Os atores e atrizes que integram o elenco do espetáculo ‘Paixão de Cristo – Ele vive’ estão intensificando os ensaios, de segunda a sexta-feira, sempre às 19h. A encenação, uma realização da Prefeitura de João Pessoa e sua Fundação Cultural (Funjope), estreia na quinta-feira (2), a partir das 19h, no Adro do Centro Cultural São Francisco, segue na sexta-feira (3) com duas sessões: às 18h e 20h30, e no sábado (4) com apresentação às 19h. O espetáculo tem texto e direção de Everaldo Vasconcelos e conta com assistência de Kalline Brito e Evana Arruda.


O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirma que é uma grande alegria acompanhar o desenvolvimento do espetáculo da Paixão de Cristo, que tem muita importância para a cena cultural da cidade. Ele lembra que há quatro anos, a gestão restaurou o espetáculo, fazendo ali em frente ao Centro Cultural São Francisco, um ambiente da tradição e da história barroca brasileira e que João Pessoa consegue dar importância e visibilidade.
“A Paixão de Cristo é um espetáculo grandioso, mobilizando cerca de 120 profissionais de teatro, entre atores, atrizes, pessoal técnico, de iluminação, maquiagem, cenografia e som. É um espetáculo que tem uma importância imensa para o teatro da cidade, e o prefeito Cícero Lucena e o prefeito Leo Bezerra nos estimulam, a cada ano, a trabalhar para melhorar. Vamos ter noites muito bonitas sobre o drama de Jesus que é encenado há mais de dois mil anos e que o teatrólogo Everaldo Vasconcelos está dando vida contemporânea aqui no Centro Histórico da cidade de João Pessoa”, declara.
O diretor Everaldo Vasconcelos afirma que os ensaios estão acontecendo diariamente, sempre com atenção especial a cada detalhe que compõe o espetáculo. Todo o processo é acompanhado de perto: desde a parte técnica, figurinos, adereços e cenografia, até o cuidado minucioso com a construção das cenas. “O objetivo é que, quando finalmente chegarmos ao palco, possamos apresentar um espetáculo que flua com naturalidade, envolva o público e transmita toda a energia e dedicação depositadas ao longo da preparação”, pontua.


Everaldo ressalta que têm sido ensaios intensos, cuidando de cada detalhe. “Dirigir um espetáculo de teatro é uma aventura magnífica. Partimos de uma ideia clara sobre o que desejamos alcançar, mas essa ideia é viva e se transforma à medida que avançamos em direção a ela. Não se trata de alterar a história, mas de realizar descobertas constantes sobre os tempos da cena, sobre as nuances do processo e, sobretudo, sobre o que cada pessoa do elenco pode oferecer”.
Ele acrescenta que encenar o mesmo texto com um grupo diferente é, na verdade, criar um novo espetáculo. Para o diretor, cada elenco traz sua energia, seu olhar e sua verdade, e isso faz com que o teatro permaneça uma arte viva, uma arte que celebra a vida e o encontro.
Este ano, o público pode esperar um espetáculo profundamente emocionante e visualmente belo, como observa Everaldo Vasconcelos. A apresentação oferece uma sequência de cenas marcantes, que se desenrolam com ritmo ágil diante dos olhos dos espectadores. Mais do que revisitar a história de Jesus — já tão conhecida — o espetáculo propõe também uma meditação sobre passagens menos exploradas. Um destaque especial é a cena da Estrada de Emaús, raramente utilizada em montagens do gênero e que, desta vez, ganha espaço e significado na produção. A proposta é surpreender, tocar e convidar o público a uma nova perspectiva sobre momentos essenciais da vida de Cristo.
Artistas – Os ensaios emocionam não só o diretor, mas também os artistas. A atriz Mônica Macêdo, que vai interpretar Herodias, mulher do rei Herodes, é veterana e conta sua trajetória: “Participei de quase todas as edições, desde a primeira. Foi uma experiência muito rica e hoje estou fazendo a maquiavélica Herodias, uma personagem grandiosa. Um presente lindo que, como atriz, adorei receber”. A expectativa, segundo ela, é de emocionar e sensibilizar o público com a história milenar de vida, paixão e morte de Jesus Cristo.
“O teatro pra mim é sagrado em todos os aspectos e a oportunidade desse convívio com atores e atrizes de diversas gerações, proporciona uma troca de experiências e aprendizados que se renovam sempre. Fazer parte desse espetáculo, além dessa imensa troca com pessoas tão incríveis, é o momento de refletir sobre o amor sublime, tão ausente nos dias atuais. Para mim, é um prazer imenso estar em mais uma edição desta paixão de Cristo, que é tão nossa”, declara.
A bailarina Ana Maria Barroso, integrante da Companhia Municipal de Dança de João Pessoa, vai interpretar Salomé no espetáculo. Desde 2022, ela já participava junto com os demais integrantes da Companhia de Dança e agora estreia como a personagem.
“Estou com expectativas maravilhosas. Que a gente possa mostrar ao público o resultado de todo o trabalho que estamos fazendo durante esse período. Espero que a gente conte com excelência a história mais importante do mundo que é a história de Jesus, e que possamos transmitir essa emoção e essa energia para o público de uma forma encantadora, divertida e emocionante”, observa.



Outro ator que integra o elenco é Alex Lessa, dando vida a Judas Iscariotes, o Traidor, pelo terceiro ano consecutivo. “As expectativas para a estreia são sempre as melhores. Estamos ensaiando todos os dias e eu fico muito ansioso. É um projeto que está consolidado e, cada vez mais, vem chamando mais a atenção do público”, diz.
Para ele, participar de um espetáculo com a dimensão da Paixão de Cristo é uma realização profissional. “É um prazer gigantesco ver essas pessoas confiarem no meu trabalho, no que eu posso passar, confiarem na mensagem que a gente traz com esse personagem que é um grande pilar para a história de Jesus, um personagem que traz uma carga emocional muito profunda. Estar nesse espetáculo é um prazer e uma honra gigantesca”, acrescenta.
Interpretando o Demônio, o ator Flávio Lira afirma que está muito feliz: “Era um desejo meu fazer este personagem porque ele dá margem para trabalhar corporeidade, a textura vocal, fazer o deboche, a comicidade. Como sou palhaço, para mim é um prato cheio, um experimento maravilhoso. Estou numa expectativa muito grande. O espetáculo está ficando belíssimo, o entrosamento da equipe está maravilhoso, com várias cenas belíssimas sendo construídas junto com o coral, com o corpo de baile. Estou bem ansioso”.
Ele ressalta que os ensaios, apesar de intensos, são divertidos, e destaca o entrosamento da equipe, dos bailarinos e bailarinas da Companhia de Dança. “A Paixão de Cristo é um grande encontro de artistas das antigas e novos, um encontro de irmandade, um espírito muito agradável e acolhedor. A condução de Kalline e Everaldo, sempre muito humano. Estou trabalhando ao lado de um elenco de grande peso, que admiro muito. É um momento que representa essa alegria de estar junto com colegas de trabalho e, junto com outros artistas, estamos fortalecendo a classe teatral”.
O ator Marcos Brandão é um dos mais experientes do elenco, tendo iniciado sua atuação na Paixão de Cristo em 1999. Ele interpreta o personagem Pedro, que tem uma importância muito grande na trama: “Pedro é um dos discípulos mais próximos de Jesus. Ele é corajoso, impulsivo e cheio de fé, mas também tem medos e falhas. Em um dos momentos mais marcantes da história, ele nega Jesus por medo, mostrando como até quem ama pode errar. Mas, o mais bonito na trajetória de Pedro é a sua transformação. Depois de cair, ele se arrepende de verdade e encontra o perdão. Isso mostra que todos podem recomeçar, independente dos erros”.



Marcos Brandão afirma que suas expectativas em relação à reação do público são as mais positivas possíveis. “Acredito que cada pessoa presente será profundamente tocada pela intensidade do espetáculo, não apenas pela força da história, mas pela verdade e entrega que o elenco imprime em cada cena. A expectativa é de que, ao final, haja não apenas aplausos, mas também um sentimento de impacto e conexão, daqueles que permanecem mesmo depois que as luzes se apagam”, espera.
Para ele, fazer parte do espetáculo vai muito além de representar: “É algo cheio de significado, responsabilidade e emoção. Participar da Paixão de Cristo é dar vida a uma história que atravessa gerações e toca o público. É um trabalho que exige não só técnica, mas também sensibilidade em cada cena e personagem. Por isso, estar nesse espetáculo é muito gratificante, uma experiência especial que mostra a força do teatro em emocionar e transformar”, completa.











