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Homem é flagrado com cocaína e preso por tráfico de drogas no Vale do Piancó

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A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A prisão foi realizada no município de Conceição, na tarde desta quinta-feira (6).

O homem de 27 anos foi flagrado por policiais civis comercializando drogas no bairro de Nossa Senhora de Fátima.

Com o suspeito foram apreendidas trouxinhas de cocaína. Ele é natural de Petrolina, estado de Pernambuco, mas atualmente mora em Conceição.

O preso foi autuado em flagrante delito na Delegacia de Polícia Civil de Conceição. Ele ficou recolhido para aguarda a audiência de custódia.

Notícias Agora PB

Suspeito de roubo, homem ameaça policiais militares, mas acaba preso

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Um homem  suspeito de roubar uma camisa de uma loja de confecções, no centro da cidade de Piancó, foi preso em flagrante por policiais militares.

De acordo com a proprietária do estabelecimento comercial,  o suspeito  entrou na loja dizendo que iria trocar o produto, porém,  ele  se apossou de outra peça, ameaçou a dona e saiu do local levando a peça de roupa.

No momento da prisão, o homem ameaçou e trocou socos com os militares.  e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil local.

 

População se mobiliza para encontrar mulher desaparecida no Sertão do Estado

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A população de São Mamede, no Sertão do Estado, está mobilizada para encontrar uma mulher que  está desaparecida  desde quinta-feira (6).

 

De acordo com informações da polícia, ,  Kelly Silva, de 34 anos, reside no Loteamento Henrique Bezerra (Jardim São Mamede), e saiu de casa entre  entre as 9 e 10 horas  da manhã e não deu mais notícias.

Quando saiu de casa,  Kelly Silvaestava trajando com uma calça preta e uma camisa também preta. Os familiares estão aflitos com o seu desaparecimento e buscam qualquer notícia.

Quem tiver alguma informação sobre seu paradeiro pode entrar em contato com seu esposo, Marlos Figueiredo, pelo telefone (83) 98109-5818.

Polícia Civil prende viúva suspeita de matar delegado envenenado na Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, prendeu nesta quinta-feira (6), a viúva do delegado Paulo Bertrand Medeiros de Carvalho, encontrado morto em março de 2021, no bairro do Catolé, em Campina Grande. no Agreste do Estado. A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios responsável pelo município.

Até então, a versão era de que Paulo Bertrand, delegado aposentado, teria cometido suicídio. A Polícia Civil, porém, deu continuidade às investigações, cujos desdobramentos resultaram na prisão da viúva de Paulo.

A suspeita tem tem 55 anos e está recolhida na Central de Polícia. Nesta sexta-feira, às 10h, haverá uma coletiva de imprensa onde será dado mais detalhes sobre a prisão.

 

Entra em vigor portaria que regulamenta venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol da PB

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Imagem: Reprodução internet

A portaria que regulamenta o comércio e o consumno de bebidas alcoólicas em estádios de futebol da Paraíba, que já havia sido anunciada no início da semana, foi publicada na edição desta sexta-feira (7) do Diário Oficial do Estado (DOE) do Governo da Paraíba. A regulamentação por parte da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer era uma exigência da Lei nº 11.644 de 11 de fevereiro de 2020, que por causa de pressões do Ministério Público da Paraíba demorou mais de três anos para acontecer.

De acordo com a lei, fica autorizado o consumo de bebida alcoólica fermentada cujo teor não seja superior a 15%. A bebida deve ser comercializada por fornecedores cadastrados e autorizados junto a Sejel e a venda pode acontecer a partir de duas horas antes do início do jogo e até 15 minutos depois do fim da partida.

Pela portaria, a bebida comercializada deve ser entregue ao consumidor em copos plásticos descartáveis, cuja capacidade máxima do recipiente seja de 500ml. E é restrito a maiores de 18 anos.

O clube mandante da partida e que resolver comercializar a bebida deve ainda investir anualmente 0,5% do faturamento total em campanhas educativas sobre o consumo moderado de bebidas alcoólicas. É necessário também encaminhar comunicado aos órgãos de fiscalização de trânsito, estabelecer sistema de coleta seletiva, fiscalizar a entrada de pessoas portando qualquer tipo de bebida, colocar avisos de conscientização ao torcedor e produzir campanhas publicitárias voltadas à prevenção da violência de gênero, de atos de discriminação racial e de práticas violentas motivadas por preconceito em relação à orientação sexual.

A comercialização deverá ser realizada em locais fixos, sendo vedada a venda por parte de ambulantes. Descumprimentos da portaria pode acarretar no cancelamento da autorização.

A portaria tem efeito imediato e entra em vigor a partir desta sexta-feira (7).

G1 Paraíba

Prefeitura avança com programa de pavimentação que já beneficia cerca de 30 mil pessoas

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Com mais de 150 ruas já inauguradas, o programa de pavimentação da Prefeitura de João Pessoa vem promovendo uma moradia mais digna aos moradores, que estão enfrentando o inverno com muito mais infraestrutura. De acordo com estimativa da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), que executa as obras em toda a Capital, cerca de 30 mil pessoas já foram beneficiadas, em mais de 28 quilômetros de vias concluídas.

Com a iniciativa, a população deixou de sofrer com a lama e os alagamentos nos dias de chuvas mais intensas. Além do calçamento e das calçadas padronizadas e com acessibilidade, todas as ruas possuem drenagem. “A drenagem é um método de direcionar as águas da chuva, seja superficial – quando a água é drenada para uma rua de cota inferior, ou drenagem profunda, quando são criadas tubulações para o escoamento do volume”, explica Rodrigo Pacheco, diretor de Manutenção e Conservação da Seinfra.

 

 

Maria do Socorro Oliveira, trabalhadora autônoma, que mora com o marido há mais de 20 anos na Rua Maria da Penha Freire Guimarães, no bairro João Paulo II, se orgulha em dizer que agora tem um acesso digno para sua casa. “Chega de lama, não aguentava mais”, desabafou. “Meu marido agora entra e sai com o carro na maior tranquilidade, sem lama ou poeira. Sem contar que a nossa casa também ficou muito mais valorizada”, comemorou a moradora.

Enquanto essa população já usufrui da boa infraestrutura das ruas pavimentadas, mais gente aguarda com muita expectativa a conclusão das obras. Outras 200 ruas estão com trabalhos em andamento e cerca de 600 ruas receberam ordem de serviço. A meta da Prefeitura de João Pessoa é superar as mil ruas inauguradas até o final de 2024.

Ator paraibano é condenado por armazenar pornografia infantil

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O ator José Dumont, de 72 anos, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro pelo crime de armazenamento de pornografia infantil.

A sentença, do dia 3 de julho, condena o ator a uma pena de 1 ano de reclusão e a 10 dias-multa, no valor unitário mínimo legal. Na hora fixar a pena, o juiz do caso levou em conta o fato do crime não ter agravantes, o que poderia elevar a pena, e ainda o fato do ator ter mais de 70 anos.

Com esses valores, a lei brasileira permite que o regime inicial para o cumprimento da pena seja o abertoDumont também poderá recorrer em liberdade.

O juiz do caso também condenou o ator a pagar as custas processuais da ação.

Réu em outro caso

Em novembro do ano passado, José Dumont também virou réu por estupro de vulnerável. Ele chegou a ser preso em uma ação policial, mas foi solto no dia 12 de outubro sob a cautelar de uso de tornozeleira eletrônica.

A denúncia, que resultou na prisão em flagrante, partiu de vizinhos. Segundo a investigação, câmeras de segurança do condomínio onde ele mora flagraram o ator cometendo abusos contra um adolescente de 12 anos, como beijos e carícias.

Ao cumprir o mandado de busca e apreensão na casa do ator, os policiais encontraram vídeos e fotos contendo pornografia infantil no celular pessoal e no computador. A Justiça também tinha autorizado a quebra de sigilo de dados.

G1 Paraíba

Após décadas em discussão, Câmara dos Deputados aprova reforma tributária

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em votação histórica, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (6) o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. A discussão sobre um novo sistema tributário brasileiro se arrasta há quase 30 anos no Brasil.

A sessão foi encerrada antes da conclusão da votação em segundo turno à 1h53. Os deputados ainda precisam analisar destaques (mudanças) ao texto. A análise será retomada nesta sexta às 10h.

A votação na Câmara ocorre em dois turnos. As discussões que tiveram início às 11h desta quinta. Em segundo turno, foram 375 votos a 113 a favor da PEC e três abstenções. Em primeiro turno, foram 382 votos a favor e 118 votos contra. Eram necessários 308 votos para a aprovação da proposta. Finalizada essa etapa, o texto vai à análise do Senado.

Dessa vez, foi possível destravar a reforma após um esforço que uniu diferentes correntes políticas e econômicas, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atuando diretamente nas negociações, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e governadores, prefeitos e líderes partidários de diferentes correntes políticas.

Ainda que haja divergências sobre o texto, o entendimento é que a simplificação do sistema tributário é fundamental para atrair investimentos e desenvolvimento para o país, além de impulsionar o crescimento do produto interno bruto (PIB) do país.

O que é a reforma proposta

Em linhas gerais, a proposta da reforma tributária prevê a unificação de cinco tributos. A última versão também prevê zerar imposto sobre a cesta básica e criar o ‘imposto do pecado’.

  • IPI, PIS e Cofins, que são federais;
  • ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal.

Esses tributos deixariam de existir e seriam criados dois impostos sobre valor agregado, os IVAs: um seria gerenciado pela União e outro teria gestão compartilhada por estados e municípios.

Fase de transição

Segundo a proposta, o período de transição para unificar os tributos vai durar sete anos, entre 2026 e 2032. A partir de 2033, impostos atuais serão extintos. Aguinaldo Ribeiro propõe o início da transição em 2026. Nessa etapa chamada de teste:

  • IVA federal terá alíquota de 0,9%
  • e o IVA estadual e municipal, de 0,1%

Na primeira versão do parecer, o relator estabelecia que a migração teria início em 2026, com somente os impostos federais (PIS, Cofins e IPI). Três anos depois, começaria a transição para ICMS e ISS.

A inclusão dos estados e municípios já na fase de teste da alíquota foi realizada para “atender demanda dos estados”, segundo Ribeiro.

“O objetivo dessa etapa é conhecer a base tributável, permitindo que se calculem as alíquotas da CBS e do IBS necessárias para substituir a arrecadação atual”, argumentou.

Em 2027, PIS e Cofins serão extintos, e a alíquota do IPI será reduzida a zero, com exceção de produtos que não tenham industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM):

  • nessa etapa, o IVA federal entrará em vigor com alíquota de referência (entenda mais abaixo)
  • a manutenção temporária do IPI para produtos industrializados fora da ZFM funcionará como “instrumento de preservação do tratamento favorecido da região amazônica”

A próxima etapa prevista na transição começa em 2029, com uma redução escalonada da cobrança dos tributos estadual e municipal:

  • a cada ano, a alíquota em vigor do ICMS e do ISS será reduzida em 1/10
  • o término da transição está previsto para 2032
  • enquanto isso, as alíquotas do IVA estadual e municipal serão elevadas gradualmente para equiparar a arrecadação original dos tributos que serão extintos
  • também ocorrerá uma redução proporcional dos benefícios fiscais concedidos pelos estados e municípios
  • em 2033, os impostos estadual e municipal estarão extintos

Alíquota do IVA

▶️Com exceção da alíquota de teste, o texto da reforma tributária não estabelece os valores de cobrança dos IVAs. O parecer estabelece a criação de cobranças reduzidas e isenções para uma série de bens e serviços.

A proposta prevê, no entanto, a criação de alíquotas de referência para orientar as cobranças federal, estadual e municipal. Caberá ao Senado a responsabilidade de fixar essas referências durante o período de transição.

Os patamares estabelecidos pelos senadores ficarão em vigor até que leis federal, estadual ou municipal definam as alíquotas dos IVAs sob sua responsabilidade.

Segundo o parecer, as alíquotas de referência do IBS e da CBS deverão ser reajustadas para “incorporar a perda de arrecadação dos tributos extintos”. O objetivo é manter a carga tributária em cada esfera federativa inalterada.

No caso do IVA federal, a arrecadação do chamado imposto do “pecado” deverá ser computada para a redução da alíquota federal da CBS. “De modo a proporcionar impacto nulo sobre a arrecadação federal durante esse período”, escreveu Ribeiro.

De forma geral, o texto estabelece que as alíquotas dos dois novos impostos serão as “necessárias para replicar a carga tributária hoje existente”.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, já estimou que a alíquota do futuro IVA, necessária para manter a carga tributária, seria de 25%.

Conselho Federativo

O Conselho Federativo será responsável por centralizar a arrecadação do futuro IVA estadual e municipal, que vai substituir o ICMS e o ISS. A composição e o peso de decisão de cada estado no órgão era alvo de críticas dos governadores.

Na quarta (5), ao iniciar a discussão do texto, Ribeiro não apresentou detalhes sobre o conselho e disse que o acordo seria fechado até a hora da votação. Com a nova versão do parecer, o relator atendeu a pleito dos governadores e definiu a composição da estrutura:

  • 27 representantes de cada um dos estados e o Distrito Federal
  • 14 representantes que serão eleitos, com voto em peso igual, pelos municípios;
  • 13 representantes que serão eleitos, com peso do voto ponderado pelo número de habitantes, pelos municípios

Segundo o texto, as deliberações do conselho serão tomadas se alcançarem cumulativamente os votos:

  • nos estados: da maioria absoluta de seus representantes e de representantes que correspondam a mais de 60% da população do país
  • nos municípios: da maioria absoluta de seus representantes.

O formato apresentado atende aos pedidos de governadores de estados populosos, que temiam perder autonomia na gestão de recursos arrecadados e queriam um mecanismo que garantia paridade na deliberações.

Fundo de Desenvolvimento Regional

A proposta prevê a criação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que terá o objetivo de reduzir as desigualdades regionais. A forma como os recursos serão distribuídos entre os estados era um dos pontos em aberto.

Duração: começa em 2029, sem prazo estipulado para o fim.

Valor total do fundo: No primeiro ano, serão R$ 8 bilhões, aumentando progressivamente até 2032. A partir de 2033, o governo federal vai destinar ao FDR R$ 40 bilhões por ano.

Cesta básica nacional

Após críticas, o relator da reforma tributária apresentou incluiu a criação de uma cesta básica nacional de alimentos com isenção de tributos. As alíquotas previstas para os IVAs federal e estadual e municipal serão reduzidas a zero para esses produtos.

Segundo o texto, caberá a uma lei complementar definir quais serão os “produtos destinados à alimentação humana” que farão parte da cesta.

‘Cashback’

Atualmente, a Constituição prevê a desoneração de bens considerados essenciais. Na prática, o regime diferenciado de cobrança para esses produtos alcança itens consumidos pela população de baixa renda.

Na reforma aprovada, é estabelecido um novo conceito: o “cashback”. O mecanismo prevê a devolução de impostos para um público determinado, como a população de baixa renda.

Apesar de propor o formato, o parecer estabelece que o tema só será regulamentado depois, por meio de lei complementar.

“Por essas razões, o nosso substitutivo prevê a adoção de mecanismo de devolução a famílias de baixa renda, cujo desenho constará de legislação infraconstitucional, a qual determinará o público elegível beneficiado e o montante e a forma de devolução”, defendeu Aguinaldo Ribeiro.

Alíquotas reduzidas

O novo parecer de Aguinaldo Ribeiro trouxe atualizações nos dispositivos que tratam da redução das alíquotas dos dois IVAs para determinados bens e serviços. Ele acrescentou mais três setores no rol.

Também houve alteração no percentual de redução da alíquota dos tributos. Originalmente, Ribeiro havia proposto uma redução de 50%.

A PEC agora estabelece corte de 60%. Com isso, a alíquota incidente será equivalente a 40% do IBS (IVA estadual e municipal) e do CBS (IVA federal).

O relator havia proposto inicialmente a possibilidade de cortar a tributação da seguinte lista:

  • serviços de transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano
  • medicamentos e dispositivos médicos e serviços de saúde
  • serviços de educação
  • produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura
  • insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal
  • e atividades artísticas e culturais nacionais

A essa lista de produtos e serviços Ribeiro incluiu, além das produções jornalísticas, audiovisuais e desportivas:

  • dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência
  • bens e serviços relacionados a segurança e soberania nacional, segurança da informação e segurança cibernética
  • e medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual

O deputado também modificou o trecho que trata dos serviços de transporte passíveis de redução da alíquota.

Na versão apresentada há duas semanas, Ribeiro estabeleceu a possibilidade para os serviços de transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano.

Ele propõe a ampliação para “transporte coletivo rodoviário, ferroviário e hidroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual”.

Imposto do ‘pecado’

A proposta prevê a criação de um Imposto Seletivo, de competência federal, sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (como cigarros e bebidas alcoólicas).

O imposto poderá incidir em uma ou mais fases da cadeia produtiva – por exemplo, produção e comercialização – e será cobrado nas importações, não incidindo sobre exportações.

Os detalhes da cobrança e dos produtos que serão desestimulados pelo imposto serão definidos posteriormente.

Embora o imposto seja federal, a arrecadação será dividida com estados e municípios, seguindo a atual distribuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No relatório desta quinta, Ribeiro propôs ainda que o imposto seletivo seja aplicado ao bens que terão alíquotas reduzidas.

Isenções

O parecer estabelece a possibilidade de isentar a cobrança dos IVAs sobre uma série de bens e tributos. As decisões serão tomadas em lei complementar.

Poderão ficar isentos da cobrança do futuro IVA:

  • alguns medicamentos específicos, como os utilizados para o tratamento contra o câncer
  • produtos de cuidados básicos à saúde menstrual
  • dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência
  • produtos hortícolas, frutas e ovos
  • redução de 100% da alíquota do IVA federal (chamado de CBS) incidente sobre serviços de educação de ensino superior (Prouni)
  • possibilidade de um produtor rural pessoa física ou jurídica com receita anual de até R$ 3,6 milhões ficarem “livres” de recolher o futuro IVA
  • possibilidade de zerar os IVAs sobre atividades de reabilitação urbana de zonas históricas e de áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística

Na primeira versão do texto, somente os produtores pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 2 milhões não seriam contribuintes.

Tributação da renda e do patrimônio

O relator incluiu no parecer mudanças na cobrança de impostos sobre renda e patrimônio.

▶️ IPVA para jatinhos, iates e lanchas

Pelo sistema atual, esses veículos não pagam o tributo. O texto permite a cobrança do imposto nos estados e prevê a possibilidade de o imposto ser progressivo em razão do impacto ambiental do veículo.

“De fato, a intenção da proposta é trazer mais isonomia à tributação do patrimônio, permitindo que bens de alto valor e utilizados para fins recreativos sejam onerados da mesma forma que os carros utilizados pelas famílias para seu deslocamento diário”, argumentou Aguinaldo Ribeiro.

O relator afirmou que a medida não tem objetivo de onerar aeronaves e barcos de transporte de passageiros ou barcos voltados à pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência. Não será cobrado também sobre plataformas de petróleo.

“Esse imposto não terá o viés de onerar a atividade produtiva, seu objetivo é alcançar bens utilizados por pessoas com alto poder aquisitivo de elevado valor, que hoje não são tributados, em um claro descompasso com o imposto aplicado sobre veículos automotores de uso popular.”

▶️ Tributação progressiva sobre heranças

Ribeiro propõe a cobrança do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) de forma progressiva em razão do valor da herança ou da doação.

O texto prevê que a cobrança será feita no domicílio da pessoa falecida. A medida tem o objetivo de impedir que os herdeiros busquem locais com tributações menores para processar o inventário.

A proposta também cria regra que permite cobrança sobre heranças no exterior.

O relator incluiu isenção do ITCMD sobre doações para instituições sem fins lucrativos “com finalidade de relevância pública e social, inclusive as organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos científicos e tecnológicos”.

▶️ Atualizações no IPTU

A pedido da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Aguinaldo Ribeiro estabeleceu no parecer dispositivo que autoriza as prefeituras a atualizar a base de cálculo do IPTU por meio de decreto, partindo de critérios definidos em lei municipal.

“Facilitando que as administrações municipais alcancem o potencial arrecadatório de imóveis com alta valorização”, disse.

O texto prevê ainda que, em até 180 dias após a promulgação da proposta, o governo deve enviar ao Congresso Nacional a reforma da tributação da renda.

Tratamentos diferenciados

O deputado Aguinaldo Ribeiro incluiu as cooperativas no regime de tratamento diferenciado de tributação.

Pela proposta, alguns tipos de produtos e serviços poderão receber tratamento específico por terem peculiaridades e não se adequarem ao regime geral de incidência do IVA.

Agora, o texto prevê os seguintes casos:

  • Combustíveis e lubrificantes: alíquotas uniformes cobradas em uma única fase da cadeia e possibilidade de concessão de créditos para os contribuintes
  • Serviços financeiros, operações com bens imóveis, planos de assistência à saúde e concursos de prognósticos (como as loterias): alterações nas alíquotas, nas regras de creditamento e na base de cálculo, além da possibilidade de tributação com base na receita ou no faturamento;
  • Compras governamentais: não incidência do IVA dual (IBS e CBS), desde que haja manutenção dos créditos relativos às operações anteriores da cadeia
  • Sociedades cooperativas: o imposto não será cobrado sobre as operações realizadas entre a sociedade cooperativa e seus cooperados, e os créditos do imposto serão transferidos entre os cooperados e a sociedade cooperativa

 

G1

João Azevêdo abre ciclo de audiências do ODE e apresenta ações para a 9ª Região

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O governador João Azevêdo abriu, na noite desta quinta-feira (6), em São José de Piranhas, no Sertão paraibano, o Ciclo de Audiências do Orçamento Democrático Estadual (ODE), com a realização da primeira Plenária no Estádio Municipal Marconi Cruz de Lacerda. Esta é a primeira vez que o município sedia uma plenária do ODE, descentralizando as audiências. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual assinou ordens de serviço, distribuiu kits de robótica e equipamentos de segurança. Ele também recebeu o Título de Cidadania Piranhaense.

Em sua fala, o gestor paraibano externou a alegria por mais um Ciclo do Orçamento Democrático. “É uma alegria muito grande estar em São José de Piranhas iniciando o Ciclo do Orçamento Democrático 2023. E eu digo isso porque esse é um instrumento que se fortalece a cada ano, com a participação de mais e mais pessoas, que definem prioridades para que o Governo possa atender. Estamos realizando a primeira Plenária das 16 que vamos fazer este ano”, disse, ao lado do vice-governador Lucas Ribeiro.

O secretário de Estado do Planejamento e Gestão, Gilmar Martins, ressaltou que, além de estabelecer prioridades no Orçamento Democrático, a população paraibana também vai poder, neste ano, contribuir na elaboração do Plano Plurianual para os próximos quatro anos. “É a primeira vez na Paraíba que a audiência pública do Plano Plurianual vai acontecer no mesmo instante da audiência para a elaboração da Lei Orçamentária do ano seguinte. Quando forem acessar a plataforma de votação — a já conhecida votacaoode.pb.gov.br — vocês vão, primeiro, acessar os eixos do Plano Plurianual, ajudar o estado da Paraíba a escolher as diretrizes para os próximos quatro anos, de 2024 a 2027. Logo em seguida, na mesma plataforma, vocês vão escolher as diretrizes de Governo para serem realizadas no próximo ano”, conclamou.

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, também  destacou a importância do ODE para a população. “É um momento todo especial na vida política, econômica e social para São José de Piranhas, de todo o Sertão. Quero cumprimentar o governador, por mais uma vez, estar no interior da Paraíba para ouvir sugestões e também as críticas da população”, afirmou.

A primeira Plenária do ODE contou, ainda, com a presença de Deusdete Queiroga (Infraestrutura); o secretário executivo do Orçamento Democrático, Júnior Caroé; Fabrício Feitosa (Empreender-PB), entre outros auxiliares da gestão estadual, assim como diversas lideranças políticas, como o deputado federal Wilson Santiago e os deputados estaduais Chico Mendes e Júnior Araújo.

 

Ações – A primeira Plenária do ODE também foi marcada por uma série de ações do Governo do Estado, como assinatura de ordens de serviço, de licitação e entrega de equipamentos de segurança para o Corpo de Bombeiros e kits de robótica para escolas da região.

Reivindicações nas áreas de educação, mobilidade urbana e saúde, por exemplo, foram externadas durante o diálogo entre a população e o governador João Azevêdo.

O prefeito anfitrião Bal Lins destacou a satisfação de sediar a primeira Plenária do ODE. “O governador João Azevêdo acerta quando leva o Orçamento Democrático para cada vez mais perto da população, trazendo esse valoroso instrumento de participação popular para nossa cidade. Isso é motivo de muita honra”, comentou.

A 9ª Região Geoadministrativa é composta pelos municípios de Cajazeiras, São José de Piranhas, Bonito de Santa Fé, Monte Horebe, Carrapateira, Bernardino Batista, Triunfo, Uiraúna, Bom Jesus, Joca Claudino, São João do Rio do Peixe, Santa Helena, Poço Dantas, Poço José Dantas e Cachoeira dos Índios.

Prestação de contas — O governador João Azevêdo realizou, ainda, uma prestação de contas das prioridades que a população da 9ª Região Geoadministrativa apontou no ODE 2022. Entre obras concluídas ou em andamento, os investimentos chegam a R$ 380,7 milhões, com destaque para Educação (R$ 55 milhões); Saúde (R$ 76,3 milhões); e Estradas de Rodagem (R$ 174,1 milhões).

Outras prioridades regionais em 2022 foram abastecimento d’água e esgotamento sanitário (R$ 20,6 milhões); Desenvolvimento Humano, com investimentos em Abono Natalino e programas como o “Tá na Mesa” e “Restaurante Popular”; Esporte e Lazer (R$ 4,9 milhões); Agricultura (R$ 11 milhões); Habitação (R$ 2,7 milhões); Segurança Pública (R$ 1,8 milhão).

Na Plenária desta noite, as prioridades da população para a região foram: em primeiro lugar, estradas; em segundo lugar, cultura; e em terceiro lugar, segurança. Ao todo, participaram da votação 3.448 pessoas. “Eu fico feliz com essa grande plenária, porque as pessoas realmente acreditam que aqui fazemos democracia participativa, que a população é ouvida”, acrescentou o governador João Azevêdo.

As próximas plenárias do ODE ocorrem nesta sexta-feira (7), em Sousa, e sábado (8), em Itaporanga. Monteiro, Soledade e Cubati recebem as plenárias do ODE nos dias 27, 28 e 29 deste mês, respectivamente.

João Pessoa é uma das primeiras cidades a receber recurso da Lei Paulo Gustavo

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A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) recebeu, nesta quinta-feira (6), o recurso de R$ 6.995.522,21 da Lei Paulo Gustavo e é uma das primeiras cidades a receber a verba do Ministério da Cultura (MinC). Do total, 71% serão destinados ao setor audiovisual. Nesta sexta-feira (7), as minutas dos editais serão repassadas ao Conselho Municipal de Cultura para os últimos ajustes.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, disse que a Fundação vem se preparando há cerca de três meses para desenvolver toda a parte administrativa, jurídica e de gestão do recurso da LPG. “Ficamos muito felizes com esse resultado, porque hoje o recurso está garantido”, disse.

Agora, segundo ele, se iniciam novas etapas como finalizar as minutas dos editais, submeter esses editais ao debate público, sobretudo por meio do Conselho Municipal de Cultura. Serão feitos, então, os ajustes e, na sequência, o edital segue para a análise final do ponto de vista jurídico. A partir daí, a Funjope vai para as comunidades esclarecer, conversar e convencer os grupos, os artistas, coletivos, associações a elaborarem seus projetos.

“Estamos montando um método de trabalho com o ‘escritório de ideias’ funcionando para dar assessoria aos artistas. Vamos também para as comunidades, como fizemos ano passado durante a Lei Aldir Blanc, junto com a Central Única de Favelas (Cufa), de maneira que possamos garantir o investimento total desses recursos. Eu e o prefeito Cícero Lucena temos clareza de que não pode sobrar nenhum centavo desse recurso na conta da Funjope. Nosso compromisso é fazer o investimento de todo o recurso da LPG para os projetos dos artistas de João Pessoa”, acrescentou.

Recurso – O valor a ser aplicado no setor audiovisual é de R$ 4.978.713,16. Já os 29% restantes, o que corresponde a R$ 2.016.809,05, serão utilizados em multiáreas, envolvendo teatro, dança, cultura popular, entre outras.

Foram realizadas oitivas que geraram um relatório do Conselho Consultivo Municipal com as escutas da sociedade civil. Agora, estão em fase de elaboração as minutas dos editais que devem ser concluídas até a segunda-feira (10). Estes documentos serão encaminhados ao Conselho Municipal de Cultura e, após análise, os editais serão publicados, o que deve ocorrer até o final de julho.

LPG – O decreto que regulamenta a Lei Paulo Gustavo (195/2022) foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Cultura Margareth Menezes no dia 11 de maio. Em menos de 10 dias, a Funjope elaborou seu plano de ação que foi aprovado pelo MinC no dia 23, um dia após ser submetido ao Ministério.

A Fundação criou o Comitê Paulo Gustavo e foram realizadas cinco oitivas de consultas públicas para estabelecer as linhas dos editais. Os grandes eixos de investimento do Plano de Cultura da Funjope incluem quatro metas iniciais. A primeira visa o apoio a produções audiovisuais, utilizando R$ 3.706.227,67 do total do recurso. Esse valor vem do Fundo Setorial do Audiovisual.

A ação envolve a publicação de um ou mais editais de chamamento público e premiação para concessão de apoio a produções audiovisuais, de forma exclusiva ou em complemento a outras formas de financiamento, inclusive aquelas com origem em recursos públicos ou financiamento estrangeiro.

O apoio a salas de cinema compõe a segunda meta, que prevê a publicação de edital de chamamento público e premiação para apoio a reformas, restauros, manutenção e funcionamento de salas de cinema. O uso do recurso inclui a adequação a protocolos sanitários relativos à pandemia da Covid-19, sejam elas públicas ou privadas, bem como de cinemas de rua e de cinemas itinerantes. Conforme os cálculos da Fundação, será utilizado o valor de R$ 847.157,74.

O Plano de Cultura envolve ainda a capacitação, formação, qualificação e difusão. Para isso, o investimento será de R$ 425.327,75, com a publicação de editais de chamamento público e premiação para apoio a capacitação, formação e qualificação no audiovisual, apoio a cineclubes e à realização de festivais e mostras de produções audiovisuais, preferencialmente por meio digital.

Também está prevista a realização de rodadas de negócios para o setor audiovisual e para a memória, preservação e digitalização de obras ou acervos audiovisuais, ou ainda apoio a observatórios, publicações especializadas e a pesquisas sobre audiovisual e ao desenvolvimento de cidades de locação.

Outras áreas – A quarta meta é de apoio às demais áreas do setor cultural, exceto audiovisual, com recurso previsto de R$ 2.016.809,05, oriundo do Fundo Nacional de Cultura, com publicação de edital de chamamento público e premiação para ações destinadas ao setor cultural nas áreas de artes visuais, música popular, música erudita, teatro, dança, circo, livro, leitura e literatura, arte digital, artes clássicas, artesanato, dança, cultura hip-hop e funk.

Estão incluídas ainda expressões artísticas culturais afro-brasileiras, culturas dos povos indígenas, culturas dos povos nômades, culturas populares, capoeira, culturas quilombolas, culturas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana. Além destes, coletivos culturais não formalizados, carnaval, escolas de samba, blocos e bandas carnavalescas e qualquer outra manifestação cultural, exceto audiovisual.

Todas estas ações serão feitas a partir do apoio ao desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária; apoio exclusivo ou complementar a outras formas de financiamentos; desenvolvimento de espaços artísticos e culturais dos que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social determinadas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.