ELEIÇÕES E AS REDES SOCIAIS II – Leia Demétrius Faustino

Não temos dúvida que uma eleição para governador é a que desperta mais paixão, muito embora a eleição municipal no nosso sentir, seja mais importante, pois trata-se de uma disputa à parte pautada por problemas do dia a dia de uma cidade, e portanto, o contato do eleitor com os candidatos são mais próximos, corpo a corpo, e esta já está para acontecer, pois o período para realização das convenções partidárias encerrou, e já estamos quase na boca da urna.

Entretanto, será uma eleição diferenciada das anteriores, pois praticamente sem comício, sem reunião com grande número de pessoas, em razão do medo do coronavírus. Não podemos afirmar se isto é bom ou não para os candidatos, mas o fato é que para o ser humano é, pois o coronavírus lhe jogou nos braços dois estados de espírito morais que andavam esquecidos ou abandonados: a solidão e a solidariedade.

E quem de fato vai tomar de conta desse pleito eleitoral são as redes sociais, através do WhatsApp, Facebook, Instagram, sem esquecer dos hackers, que estão de prontidão para invadir os computadores, bem como as devastadoras fake news, que embora proibidas por lei, ocupam sem limites as campanhas distribuindo mentiras, infâmias e difamações, criando um estrago, um efeito colateral tão marcante que não dá tempo para desmentir no decorrer da campanha.

De fato, desde as eleições de 2018, ficou bem claro que a mídia tradicional não possui mais tanta influência como antigamente. É esperado que a influência das redes sociais nessas eleições 2020 seja ainda maior e isso sim defina a candidatura de novos candidatos para os cargos públicos.

Em outro artigo já expressamos opinião sobre as redes sociais e aqui ratificamos: As redes sociais serão extremamente necessárias nessa eleição, porquanto já estão substituindo efetivamente a pré-campanha que ficou totalmente inviabilizada, já que os pré-candidatos e seus partidos, desde o mês de março, não podem realizar reuniões, encontros, seminários, congressos, debates etc.; apresentar a pretensa candidatura; difundir suas qualidades pessoais; expor suas plataformas e projetos políticos.

No macro processo eleitoral será ainda mais indispensável e protagonista, em razão da proibição, por exemplo, de aglomerações.

Sem esquecer que há muito tempo a propaganda no rádio e na TV não tem nenhum sentido, nenhuma importância na campanha das proporcionais, o que nos parece inclusive, não provocar nenhum sentimento no eleitor. Nem mesmo a dosada esperança, que é a profissão dos brasileiros.

E também não tem na campanha majoritária, pois na eleição de 2018 o presidente eleito tinha apenas 8 segundos de tempo na propaganda eleitoral gratuita no primeiro turno. Por outro lado, o candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, que tinha 5 minutos e 32 segundos de mídia televisiva, foi o quarto colocado na disputa. Seria esse um efeito da relação entre eleições e redes sociais? Claro, que sim.

Um fato é certo: elas são uma forte tendência da comunicação no cenário político; são mais parceiras que adversárias, pois sem dúvida, acaba ou diminui as campanhas milionárias, e se faz uma política pautada pela transparência e pela participação popular.

Esse tipo de canal ainda faz com que as pessoas se relacionem com os políticos, enviando perguntas, fazendo cobranças e tendo voz ativa na comunicação.

João Pessoa, setembro de 2020.

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