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Gestão participativa: Justiça Eleitoral debate novo modelo de orçamento

A modernização da gestão financeira e a eficiência no gasto público pautaram uma reunião estratégica na manhã desta sexta-feira (16), na sede do Tribunal. O encontro teve como objetivo detalhar a implantação do novo modelo de orçamento que passará a vigorar em 2027. O projeto, que integra o rol de Iniciativas Estratégicas discutidas nas Reuniões de Análise da Estratégia (RAE), é capitaneado pelo juiz da 20ª Zona Eleitoral de Araruna, Philippe Guimarães Padilha Vilar, e pelo assessor especial da Presidência, Eduardo Rangel Ribeiro.

Diferente do formato tradicional baseado apenas no preenchimento de formulários, a nova metodologia aposta na “captação ativa” das demandas. O presidente do Tribunal, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, enfatizou que a construção será participativa. “Estamos estabelecendo uma formatação nova para construir participativamente. O modelo antigo de formulários não retratava a realidade. Quando analisamos a estrutura física, de pessoal e tecnologia, percebemos que estava muito distante do que realmente era necessário. Este modelo novo vai a campo com plenárias para entender regionalmente o que as zonas eleitorais precisam”, explicou o presidente.

Cronograma e Eixos Estratégicos

Para viabilizar essa escuta direta, foi definido um calendário de apresentações e debates com juízes e chefes de cartório em diferentes polos do estado. As atividades começam no dia 5 de fevereiro em Cajazeiras, seguindo para Areia (5 de março), Campina Grande (26 de março) e encerrando em João Pessoa no dia 16 de abril.

O juiz Philippe Vilar detalhou que o projeto se sustenta em dois pilares. “O primeiro é simplificar o modelo para que qualquer gestor tenha uma leitura clara das contas e possa direcionar demandas de forma objetiva. O segundo eixo é a captação da efetiva demanda das zonas eleitorais. Por meio das plenárias, faremos a oitiva dos servidores na ponta para construir um orçamento baseado na real necessidade de cada local”, afirmou o magistrado.

Desafios e Transparência Gerencial

A transição para um modelo orgânico traz desafios técnicos e culturais. Segundo o assessor especial da Presidência e gestor do Projeto, Eduardo Rangel, o maior obstáculo é converter as necessidades locais em dados orçamentários precisos. “O desafio é pensar em uma forma de captar essas demandas e trazê-las para o modelo de orçamento participativo. Queremos um sistema mais simplificado que forneça informações gerenciais seguras. Isso trará um novo tempo administrativo, tornando o orçamento orgânico e permitindo que o gestor direcione recursos com muito mais assertividade”, pontuou.

Também esteve presente à reunião, o juiz auxiliar da Presidência, Jeremias de Cássio Carneiro de Melo.

Com essa iniciativa, a Justiça Eleitoral paraibana reforça sua governança, garantindo que os investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoal estejam diretamente alinhados à realidade vivenciada em cada município do estado.

/rafaelkoehler/ascom/tre-pb/

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