Unidade de saúde está com escalas médicas incompletas a partir do próximo mês, o que compromete a assistência a gestantes e recém-nascidos
Após reunião realizada com o Ministério Público e representantes da CLIPSI – Hospital Geral de Campina Grande, na última terça-feira (17), o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) formalizou o indicativo de interdição ética da maternidade e da UTI infantil/neonatal da unidade, a partir de 1º de abril, diante da constatação de escalas médicas incompletas nas áreas de obstetrícia e neonatologia.
O diretor de fiscalização do CRM-PB, Antônio Henriques de França Neto, informou que o cenário da assistência materno-infantil em Campina Grande e em outras cidades do interior do estado é marcado por fragilidades estruturais, dificuldades na composição de equipes médicas e risco de descontinuidade de serviços essenciais, o que eleva a vulnerabilidade de gestantes, recém-nascidos e crianças.
“Durante a reunião, foram apresentadas, pelos representantes do hospital, previsões de escalas médicas incompletas a partir de abril, especialmente nos setores críticos da unidade, como a maternidade e a UTI infantil/neonatal, o que motivou a adoção da medida extrema, pelo CRM-PB. As condições apresentadas comprometem a qualidade e a segurança do atendimento médico, com potencial risco à vida e à saúde dos pacientes”, afirmou.
Ele informou ainda que o CRM-PB permanece aberto ao diálogo com os gestores e reforçou a necessidade de adoção urgente de providências que assegurem equipes completas, condições adequadas de trabalho e a continuidade da assistência com qualidade e segurança. “Esperamos que esta situação seja resolvida o quanto antes, pela proteção da sociedade e pela boa prática da medicina”, completou Antônio Henriques.











