26.1 C
João Pessoa
Início Site Página 1255

Prefeita de Bayeux tem prazo de 15 dias para justificar contrato destinado à melhoria da iluminação pública

0

A prefeita de Bayeux Luciene Andrade Gomes Martinho tem prazo de 15 dias para justificar valores atinentes ao contrato administrativo nº 0152/2022 firmado com o Consórcio IP BSB e destinado à execução de projetos básico e executivo “para melhor eficiência energética do parque de iluminação pública do município”. A decisão, neste sentido, foi comunicada pelo conselheiro Fábio Nogueira à 1ª Câmara do Tribunal de Contas da Paraíba então reunida na manhã desta quinta-feira (18).

Com vigência de cinco anos, o contrato em questão contém parcelas mensais de R$ 321.043,78, de modo a totalizar R$ 19.262.086,80, em seu término. Este mesmo contrato já obteve a aprovação com ressalvas da 1ª Câmara quando do julgamento inicial do processo. Contudo, durante o acompanhamento da execução contratual, a Auditoria do TCE detectou sobrepreço mensal da ordem de R$ 170.567,22 a ser confirmado, ou não, a depender da análise da justificativa da gestora de Bayeux, no prazo estabelecido, “sob pena da suspensão imediata das parcelas vicendas”, como decidiu o relator Fábio Nogueira.

Na manhã desta quinta-feira, houve a aprovação com ressalvas às contas anuais das Câmaras Municipais de Aguiar e Poço de José de Moura, ambas referentes ao exercício de 2022. Também, às dos Institutos de Previdência dos Servidores de Juru (2020) e de Princesa Isabel (2020, em fase recursal). As contas de 2021 procedentes do Instituto de Previdência de Remígio teve a desaprovação mantida ao cabo de exame do recurso de reconsideração. Mas ainda cabe o de apelação.

 

SÚMULA – Vai a 771 o número de processos julgados pela 1ª Câmara do TCE no período de 1º de janeiro até o último dia 11. Foram, desde então, nove contas de Câmaras de Vereadores, quatro de Secretarias Municipais, 24 de organismos das administrações indiretas dos municípios, uma inspeção de obras, 121 licitações e contratos, 27 inspeções especiais, 39 denúncias e representações, 467 atos de gestão de pessoal, um concurso público, 34 recursos, 39 verificações de cumprimento de decisão e nove outros processo de natureza diversa.

Compõem a 1ª Câmara do Tribunal de Contas da Paraíba os conselheiros Fernando Catão (presidente), Fábio Nogueira, Antonio Gomes Vieira Filho e Renato Sérgio Santiago Melo (substituto). O Ministério Público de Contas esteve representado, excepcionalmente, pela procuradora Isabella Barbosa Marinho Falcão. A TV TCE-PB, canal no YouTube, exibe os julgamentos.

Assessoria do TCE/PB

João Azevêdo entrega reforma e ampliação do Bope e novos equipamentos para as Forças de Segurança

0

O governador João Azevêdo entregou, nesta quinta-feira (18), no Bairro dos Ipês, em João Pessoa, as obras de reforma e ampliação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), além de equipamentos para a Segurança Pública, que totalizam investimentos superiores a R$ 9,1 milhões.

Dentre os equipamentos entregues pelo gestor estadual estão motos aquáticas, quadriciclos, munições, capacetes balísticos e instrumentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta e projéteis de borracha, uma opção para uso diferenciado da força policial, com a finalidade de preservar vidas e minimizar danos à integridade das pessoas.

Na ocasião, o Bope prestou uma homenagem in memoriam ao soldado Eltas Max Barbosa, que faleceu na cidade de Palmas, em Tocantins, na última segunda-feira (15).

O governador João Azevêdo ressaltou que a segurança pública é prioridade do governo e tem recebido investimentos importantes, além de políticas de valorização de pessoal. “Nós temos a melhor segurança pública do Norte/Nordeste, de acordo com o Centro de Liderança Pública. Desde 2019, temos realizado aquisições de equipamentos, ampliado instalações físicas e investido mais de R$ 170 milhões em tecnologia, fazendo com que o segmento avançasse muito nesse período pelo trabalho de homens e mulheres e por conta da infraestrutura que o governo coloca à disposição para a melhor prestação de serviço”, frisou.

O secretário de estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Francisco Nunes, destacou que a entrega das novas instalações do Bope é mais uma demonstração do respeito do governador João Azevêdo às Forças de Segurança. “Esse é um investimento importante na infraestrutura, na acomodação dos nossos policiais, com uma ambiência muito mais apropriada, acolhedora, onde os policiais conseguem desempenhar suas atividades com muito mais tranquilidade porque sabe que tem um Batalhão apropriado para o desempenho de suas funções. O governador tem feito grandes obras na Segurança Pública, a exemplo dos Centros Integrados de Comando e Controle, e investido em equipamentos, melhorando a prestação de serviço à sociedade”, falou.

O comandante-geral da Polícia Militar, Sérgio Fonseca, afirmou que a reforma e ampliação do Bope garantem condições dignas de trabalho aos policiais e reforça a eficiência e a capacidade operacional da tropa. “Esse equipamento que o governador entregou traz dignidade ao policial militar e eu não tenho dúvida de que policiais bem treinados, capacitados, que tem toda uma infraestrutura irão produzir bem mais. Além disso, os quadriciclos e jetskis serão fundamentais no policiamento da nossa Orla, bem como dos nossos parques de maneira que o governador João Azevêdo tem tido um olhar diferenciado para a Segurança Pública e esses investimentos irão refletir na melhoria da qualidade do trabalho da Polícia Militar”, falou.

“Essa reforma era um sonho da tropa de choque e é muito gratificante para os profissionais a partir do momento que o governo se sensibiliza com a nossa demanda. Nós estamos nesse espaço para servir ao povo e um policial satisfeito trabalha melhor no combate ao crime e vamos continuar fazendo isso com muita competência”, celebrou o comandante do Bope, tenente-coronel Magno Fonseca.

Reforma e ampliação do Bope – As obras contemplaram galpão, bloco administrativo, estacionamento,  corpo da Guarda e reservatório. Os serviços contemplaram terraplanagem, demolições, fundação, estrutura, coberta, forro, alvenaria, bancadas e prateleiras, revestimento, piso, esquadrias, peças sanitárias, instalação  de combate a incêndio, instalações elétrica, hidráulica, sanitária e pluvial, climatização, cabeamento estruturado e rede Wi-Fi , pavimentação e subestação.

Prestigiaram a solenidade os deputados estaduais Chico Mendes, Wilson Filho, João Gonçalves e Tarcísio Jardim; o vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra; os vereadores Zezinho do Botafogo, Marcelo da Torre e Emano Santos; a juíza da Vara de Execuções Penais, Andréia Arcoverde; o capitão dos Portos da Paraíba, Ronaldo Almeida; e os auxiliares da gestão estadual, dentre eles, João Alves (secretário da Administração Penitenciária), João Paulo Barros (secretário executivo da Administração Penitenciária), coronel Marcelo Araújo (comandante-geral do Corpo de Bombeiros) e Simone Guimarães (superintendente da Suplan).

Secom-PB

Fotos: Francisco França

João Pessoa amplia público-alvo para vacina contra a dengue, confira

0

Atendendo uma nota técnica do Ministério da Saúde, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está ampliando temporariamente a faixa etária do público-alvo que pode receber o imunizante contra a dengue. Até o dia 30 de abril, podem ser vacinadas crianças e adolescentes com idades entre 06 e 16 anos.

“João Pessoa assume agora um novo perfil de vacinação contra a dengue para evitar que haja perda de doses que foram recebidas a partir do Ministério da Saúde. Nós temos vacinas com validade até o dia 30 deste mês e, por isso, vamos começar a vacinar crianças a partir de 06 anos até adolescentes com 16 anos. Estamos ampliando nossa margem de vacinação para aumentar nosso público de imunização e evitar qualquer desperdício de dose de vacina recebida”, destacou o secretário de Saúde de João Pessoa, Luis Ferreira.

A ampliação passa a valer já a partir das 12h desta quinta-feira (18), apenas nos pontos de vacinação que estão localizados no Home Center Ferreira Costa, localizado às margens da BR-230; Shopping Sul, no bairro dos Bancários; e Shopping Tambiá, no Centro. A vacina está disponível nesses pontos até as 21h no Ferreira Costa e Shopping Sul e até 20h no Shopping Tambiá.

Além desses pontos, no próximo sábado (20), das 8h às 16h, a Secretaria de Saúde estará com uma programação especial no Parque Arruda Câmara, a Bica, onde ofertará o imunizante para o novo público-alvo, além de realizar atividades de orientação para prevenção do mosquito Aedes aegypti, conduzidas pelas equipes da Vigilância em Saúde.

“É importante destacar que essa é uma estratégia temporária, aplicada apenas para as vacinas que possuem prazo de validade até 30 de abril de 2024 e as pessoas que forem vacinadas dentro dessa nova recomendação terão sua segunda dose garantida pelo Ministério da Saúde”, explicou o secretário de Saúde.

Documentação – Para receber o imunizante, é preciso apresentar cartão de vacinação e documento de identificação da criança e/ou adolescente. O esquema vacinal deste imunizante é composto de duas doses, em intervalo de três meses entre as doses. Caso o usuário tenha contato com a doença antes da vacina, é recomendado aguardar seis meses para o início do esquema vacinal com a vacina dengue (atenuada). Caso a infecção ocorra após o início do esquema, não há alteração no intervalo entre D1 e D2, desde que a segunda dose não seja realizada com o período inferior a 30 dias do início da doença.

Ampliação da vacina contra dengue – Até 30/04/2024

Público-alvo: Crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos

Locais de Vacinação:

Ferreira Costa – 12h às 21h

Shopping Sul – 12h às 21h

Shopping Tambiá – 12h às 20h

Serviço itinerante: Caravana do Cuidar atende moradores do bairro São José nesta sexta-feira

0

A Prefeitura de João Pessoa promove, nesta sexta-feira (19), mais uma edição da Caravana do Cuidar. A estrutura será montada, das 8h às 12h, na Praça da Laje, na Rua Edmundo Filho, no bairro São José. Serão disponibilizados serviços de saúde, assistência social, embelezamento, empregabilidade e direito do consumidor.

A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc) vai promover os atendimentos do CadÚnico, porta de entrada para diversos programas sociais do Governo Federal; do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da região, realizando o cadastro dos moradores; e a adesão ao Programa Criança Feliz, que acompanham gestantes e/ou crianças de até três anos para um desenvolvimento integral.

A Caravana do Cuidar também disponibiliza oportunidades no mercado de trabalho, que serão ofertadas pelo Programa Acessuas Trabalho, que oferece cursos profissionalizantes e oportunidades de emprego pelo programa Jovem Aprendiz, direcionado para jovens entre 14 e 24 anos de idade. Além da parceria com o Sine-JP, por meio do ‘Eu Posso’, que encaminha os moradores para vagas de emprego.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também estará presente, oferecendo serviços de vacinas, contra Covid-19 e contra Influenza; aferição de pressão arterial; teste rápido de glicemia; atendimento médico, com encaminhamento para exames; atendimentos de auriculoterapia e atendimento odontológico, com a equipe do Odontomóvel.

Outro parceiro do serviço é o Procon-JP, que recebe os moradores orientando e prestando assistência nas relações consumeristas.

Homem é preso acusado de oferecer drogas e manter relações sexuais com menina de 11 anos, na PB

0

Um homem investigado por ter cometido crime de estupro de vulnerável foi preso pela Polícia Civil da Paraíba, nesta quinta-feira, 18 de abril, no município de Barra de Santa Rosa. Ele tem 29 anos de idade e passou a conviver com uma menina de apenas 11 anos, após os dois conversarem pelas redes sociais.

As investigações tiveram início no dia 28 de março deste ano, quando a avó da menina foi até a Delegacia do município denunciar o suspeito. De acordo com a denunciante, após ser aliciada pelo investigado, a sua neta passou a sair de casa, à noite, para dormir na residência do denunciado. A menina foi repreendida pela avó e, depois disso, decidiu ir morar com o investigado.

A Polícia Civil descobriu ainda que o aliciador é usuário de drogas e, além de manter relações sexuais com a criança, ainda oferecia maconha, cocaína e crack à vítima. Ele faria parte de uma facção criminosa, conforme apontam os levantamentos policiais.

“Só que os próprios criminosos da cidade mandaram essa menina voltar para a casa da sua avó, pois aquela relação conjugal poderia atrair a atenção da polícia. E foi o que aconteceu. No dia 15 de abril, ela acabou fugindo da casa desse acusado e voltou à sua antiga moradia”, disse o delegado Decio Souza, que está à frente das investigações.

Com base nas investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, pedido acatado pela justiça. De posse do mandado de prisão, os policiais prenderam o suspeito, que está recolhido na carceragem da 13ª Delegacia Seccional (sede em Picuí), aguardando audiência de custódia.

Paraíba amplia temporariamente público-alvo da vacina contra a dengue para evitar perdas do imunizante

0

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) – através do Núcleo de Imunização – ampliou a faixa etária do público-alvo da vacina contra a dengue. A recomendação é do Ministério da Saúde para evitar perdas do imunizante que tem data de validade até 30 de abril. A estratégia é temporária.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Márcia Mayara, essa é uma estratégia temporária válida para aqueles 24 municípios que estão dentro dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde para vacinar contra dengue neste ano de 2024. Ela explica que a recomendação é para os territórios que têm um quantitativo de doses que represente risco de perda física, podendo ampliar o público para 06 a 16 anos.

“Se o município perceber que, mesmo ampliando para este público, ainda há o risco de perdas de doses, pode ampliar para a faixa etária de 04 a 59 anos, que é a faixa etária limite da vacina da dengue. É importante frisar que essa ampliação de público é uma estratégia temporária só para o lote de vacina que tem validade até 30 de abril. Ampliando a faixa etária dentro do município, com a d1, o Ministério da Saúde vai garantir que essa criança ou esse adulto tome a d2 da vacina”, explanou.

De acordo com o sistema de informação oficial do Ministério da Saúde, a Paraíba tem 29.019 doses aplicadas. A SES recebeu e distribuiu para os 24 municípios 37.040 doses.

Etapa de João Pessoa dos Jogos Escolares e Paraescolares começa nesta sexta-feira

0

A etapa de João Pessoa dos Jogos Escolares e Paraescolares 2024 será aberta, nesta sexta-feira (19), às 16h, no ginásio principal da Vila Olímpica Parahyba, na Capital. A solenidade vai contar com o desfile das escolas participantes e uma apresentação do grupo ABM Dance, além da execução do hino nacional, que será apresentado pelo músico paraibano Mô Lima.

Os Jogos da etapa de João Pessoa começam na próxima terça-feira (23) e vão até o dia 25 de maio. O evento é realizado pelo Governo da Paraíba por meio da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (Sejel), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEE). As modalidades em disputa são: futsal, handebol, voleibol, basquete, natação, atletismo, judô, xadrez, tênis de mesa, badminton, vôlei de praia, luta olímpica, ciclismo, taekwondo e ginástica rítmica.

Na solenidade, o atleta Guilherme Soares, que integra o top-10 do ranking nacional de natação paralímpica escolar, fará o juramento e Camila Queiroga será a responsável pelo acendimento da tocha. Ela faz parte da seleção brasileira de handebol beach e é destaque nacional da modalidade.

“Os Jogos Escolares e Paraescolares já iniciaram em algumas regionais de ensino e agora é a vez de João Pessoa. É o maior evento do desporto escolar da Paraíba, que promove as etapas nas regiões e que no meio do ano vai reunir os melhores atletas para a etapa estadual, onde serão conhecidos os representantes paraibanos que vão para os Jogos Escolares Brasileiros e os Jogos da Juventude”, destacou o secretário da Sejel, Lindolfo Pires.

Parte de muro desaba e mata morador de rua no interior do Estado

0

Parte de um muro caiu e matou um moradora de rua. A fatalidade ocorreu na madrugada desta quinta-feira (18) no município de São Sebastião de Lago de Roça.

A vítima dormia na calçada quando foi atingida pelo bloco de alvenaria. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O corpo da vítima foi levado para sede da Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), em Campina Grande, onde deve passar por exames para ser identificado. Apesar da morte acidental, os agentes da Polícia Civil devem abri um inquérito civil para investigar o caso.

ClickPB

PEC das Drogas é inconstitucional e deve agravar cenário de violência, dizem especialistas

0

O Senado aprovou, nesta terça-feira (15), em dois turnos, a proposta que inclui no artigo 5º da Constituição Federal a criminalização da posse e do porte de qualquer quantidade de droga ilícita.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a medida, além de inconstitucional, deve agravar o cenário atual de violência, encarceramento e desigualdade social. A avaliação é que descriminalizar as drogas e promover uma regulamentação seria uma solução mais eficiente.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) teve 53 votos favoráveis e nove contrários no primeiro turno, e 52 favoráveis e nove contrários no segundo turno.

“É a demonstração de que o Senado Federal deu as costas para a Constituição e abraçou essa política de drogas racista, genocida, super encarceradora e que fortalece facções criminosas”, avalia o advogado Cristiano Maronna, diretor do Justa, centro de pesquisa que atua no campo da economia política da justiça.

Para o especialista, a descriminalização e a regulamentação seriam mais eficientes do que a alteração aprovada no Senado. “É essa a direção em que países com democracias de alta densidade estão seguindo. Já o Brasil está no rumo seguido pelas autocracias e ditaduras”, disse o advogado, que é mestre e doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

A PEC, que agora será avaliada pela Câmara dos Deputados, foi articulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) voltar a pautar o julgamento da descriminalização do porte da maconha para uso pessoal, determinando a diferenciação entre usuário e traficante. Um pedido de vista do ministro Dias Toffolli suspendeu o julgamento em março. A matéria está em 5 votos a 3 para a descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.

Cristiano Maronna defende que o Supremo, ao votar o tema, está exercendo uma função típica de corte constitucional, que é declarar inconstitucional uma norma jurídica. “Além disso, o Supremo também exerce uma função contramajoritária ao impedir a ditadura da maioria política, quando a maioria política está alinhada para violar direitos fundamentais”, acrescentou.

Proibição
O advogado Erik Torquato, membro da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, avalia que a proibição é ineficaz. Segundo ele, a criminalização gera um efeito colateral muito maior do que as próprias substâncias em circulação na sociedade. O especialista defende que a regulamentação é o caminho mais eficiente e racional. “As substâncias que mais causam danos sociais nas famílias e na sociedade, prejuízo ao atendimento público de saúde, não são criminalizadas. E uma política pública eficiente de controle de substância, que é o controle do tabagismo, passou longe da criminalização”, disse.

Membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) e integrante da Rede Reforma, a advogada Cecilia Galicio destaca que não há no mundo precedentes de criminalização constitucional do uso de substâncias.

“Acredito e torço por uma mobilização social não só capaz de reconhecer a indignidade da criminalização, como também em ações que discutam o movimento global de lidar com a questão do uso de substâncias sob a ótica dos direitos humanos, afinal, o tráfico de drogas é internacional, e não há solução local possível sem compreendermos esse fenômeno como um todo”, disse.

A conselheira do Conad ainda ressalta que a PEC trata de um tema que o STF já sinaliza como inconstitucional. “Com a iminência da decisão do STF, a princípio, dependendo do andamento do julgamento e da votação final na Câmara, viveremos um período de vacância, no qual podemos estar tanto sob a égide de uma lei mais justa, que seria a descriminalização, para rapidamente voltarmos à regência de uma lei injusta e retrógrada como pretende o Senado”.

STF
Erik Torquato afirmou que a PEC das drogas é inconstitucional e uma afronta ao artigo 5º da Constituição, uma cláusula pétrea de proteção de direitos e garantias fundamentais, que se dedica a proteger os cidadãos contra arbítrios do Estado. Ele explica que o artigo só poderia ser alterado para expandir tais proteções e garantias, jamais para restringi-las. Isso porque a Constituição não permite a diminuição e o retrocesso de direitos.

“Essa alteração que está sendo proposta [pelo Senado] insere no artigo 5º a restrição a um direito, a uma garantia fundamental, ele viola frontalmente o direito à intimidade, à vida privada, à dignidade, previsto na Constituição. Então o Supremo poderá ser chamado a se manifestar sobre isso, e ele pode se manifestar já dentro do recurso extraordinário [sobre descriminalização de drogas]”, disse.

Em 2015, quando o julgamento começou, os ministros começaram a analisar a possibilidade de descriminalização do porte de qualquer tipo de droga para uso pessoal. No entanto, após os votos proferidos, a Corte caminha para restringir a decisão somente para a maconha. A legislação atual, além de prever penas, ainda que atenuadas, para quem for pego portando drogas para consumo próprio, não define a quantidade que difere o traficante do usuário.

Conforme os votos proferidos no STF até o momento, há maioria para fixar uma quantidade de maconha para caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas, que deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de Cannabis. A quantidade será definida quando o julgamento for finalizado. No caso concreto que motivou o julgamento no STF, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime. O acusado foi detido com três gramas de maconha.

Violência policial
Para o especialista da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, uma vez incluída a criminalização dos usuários na Constituição, haverá um aumento da repressão. “Sem sombra de dúvida, com a promulgação dessa emenda constitucional que criminaliza os usuários, aqueles que atuam na repressão ao varejo e ao consumo se sentirão ainda mais legitimados para implementar a política que já é implementada de combate às drogas”, disse Torquato.

Além disso, ele aponta que a PEC das Drogas representa a garantia do comércio de substâncias ilícitas centralizado no crime organizado. “É a constitucionalização do monopólio do tráfico de drogas na mão do crime organizado. Ou seja, é um desserviço à sociedade o que o Congresso Nacional está prestes a fazer.”

O advogado ressalta que o desdobramento mais natural da PEC é o acirramento de uma disputa de narrativa, no âmbito da criminalização de usuários e da perseguição violenta ao varejo de tais substâncias, o que tem o potencial de impactar uma população já vulnerável, residente em áreas de pouca assistência social, de baixo desenvolvimento humano, como as periferias das grandes cidades e o interior dos estados.

“[Locais] onde o Poder Público se mostra muito deficiente na garantia dos direitos e garantias fundamentais – saneamento básico, educação, segurança – e onde os grupos armados têm uma presença mais efetiva, que é também onde o combate violento ao comércio dessas substâncias ocorre. Certamente, os jovens pretos periféricos que moram nessas zonas de baixo desenvolvimento humano, nas periferias, nas favelas, eles se tornarão ainda mais vulneráveis a uma política de repressão que é violenta, estigmatizante e criminalizante”, alerta.

Cristiano Maronna enfatiza que o voto do ministro do STF Alexandre Moraes, neste caso da descriminalização, escancarou o modo disfuncional como a lei de drogas é aplicada atualmente, já que a mesma quantidade para um jovem negro periférico caracteriza tráfico e para pessoas brancas em bairros nobres caracteriza uso pessoal.

“O ministro faz um verdadeiro libelo contra o sistema de justiça – polícia, Ministério Público e judiciário – ao reconhecer que, depois que a lei de drogas entrou em vigor, usuários negros, pobres, periféricos e com baixa instrução passaram a ser tratados como traficantes em comparação com pessoas brancas flagradas com a mesma quantidade de drogas. Para o Senado Federal, essa situação não é um problema, isso não sensibilizou os senadores”, disse.

Saúde
Em relação a pessoas que fazem uso abusivo de drogas, Maronna aponta que a PEC fala em tratamento e avalia que isso se configura “um risco de massificação das comunidades terapêuticas, de implementação de medidas higienistas, como a internação forçada, que tem um índice baixíssimo de eficácia”.

Erik Torquato reforça que o tratamento de pessoas que fazem uso abusivo de substâncias jamais poderia estar previsto numa norma de cunho criminal. “Tratar pessoas que são doentes dentro de uma norma penal é um contrassenso, é criminalizar a condição de saúde da pessoa. É dizer que uma pessoa está doente porque ela é criminosa, ou é criminosa por estar doente”, disse.

Segundo ele, a criminalização dessas pessoas, promove, na verdade, seu afastamento dos equipamentos de saúde, cuidado e atenção. “Nós estamos afastando essas pessoas de uma atenção humanizada, de uma política pública humanizada. É inadmissível tratar aquilo que é assunto de saúde pública numa norma criminalizante.”

Diretora-executiva do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Marina Dias aponta que a lei de drogas aprovada em 2006, embora tenha problemas, muda o olhar em relação ao usuário, passando a ter uma perspectiva mais humanista e integrativa, além de despenalizar.

“Quando se traz a criminalização de novo, novamente afasta esse cidadão da política de saúde pública. Tem aí um recado de que aquilo que ele faz é crime. E joga-se para debaixo do tapete um problema que é super importante de ser enfrentado a partir de uma perspectiva de saúde, a partir de uma perspectiva de educação, de conscientização”, avalia.

Ela reafirma a inconstitucionalidade da proposta de emenda à Constituição sobre as drogas, já que restringe as garantias fundamentais e individuais.

“São vários passos atrás, é um retrocesso tremendo e não existe nenhum precedente em outro país democrático de levar para a Constituição Federal a criminalização de qualquer droga”, finaliza.

A Agência Brasil pediu posicionamento do Ministério da Justiça e do Ministério dos Direitos Humanos sobre desdobramentos e impactos da PEC das Drogas em políticas públicas e no contexto de violação de direitos, mas não obteve resposta até a conclusão da reportagem.

Agência Brasil

Foto: Arquivo\Agência Brasil

Senado aprova isenção de IR para quem ganha até dois salários mínimos

0

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que corrige a tabela do Imposto de Renda, aumentando a isenção para quem recebe até dois salários mínimos por mês. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e irá à sanção presidencial.

O PL 81/2024 reajusta para R$ 2.259,20 o limite de renda mensal que não precisa pagar Imposto de Renda. A lei que instituiu a nova política de valorização do salário mínimo, de 2023, autoriza um desconto sobre o imposto de 25% sobre o valor do limite de isenção, no caso, R$ 564,80, valor que somado a R$ 2.259,20 resulta em R$ 2.824, o que corresponde ao valor de dois salários mínimos.

Em seu relatório, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que o objetivo da proposição é parear a incidência tributária com a política de valorização do salário mínimo e, assim, evitar sua desidratação. Segundo ele, o Poder Executivo tem apresentado várias propostas para modernizar o Imposto de Renda e torná-lo mais justo.

“Certamente várias outras propostas ainda virão. Todas caminhando na direção de, cada vez mais, colocar o rico no Imposto sobre a Renda e o pobre no orçamento, como prometeu o presidente Lula,”

Durante debate, senadores da oposição cobraram a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de isentar do imposto de renda para pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil.

“Se não  houvesse tantos gastos, haveria a possibilidade de um ajuste melhor dessa tabela do Imposto de Renda. Existe uma promessa que não foi cumprida, e duvido que em 2025 tenhamos uma isenção da faixa salarial de R$ 5 mil para o nosso imposto de renda”, disse o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), destacando que votaria a favor da proposta.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu que o valor aprovado não é o desejável pelo governo, mas reafirmou que há intenção de ampliar a faixa de isenção. “O compromisso do presidente Lula é, até o final de seu governo, esse valor chegar até R$ 5 mil. Mas, em função de todas as necessidades de manter a responsabilidade fiscal, fizemos apenas na primeira faixa para beneficiar as pessoas mais necessitadas”, explicou.

Agência Brasil com informações da Agência Senado