Em Brasília, Pinto do Acordeon recebe homenagem póstuma no Palácio do Planalto

O cantor paraibano Pinto do Acordeon, que morreu em julho, recebeu uma homenagem póstuma durante uma cerimônia nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, em Brasília. A família do artista recebeu uma placa de homenagem pela contribuição cultural da obra dele.

Com direito a homenagem de Bolsonaro, Pinto do Acordon se torna Patrimônio Cultural do Brasil

A ocasião contou com as presenças do Presidente da República, Jair Bolsonaro, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e do secretário especial da Cultura, Mário Frias.

“Um virtuoso, como são chamados aqueles artistas que dominam como poucos um instrumento e a sua arte. (…) Pinto do Acordeon foi um autêntico representante da musica paraibana, que com seu acordeon e muito talento, emocionou e marcou nossas vidas. Um nordestino arretado, daqueles que enchem de orgulho a gente ser brasileiro”, disse durante discurso o secretário especial da Cultura, Mário Frias.

A cerimônia celebrou a obra do artista, que ajudou a fortalecer e valorizar a música popular brasileira. “Que a nossa cultura nordestina, que o nosso forró e que a importância de tudo isso continue sendo reconhecido pelo seu valor único!”, escreveu Mô Lima, um dos filhos do cantor, em uma rede social.

Pinto do Acordeon

Francisco Ferreira Lima nasceu em Conceição, no Sertão da Paraíba. Ele se tornou popular a partir de apresentações que realizava junto Luiz Gonzaga, o ‘Rei do Baião’. Durante toda a carreira, somam-se cerca de 20 álbuns gravados, entre LPs e CDs.

Ele lançou seu primeiro LP solo (1976), no mesmo ano, a canção “Arte culinária”, uma parceria sua com Lindolfo Barbosa, fez sucesso com o Trio Nordestino; o LP “Gosto da Bahia”, pela Gravadora Japoti (1970); o álbum “As filhas da viúva” (1980); o LP “O rei do forró sou eu” Nova Produções (1994); participou da gravação do DVD do grupo paraibano Clã Brasil (2006); e os CDS: 20 anos de estrada, De língua, Forró Cocota, Me botando pra roer, Projeto divino, Eco nordeste, Vem viver essa paixão, Deixa o dia clarear; Sertanejo, entre outros.

A obra do cantor e compositor Pinto do Acordeon se tornou Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado da Paraíba no dia 13 de julho de 2019. Em setembro do mesmo ano, ele foi reconhecido com o título “Mestre das Artes Canhoto da Paraíba”.

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