28.1 C
João Pessoa
InícioDestaqueJustiça nega medidas cautelares e mantém prisão domiciliar de Padre Egídio

Justiça nega medidas cautelares e mantém prisão domiciliar de Padre Egídio

Durante sessão nesta terça-feira (3), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve a prisão de Padre Egídio de Carvalho Neto. O voto do relator, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, que rejeitou o habeas corpus, foi acompanhado por outros dois juízes.

“O paciente, neste momento, representa um perigo real e concreto para a ordem pública a instrução criminal ou a aplicação da lei penal. A natureza dos crimes imputados ao paciente, organização criminosa, peculato, lavagem de capitais revela uma periculosidade não efímera, mas enraizada em um modus operandi habitual e sofisticado que visava a dilapidação contínua do patrimônio de instituições de saúde e assistência social.”, disse Ricardo, ao negar medias cautelares, a pedido da defesa.

Relembre o caso

No dia 18 de setembro de 2023, padre Egídio de Carvalho, ex-diretor do Hospital Padre Zé, denunciou o furto de celulares doados pela Receita Federal, apontando Samuel Rodrigues como suspeito. Após a denúncia, Padre Egídio renunciou a direção do hospital.

A Polícia Civil investigou Samuel, operador de tecnologia da informação, por furto qualificado, resultando em sua prisão e posterior libertação em setembro. No dia 29 de setembro, Samuel prestou novos depoimentos.

A operação “Indignus” foi deflagrada após a descoberta de irregularidades, iniciando com o furto de mais de 100 aparelhos celulares da instituição.

Os celulares, doados pela Receita Federal, seriam vendidos em um bazar solidário para aquisição de uma ambulância com UTI e um carro para distribuição de alimentos.

Em 5 de outubro de 2023, o Gaeco apurou desvios de recursos públicos em instituições vinculadas ao padre, cumprindo 11 mandados judiciais. A investigação revelou que Padre Egídio desviou cerca de R$ 13 milhões em empréstimos, impactando a verba do SUS.

Diante das denúncias, a Arquidiocese da Paraíba afastou o padre Egídio de qualquer ofício ou encargo eclesiástico, impedindo-o de ministrar missas ou sacramentos

.Após a denúncia anônima apresentada ao Ministério Público, uma força-tarefa foi criada para investigar as irregularidades no hospital. A gestão do Hospital Padre Zé solicitou ao Ministério Público uma ampla auditoria em todas as contas, contratos, convênios e projetos da instituição, após constatar inúmeras dívidas comprometendo sua funcionalidade.

Fábio Augusto
Fábio Augustohttps://pautapb.com.br
Formado pela Universidade Federal da Paraíba em Comunicação Social, atua desde 2007 no jornalismo político. Passou pelas TVs Arapuan, Correio e Miramar, Rede Paraíba de Comunicação (101 FM), pelas Rádios 101 FM, Miramar FM, Sucesso FM, Campina FM e Arapuan FM.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas