O Hospital Municipal Santa Isabel, localizado no bairro de Tambiá, encerrou, neste sábado (14), o atendimento a 36 pacientes agendados para o mutirão de colonoscopia dentro da programação da Prefeitura de João Pessoa para a Campanha Março Azul. A ação, que segue um cronograma de nível internacional para a conscientização sobre o câncer colorretal, ou câncer de intestino, começou na sexta-feira (13) e zerou a fila de pacientes encaminhados pela Central de Regulação do Município.
Segundo a médica Shirlane Frutuoso, coordenadora da Residência Médica em Coloproctologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e líder da Campanha Março Azul na Paraíba, estão previstos para este ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 53 mil novos casos da doença no Brasil, “o que torna essa campanha absolutamente necessária para mostrar que ela é prevenível”.
Ela explica que, diante do aumento de diagnósticos no Brasil e no mundo, com a morte de figuras públicas pela doença, a campanha tem ganhado cada vez mais adesões dos pacientes. “Ela tem dois objetivos: ensinar a população o que fazer para evitar o câncer de intestino e aumentar a oferta de exames para o diagnóstico, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes (primeira fase da triagem) e colonoscopia (padrão ouro) o que é possível com o apoio dos governos, a exemplo do Município, com o mutirão do Hospital Santa Isabel. A instituição, inclusive, é pioneira nessa prestação de serviço para a população”, detalhou.
Ainda este mês ocorrerão mais mutirões, começando no próximo sábado (21), no Hospital Universitário, e durante toda a semana de 23 a 27 de março no Hospital Dia. “No domingo (22), teremos mais uma atividade, desta vez para toda a população, que é a Caminhada Março Azul, com saída do Largo da Gameleira, em Tambaú”, acrescentou.
O chefe do Setor de Endoscopia do Hospital Santa Isabel, médico Sales Pinto, confirmou que o público tem atendido ao chamado através dos mutirões a cada ano. “A grande vantagem dessas ações é que conseguimos diminuir a fila de espera. A partir dos 45 anos é importante fazer esse exame a cada cinco anos para identificar os pólipos, que são lesões que não são câncer, mas considerados pré-malignos e que podem evoluir para o câncer de intestino. Então, é importante fazer a prevenção antes de apresentar os sintomas, que são dor, sangramento, perda de peso, entre outros”, pontuou.
A operadora de produção Dayane Ferreira, moradora do bairro Costa e Silva, tem 20 anos e mesmo estando fora da faixa etária prevista para o mutirão de colonoscopia, aproveitou o chamado para verificar se estava com algum problema mais sério no intestino. “Eu estava com dificuldade para fazer algumas necessidades fisiológicas e as vezes sangrava. Fiz os exames aqui no Santa Isabel e estou saindo tranquila porque não é nada sério, graças a Deus. O atendimento foi maravilhoso, a higienização é boa e a equipe muito legal”, declarou.
O vigilante Diedson de Lima Bezerra, morador do Valentina Figueiredo, tem 22 anos e também não se enquadra na idade considerada ideal para fazer o primeiro exame de colonoscopia, mas diante dos sintomas que tem apresentado entrou em alerta para buscar atendimento no mutirão. “Eu fiz uma endoscopia e foi descoberto um pólipo e fiquei preocupado. Eu soube dessa campanha no Santa Isabel através da minha mãe e consegui marcar o exame. O atendimento está sendo ótimo, o resultado sai na hora e, agora, é só esperar o resultado da biopsia e seguir as orientações médicas”, ressaltou.

Campanha Março Azul – Alerta para a prevenção do câncer de intestino (cólon e reto) e seus fatores de risco, chamando a atenção para a prática de hábitos saudáveis e incentivando a realização de exames (como a colonoscopia) a partir dos 45 anos, o que eleva as chances de cura para até 90%. O exame é feito por meio de sedação e, para isso, além da assistência do médico especializado, o paciente também conta com o acompanhamento de um médico anestesiologista, além de uma equipe multiprofissional.











