Uma gripe, por mais simples que seja, pode evoluir para uma síndrome respiratória aguda grave. É por isso que a população precisa estar atenta às síndromes gripais. O problema de saúde exige ainda mais cuidado se atingir um idoso, uma criança pequena ou alguém que possua histórico de doença respiratória. O alerta é feito pela médica da família Marília Barbosa, que integra a equipe da Funasa Saúde, operadora de planos de saúde com mais de 30 anos de história. Ela salienta a importância da vacina para a prevenção da influenza. Neste sábado, dia 28, acontece mais um Dia D de vacinação contra a gripe realizado pelo Ministério da Saúde. Em toda a Paraíba, estarão funcionando 980 postos de imunização contra a influenza.
A médica ressalta que “a maior preocupação com um quadro gripal é que ele vire um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), caracterizado por desconforto respiratório intenso, cianose (coloração azulada/arroxeada em extremidades e ao redor da boca), saturação de oxigênio abaixo de 94%, febre alta e persistente, mal-estar intenso, desmaio, dor/pressão torácica e pode levar a uma parada cardiorrespiratória”. Ela aponta que “a SRAG é, principalmente, causada por vírus como Influenza e Covid-19, além do vírus sincicial respiratório, adenovírus e que já era um fator de preocupação mesmo antes da pandemia”.
Marília Barbosa frisa que “idosos e crianças pequenas (principalmente abaixo de 2 anos) são mais suscetíveis ao pior desfecho e costumam evoluir de forma mais rápida com quadros respiratórios quando desenvolvem síndromes gripais”. Por isso, a médica da Funasa Saúde ressalta que essas pessoas “merecem vigilância ativa e consulta médica precoce quanto aos seus sintomas. Na consulta, podemos avaliar o quadro geral do paciente e, inclusive, orientar quanto aos sinais de alarme para buscar atendimento hospitalar”.
Além desses dois grupos da população, Marília Barbosa alerta que “pacientes imunocomprometidos (em tratamento oncológico, portadores de HIV sem acompanhamento adequado e pacientes em uso de medicações imunodepressoras), gestantes e portadores de doenças respiratórias também entram nos grupos de risco em caso de apresentarem síndromes respiratórias”. E acrescenta: “Todo mundo pode contrair gripe, mas o vírus pode atingir de forma mais grave estes indivíduos. Por isso, eles também são priorizados nas campanhas de vacinação”.
Com relação à imunização, Marília Barbosa destaca que “as campanhas de vacinação ajudam a controlar a disseminação viral e reduzir a possibilidade de ocorrência de casos graves”. Ela lembra que “as vacinas são amplamente distribuídas pelo Ministério da Saúde anualmente, de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações. Isso porque as cepas virais costumam sofrer mutações com certa frequência, e a vacina atual é sempre programada com as cepas mais prevalentes, definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”.
A médica da equipe Funasa Saúde lembra que as síndromes gripais geralmente apresentam sintomas de mal-estar, dor de garganta, coriza, febre, tosse, e costumam durar, aproximadamente, uma semana. Ela explica, ainda, o que é virose e como se dá o diagnóstico. “Virose é um termo popular para qualquer paciente que está acometido de doença viral, seja ela gripal ou não. A gripe é uma doença mais séria, que merece mais atenção”, esclarece.
Marília Barbosa acrescenta que “o diagnóstico de qualquer condição deve ser feito através de avaliação clínica, que pode ou não direcionar para a solicitação de exames complementares, como exames laboratoriais, painel viral respiratório ou exames de imagem”, diz. O tratamento é feito com medicamentos para reduzir os sintomas (febre, por exemplo), antivirais em casos específicos e, se necessário, antibióticos em caso de suspeita de infecção bacteriana concomitante”. Ela aponta, ainda, que uma pessoa com gripe “pode ser necessário suporte de oxigênio, fisioterapia respiratória e interação hospitalar em casos graves”.
Com relação à prevenção, a médica Marília Barbosa explica que ela “pode ser feita com uso de máscaras e limpeza frequente das mãos (com álcool gel ou lavando) ao frequentar ambientes aglomerados/fechados/sem circulação de ar. Manter hábitos saudáveis (alimentação adequada, hidratação, prática de atividade física regular) ajudam no combate à doença”. E finaliza reforçando o valor da imunização: “Vacinação é uma medida de prevenção também muito importante!”
Público prioritário da campanha
As diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) indicam que a vacinação tem como público prioritário crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais vulneráveis às complicações da doença. O objetivo da campanha é imunizar, no mínimo, 90% de cada um desses públicos. Outros grupos prioritários são: puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e população privada de liberdade, entre outros.











