenta e que coordena e que, mesmo nos momentos mais trágicos, difíceis, inesperados e, ao mesmo tempo, indesejados, Deus continua sendo Deus”, resumiu o pastor Sérgio Queiroz, o tom de sua primeira mensagem do Ano Novo.

 

 

CELEBRAÇÕES DE ALTIPLANO E VALENTINA – As outras duas unidades da Cidade Viva localizadas em João Pessoa: Cidade Viva Altiplano e Cidade Viva Zona Sul vão realizar apenas uma celebração neste domingo. O pastor Daniel Correia ministra o primeiro culto do Ano Novo e também único de domingo, 1º de janeiro, às 17h30, com o tema “Construindo um ano abençoado”, com louvores de gratidão, enquanto o pastor Moisés Lima fará a primeira celebração do Ano Novo da Cidade Viva Zona Sul, no bairro Valentina Figueiredo, focando nas três virtudes centrais do cristianismo: “Esperança, fé e amor”, também em culto único, às 18h30, do domingo.

CELEBRAÇÕES DE CAMPINA E SAPÉ – Nas unidades da Cidade Viva nas cidades de Campina Grande e de Sapé haverá cultos também aos domingos na parte da tarde e noite. Em Campina Grande, a mensagem de Ano Novo será ministrada pelo pastor Ricardo Guimarães, tanto na igreja Cidade Viva Avenida Brasília, às 17h, como na unidade da Cidade Viva Jardim Paulistano, às 19h.

Na unidade Cidade Viva Sapé, haverá apenas uma celebração de Ano Novo, às 19h do domingo, na unidade do Centro da cidade. A mensagem de esperança intitulada de “Fortalecidos no Espírito Santo” será ministrada por Luís Augusto.

CELEBRAÇÃO DE BRASÍLIA – Já na Unidade Cidade Viva Brasília (DF), liderada pelo pastor Saulo Ribeiro, a primeira mensagem de 2023 chega mais cedo: às 10h30 da manhã, com o tema “O Novo Ano que Deus quer pra nós”. A transmissão do culto será por meio do canal do Youtube da Cidade Viva Brasília devido à posse do novo presidente da República. O local do culto da unidade DF estará com dificuldades de acesso aos membros, pois haverá uma série de barreiras no Distrito Federal e o trânsito estará mais complicado neste domingo (1º).

*HORÁRIOS DAS CELEBRAÇÕES DE ANO NOVO NAS UNIDADES CIDADE VIVA*

CIDADE VIVA CAPELA (Campus Metropolitano Cidade Viva, BR 101 Km 95, Conde): às 22h (Sábado, dia 31 de dezembro)

CIDADE VIVA AEROCLUBE (Centro de Convenções em João Pessoa, bairro Aeroclube): às 16h e às 19h (domingo)

CIDADE VIVA ALTIPLANO (Bairro Altiplano em João Pessoa): às 17h30 (domingo)

CIDADE VIVA ZONA SUL (Bairro Valentina em João Pessoa): às 18h30 (domingo)

CIDADE VIVA Avenida Brasília (Campina Grande): às 17h (domingo)

CIDADE VIVA JARDIM PAULISTANO (Campina Grande): às 19h (domingo)

CIDADE VIVA SAPÉ (Centro de Sapé): às 19h (domingo)

CIDADE VIVA BRASÍLIA (DF) (Transmissão online): às 10h30 (domingo)

Luto na Igreja Católica: Morre, aos 95 anos, o Papa Bento XVI

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O Papa Emérito Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, após passar por uma piora repentina de saúde nos últimos dias.

“É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Mais informações serão fornecidas o mais breve possível”, escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter.

A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito nesta sexta-feira (30) em um comunicado sua condição era grave, mas estável, com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano.

Embora o gesto mais marcante de seu pontificado tenha sido a própria renúncia, os quase oito anos no comando da Igreja Católica também foram marcados por textos teológicos de fôlego, uma linha conservadora nas questões morais, e escândalos de disputas políticas e vazamentos de documentos do Vaticano – os chamados Vatileaks.

“Houve tempos difíceis, mas sempre Deus me guiou e me ajudou a sair, de modo que eu pudesse continuar o meu caminho”, disse Ratzinger no seu aniversário de 90 anos, já aposentado.

Renúncia ao papado

Papa Bento XVI surpreendeu o mundo quando anunciou sua renúncia, em latim, durante uma reunião rotineira com os cardeais presentes em Roma. Muitos papas da era moderna chegaram a cogitar a renúncia por motivos de saúde, entre eles Paulo VI e João Paulo II, mas nenhum deles havia concretizado essa decisão.

Na ocasião, aos 85 anos, Bento XVI disse que o motivo para deixar o cargo era a falta de forças na mente e no corpo.

“No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, seja do corpo, seja do ânimo, vigor que, nos últimos meses, em mim diminuiu, de modo tal a ter que reconhecer minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado.” – Papa Bento XVI.

Defensor da fé

Em seu livro-entrevista com Ratzinger, Peter Seewald defende a ideia de que o principal objetivo de Bento XVI em seu pontificado era demonstrar ao mundo e à própria Igreja, atordoados por tantas mazelas, que a fé ainda é importante e que Deus é essencial para a humanidade.

“Os oito anos de seu ministério foram uma espécie de grandes exercícios espirituais dos quais a Igreja precisava para consolidar o castelo interior e fortalecer a própria alma”, escreveu o jornalista.

Para o padre e historiador italiano Roberto Regoli, a “a questão central do pontificado beneditino é a fé em Jesus Cristo, que no mundo ocidental está em nítido regresso”.

A maioria dos textos que publicou como Papa tinha esse direcionamento. Para muitos, o grande legado de Bento XVI são os seus textos teológicos, que ainda serão estudados por muitas gerações.

Entre seus clássicos acadêmicos está o livro “Introdução ao Cristianismo”, que compila lições universitárias publicadas em 1968. Amante da música clássica, Bento XVI tocava piano e tinha apreço especial pelas obras de Mozart. Já a série de livros “Jesus de Nazaré”, que contou a história da vida de Jesus com toques de história e teologia, foi um best-seller em muitos países.

Além das dezenas de livros que escreveu quando foi professor de teologia, bispo, arcebispo e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger assinou três encíclicas (documento mais importante escrito por um papa) e deixou uma quarta pronta, para ser assinada por Francisco.

Especialistas notam mudanças no tom e nas teses defendidas por ele ao longo da vida. A encíclica Caritas in veritate (“Caridade na verdade”), desafiou o mundo a encontrar modelos de desenvolvimento social e econômico mais humanos, centrado no amor.

“O Papa Ratzinger é um homem de estupenda e belíssima inteligência”, disse o cardeal austríaco Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, amigo e discípulo de Bento XVI, em uma longa entrevista ao canal italiano TV 2000. “Sua força, no entanto, não é só essa, mas a simples e humilde amizade com Jesus que transparece em todos os escritos e em tantas de suas belas homilias.”

Papa Emérito Bento XVI – (Foto: Vatican News)

 

Infância e adolescência

Joseph Aloisius Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, município do estado da Baviera, na Alemanha, e cresceu durante o período em que o regime nazista ganhou força na região. Seus primeiros anos de vida, até a adolescência, foram passados em Traunstein, perto da fronteira com a Áustria. Foi na região que o futuro papa começou sua formação cristã e cultural.

Ele chegou a participar da Juventude de Hitler durante a adolescência, o que gerou polêmica após sua eleição – a participação no movimento era obrigatória desde 1939 e o Vaticano justifica que, assim que pôde, o jovem Ratzinger optou pelo seminário.

Em 1943, já mais para o fim da Segunda Guerra Mundial, Ratzinger e seus colegas de seminário foram convocados para os serviços auxiliares antiaéreos. Ele não chegou a participar das batalhas devido a uma infecção em um dos dedos, que não permitiu que ele aprendesse a atirar.

Foi ordenado padre em 1951 e bispo em 1977. No mesmo ano, o Papa Paulo VI o nomeou cardeal. Nunca deixou de escrever e dominava seis idiomas: alemão, italiano, francês, latim, inglês e castelhano, além de ter conhecimentos de português.

Chegou a ser arcebispo de Munique, na Alemanha, e de 1981 a 2005 ocupou o cargo de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tornando-se braço direito do Papa João Paulo II, no comando das questões morais. O objetivo desse escritório vaticano é justamente prezar pela manutenção das tradições e pela conservação das doutrinas católicas.

Eleição ao papado

Sua proximidade com o Papa fez com que Ratzinger se tornasse o favorito no conclave que o elegeu, em 2005. Muitos diziam que o seu papado seria de transição. No conclave, foram necessárias quatro votações para que um único nome recebesse mais de dois terços dos votos.

Ao aparecer em público como papa pela primeira vez, ele disse:

“Amados Irmãos e Irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor.

Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações.

Na alegria do Senhor Ressuscitado, confiantes na sua ajuda permanente, vamos em frente. O Senhor ajudar-nos-á. Maria, sua Mãe Santíssima, está conosco. Obrigado!”

O último papa a adotar o nome de Bento havia sido o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922, o Bento XV. E São Bento, o fundador da Ordem Beneditina, é o padroeiro da Europa.

Bento XVI visitou o Brasil em maio de 2007, entre os dias 9 e 13, para dar início à 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida, no interior de São Paulo. Foi nesta ocasião que Frei Galvão foi canonizado, tornando-se Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil.