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Justiça suspende benefícios vitalícios durante prisão de Bolsonaro

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão dos benefícios vitalícios concedidos a Jair Bolsonaro depois que ele deixou a presidência da República.

Com a decisão, assessores e veículos oficiais que foram colocados à disposição de Bolsonaro após ele deixar o cargo, em 2022, deverão ser suspensos pelo período em que o ex-presidente estiver cumprindo pena em regime fechado pela condenação na ação penal da trama que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência..

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar pediu a suspensão dos benefícios, que são custeados pela Presidência da República e concedidos a todos os ex-presidentes.

Conforme a Lei 7.474/1986, ex-presidentes têm direito a quatro servidores para atuarem na área de segurança, apoio pessoal e assessoramento, além de dois carros oficiais com motoristas.

Na ação, o vereador argumentou que os gastos com equipe de Bolsonaro no primeiro semestre deste ano foram de R$ 521 mil. Desde 2023, os gastos já somam R$ 4 milhões, segundo o político.

Ao analisar o caso, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta entendeu que a continuidade dos benefícios pode provocar prejuízos aos cofres públicos.

“Registra-se que, se se mantém, com ônus para o erário, uma estrutura pessoal e logística desvinculada das finalidades que justificaram sua instituição, como dito, afronta aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa”, disse o magistrado.

Cabe recurso contra a decisã

Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

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O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados.

Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse.

Terrorismo
O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade.

Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes.

Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou.

Atualização da lei existente
Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

Punições mais altas
O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

Progressão de regime mais rígida
O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;

integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;

reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas
O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

Integração institucional e banco de dados nacional
O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.

Monitoramento no sistema prisional e visitas
O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.

Financiamento: nova Cide para bets
O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras.

Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou.

Proteção a testemunhas
A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

Responsabilização de agentes públicos
Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

Combustíveis
Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Outras mudanças incluídas pelo Senado
Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

*Com informações da Agência Senado

Foto:  Geraldo Magela/Agência Senado

João Azevêdo trata com ministro em Brasília do Ramal Piancó, Canal Acauã-Araçagi e Engenheiro Avidos

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O governador João Azevêdo manteve audiência, na tarde desta quarta-feira (10), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, oportunidade em que tratou de obras de infraestrutura hídrica, dentre elas o projeto do Ramal Piancó e do terceiro lote do canal Acauã-Araçagi. Além disso, o gestor também discutiu a situação da barragem de Engenheiro Avidos, no Sertão da Paraíba.

Pela manhã, o chefe do Executivo estadual participou de solenidade, no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ocasião em que foram anunciados R$ 28 bilhões para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), creches e escolas e mais R$ 11 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções nas modalidades Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário.

Na reunião com o ministro Waldez Góes, os gestores programaram uma reunião entre representantes do Ministério, envolvendo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos e a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), com o objetivo de buscar uma solução para o baixo nível da barragem de Engenheiro Avidos, visando auxiliar, sobretudo, a comunidade local.

Durante a audiência, também foi tratado o andamento do projeto do Sistema Adutor do Ramal do Piancó – 3º eixo de entrada das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco – obra que está inclusa no novo PAC, que tem a finalidade de suprir as demandas de abastecimento humano e fomentar as atividades agropecuárias na região.

O chefe do Executivo estadual ainda discutiu com o ministro Waldez Góes acerca do lote 3 do canal Acauã-Araçagi, que já está em fase de licitação e  irá beneficiar os municípios de Alagoinha; Cuité de Mamanguape; Itapororoca; Araçagi; Curral de Cima; Pirpirituba; Capim; Mamanguape; Sertãozinho; Serra da Raiz; Belém; Caiçara; Duas Estradas; Lagoa de Dentro; Pedro Régis; Jacaraú; Logradouro e Campo de Santana.

Agenda com presidente Lula – Mais cedo, em Brasília, o governador João Azevêdo participou de solenidade de anúncios dos projetos habilitados do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e dos anúncios de seleção do Novo PAC 2025, nas modalidades de abastecimento de água urbano e rural e de esgotamento sanitário urbano. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou investimentos de mais de R$ 39 bilhões para obras e equipamentos nas áreas de educação, saúde, água e esgoto, contemplando aquisição de ônibus escolares e construção ou ampliação de creches, escolas, quadras de esportes, UBS, UPAs, Centros Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), policlínicas, maternidades, hospitais e outros empreendimentos.

Além disso, também foram anunciados três resultados do Novo PAC Seleções 2025 na modalidade de Abastecimento de Água em Áreas Urbanas.

Prestigiaram as agendas os secretários Deusdete Queiroga (Infraestrutura e dos Recursos Hídricos), Adauto Fernandes (executivo da Representação Institucional) e Ronaldo Guerra (chefe de Gabinete do Governador).

Polícia Civil da Paraíba realiza operação em três estados em busca telefones roubados na Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba realizou mais uma etapa da Operação Recupera e percorreu três estados do Nordeste para trazer de volta telefones celulares que haviam sido roubados ou furtados em território paraibano, especificamente a região do sertão. Ao todo, foram 78 aparelhos recuperados nesta etapa da operação.

A entrega dos telefones aconteceu nessa quarta-feira, 10 de dezembro, na sede da 3ª Superintendência de Polícia Civil, em Patos. Parte dos celulares foi recuperada nos estados Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Dos 78 aparelhos, 65 foram devolvidos às vítimas. O restante está na 3ª Superintendência, aguardando os proprietários dos bens, que já foram comunicados pela Polícia Civil sobre a localização dos telefones.

Operação Recupera

A Operação Recupera foi lançada em dezembro de 2024 e tem como objetivo localizar, apreender e devolver os aparelhos aos verdadeiros proprietários, seguindo diretrizes da Delegacia-Geral. As investigações continuam para ampliar o número de recuperações.

A Polícia Civil orienta que vítimas de furto ou roubo registrem o boletim de ocorrência e informem o número do IMEI do celular, que é essencial para o rastreamento. Esse código pode ser encontrado na nota fiscal ou na embalagem do aparelho.

Empresário é preso na Paraíba suspeito de comprar arma de fogo com documentos falsos

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Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de Campina Grande – com o apoio do Grupo Tático Especial (GTE) de Juazeirinho e a Polícia Militar – resultou na prisão de um empresário, nessa quarta-feira, 10 de dezembro, suspeito de tentar comprar uma arma de fogo apresentando documentos falsos.

O homem preso tem 40 anos de idade e tentou adquirir o armamento em um clube de tiro na cidade. Funcionários do estabelecimento desconfiaram da documentação e acionaram a Polícia Civil, que iniciou as investigações.

Durante a apuração dos fatos, a PCPB constatou com o Exército Brasileiro que o documento apresentado para a aquisição da arma é falso. O empresário foi preso em flagrante, no interior do clube de tiro. Ele foi encaminhado à carceragem da Cidade da Polícia Civil.

O crime de Uso de Documento Falso (artigo 304 do Código Penal) prevê pena de reclusão de dois a seis anos, e multa, sendo inafiançável na esfera policial.

Preso homem que abusou sexualmente do próprio filho e armazenava material de abuso infantil

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC), cumpriu, na manhã desta quinta-feira (11), em João Pessoa, mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem suspeito de praticar os crimes de estupro de vulnerável contra o próprio filho e de armazenar cenas explícitas envolvendo crianças e adolescentes.

De acordo com as investigações, o suspeito mantinha contato frequente com diversas crianças e adolescentes para a prática de atos libidinosos, registrando os crimes em vídeos e fotografias. As apurações revelaram, ainda, que uma das vítimas era o próprio filho do investigado, atualmente com seis anos de idade, tendo o abuso sido filmado pelo próprio autor.

A investigação também constatou que, além de produzir conteúdos ilícitos, o suspeito armazenava outros vídeos e imagens de abuso sexual infantil em seus dispositivos. Após o cumprimento dos mandados, o preso foi conduzido à Carceragem da Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa/PB, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A ação reforça o compromisso da Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes Cibernéticos, no enfrentamento à exploração infantil, destacando a importância da denúncia por meio do Disque-Denúncia 197, serviço que funciona com garantia de sigilo.

Projeto Praia Limpa 2025/2026 inicia atividades nesta quinta (11) em João Pessoa

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A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) iniciará, nesta quinta-feira (11), as atividades do Projeto Praia Limpa 2025/2026, com uma programação especial de abertura voltada à formação em educação ambiental costeira. A cerimônia será realizada na PBTur, no bairro de Tambaú, em João Pessoa, e marcará o lançamento oficial da nova edição do projeto, que ao longo dos fins de semana de dezembro a fevereiro percorrerá o litoral paraibano com ações de sensibilização e orientação aos banhistas.

A abertura contará com duas etapas. Pela manhã, das 9h às 12h, ocorrerá a cerimônia oficial de abertura desta edição do projeto para representantes das instituições parceiras, gestores municipais e demais convidados, que contará com apresentação do Grupo Cultural Iandé Anama Oikobé (@iande_anama_oikobe). À tarde, das 13h30 às 16h, será oferecida uma formação técnica estruturada em três eixos temáticos (Biodiversidade, Poluição Plástica e Cultura Oceânica), destinada às equipes voluntárias que atuarão nas praias durante toda a temporada.

Assim como nas edições anteriores, o Praia Limpa tem o objetivo de ampliar a educação ambiental no litoral paraibano, com abordagens a banhistas e comerciantes, distribuindo sacolas biodegradáveis e orientando sobre descarte correto dos resíduos, redução do plástico de uso único, reaproveitamento do óleo de cozinha e outras práticas essenciais para a preservação dos ecossistemas marinhos.

Durante o período do projeto as equipes estarão presentes em diferentes municípios litorâneos com atividades participativas, ações educativas e serviços integrados com diversos parceiros institucionais. Neste ano, a programação inclui praias de João Pessoa, Marcação, Mataraca, Conde, Lucena, Baía da Traição, Rio Tinto, Pitimbu e Cabedelo, chegando também ao Parque Estadual de Areia Vermelha (PEMAV).

A edição 2025/2026 será encerrada no dia 5 de fevereiro, com a cerimônia de culminância e entrega de certificados às prefeituras participantes, que será realizada no Jardim Botânico Benjamin Maranhão, localizado na Av. D. Pedro II, Torre, em João Pessoa.

Programação:

Abertura e Formação – João Pessoa 11/12/2025 (quinta-feira)

  • 9h às 12h – Cerimônia de abertura e apresentação do Projeto Praia Limpa
  • 13h30 às 16h – Formação nos três eixos temáticos (Biodiversidade; Poluição Plástica; Cultura Oceânica)
    Local: PBTur – Av. Alm. Tamandaré, 100 – Tambaú, João Pessoa

13/12/2025 (sábado) – 9h às 12h

Local: Coqueirinho do Norte – Marcação

 

14/12/2025 (domingo) – 9h às 12h

Local: Barra de Camaratuba – Mataraca

 

20/12/2025 (sábado) – 9h às 12h

Local: Coqueirinho – Conde

 

21/12/2025 (domingo) – 9h às 12h

Local: Praia de Lucena – Antigo Arrastão

 

10/01/2026 (sábado) – 9h às 12h

Local: Jacarapé – João Pessoa

 

11/01/2026 (domingo) – 9h às 12h

Local: Bessa – João Pessoa

 

17/01/2026 (sábado) – 9h às 12h

Local: Prainha – Baía da Traição

 

18/01/2026 (domingo) – 9h às 12h

Local: Barra de Mamanguape – Rio Tinto

 

24/01/2026 (sábado) – 9h às 12h

Local: Tambaú – João Pessoa

 

25/01/2026 (sábado) – 9h às 12h

Local: Cabo Branco – João Pessoa

 

31/01/2026 (sábado) – 9h às 12h

Local: Praia Bela – Pitimbu

 

01/02/2026 (domingo) – 9h às 12h

Local: Camboinha / Parque Estadual de Areia Vermelha (PEMAV) – Cabedelo

 

Culminância e entrega de certificados

05/02/2026 (quinta-feira) – 9h às 12h

Local: Jardim Botânico Benjamin Maranhão – João Pessoa

 

Doação de múltiplos órgãos transforma seis vidas e reforça importância da solidariedade

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A Central Estadual de Transplantes, unidade de alta complexidade do Governo da Paraíba, registrou, nessa terça-feira (9), a segunda doação de múltiplos órgãos em menos de 24 horas. A ação ocorreu no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, onde um homem de 20 anos, vítima de um trauma crânio encefálico (TCE) foi o doador de seis órgãos: coração, fígado, os dois rins e as córneas.

A doação só foi possível após a confirmação da morte encefálica, diagnosticada sob rigoroso protocolo de exames clínicos e de imagem, e também pela autorização da família. Esta é a 17ª doação realizada na unidade, com a condução das equipes de humanização da Central de Transplantes da Paraíba. Juntos, o Hospital de Trauma de Campina Grande e o Trauma de João Pessoa integram as duas maiores unidades doadoras de órgãos do estado, somando juntas 33 doações neste ano.

A sensibilização das famílias doadoras por parte dos profissionais envolvidos no processo tem se destacado como um dos fatores determinantes na decisão positiva dos familiares. De acordo com a diretora da Central de Transplantes, Rafaela Dias, esse é o 16º coração doado em 2025.

“A gente chega ao número de 16 corações doados em 2025 e 44 doações de múltiplos órgãos registradas. As doações de coração já superam em 33% os números do ano passado. Mas nós não celebramos aqui só os números, nós celebramos as vidas que puderam ser salvas e transformadas com o ‘sim’ de todas as famílias doadoras,” destacou.

Em 2025, a Paraíba já registrou 229 transplantes, dos quais 180 foram de córneas, 11 de coração, oito de rins, 27 de fígado e quatro de medula óssea. Ainda aguardam na lista de espera, 815 pessoas, sendo 590 para córneas, 195 para rins, 28 para fígado e duas para coração.

Governo da Paraíba inicia pagamento do Abono Natalino para 600 mil famílias

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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), iniciou nesta quarta-feira, (10), o pagamento do Abono Natalino 2025, que este ano beneficia mais de 600 mil famílias em todo estado. Conforme anunciado pelo governador João Azevêdo, o pagamento ocorre no período de 10 a 23 deste mês.

O Abono Natalino é um programa de transferência de renda do Governo da Paraíba, coordenado pela Sedh, e tem como objetivo complementar a renda das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (BF). Anualmente, é pago no mês de dezembro, tomando como base o número de famílias que receberam o Bolsa no último mês de outubro. Este ano, estão sendo investidos cerca de R$ 46 milhões, recursos próprios do Governo do Estado.

Único estado a conceder esse benefício, a Paraíba paga o Abono Natalino, no valor de R$ 64,00, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF) e os beneficiários podem sacar o dinheiro nas agências da instituição, casas lotéricas, correspondentes Caixa e nos terminais eletrônicos.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Pollyanna Werton, destacou a importância e o impacto desse benefício na vida das famílias. “Além de cumprirmos a missão social de beneficiar as famílias que mais precisam, oferecendo apoio financeiro imediato, o pagamento vai aquecer a economia local. É no mercadinho, na bodega, na farmácia, onde vão circular esses recursos”, afirmou a secretária.

OAB fecha rodovia em manifestação contra falta de juízes na Comarca de Teixeira

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), e a Subseção de Patos promoveram, nesta quarta-feira (10), uma mobilização pública contra a morosidade do Judiciário na Comarca de Teixeira, no Sertão paraibano. Como forma de chamar atenção para a gravidade da situação, os advogados fecharam por cerca de uma hora a rodovia PB-262, na altura da Serra de Teixeira.

Em seguida, os manifestantes – advogados, representantes institucionais e membros da sociedade civil organizada, se reunira em frente ao Fórum local, em um ato pacífico que cobrou mais celeridade e estrutura para o regular funcionamento da Justiça na região. Na oportunidade, foi solicitado a nomeação de juiz titular e a criação de mais uma Vara em Teixeira.

O presidente da OAB-PB, Harrison Targino, destacou que a situação vivenciada em Teixeira compromete direitos fundamentais e exige solução imediata. “A morosidade que atinge a Comarca de Teixeira é inaceitável. A população e a advocacia padecem com processos parados, audiências adiadas e falta de estrutura adequada. Nosso papel institucional é dar voz a esse clamor e cobrar providências urgentes do Tribunal de Justiça,” afirmou.

“Graças a mobilização que vocês estão fazendo, graças ao esforço de cada um de vocês, que deixa seus afazeres para aqui estar e bradar por justiça, nós podemos hoje ter a visibilidade deste grave tema, que é o fechamento de uma comarca faticamente ocorrendo quando há juízes para prestar a jurisdição devida. Portanto, parabenizo presidente Cleodon a advocacia da região”, acrescentou.

Harrison Targino também ressaltou que a entidade continuará acompanhando o caso de perto. “A OAB-PB não se omitirá. Seguiremos dialogando, mas também agindo. Se necessário, adotaremos novas medidas para garantir que o serviço jurisdicional seja prestado com dignidade e eficiência,” completou.

O presidente da Subseção da OAB de Patos, Cleodon Bezerra, reforçou que o problema é histórico, mas se intensificou nos últimos meses, afetando diretamente o exercício profissional dos advogados. “A realidade de Teixeira chegou a um ponto crítico. Temos colegas que não conseguem dar andamento a suas demandas e famílias inteiras sofrendo com a ausência de decisões. A advocacia está em campo, unida, para dizer basta ao descaso,” declarou.

Cleodon Bezerra ainda lembrou que o objetivo do ato não é o confronto, mas a defesa da cidadania. “Nossa mobilização não é contra pessoas, mas contra a falta de condições que inviabiliza a prestação jurisdicional. Queremos um Judiciário forte, presente e acessível. A população merece respeito,” acrescentou.