Pedro Cunha Lima não se pronuncia entre Tovar e Bruno, e deixa entender que pode disputar Prefeitura de Campina

‘Na política o amigo de hoje pode ser o inimigo de amanhã’, essa expressão muito usada para traçar certas atitudes de alguns políticos, pode ser muito bem usada nas afirmações a imprensa nesta semana do deputado federal e presidente estadual do PSDB, Pedro Cunha Lima, que novamente ao não definir seu apoio e do seu pai o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) ou ao ex-deputado Bruno Cunha Lima (PSD), cozinha os dois postulantes a fogo-maria, ao mesmo tempo em que não nega sua intenção de entrar no páreo.

Ontem(21), em entrevista Pedro ao velho script dos Cunha Limas, defendeu a unidade do grupo e disse que o nome escolhido deverá reunir esforços para apresentar “soluções administrativas” para a cidade a partir de 2021. Porém ao não anunciar mais uma vez seu apoio a Tovar ou Bruno, não negou que pode ser o escolhido.

Sem descartar a possibilidade de ser o candidato, Pedro disse que não tem “fixação” ou “obsessão” pela disputa, numa critica ao a atual disputa entre os postulantes Tovar e Bruno. “Se for o meu nome ficarei honrado e com uma vontade imensa de acertar, mas também posso ser representado em outras alternativas. Procuro não ter nenhum tipo de fixação, ou obsessão. O que a gente tem que estar é sempre pronto para oferecer nosso trabalho”, assinalou a imprensa.

Pedro é apontado por alguns como o nome que poderia, eventualmente, ‘apaziguar’ o grupo. A escolha do candidato deve acontecer até o início de agosto. Ou, a depender do nível de acirramento, ser prorrogada para setembro.

 

 

Pedro e suas incoerências – Após admitir a indicação de Evaldo Cruz Neto para a superintendência da Sudene, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) filho do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou, em emissora de rádio e sites, que foi o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, quem lhe pediu uma indicação. Mas o parlamentar assegurou que mantém sua “independência política” em relação ao governo de Jair Bolsonaro, o que parece uma contradição. Pois, a indicação, sugere que o deputado aderiu às pautas governistas. Detalhe: advogado, Evaldo Cruz Neto é cunhado do parlamentar e, portanto, genro do ex-senador. Outro ponto é que Pedro vem seguidamente votando favorável nas pautas governistas na Câmara, a exemplo, do seu voto favorável pela Reforma da Previdência.

Entenda o passado de Cássio na Sudene – Em pesquisa realizada pela própria Sudene em 1992 também ficou patente a tendência já apontada de privilegiar as grandes indústrias, com destaque para o setor químico e metalúrgico, em geral com capital vindo de fora da região. De acordo ainda com esses dados acionistas do sudeste controlavam 50% do capital social das empresas beneficiadas pela Sudene, enquanto o capital local detinha 39%.

Em 1993, uma auditoria do Tribunal de Contas novamente indicou a existência de casos de corrupção envolvendo a Sudene, que na época era presidida por Cássio Cunha Lima (PMDB-PB). Essas denúncias repercutiram na imprensa, o que teria provocado, inclusive, uma tentativa de assassinato. Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB), acreditando que a fonte das denúncias era o ex-governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity, tentou matá-lo no dia 5 de agosto de 1993. Nove anos depois os sócios da empresa Sampa S/A foram condenados à pena de reclusão pela Justiça Federal por terem participado de um esquema que desviou mais de meio milhão de reais justamente durante a gestão de Cássio Cunha Lima.

Em janeiro de 1994, Cassio Cunha Lima foi afastado da Sudene, tendo sido substituído pelo General Nilton Moreira Rodrigues, cuja gestão do General foi marcada por uma tentativa de moralização. Veja mais clicando: https://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/superintendencia-do-desenvolvimento-do-nordeste-sudene

Outras incoerências de Pedro Cunha Lima – Pedro vêm se manifestando na Câmara dos Deputados desde seu primeiro mandato, como um parlamentar contra os privilégios, porém esquece que sua família é recheada de regalias, que vão desde seu pai o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) que recebia, um total, R$ 57,2 mil, entre salário do Congresso e pensão como ex-governador da Paraíba, algo muito criticado pelos brasileiros, a inúmeras indicações de familiares e amigos em cargos públicos sem concurso. O acumulo de vencimentos de Cássio já foi destaque diversas vezes na mídia nacional, como nessa matéria no G1 no link: https://goo.gl/jHmhHo. O governo da Paraíba tem uma despesa anual de R$ 2,5 milhões com pensões vitalícias para ex-governadores e viúvas.

Escândalo nacional – Em agosto de 2017, a família Cunha Lima, foi destaque nacional, em matéria do portal Congresso em Foco, devido à grande quantidade de parentes sem concurso no serviço público. (Confira a matéria no link: https://goo.gl/fkNppu). Na matéria traz a família Cunha Lima como um dos grupos que mais tentam sobreviver da política.

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