Em Campina, Romero autoriza o uso da hidroxicloroquina em pacientes da Covid-19

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), anunciou a implantação de um protocolo para uso da hidroxicloroquina nos pacientes com Covid-19 submetidos a tratamento no município. A utilização do medicamento, que é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia, é alvo de divergências na comunidade científica. Um estudo recente, feito nos Estados Unidos, não demonstrou bons resultados na medicação. Em Campina a substância deverá ser utilizada em pacientes com estágio inicial da doença, juntamente com outros medicamentos.

“Trata-se de um protocolo que tem apresentado resultados positivos em estados como Pará, Maranhão e Piauí, com notáveis vantagens para os pacientes e também por diminuir o risco de colapso ao nosso sistema de Saúde”, argumenta o prefeito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde as pessoas com sintomas de Covid-19 que procurarem a UPA do Alto Branco passarão a ser tratadas, nessa fase inicial, com um coquetel de medicamentos que inclui a Hidroxicloroquina. Mesmo seguindo para o próximo estágio no fluxo de atendimento, no Hospital Pedro I, o paciente continuará a ser medicado com o coquetel – sendo liberado para casa sob monitoramento da equipe da Saúde Municipal.

A expectativa é de com isso o paciente acelere a cura e diminua o tempo de permanência nos leitos de internação. A aplicação do coquetel não acontecerá para grávidas, cardiopatas e outras condições especiais de saúde dos pacientes.

Estudo com a hidroxicloroquina nos EUA não demonstrou bons resultados

Um estudo realizado por médicos de Nova York mostrou que a hidroxicloroquina pode não ser eficaz contra a Covid-19. O estudo avaliou o uso da medicação em 25 hospitais da região metropolitana de Nova York. Os pesquisadores analisaram os dados de 1.438 pacientes com Covid-19, internados entre os dias 15 e 28 de março.

Eles foram divididos em quatro grupos. Num deles, os pacientes receberam uma combinação de hidroxicloroquina – usada no tratamento de doenças como malária e lúpus – e o antibiótico azitromicina. Outro grupo, recebeu apenas hidroxicloroquina. O terceiro, apenas azitromicina. E o quarto grupo, nenhum desses medicamentos. Os grupos da pesquisa um e dois, que usaram hidroxicloroquina, tiveram uma taxa de mortalidade maior.

 

Pleno Poder/Jornal da Paraíba

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