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Alunos de Musicoterapia da Noruega conhecem trabalho desenvolvido no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira

Crianças de projetos sociais participam de atividade com atletas da seleção brasileira de beach Primeiro é realizada a escuta, feita a observação do paciente, levando em conta o contexto psíquico, social e familiar, como o ISo Musical (identidade sonoro musical) no qual ele está inserido. A seguir, é iniciada a atividade com base na realidade de cada um. Assim nasce a Musicoterapia, atividade que o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira vem desenvolvendo há dois meses. Nessa sexta-feira (20) à tarde, a experiência foi apresentada a estudantes e professores de Musicoterapia da Noruega.

O professor da Universidade de Bergen, Vigo Kruger, falou da importância da visita ao complexo paraibano. “O nosso intuito é mostrar para os estudantes como a Musicoterapia funciona na parte psicomotora dos pacientes e como isso pode melhorar a vida deles”, disse.

Durante a visita, foi apresentado um vídeo de uma paciente de 16 anos – ela não fez a apresentação presencial por questões de preservar a sua imagem – que vem fazendo parte dos atendimentos de Musicoterapia do Juliano Moreira. Ela cantou uma música de sua escolha.

O musicoterapeuta Ory Neto, responsável por introduzir e desenvolver o trabalho na unidade, explicou porque fez questão de destacar o trabalho da adolescente. “Observei que ela gostava muito de uma música e, um dia, a toquei no violão. A reação dela foi imediata. Começou a dizer “minha música”. A partir daquele instante, fui ganhando a sua confiança, gerando vínculo, e hoje ela canta várias composições”, relatou.

Questionado sobre a eficácia da Musicoterapia na vida da jovem e dos outros pacientes que participam da atividade, Ory é enfático: “A mudança de comportamento é notória em todos os sentidos. Vai desde a autoestima até a questão da liberação do próprio ser artístico deles. A música chega onde as palavras não chegam. Então, por meio da música, eles vão se expressar da forma mais genuína possível”.

A visita aconteceu graças ao projeto da UFPB “Ressonando direitos: como a música dá voz e combate à exclusão social”, coordenado pelo professor de Música Luís Ricardo Queiroz. “Por meio desse projeto, são desenvolvidas ações de intercâmbio entre Brasil e Noruega com vistas a promover uma formação em música que proporcione os direitos humanos e a equidade social”, informou.

Segundo o coordenador do Núcleo de Ações Estratégicas Especiais do Juliano Moreira, Jonatha Xavier – Musicoterapeuta e Neurocientista -, o resultado das atividades são perceptíveis. “A gente percebe, com muita clareza, diante dos casos clínicos do Complexo, que, por meio da musicoterapia e outras práticas terapêuticas, há remissão de sintomas, promovendo bem-estar e qualidade de vida”, enfatizou.

A atividade de Musicoterapia é ofertada três dias por semana a todos os pacientes da unidade – em torno de 50. O Juliano Moreira é uma grande referência no cuidado em saúde mental no estado da Paraíba, dando suporte para os 223 municípios.

 

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