O cenário político paraibano foi palco de um intenso debate ideológico no último fim de semana. Após o governador João Azevêdo condenar publicamente a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, o vereador de João Pessoa, Fábio Lopes (PL), reagiu de forma incisiva. Para Lopes, a defesa da “soberania” venezuelana citada pelo governador ignora as violações de direitos humanos cometidas pelo regime chavista.
O Embate nas Redes Sociais
Em sua publicação, o vereador Fábio Lopes direcionou-se diretamente ao chefe do executivo estadual, classificando como “cinismo político” a invocação da soberania em um país marcado pela fome e fraude eleitoral.
“Senhor Governador João Azevêdo, lamento informar-lhe que ditadura não tem soberania; tem opressão”, escreveu o vereador. “Invocar ‘soberania’ enquanto o povo passa fome, come cachorro para sobreviver, eleições são fraudadas e opositores são mortos é cinismo político. A verdadeira soberania é a do povo — não a de ditadores com fuzil.”
Críticas ao Judiciário e Defesa de Bolsonaro
Além de apoiar a ação do presidente Donald Trump — que justificou a operação como uma medida contra o narcoterrorismo e em defesa da democracia — Fábio Lopes aproveitou para traçar um paralelo com o Brasil. O parlamentar afirmou que a oposição brasileira enfrenta perseguições semelhantes às do regime venezuelano.
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Massacre Político: Lopes afirmou que parlamentares de direita no Brasil são “cassados, presos e massacrados” apenas por expressarem opiniões.
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Caso Bolsonaro: O vereador questionou a cassação dos direitos políticos de Jair Bolsonaro, referindo-se ao caso como uma punição sem crime por uma simples reunião com embaixadores.
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Modelo Comunista: Segundo Lopes, a Venezuela servia de modelo para “ditadores brasileiros” que buscam implantar o comunismo no país, mas que agora “caíram do cavalo” com a queda de Maduro.
Perspectivas para o Brasil
Para o vereador, a prisão de Maduro — que já se encontra em uma unidade de detenção federal nos Estados Unidos — terá desdobramentos significativos em solo brasileiro. Ele reiterou sua confiança na força do “povo patriota e trabalhador” para resistir a avanços autoritários.
Até o momento, o governador João Azevêdo não respondeu diretamente às críticas do vereador, mantendo sua posição de que a força não deve substituir a diplomacia nas relações internacionais.












